Mostrando postagens com marcador Transtorno de ansiedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transtorno de ansiedade. Mostrar todas as postagens

Ex-funcionários do Facebook e do Google criam campanha para proteger crianças do vício em redes sociais

0















No atual debate sobre os impactos negativos que as redes sociais e os smartphones podem ter na saúde dos usuários e na sociedade, o mais recente alerta vem dos profissionais que ajudaram a criar esses produtos e ferramentas.

Um grupo de ex-funcionários do Google, do Facebook e de outras grandes companhias do Vale do Silício acaba de lançar nos Estados Unidos uma campanha para informar o público sobre os riscos da tecnologia digital, especialmente para crianças, e pressionar as empresas do setor a serem mais transparentes.

O grupo, denominado Center for Humane Technology (Centro para uma Tecnologia Humana, ou CHT na sigla em inglês), uniu esforços com a Common Sense Media, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças, em uma estratégia que inclui ações em 55 mil escolas públicas em todo o país, lobby no Congresso, novas pesquisas científicas sobre o tema e ações conjuntas com engenheiros e designers em busca de produtos mais saudáveis.

O objetivo, dizem os idealizadores, é proteger jovens usuários do que consideram "esforços deliberados" das empresas para atingir e manipular esse público.

"As empresas de tecnologia estão conduzindo um experimento em massa e em tempo real com nossas crianças", disse o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, no lançamento da campanha, batizada de The Truth About Tech ("A Verdade Sobre a Tecnologia").

"Seu modelo de negócios geralmente estimula a fazer o possível para capturar a atenção, sem se preocupar com as consequências depois, mesmo que essas consequências possam, às vezes, prejudicar o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças", afirma Steyer, ressaltando a necessidade de responsabilizar essas companhias por suas ações.

Riscos

Segundo especialistas da Common Sense e do CHT, entre os riscos associados ao vício em tecnologia digital estão distúrbios de atenção, perda de produtividade, dificuldade de pensamento crítico, depressão, estresse, ansiedade e pensamentos suicidas.

Dados da Common Sense indicam que 98% das crianças americanas com menos de oito anos de idade têm acesso a um dispositivo móvel em casa, por meio do qual podem estar expostas a mensagens de ódio, notícias falsas e aplicativos projetados para mantê-las conectadas pelo maior tempo possível.

Em pesquisa nacional realizada em 2016, metade dos adolescentes entrevistados disseram ser viciados nesses dispositivos.

"Nos últimos dois ou três anos, percebemos que as plataformas sociais estão invadindo as vidas de nossas famílias e de nossas crianças", disse à BBC Brasil a porta-voz da Common Sense, Maria Alvarez.

"Nós entendemos que a tecnologia veio para ficar e vai ter um papel cada vez maior na vida das pessoas. Queremos garantir que os jovens cresçam tirando proveito dessas ferramentas poderosas, mas de maneira segura", ressalta.

Em resposta à campanha, o Facebook declarou que é "uma parte valiosa da vida de muitas pessoas".

"Nós levamos nossa responsabilidade a sério e já tomamos medidas, incluindo mudanças recentes no News Feed e controles parentais incluídos no Messenger Kids, que é livre de anúncios", disse Antigone Davis, diretora de segurança global do Facebook. "Estamos comprometidos em fazer parte desse diálogo."

Preocupações

O CHT foi fundado por Tristan Harris, que era responsável por questões éticas no Google, e inclui nomes como Justin Rosenstein, o criador do botão de "curtir" no Facebook, Lynn Fox, ex-executiva de comunicações da Apple e do Google, e Sandy Parakilas, ex-gerente de operações do Facebook.

Em seu manifesto, o CHT diz que esse grupo de profissionais entende "intimamente a cultura, incentivos de negócios, técnicas de design e estruturas organizacionais que guiam como a tecnologia sequestra nossas mentes".

A campanha é lançada em meio à discussão sobre o impacto que notícias falsas disseminadas pelas redes sociais tiveram nas eleições americanas em 2016 e em um momento em que vários nomes da indústria de tecnologia vêm manifestando preocupação sobre os efeitos negativos de seus produtos.

