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10 dicas para ajudar o seu relacionamento amoroso dar certo

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Não para quem está vivendo o início de um romance onde tudo é lindo, mas para quem já está no namoro ou no casamento há um tempo e as adversidades da vida fizeram com que o relacionamento, de certa forma, perdesse o brilho, o que é normal.


Dizem os estudiosos, que a paixão dura de 18 meses a 3 anos e depois disso o relacionamento cai em conveniência e surgem as brigas e desentendimentos.


O fato é que viver com uma pessoa, dividir a sua vida e o seu espaço com alguém, não é uma tarefa tão fácil. Porque somos seres humanos, temos defeitos, obrigações; temos humores e nunca um relacionamento vai ser um mar de rosas depois que a paixão esfria.

  1. Companheirismo e cumplicidade


As pessoas acham que ser um casal é somente serem amantes, mas vai muito além disso. Ser um casal, construir uma vida com alguém, exige amizade, companheirismo e cumplicidade.


Um bom exemplo de cumplicidade é apoiar e ser apoiado, desabafar quando precisar e buscar forças nessa pessoa quando for conveniente.


2. Esqueça o passado


Um grande problema que eu noto em todas as pessoas que me pedem conselhos de relacionamento, é que elas não conseguem esquecer o passado.


Se você escolheu estar com a pessoa com quem está hoje, obrigatoriamente você terá que esquecer todo seu passado, mesmo que seja difícil. Deixando o passado de lado, você evita que se crie emoções ruins no seu relacionamento.


3. A grama do vizinho não é mais verde


Uma das partes mais podres do comportamento humano é olhar e desejar a grama do vizinho porque ela sempre parece mais verde. Os casais têm uma tendência a sempre olhar os defeitos um do outro ao mesmo tempo em que eles admiram as qualidades da grama do vizinho.


Não há nada mais frustrante do que você se sentir comparado ou comparar alguém com outra pessoa. Por isso, não compare o seu parceiro com outra pessoa nem por pensamento. Todo mundo tem defeitos, você terá que aceitar isso.


4. Esqueça o placar


Outra mania ridícula que destrói relacionamentos é agir como se estivesse em um jogo, é fazer coisas negativas para seu parceiro só porque ele fez algo que te enfureceu. É revidar com frieza caso ele(a) teve algum comportamento frio também.


Por exemplo: 

Teu parceiro teve um comportamento frio com você: 1 a 0

Você vai lá e tem um comportamento frio com ele: 1 a 1

Teu parceiro te fez um elogio e disse que te ama: 2 a 1

Por obrigação você faz um elogio a ele(a) e também diz que o(a) ama: 2 a 2


Inconscientemente nós mantemos esse embate porque temos o instinto de preservar o nosso orgulho. Eu quero que você esqueça esses joguinhos e esse placar.


5. Vá na frente


Para complementar o tópico anterior, se você quiser que seu parceiro te trate bem, primeiro você precisa tratar ele(a) bem. Faça coisas boas sem esperar nada em troca que automaticamente você vai receber muitas coisas boas.


A gente colhe o que planta nos relacionamento também.


6. Ele(a) não é um saco de pancadas


Evite descontar as coisas ruins em cima da pessoa que te escolheu para construir uma vida como casal. Eu sei que as pessoas ficam de mal-humor e se estressam por causa do trabalho, mas evite descontar isso nas pessoas e evite também reclamar do teu trabalho e de sua vida.


Existe muita diferença em dividir os seus problemas e ficar reclamando sobre tudo e fazendo seu parceiro se sentir um saco de pancadas emocional.


7. Não meça oportunidades de expressar o amor


Primeiro: As pessoas expressam o amor de várias formas. Nem sempre alguém vai dizer “eu te amo” como uma forma de expressar o amor ao seu parceiro.

Segundo: Se você sentir vontade de expressar o seu amor, faça isso sem pensar naquele placar que eu citei no tópico 4. Sem pensar se vai ser retribuído ou não.

