Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens

ALERTA AOS PAIS: Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem

0




O que parecia ser só mais um vídeo de criança brincando com slime, de uma hora para outra, torna-se um verdadeiro filme de terror. Isso porque as imagens fofas são interrompidas pelo assustador personagem Momo, com cenas terríveis que ensinam, passo a passo, como as crianças devem fazer para, literalmente, cortar os pulsos. Esse mesmo vídeo, que burla os algoritmos de segurança até do próprio YouTube Kids, chegou ao conhecimento da professora e produtora de conteúdo Juliana Tedeschi Hodar, 41, de Campinas (SP), por meio de um grupo de WhatsApp da família do marido, o administrador de empresas Juan Hodar, 45, que propôs uma conversa em casa para orientar a filha, Bianca, 8, sobre o conteúdo desses vídeos.

Mais tarde, quando o casal sentou para conversar com a filha, veio a surpresa: Bianca já havia assistido o vídeo cerca de três vezes e estava muito assustada e amedrontada com o que vira. “Assim que começamos a conversa, ela teve uma crise de choro e não conseguia nem falar. Fomos acalmando-a e então ela contou que já tinha acontecido de ver a Momo. Disse também que estava com muito medo de dormir sozinha, de sonhar com a personagem ou de vê-la saindo de dentro do armário. Foram minutos bem complicados para nós”, conta a mãe.

Para dar mais segurança à filha, Juliana dormiu junto dela, após explicar que todo aquele terror não passava de uma mentira, afinal, a Momo jamais apareceria de verdade para ela. “Pedimos que, se acontecesse novamente, era para ela pausar o vídeo e nos chamar. Como essas imagens aparecem de maneira aleatória, essa seria a forma de denunciarmos o vídeo”, diz. A mãe conta que Bianca sempre foi muito doce, apegada aos pais e carinhosa, por isso, eles não notaram que a necessidade de ficar perto dos pais escondia um motivo maior.

Seguro para crianças? 

A maior surpresa do casal foi que eles já haviam colocado filtros nos vídeos, deixando-os no modo restrito, e as crianças só tinham acesso aos conteúdos do YouTube Kids. “Achamos que assim eles estariam mais seguros. Mas agora vamos redobrar ainda mais os cuidados e supervisionar ainda mais de perto o que assistem”, afirma a professora.

As imagens e o discurso da Momo são tão chocantes que até mesmo a socialite Kim Kardashian se manifestou, no fim de fevereiro, sobre os vídeos nas redes sociais, cobrando um posicionamento do YouTube Kids. "Cuidado! Isso acabou de ser enviado para mim sobre o que tem sido inserido no YouTube Kids", escreveu Kim.

"Kim Kardashian pediu um posicionamento do Youtube Kids pelo Stories, no Instagram"

O YouTube se manifestou com uma carta, em que conta a história da aparição do boneco e diz: 

"Muitos de vocês compartilharam suas preocupações conosco nos últimos dias sobre o Desafio Momo - prestamos muita atenção nisso. Depois de muita análise, não vimos nenhuma evidência recente de vídeos promovendo o Desafio Momo no YouTube. Vídeos incentivando desafios prejudiciais e perigosos são claramente contra nossas políticas, incluindo o desafio Momo. Apesar dos relatos da imprensa sobre esse desafio, não tivemos links recentes sinalizados ou compartilhados conosco do YouTube que violem nossas Diretrizes da comunidade.

É importante notar que permitimos que os criadores discutam, denunciem ou instruam as pessoas sobre o desafio / personagem Momo no YouTube. Vimos capturas de tela de vídeos e / ou miniaturas com eles [...] Essa imagem não é permitida na aplicação YouTube Kids e disponibilizamos garantias para a excluir do conteúdo no YouTube Kids."

"O vídeo inocente de uma criança com seu slime rapidamente se transforma num filme de terror"

Vale lembrar que o próprio YouTube Kids foi lançado em 2016 justamente para atender a demanda dos pais e da sociedade a respeito da segurança do conteúdo destinado às crianças. O aplicativo, porém, seleciona os vídeos através de um algoritmo que, aparentemente, pode ser burlado, resultando em produções impróprias. Para tentar corrigir a situação, em abril do ano passado, o Google anunciou que contrataria milhares de funcionários para trabalharem como curadores da plataforma infantil.