No ano passado, um ex-executivo do Facebook, Chamath Palihapitiya, chamou a atenção ao declarar que a rede social estava destruindo os fundamentos da sociedade. O CEO da Apple, Tim Cook, confessou recentemente que não gostaria que seu sobrinho usasse redes sociais.

Em janeiro, mais de cem pediatras e educadores enviaram carta aberta ao Facebook pedindo o fim do Messenger Kids, serviço de mensagens específico para crianças.

Estratégias

Diante desse cenário, a campanha pretende engajar especialistas, investidores e executivos da indústria em busca de reformas que reduzam o potencial nocivo de seus produtos. O CHT está desenvolvendo um guia com "padrões de design ético" para orientar engenheiros e designers.

Os organizadores pretendem fazer lobby por leis que restrinjam o poder e exijam mais transparência por parte das grandes empresas de tecnologia e que criem melhores proteções para os consumidores.

Outra iniciativa será uma ampla pesquisa sobre a magnitude do vício em tecnologia digital entre jovens, que pretende avaliar as consequências físicas e mentais e os impactos de curto e longo prazo.

Nas escolas, as ações incluem material para ajudar professores a discutir com seus alunos o vício em tecnologia digital e as estratégias usadas pelas empresas para prender a atenção dos usuários.

"Queremos educar os jovens sobre como as empresas de tecnologia atuam, para que eles entendam por que se sentem tão viciados em seus telefones", observa Alvarez.

"Sabemos que não vai ser fácil, mas é encorajador ver que há um número crescente de pessoas-chave na indústria falando sobre isso."
Continue lendo este Post »

10 fatos sobre ataques de pânico que você precisa saber

0



Eles podem atingir qualquer um a qualquer momento — tenha você um histórico de ansiedade ou não.


1. Qualquer um pode ter um ataque de pânico.

Eles podem atingir qualquer um a qualquer momento — tenha você um histórico de ansiedade ou não. Às vezes, a causa pode ser óbvia (você acabou de ser demitido, está em uma situação social estressante e tem ansiedade social ou é confrontado com algo que o assusta), mas outras vezes esses ataques parecem completamente aleatórios.

2. Há uma diferença entre ter um ataque de pânico ocasional e ter síndrome do pânico.

A síndrome do pânico é caracterizada por ataques de pânico recorrentes, bem como uma preocupação significativa entre os episódios de que você teráum ataque de pânico, o que pode interferir na sua vida diária, explica a psicóloga clínica Merav Gur. Se você tiver ataques de pânico recorrentes, provavelmente preencherá os critérios para a síndrome do pânico. Mas até mesmo um ataque de pânico seguido por uma forte angústia e interferência na sua vida diária pode sinalizar a síndrome do pânico.

3. Algumas pessoas são mais propensas a desenvolver síndrome do pânico do que outras.

Ela é mais comum nas mulheres do que nos homens e muitas vezes começa no início da idade adulta, diz Gur. Você também pode ter uma predisposição genética para desenvolver a síndrome do pânico se tiver um membro da família diagnosticado com ela ou outro distúrbio de ansiedade, explica o psicólogo Reid Wilson, autor de "Don't Panic: Taking Control of Anxiety Attacks" [Não entre em pânico: retomando o controle de ataques de ansiedade" e diretor do Centro de Tratamento de Distúrbios de Ansiedade.

Como você lida com um ataque de pânico também pode afetar se você desenvolve ou não a síndrome do pânico, diz Gur. Algumas pessoas podem ter um ou dois episódios e mais nada, enquanto outros podem sofrer de uma preocupação e medo extremos após um ataque de pânico, o que pode levar a uma síndrome do pânico.

4. Os sintomas de um ataque de pânico são terríveis e muito reais.

Algumas pessoas também passam pela desrealização (sentimentos de falta de realidade) ou despersonalização (sentir-se fora de si), mas estes são menos comuns, diz Gur. Ninguém sabe por que algumas pessoas passam por alguns desses sintomas e não outros, mas geralmente entende-se que um ataque de pânico envolve pelo menos quatro desses sintomas. Os sintomas surgem de repente e podem durar de alguns segundos a meia hora, embora geralmente durem cerca de 10 minutos, diz Wilson. Dito isso, você pode sentir alguns sintomas residuais por um tempo depois que ele passa.