Terceiro: Se você mulher que está lendo esse artigo, saiba que nem sempre o seu namorado/marido irá expressar o amor de forma verbal.


8. Seu parceiro não é vidente


Como dito no início, dividir o próprio espaço e a própria vida com alguém é uma tarefa desafiadora e exige muita adaptação.


Por isso, quando seu parceiro fizer algo que você realmente não gostar, não fique emburrado(a) num canto esperando ele(a) adivinhar o motivo pelo qual você tá estranho(a).

Chega para ele(a) e fala de modo maduro e com bom senso que algo está errado e que precisa mudar.


9. Saiba ouvir


Sabe qual a coisa mais irritante dentro de um relacionamento? É quando a outra pessoa não sabe ouvir.

É quando essa pessoa só quer falar e te interrompe quando você está falando, não te ouve quando é a sua vez de falar e só fica olhando para o teto esperando a vez dela falar de novo. Isso é algo extremamente irritante e desrespeitoso.

Eu te afirmo com toda certeza de que aprender a ouvir é algo simples, mas irá trazer muito resultado positivo no seu relacionamento.


10. Seja responsável por sua própria felicidade


Não espere absorver felicidade pelo simples fato de estar na companhia do seu parceiro. Ter um relacionamento, ainda mais um relacionamento a longo prazo, é apenas um pilar na sua vida. Sua vida deve ter vários pilares.


A verdadeira felicidade deve vir de dentro e deve ser criada por você também quando estiver sozinho(a) ou praticando seus hobbies com seus amigos.


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Problemas no relacionamento? Experimente parar e escutar o seu parceiro.

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Dar atenção para o parceiro e demonstrar real interesse em sua vida é de suma importância para um casamento ou namoro feliz. Muitos problemas no relacionamento são causados por desentendimentos passados mal resolvidos ou falhas na comunicação entre os dois. Então, se reúna com seu amado e faça este exercício de escuta para resolver as pendências atuais ou que possam surgir com o tempo:

Primeiro, cada um de vocês escolhe uma expectativa que tem em relação à vida. Depois, descreva seus sentimentos e peça que o parceiro faça o mesmo. Cada um será ouvinte do outro, e devem responder demonstrando atenção e empatia. Em seguida, conversem da mesma sobre as frustrações que vivenciam atualmente.

Use as ferramentas de escuta listadas a seguir durante a conversa. Posteriormente, tente aplicá-las no dia a dia para se manterem nos trilhos e evitar outros problemas no relacionamento:

Experimente como as diferentes alternativas fazem o ouvinte se sentir


Em vez de dizer “mas”, como em “Sei que está cansado, mas o que acha de sair para jantar?”. Experimente dizer “e”: “Sei que você está cansado, e me pergunto o que acha de sair para jantar.”

Eis por quê: Usar o “mas” nega o que quer que tenha vindo antes e soa como uma rejeição. Substituir o “mas” pelo “e” indica que você está acrescentando, e não subtraindo, outra idéia. 

Não rejeite imediatamente as idéias ou sentimentos do parceiro, experimente só escutar


Tente trocar algo como “Não é verdade que não ficamos juntos. Na semana passada almoçamos juntos!” por “Estou escutando. Parece que nunca temos muito tempo só para nós dois. O que você tinha em mente?”

Eis por quê: Dizer ao cônjuge que ele está errado ou não devia pensar ou se sentir daquela forma interrompe a comunicação. Se você está mesmo confuso, faça uma pergunta – isto faz com que o outro se sinta apoiado e lhe forneça mais informações.

Não mude de assunto rapidamente, experimente prestar atenção e seja educado se precisar desviar o assunto brevemente


“Você está chateada porque não foi escolhida para o novo projeto no trabalho? Ei, você viu o jornal de hoje? Preciso dos classificados.”, por exemplo, pode ser trocada por “Você deve estar se sentindo muito frustrada – você é muito mais qualificada do que qualquer outra pessoa no seu departamento, e tem se dedicado tanto! É realmente para ficar chateada. Quero conversar melhor sobre isso assim que encontrar o jornal de hoje – João vai passar aqui em cinco minutos para buscar os classificados.”