"Numa das partes do vídeo, Momo instrui as crianças a pegarem objetos cortantes e cortar profundamente os pulsos"

Para Regina Assis, doutora em Educação pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e membro do conselho de especialistas do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Youtube Kids é um caminho, mas ainda somos carentes de uma legislação específica para definir o que é ou não aceitável veicular para as crianças na internet.

Enquanto isso ainda não é decidido, o acompanhamento próximo dos pais em relação ao tempo de tela e o conteúdo de interesse dos filhos é essencial. “Por causa da superestimulação causada pelas telas, estamos encontrando nos consultórios e salas de aula crianças agitadas, intensas e com uma dificuldade imensa de atenção o que prejudica não só o processo de aprendizado, mas o desenvolvimento saudável de relacionamentos”, afirma.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) indica no máximo 1 hora de tela dos 18 meses aos 5 anos, período que deve ser fracionado ao longo do dia e com conteúdo pedagogicamente responsável. A partir dos 6 anos, cabe aos pais estabelecer esse limite – o tempo usado para atividades escolares no computador, no caso de crianças mais velhas ou adolescentes, fica de fora dessa conta.

De acordo com a educadora, além de restringir o acesso a gadgets a um tempo adequado, os pais devem acompanhar de perto o que os filhos estão assistindo. “Saiba o que seu filho vê e converse com ele sobre aquilo antes de proibi-lo. Diga o que gosta, não gosta e por quê. O diálogo aberto ainda é o melhor caminho”, diz Regina. Para ela, mesmo se em algum dia for implementada a classificação indicativa para vídeos online, as pais continuarão sendo a última barreira e a mais segura para definir se um conteúdo é adequado ou não para o filho.

Continue lendo este Post »

Método Montessori: 10 princípios para educar crianças felizes

0



Os princípios do Método Maria Montessori de educação é aplicável a todos, mesmo em casa e não havendo à disposição os materiais didáticos que fazem parte do método escolar.

De acordo com Maria Montessori, o centro da aprendizagem é a própria criança que, com sua curiosidade natural, explora e dá ainda mais vazão à sua necessidade de aprender, se tiver à sua disposição um ambiente adequado, variado e estimulante. As crianças devem ser livres para escolherem os materiais, os brinquedos e as ferramentas que preferirem usar em cada etapa de seu crescimento, pois, cada experiência é uma oportunidade de aprendizagem.

Aqui estão algumas reflexões sobre o Método Montessoripara inspirar pais, educadores e professores.

1. Ambiente e ordem

Maria Montessori acreditava que as crianças aprendem melhor em um ambiente arrumado. O conselho é criar seções diferentes em uma prateleira para armazenar livros, quebra-cabeças, jogos, bonecas, carrinhos, etc, tudo separadamente.

É aconselhável escolher recipientes como cestas e caixas que devem ser colocadas a uma altura facilmente alcançávelpelas crianças. Também é importante ensinar a criança a arrumar cada brinquedo em seu lugar depois de tê-lo usado. Os pais devem apenas deixar à disposição os brinquedos adequados para cada idade e deixar que a criança seja livre para escolher o que quiser, mas manter a ordem e brincar com uma coisa de cada vez é muito importante.

2. Movimento e Aprendizagem

De acordo com Maria Montessori, as crianças precisam se concentrar em algumas atividades que exigem o uso e o movimento das mãos. Pense na cena clássica em que uma criança aprende a empilhar cubos um em cima dos outros. Nesta atividade, que parece um jogo, a criança não está apenas se divertindo, mas está aprendendo a importância da concentração e da coordenação.

3. Livre escolha

Maria Montessori acreditava que a liberdade de escolha foi o mais importante processo mental do ser humano. As crianças aprendem muito mais e absorvem mais informações quando elas são deixadas livres para fazerem suas próprias escolhas.

A liberdade de escolha não significa liberdade para fazer o que quiser, sem regras. Trata-se de uma liberdade que leva a criança à capacidade de escolher a coisa certa a fazer. E para a criança a coisa certa é decidir o que fazer para atender as suas próprias necessidades e dar um novo passo no seu processo de crescimento.

4. Estimular o interesse

A criança aprende melhor se viver em um ambiente estimulante e cheio de objetos interessantes que atraiam a sua atenção. Mas isso não significa comprar a loja inteira de brinquedos. Crianças amam os nossos objetos do dia a dia como peneiras, panelas, colheres de pau.