5. O que você realmente está sentindo durante um ataque de pânico é uma estimulação exagerada do seu sistema nervoso simpático.

Um ataque de pânico é essencialmente seu corpo iniciando sua reação de lutar ou fugir, quando na verdade não existe nenhuma ameaça real. Então, se você estivesse cara a cara com um leão, você estaria totalmente pronto — mas você não está, você está cara a cara com a Netflix, então pensa: O QUE ESTÁ ACONTECENDO? POR QUE MEU CORAÇÃO ESTÁ BATENDO ASSIM? MINHA MÃO ESQUERDA ESTÁ DORMENTE E ESTOU MORRENDO COM CERTEZA. Uma reação totalmente legítima.

Então, o que realmente está acontecendo no seu corpo para causar todo esse caos? Wilson explica: primeiro, seu cérebro percebe alguma ameaça, que pode ser algo como um medo aleatório que você nem sequer percebeu ou um ritmo cardíaco estranho. Seu tálamo leva essa informação sensorial à sua amídala, que a traduz como perigo e desencadeia o estímulo do seu sistema nervoso simpático, que desencadeia a reação de lutar ou fugir. Nesse período, a epinefrina (a adrenalina do seu corpo) é secretada no seu cérebro e no seu corpo, o que desencadeia sintomas, como aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada, sudorese, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, boca seca e outros.

Estas são respostas simpáticas normais — elas aconteceriam naturalmente se você estivesse em uma briga com um leão —, mas como você NÃO está cara a cara com um leão, você começa a entrar em pânico e atribui significado a esses sintomas para tentar dar sentido a eles, como se estivesse tendo um ataque cardíaco, uma reação alérgica, estivesse prestes a desmaiar, realmente morrendo etc. Esse medo e pânico podem causar outros sintomas e também podem desencadear hiperventilação (que pode adicionar sintomas como tremores, formigamento, tonturas, problemas de respiração, dor no peito etc.).


6. Os ataques de pânico parecem vir do nada, mas na verdade não é assim.

Sempre há algum tipo de gatilho, mas pode ser algo sutil, como um pensamento passageiro, que você nem toma consciência, diz Gur. Além disso, você pode ter um ataque de pânico meses depois de algo estressante ou traumático ter acontecido (como algum tipo de perda, separação ou reprovação), diz Wilson. Então, mesmo quando parece que um ataque de pânico é totalmente aleatório, pode ser útil tentar pensar (sozinho ou com um psicólogo) em algum potencial desencadeador.

7. Exercícios de respiração ou técnicas de meditação podem ajudá-lo no momento.

Simplesmente dizer a alguém para "respirar" durante um ataque de pânico não é realmente útil, porque a respiração incorreta pode piorar a situação. O que você deve fazer é uma respiração diafragmática, onde na verdade é a sua barriga que se expande para dentro e para fora (em vez do seu peito). "Imagine que você tenha um balão na barriga", diz Gur. Também é útil levar mais tempo para expirar do que inspirar (então, você pode tentar inspirar por três segundos, exalando por quatro segundos).

Outra tática útil é o relaxamento muscular progressivo, que é essencialmente fazer uma verificação corporal completa, onde você aperta e solta cada grupo muscular em seu corpo. Você pode começar na sua cabeça ou nos dedos dos pés e revezar tensionando um grupo muscular por alguns segundos, depois relaxar por cerca de 30 segundos e depois seguir para o próximo grupo muscular.

8. A síndrome do pânico pode levar você a fazer pequenas mudanças de estilo de vida que podem parecer pouca coisa, mas que na verdade tornam o pânico pior.

O problema de fugir da situação sempre que você tem um ataque de pânico é que isso funciona... a curto prazo. Depois que o pânico desaparece, você sente que foi uma boa decisão retirar-se da situação e você faz uma associação entre o pânico e tudo o que estava acontecendo (estivesse você no supermercado, assistindo a um filme assustador, no trem, comendo comida indiana, seja o que for).