Eis por quê: Assegurar que seu cônjuge tem prioridade e que você valoriza seus sentimentos, mesmo que esteja fazendo outra coisa, cria confiança, respeito e segurança.
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10 sinais que provam que você está desperdiçando sua vida

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1. Você gasta muito tempo fazendo coisas que não lhe trazem NADA


Faça um rápido cálculo mental: quantas horas por dia você gasta vendo televisão? E olhando para o Facebook ou Instagram? Quanto tempo você fica vendo seu smartphone, assistindo notícias de fofocas ou falando no WhatsApp com outras pessoas?


Vá adicionando as horas aproximadas durante as quais você faz todas essas coisas, e subtraia as horas que você dorme e o tempo que você tem que estar no trabalho ou estudando.


Se você não tem tempo para realizar seus projetos pessoais, é porque você não quer, porque você está perdendo seu tempo valioso em coisas que realmente não lhe trazem nada. Se divertir não é ruim. Na verdade, é um hábito muito saudável que o ajudará a melhorar sua produtividade, pois isso dará ao seu cérebro uma folga do trabalho diário que você tem todos os dias.


O problema surge quando essas diversões duram muito tempo, elas tiram horas de outras tarefas mais importantes e se tornam uma rotina em sua vida.


2. Você sempre fala palavras negativas para si mesmo


A maneira pela qual você fala consigo mesmo através de seus pensamentos é muito importante; de fato, essa conversa interior pode fazer com que você consiga tudo ou destrua sua vida.


Diga uma coisa: o que palavras como “eu sou inútil“, “eu não posso fazer isso“, ou “sou inferior aos outros”, acrescentam na sua vida?

Isso não serve para nada.


Você já conseguiu fazer algo bom, pensando essas frases negativas? Tenho certeza que não.


Então, por que você ainda está perdendo seus dias com isso? Isso faz você se sentir melhor? NÃO! Isso lhe dá mais energia para atingir seus objetivos? NÃO! Isso te inspira a querer ser uma pessoa melhor? Definitivamente não!


Pare se maltratar e comece a ver de uma vez por todas o bem que há em você; todas as habilidades que você tem, as pessoas que apreciam você pela sua personalidade, o que você conseguiu até agora…


Lembre-se de que o que você diz para si mesmo no final acabará se tornando sua realidade. Por isso, não deixe de conversar com você com gentileza e positividade todos os dias.


3. Quando você desliga o despertador, só pensa em continuar dormindo


Se todas – ou quase todas – as manhãs em que você põe o despertador para se levantar, é para fazer alguma coisa importante. O que você pode não perceber é que quando você ligar o seu relógio para continuar a dormir 5, 10 ou 30 minutos é que você está desperdiçando um tempo precioso, e você também está definindo a atitude errada desde o início do seu dia.


Se desde a manhã você tem dificuldade para acordar, pensando nas típicas “mais cinco minutos” você está enviando seu cérebro sinais que dia vai custar muito fazer o seu trabalho, você está cansado, e você não se sente motivado para fazer qualquer coisa.


Nas piores épocas da minha vida, foi difícil para mim mudar esse mau hábito, e sei que é difícil. Mas você deve fazer o esforço todos os dias para acordar quando você marcou, e fazer com pensamentos positivos, para tirar o máximo de cada segundo do seu dia e não perca as oportunidades que irão surgir.


4. Você reclama de tudo que acontece em sua vida


Você passa o dia todo xingando o quanto sua vida é ruim, reclamando do pouco dinheiro que ganha ou do quanto seu chefe faz você trabalhar? Adivinha o que acontecerá se você sempre seguir essa atitude: NADA.


Bem, na verdade, uma coisa vai acontecer, você ficará de mau humor, perdendo um tempo que você poderia usar para fazer algo para mudar sua situação. E o pior de tudo é que essa negatividade acabará se expandindo para o resto de sua vida.