Quando você tem síndrome do pânico, teme que terá um ataque de pânico novamente, e isso faz com que você evite certas coisas que associa a ele. Então, talvez você comece a pegar o ônibus em vez do trem, ou passe a sentar no corredor quando for ao cinema, ou só vá ao supermercado acompanhado. Você poderia dizer a si mesmo que essas são simplesmente escolhas insignificantes, mas realmente "você está evitando se colocar em situações em que você potencialmente pode entrar em pânico e ter que lidar com isso", explica Gur.

"Se você começa a evitar certas coisas, alterar o seu dia, recusar determinadas tarefas no trabalho, você sabe que está cedendo à ansiedade", diz ela. "Você pode se sentir bem e não entrar em pânico por não estar fazendo coisas que causam pânico, mas na verdade você não está lindando com a ansiedade". Em vez de lidar com o seu pânico, você está, na verdade, dando mais força a ele.

9. Se você está tendo ataques de pânico e uma preocupação significativa entre os ataques (ou está mudando seu comportamento por causa deles), procure um psicólogo e um psiquiatra. 

Quer você tenha tido um ataque de pânico ou 20, um psicólogo pode ajudá-lo a lidar com seus sintomas e gatilhos.

Se você ainda sofre de ataques de pânico ou síndrome do pânico, um médico ou psiquiatra pode sugerir medicação. A síndrome do pânico é normalmente tratada com ISRSs (inibidores seletivos de recaptação da serotonina, também conhecidos como antidepressivos), os quais você tomaria diariamente. Em alguns casos, um médico pode prescrever benzodiazepínicos (como Xanax), o que seria uma solução rápida, mas temporária.

Mas eis a questão: pesquisas mostram que a medicação isolada é o tratamento menos efetivo para a síndrome do pânico, diz Wilson. As opções mais eficazes são a terapia uma combinação de terapia e medicação.

10. A síndrome do pânico é o distúrbio de saúde mental mais tratável.

Com o tratamento certo — ou seja psicoterapia, medicação — você pode controlar ou eliminar completamente seus ataques de pânico, diz Gur. Sério, pense nisso por um segundo. Os ataques de pânico e a síndrome do pânico são realmente aterrorizantes, mas é encorajador saber que eles também podem ser muito controláveis. Isso não quer dizer que você nunca mais terá um ataque de pânico, mas seu objetivo pessoal pode ser chegar a um ponto em que possa controlar seus sintomas, reconhecer quando você estiver tendo um e não deixar o pânico aumentar.

"A síndrome do pânico deseja que você caia na ideia de que algo terrível está acontecendo", diz Wilson. Armar-se com educação e treinamento de plenitude mental antecipadamente pode ser muito útil, mas seu tratamento pode ser um processo contínuo que fica mais fácil com o tempo.
Continue lendo este Post »

Exposição na Bélgica traz roupas de vítimas de estupro para romper mito de 'culpa da mulher'

0




Em 2016, uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que mais de um terço dos brasileiros acredita que "mulheres que se dão ao respeito não são estupradas". No mesmo estudo, 30% disseram que "mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada".

Uma exposição de roupas de vítimas de estupro na Bélgica, porém, contradiz essa lógica. Exibida em Bruxelas, a mostra traz trajes que mulheres e meninas estavam usando no dia em que sofreram a violência sexual e reúne calças e blusas discretas, pijamas e até camisetas largas.

O objetivo dos organizadores é derrubar o "mito teimoso" de que roupas provocativas são um dos motivos que leva a crimes de violência sexual.

A exposição levou o nome de "A culpa é minha?", em referência à pergunta que muitas vítimas se fazem depois de um ataque. Ela reúne 18 conjuntos doados à ONG CAW East Brabant, de apoio às vítimas de violência sexual. Ao lado de cada roupa está um papel, com uma pequena resposta à pergunta: “O que você estava vestindo?”.

À primeira vista, o público fica chocado, porque a exposição é muito visual. Num segundo momento, os visitantes se identificam com as histórias, o que torna o impacto ainda mais forte — contou Delphine.
"O que você percebe imediatamente quando vem aqui: todas as peças são completamente normais, roupas que qualquer um usaria", afirmou Liesbeth Kennes, que faz parte do grupo de apoio a vítimas de estupro CAW East Brabant, organizador da exposição.
O que você nota imediatamente é que são itens normais que qualquer pessoa vestiria, não roupas de látex. Existe até uma camiseta infantil do “My Little Pony”. Esta também é uma dura realidade: a maioria das vítimas de estupro lembra exatamente o que estava vestindo — apontou Liesbeth, à VRT Radio 1. — Algumas vítimas começam a pensar que elas são em parte responsáveis pelo que aconteceu como resultado do que estavam vestindo ou de como se comportavam. Mas só há uma pessoa responsável, uma pessoa que pode prevenir o estupro: o próprio estuprador.


Culpa da vítima

Kennes ressalta que "a culpabilização da vítima" ainda é um problema sério em casos de violência sexual. Ela cita que muitas mulheres se questionam se podem ter sido, de alguma forma, responsáveis pela agressão que sofreram por conta de alguma atitude ou de algo que estavam vestindo.

Em 2015, ela mencionou em uma entrevista a um veículo belga que apenas 10% dos estupros no país eram denunciados para a polícia e que, desses todos, somente um em cada dez resultava em condenação.

"Por trás desses números há pessoas de carne e osso. Mulheres, homens, crianças. Nossa sociedade não incentiva as vítimas a denunciarem ou a falarem abertamente sobre o que passaram", pontuou Kennes.
Eu realmente espero que as pessoas mudem suas visões sobre as vítimas — comentou Delphine Goossens, gerente de projetos do serviço de prevenção de Molenbeek. — O estupro não é sobre sexo, de um cara que não consegue controlar os seus desejos. É sobre poder.
Brasil

E a questão não se restringe à Bélgica. No Brasil, por exemplo, um relatório publicado em dezembro de 2016 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que 30% dos brasileiros concordam que “a mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”, e 37% acreditam que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. 42% dos homens disseram que "mulheres que se dão ao respeito não são estupradas", enquanto 32% das próprias mulheres acreditam nessa mesma premissa.

É um problema mundial. Nós ouvimos muitas histórias, dizendo que as mulheres "queriam" fazer sexo por causa da roupa que estavam vestindo — disse Delphine. — Espero que a exposição mude a forma como as pessoas pensam sobre o assunto e como conversam com as vítimas.

Outro dado alarmante mostra que no Brasil, estima-se que aconteça um estupro a cada 11 minutos - a subnotificação dos casos também é grande e somente 10% deles são levados à polícia, segundo o Ipea. São 50 mil casos registrados por ano, mas a estimativa é que existam pelo menos 450 mil.
“SÓ HÁ UM RESPONSÁVEL: O ESTUPRADOR”
Enquanto vítimas são acusadas de se vestirem de maneira provocativa ou de andarem sozinhas na rua à noite, Kennes reforça: "Só há uma pessoa responsável, uma pessoa que pode prevenir o estupro: o próprio estuprador".
Continue lendo este Post »

Tico Santa Cruz acusa escola de preconceito contra sua filha

0


O cantor relatou que o colégio Carolina Patrício negou a matrícula de Bárbara, diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Nas redes sociais, o cantor Tico Santa Cruz denunciou uma instituição de ensino que, segundo ele, não aceitou a matrícula de sua filha, diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Já o colégio, tradicional no Rio de Janeiro, nega preconceito e afirma que houve um desentendimento.

Segundo relato feito pelo cantor no Facebook, a filha Bárbara estudava em escola bilíngue e precisou trocar de instituição. A família procurou então o colégio Carolina Patrício, que tem histórico de inclusão de alunos especiais em suas quatro unidades no Rio de Janeiro.

Na versão de Tico Santa Cruz, a criança teria feito uma avaliação para ingressar no quarto ano (antiga terceira série), mas foi impedida de concluir a matrícula porque, segundo a escola, não havia vaga. A família tentou, então inscrevê-la no terceiro ano, para que a garota repetisse o conteúdo que havia cursado na outra instituição. De acordo com Tico, a escola informou que havia vagas, mas que seria agendada uma nova prova para a garota. Mais tarde, no entanto, ele teria sido informado de que não havia vagas em nenhuma de suas unidades.