Quando você apenas reclama da sua vida e não vê o que é positivo e como você é grato, é definitivamente um sinal de que você está desperdiçando sua vida e você precisa mudar isso o mais rápido possível.


5. Você não se importa com o que faz


Você chegou a um ponto em sua vida em que suas obrigações não são mais importantes para você.


Não importa para você ir trabalhar e fazer bem, mal ou regular; se você está estudando, você faz isso sem qualquer pretensão.

Os únicos momentos felizes para você durante todo o mês são os finais de semana, porque nesses dias você pode esquecer tudo.Mas é claro, é mais fácil se entreter com outras coisas em vez de pensar sobre o problema real e resolvê-lo.


O que você não percebe é que, ao fazer isso, a única coisa que você consegue é deixar o tempo passar e se acorrentar as mesmas situações no futuro, porque você está se acostumando a encarar a vida com relutância e apatia.


6. Você não faz planos para o futuro


Essa é a consequência direta do ponto anterior. Como você não está mais empolgado com o que faz, não tem energia nem vontade de fazer planos para o futuro.


E eu não quero dizer um futuro muito distante, como pensar onde você estará em 5 anos, não. Quero dizer, você nem sabe o que vai fazer no próximo mês.

Você não acha que está desperdiçando sua vida completamente?


7. Você gasta muito tempo com pessoas tóxicas


Há um famoso ditado de que você é o resultado das pessoas com as quais você se relaciona, e é totalmente verdade. Se as suas empresas geralmente são pessoas positivas, que muitas vezes enfrentam desafios, que estão sempre tentando fazer coisas novas e você é encorajado a fazer o mesmo, você também será uma pessoa motivada.


Mas se eles são os amigos típicos que passam o dia relaxando, ou dizendo “venha, vamos beber algo e então você vai terminar o que está fazendo”, você se tornará alguém de pouco benefício. Se você continuar a se cercar desses relacionamentos tóxicos, as perguntas que você fez a si mesmo no início deste artigo nunca serão cumpridas.


8. Você é viciado em seu celular


O smartphone, sem dúvida, revolucionou e melhorou nossas vidas.

Eles nos permitem muitas coisas, fazer ligações, mas também verificar a hora, a hora em que nosso ônibus passará, ou até mesmo procurar ofertas de emprego na Internet.


Mas eles também são a maior distração que temos em nossas vidas.

Quando estamos tomando um café com um amigo, estamos mais conscientes de olhar para a tela do nosso telefone do que ouvindo o que ela está nos dizendo.

Enquanto comemos, pegamos o garfo com uma mão e com a outra enviamos mensagens ou olhamos para o Instagram para ver que nova foto subiu aquela famosa que seguimos. E então nos esquecemos completamente de saborear o que colocamos em nossas bocas e aproveitar o momento.

Perdemos minutos e mais minutos por dia em algo que não contribui em nada e perdemos os bons momentos que poderíamos estar gastando com nossos entes queridos.


E o tempo nunca volta, assim como as pessoas quando saem do nosso lado, também não podemos recuperá-las.


9. Não se atreve a sair da sua zona de conforto


Agora você está no lugar mais confortável para você: você tem sua rotina, você faz suas tarefas automaticamente porque há muito tempo aprendeu a executar bem e não tem que se esforçar para conseguir algo novo. Mas é precisamente fora dessa zona de conforto onde ocorre a magia.É aí que você enfrenta seus medos e adquire novas habilidades para combatê-los, é aí onde você cresce como pessoa.Nada vai acontecer com você em sua zona de conforto. Se você é pobre, continuará sendo pobre. Se você não está feliz, você não saberá onde encontrar a alegria, porque você não toma nenhuma atitude para tentar mudar…


10. Você está vivendo uma vida que você não gosta


Depois de ler todos os itens acima, que conclusão você chegou?