O cantor relatou que tentou falar com a coordenadora de turno da unidade Barra da Tijuca/Novo Leblon, mas foi avisado de que ela não estava. Tico afirma que quando ligou de novo, se passando por outra pessoa, conseguiu o contato com a coordenadora. Quando Tico identificou, ela teria dito que a matrícula no terceiro ano não seria possível porque a escola não aceita realocação de alunos. O cantor passou a alegar, então, preconceito e exclusão de especiais.

O colégio se pronunciou por meio da diretora geral, Noemi Patricio. "A escola não faz seleção de perfis de alunos. Bárbara não conseguiria acompanhar o quarto ano por questões de aprendizado, e não tinha vaga no terceiro ano da unidade Barra da Tijuca/Novo Leblon". Segundo Noemi, há vagas em outras unidades do Rio de Janeiro, mas a escola não teve tempo de se comunicar com a família antes da repercussão do relato de Tico nas redes sociais.


Continue lendo este Post »

O que uma pessoa com transtorno de ansiedade gostaria que você soubesse, mas não tem coragem de te contar:

0



Ela quer que você entenda e não se aborreça quando ela faz a mesma pergunta mais de uma vez. Desligamos o forno? Sim. Fechamos as portas? Sim. Estaremos bem se algo ruim acontecer? Sim. Ela só quer ouvir da pessoa que ela mais confia que tudo vai ficar bem. 

Ela quer que você a lembre que ela não tem que se sentir culpada e que não tem nada para se desculpar, mesmo que ela o peça o tempo todo, afinal, ela precisa de apoio para lidar com a sua ansiedade e não mais pressão. 

Ela quer sua ajuda para coisas que ela sabe que parecem fácil e simples demais para qualquer pessoa, mas ela simplesmente não consegue fazer naquele momento. Por isto, a pressionar para falar em publico ou dar oi para seus amigos podem ser uma péssima ideia.

Ela gostaria que você entendesse que ela pode estar bem agora e em um segundo depois, ela pode ter uma crise. Por isto vocês precisam conhecer o que dispara a sua ansiedade e como controlá-la.

Ela precisa do seu apoio e paciência. Lembre-se que a pessoa que mais sofre é ela mesma. Não é divertido ter ansiedade e não conseguir fazer coisas que qualquer pessoa consegue. É angustiante e extremamente cansativo.

Ela quer que você entenda que tomar uma decisão não é simples e que ela precisa pensar muito. E mesmo depois de algo decidido, ela pode voltar atrás, fica em dúvida e começar todo o processo de tomada de decisão de novo.

Ela precisa que você elimine as frases do seu repertório: Te conto depois, Precisamos conversar, Nos falamos mais tarde, Você sabe o que você faz. Tais frases já são difíceis de lidarmos imagina para quem transtorno de ansiedade?

Ela não quer que você a peça para ficar calma ou bem. A sua realidade de mundo ou a forma como você enxerga as coisas, é totalmente diferente de quem tem ansiedade. Ao invés de pedir para ficar calma, sente-se ao lado dela e fique em silencio. Pergunte o que você pode fazer para ajuda-la ao invés de já apresentar a solução.

Ela gostaria que você não a tratasse como uma incapaz, assumindo posturas e posições frente a situações sociais ou em qualquer situação sem antes consulta-la. 

Ela precisa do seu espaço e muitas vezes querem ficar sozinha e isto não significa que ela está te ignorando, mas significa apenas que ela não consegue naquele momento, lidar com as angústias e com sua mente inquieta e tudo que ela precisa é se acalmar. Sozinha. Sem pressão.

Ela tem medo de ficar sozinha. Então ela precisa que você se afaste um pouco, mas não muito. Se aproxime quando ela pedir. Pergunte como ela está.

Ela quer que você entenda que o que ela sente, não é drama e nem frescura. É real e paralisante e se ela pudesse ela não se sentiria assim. Transtorno de ansiedade é uma doença e deve ser tratada e levada a sério como tal.

Mas...

Ela precisa que você não a deixe se fazer vítima ou se esconda atrás da ansiedade para fugir das suas responsabilidades. Para isto, procure um psicólogo e/ou um psiquiatra com ela. Mostre que mesmo ela sofra, ela precisa e tem como ser curada e que não precisa de forma alguma ser vítima da ansiedade.
Continue lendo este Post »

10 informações sobre o transtorno de ansiedade que podem ajudar a eliminar o estigma

0



Olivia Remes, principal autora da análise e pesquisadora do tema na Universidade de Cambridge, analisou 48 dos melhores ou mais abrangentes estudos sobre a prevalência de ansiedade em todo o mundo. Ela identificou quais culturas, sexos e faixas etárias são mais suscetíveis aos transtornos de ansiedade. Os resultados também revelaram lacunas na compreensão do problema entre alguns grupos de pessoas.

“Precisamos de muito mais pesquisas com pessoas que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais e (LGB), porque a ansiedade é uma questão importante neste grupo”, disse Remes. “Além disso, os aborígenes que vivem no Canadá, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia e em outras partes do mundo correm um risco significativamente maior de sofrer de problemas de saúde, mas ainda sabemos muito pouco sobre a saúde mental dessas populações.”

Por que estudar os transtornos de ansiedade ?

Apesar de comuns, os transtornos de ansiedade continuam sendo considerados meramente preocupantes, não debilitantes -- condições incapacitantes que exigem tratamento especializado.

Um pouco de ansiedade pode ser benéfico e nos ajudar a nos manter em segurança.

Mas quem sofre de transtornos de ansiedade e não é tratado tem sentimentos avassaladores e incontroláveis de medo, que podem interferir com a vida diária. Saber mais sobre essa condição é uma maneira de ajudar a combater o estigma dos transtornos mentais e de oferecer ajuda para as pessoas que dela necessitam.

“[Os transtornos de ansiedade] podem aumentar o risco de suicídio, incapacitação e má qualidade de vida”, disse Remes. “Se não soubermos quem é mais afetado pela ansiedade, não podemos fazer nada para diminuir fardo humano e econômico associado a esses transtornos.”

Aqui estão 10 conclusões deste estudo global sobre ansiedade:

1. Mulheres têm duas vezes mais probabilidade de ser afetadas pelos distúrbios de ansiedade.

Mulheres apresentaram maior propensão de serem afetadas por transtornos de ansiedade do que os homens, numa proporção de 1,9 para 1, e essa diferença persistiu ao longo do tempo tanto nos países em desenvolvimento como nos desenvolvidos.

2. Os jovens são mais propensos a ter transtornos de ansiedade.

Não importa a cultura estudada, as pessoas com menos de 35 anos estavam mais propensas a apresentar transtornos de ansiedade. Isso era verdade para todos os países pesquisados, exceto para o Paquistão, onde as pessoas de meia-idade apresentaram as maiores taxas de transtornos de ansiedade.

3. Dependência de opiáceos está associada a um aumento do risco de ansiedade.

Globalmente, a presença de sintomas de ansiedade em pessoas que abusam de opiáceos varia de 2% a 67%, enquanto os diagnósticos reais ficam em torno de 29%. Entre os americanos que abusam de opiáceos, esse número é de 16%.

4. Viciados em jogos de azar ou em internet também têm maior probabilidade de sofrer esses transtornos.

Além de abuso de opiáceos, as dependências de internet e de jogos de azar são dois outros comportamentos de risco que parecem estar associados a um aumento nos diagnósticos de ansiedade. Globalmente, 37% dos apostadores patológicos relataram ter transtornos de ansiedade, enquanto estudos sobre vício em internet (principalmente em países asiáticos) constataram que a prevalência de ansiedade é mais de duas vezes maior em pessoas com vício em internet, em comparação com grupos de controle.