Minha conclusão é a seguinte: você leva uma vida da qual não tira o máximo proveito e, por essa razão, não se importa se a desperdiça ou não.


Você deixa passar os dias, reclamando às vezes, e outros apenas olhando para as nuvens sonhando com algo melhor, mas não fazendo nada para realizar seus sonhos.


Então, se você realmente se importa e dói ter percebido isso, você sabe o que deve fazer a seguir: pare, reflita sobre tudo isso e quebre a rotina em que você se meteu.


Pare de viver como um robô, que faz tudo automaticamente e depois sai novamente para repetir a mesma coisa no dia seguinte.

Você é um ser humano que respira, tem ideias e sonhos para realizar! Viva!

Não gosta do seu trabalho? Encontre outro e diga adeus, ou monte o negócio pelo qual você é apaixonado. Você quer voltar a estudar com o que você gosta? Faça isso!


Dê o primeiro passo agora, seja qual for seu maior desejo, mas por favor, não continue desperdiçando sua vida, porque é a coisa mais valiosa que você tem.

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Três lições de moral dos contos de fadas que precisam ser repensadas

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Há 388 anos, nascia Charles Perrault, um dos escritores de contos de fadas mais influentes da humanidade. Perrault cresceu rodeado pela alta sociedade francesa e seus contos, muitos deles releituras bastante editadas de histórias orais da tradição europeia, são conhecidos até hoje, como Gato de Botas, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Bela Adormecida.


Perrault era um homem bastante poderoso de seu tempo: há até quem compare sua influência como autor de histórias infantis a Walt Disney. Suas histórias ditavam os costumes da burguesia europeia que estava em ascensão; serviam como "guia de comportamento" para as crianças da época. Ainda que muito dessas morais tenha se perdido no tempo ou se transformado, contos de fadas são pistas da mentalidade humana de cada época e sabedorias universais. Por isso, o The Guardian fez uma lista com três lições que persistem nos contos de fadas tradicionais, mas devemos contestar (e, quem sabe, reciclar): 


1-Primeiras impressões (não) são tudo – e são importantes


Um bom exemplo disso é A Bela e a Fera, do próprio Perrault. Sem o amor de Bela, que transforma o monstro em um belo (e bastante conveniente) príncipe, não enxergaríamos a Fera como um príncipe. Contudo, a história original termina de um jeito um tanto quanto polêmico: apesar da garota poder voltar para ver sua família, a besta impõe condições e regras o tempo todo, nunca a deixando totalmente livre. Como diz o Guardian, "é basicamente uma síndrome de Estocolmo em forma de conto de fadas". 


É claro que as morais da época eram diferentes; Bela fica muito agradecida com o acordo e isso só faz com que se apaixone ainda mais pelo monstro. Mas é fato que a natureza cerceadora da Fera sempre esteve lá – e nem mesmo a mágica do amor pode mudar isso. 


2-Você (não) deve mudar para conquistar o seu final feliz


Quando lemos ou assistimos à Bela e a Fera, fica claro que o monstro só se transformou para se tornar um par ideal para a garota. Perrault era um grande defensor da moral burguesa – e a Fera só merece realmente o amor de Bela, a jovem praticamente perfeita em todos os sentidos (diligente, próxima à família, obediente e sem grandes arroubos de personalidade), quando se molda à mesma moral. O monstro lentamente se torna mais afável e, eventualmente, um candidato mais respeitável ao amor da futura princesa. 


Ainda que muitos contos de fadas sejam únicos e originais, a repetição da fórmula "belo príncipe + bela princesa se apaixonam" já cansou. Por mais garotos e garotas imperfeitos nos contos de fadas modernos! As adaptações recentes da Disney dos contos de fadas teriam grandes oportunidades de mudar esse cenário – mas muitos deles apenas repetem o que foi estabelecido por Perrault no passado. 