5. A ansiedade muitas vezes se parece com outros transtornos mentais e doenças neurológicas.

Pessoas com transtorno bipolar, esquizofrenia e esclerose múltipla correm maior risco de desenvolver transtornos de ansiedade. Na Europa, de 13% a 28% das pessoas com transtorno bipolar também sofrem de ansiedade. Em nível mundial, 12% das pessoas com esquizofrenia também têm sido diagnosticadas com transtorno obsessivo-compulsivo.

Finalmente, quase 32% das pessoas com esclerose múltipla, um problema de saúde neurológico, têm transtorno de ansiedade, e mais da metade delas apresenta algum sintoma de ansiedade.

6. Doenças aparentemente não-relacionadas estão associadas a altas taxas de ansiedade.

Pessoas com doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias, diabetes e outras doenças crônicas são mais propensas a sofrer transtorno de ansiedade. Por exemplo, sintomas de ansiedade entre as pessoas com insuficiência cardíaca congestiva variam de 2% a 49%. Pessoas com doença arterial coronariana têm transtorno do pânico em taxas que variam de 10% a 50%.

Os pacientes com câncer, por sua vez, tiveram taxas de ansiedade entre 15% e 23%. Esse risco pode se estender até mesmo aos sobreviventes do câncer e seus cônjuges. Globalmente, as pessoas diagnosticadas com câncer há dois anos tiveram taxas de ansiedade mais elevadas do que grupos de controles saudáveis (18%, ante 14%) e 40% dos cônjuges dos sobreviventes de câncer desenvolveram ansiedade.

7. A ansiedade pode estar presente em pessoas que sofrem de doenças crônicas que não representam risco de vida.

Quem tem diabetes é mais propenso a ter transtornos de ansiedade ou alguns sintomas, em comparação com grupos de controle saudáveis. Este efeito foi mais forte para as mulheres do que para homens. As mulheres com diabetes, por exemplo, apresentaram prevalência de ansiedade quase duas vezes superior à dos homens diabéticos: 55% contra 33%.

8. Uma passado traumático poderia explicar altas taxas de ansiedade.

Pessoas que passam por traumas também podem ter altas taxas de ansiedade. Estudos com veteranos britânicos e americanos que tiveram membros amputados revelaram que a ansiedade afeta de um quarto a mais de metade desses grupos. Globalmente, as pessoas com histórico abuso sexual relataram taxas de ansiedade que variam de 2% a 82%.

9. É importante monitorar a ansiedade durante a gravidez.

Globalmente, as mulheres grávidas e que acabaram de dar à luz têm maiores taxas de transtorno obsessivo compulsivo que a população geral: de 2% e 2,4%, respectivamente, em comparação com 1% da população em geral.

Estudos etíopes e nigerianos mostraram que a ansiedade foi elevada em mulheres durante o período pré- e pós-natal (15% e 14%, respectivamente). O impacto foi particularmente pronunciado entre as mais jovens.

10. Alguns grupos vulneráveis são mais propensos a sofrer de ansiedade.

Lésbicas, gays ou bissexuais que vivem em países ocidentais têm taxas de ansiedade mais altas que o normal, e este efeito é mais acentuado entre as mulheres. Estima-se que de 3% a 20% dos homens enfrentem ansiedade, enquanto a estimativa para mulheres varia de 3% a 39%.

Os sintomas de ansiedade também são mais comuns na velhice, especialmente entre aqueles que têm disfunção cognitiva, tais como problemas de memória. Entre os idosos com leve comprometimento cognitivo, estima-se que de 11% a 75% enfrentem algum tipo de transtorno de ansiedade. Isso se estende até mesmo aos seus cuidadores, que se relatam ansiedade na faixa de 4% a 77%.

Remes espera que sua pesquisa chame a atenção para populações mais afetadas pela ansiedade, para que governos e sistemas de saúde possam direcionar recursos de saúde mental, intervenções e esforços de triagem para esses grupos de alto risco.

“Esperamos que nosso estudo aumente a conscientização a respeito da ansiedade como uma questão importante, para que haja mais pesquisas e as pessoas afetadas possam procurar ajuda e receber o tratamento necessário”, disse Remes. “Saúde mental é importante para todos e é um direito humano básico.”

Continue lendo este Post »