3-(Não) espere a fada madrinha mudar sua vida


Tanto na versão de Perrault de Cinderela quanto na dos Irmãos Grimm, que veio duzentos (!) anos depois, a história é a mesma: a jovem (e bela) garota de bom coração é, de certa forma, salva por algo externo. Mas enquanto a "Cendrillon" de Perrault é ajudada por uma fada madrinha que surge espontaneamente, a "Aschenputtel" dos Grimm é salva por um pássaro branco, que é atraído por conta de uma árvore da qual a Cinderela alemã sempre cuidava (logo, mais uma prova de seu bom coração).

Na versão dos Grimm, a jovem pelo menos é mais ativa em sua própria felicidade. Não é o ideal; princesas de contos de fadas modernos da Disney, como Merida e Mulan, lutam pela própria felicidade e por aquilo que consideram correto. É isso que se espera dos novos contos de fadas: releituras que conversem mais com aquilo que, hoje, acreditamos como moral. 





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O prazer da solidão

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Somos animais sociais, já dizia Aristóteles. Precisamos dos outros para viver e dar sentido ao que fazemos. Mas também precisamos estar com nós mesmos, sem interrupções, sem telefones celulares ou redes sociais e sem nada que implique ruído externo. Não falamos da solidão profunda, que nos aterroriza, mas de um tempo para refletir, que nos ajuda a sermos mais exigentes, mais criativos e mais felizes. Quase nada. Vamos ver por que ela é benéfica e como consegui-la.


Primeiro, saber conviver com a solidão nos torna mais livres. Quando nos angustiamos ao estarmos sozinhos, nos aferramos a relacionamentos que podem ser nocivos ou a propósitos dos quais no fundo não gostamos, mas que nos aliviam. Na medida em que sabemos conviver sozinhos com nós mesmos (não estamos falando em ser ermitãos, que é outra coisa), podemos ser mais exigentes com aqueles que nos rodeiam e, claro, isso nos ajuda a termos mais autoconhecimento.


Segundo, a ciência provou que a solidão nos permite valorizar mais o que temos. Nos anos noventa, Reed Larson, professor de desenvolvimento humano da Universidade de Illinois, realizou um estudo com adolescentes pedindo que levassem um pager. Durante alguns dias, tiveram de informar com quem estavam, o que faziam e como se sentiam. O estudo mostrou que quando estavam sozinhos estavam mais tristes, mas, curiosamente, depois desse tempo, quando voltavam a estar em companhia, seus indicadores de felicidade aumentavam mais comparativamente. De certa forma, podemos dizer que a solidão age como uma bússola, que nos faz valorizar mais o que temos ou, como Larson resume, “age como um remédio amargo”.


E finalmente, nos ajuda a desenvolver mais nossos talentos. Os grandes cientistas não teriam chegado às suas conclusões se não tivessem tido espaços para realizar seu trabalho de modo solitário. Mesmo os líderes mais admirados precisam assumir a solidão na tomada de certas decisões que nem sempre são compreendidas, mas que são necessárias, segundo a análise publicada na Harvard Business Review. Se não dedicarmos tempo para trabalhar sozinhos, será difícil desenvolver todo o nosso potencial, porque a pressão de grupo nem sempre tem um impacto positivo sobre nós.


Em suma, se certa solidão é boa, precisamos colocar um parêntesis no ambiente e aprender a estar com nós mesmos. Portanto, deveríamos fazer uma pergunta simples: quanto tempo passamos por dia sem que o mundo ou as obrigações nos distraiam? Nossa agenda, inclusive durante as férias, deve incluir um tempo para estar com nós mesmos, sem celular, sem televisão. O objetivo não é criar uma solidão guiada por redes sociais ou pela televisão, mas um tempo que nos permita refletir, desfrutar dos nossos hobbies, praticar esporte ou simplesmente não fazer nada. E embora isso não seja compreendido por aqueles que nos rodeiam ou estejamos no meio de uma grande balbúrdia, precisamos defendê-lo juto ao parceiro, a família ou os amigos. Só assim seremos capazes de nos conhecer melhor, descansar e desfrutar mais das pessoas que estão ao nosso lado.





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