Fique atento a não dar objetos muito pequenos que possam ser perigosos para os “menorzinhos”. Se puder, ofereça vários livros diferentes, materiais para fazer novos pequenos objetos artesanais (como por exemplo o rolo do papel higiênico, potinhos de iogurte etc), deixe ferramentas para desenhar e colorir à disposição da criança e tudo o que possa estimular a sua criatividade. Até mesmo uma música clássica ou relaxante pode ser útil durante o jogo e a aprendizagem.

5. Recompensas

Maria Montessori não gostava de sistemas de ensino baseados em prêmios e punições porque ela acreditava que a melhor recompensa para a criança é ter conseguido aprender a fazer sozinha uma coisa nova, graças a sua curiosidade e a sua força de vontade.

De acordo com o Método Montessori, o verdadeiro prêmio é ser capaz de atingir a meta: completar um quebra-cabeça, regar a planta sem deixar a água cair.


Nisso, um alerta: deixe a criança errar e acertar sozinha. O problema atual dos pais é não conseguir manter a ansiedade e querer ajudar a criança a completar sua tarefa. Deixa a criança fazer sozinha, ela é muito mais capaz do que você supõe.


6. Atividades práticas

A aprendizagem das crianças de acordo com o Método Montessori, se dá especialmente através de atividades práticas durante os anos pré-escolares. As atividades práticas ajudam o seu filho a estimular os sentidos do tato, visão e audição, essenciais para aprender a ordem, a concentração e a independência.


Deixe teus filhos ajudarem a limpar a casa, a cozinharem, cuidar da horta, até mesmo a costurar, pregar um botão com uma agulha não pontiaguda.

7. Grupos com crianças de diferentes idades

Na escola montessoriana as crianças estão distribuídas em diferentes classes com base na idade, mas Maria Montessori acreditava muito na formação de grupos mistos com crianças de diferentes idades porque sentia que isso era um estímulo para a aprendizagem.

Por exemplo, as crianças mais jovens ficam intrigadas com o que as mais velhas fazem e pedem ajuda a estas. Por sua vez a criança mais velha fica feliz em ensinar o que ela faz e já aprendeu. Este conselho é muito importante para os pais que têm crianças de diferentes idades.

As atividades que podem ser feitas dentro de um grupo misto podem incluir: desenho, jardinagem, esportes, brincadeiras de rua etc. Um dos princípios subjacentes ao método Montessori é deixar as crianças interagirem com as próprias crianças de diferentes idades, para que elas aprendam umas com as outras.

8. Importância do contexto

É importante, de acordo com o Método Montessori, que os temas e os conceitos a serem aprendidos sejam colocados no contexto certo. Desta forma, as crianças vão entender e lembrar melhor deles. Exemplos concretos são mais fáceis de entender do que conceitos abstratos.

Este princípio prega além do mais que é essencial que as crianças aprendam fazendo em vez de (tentarem) aprender simplesmente escutando a lição.

9. O papel do professor


Para Maria Montessori o papel do professor é o de gerir e facilitar as atividades dos alunos. Não é uma pessoa que dá uma palestra falando sobre os tópicos que ensina, é um auxiliar no processo de aprendizagem que a criança pode alcançar sozinha.

10. Independência e autodisciplina

O Método Montessori encoraja as crianças a desenvolverem a independência e autodisciplina. Com o tempo, as crianças vão aprender a reconhecer quais são as suas paixões e suas inclinações e te farão entender o estilo de aprendizagem que elas preferem.

Algumas crianças gostam de leitura, enquanto outras são mais propensas a atividades práticas. Maria Montessori buscou unir, de uma forma equilibrada, todos os aspectos da aprendizagem, de modos que os princípios básicos do seu método, possam ser aplicados por todos. No entanto, na Itália, país de origem de Maria Montessori, para ser um professor montessoriano, é necessário passar por uma formação montessoriana, mas isso não impede que muitos docentes misturem ou usem o método nos aspectos em que acreditam. Muitos destes aspectos também podem aplicados em casa. O Método Montessori é genial e vai além da aprendizagem escolar pois, viver é aprender, certo?
Continue lendo este Post »

Quando os filhos não têm um super Herói, mas sim uma Super Guerreira

0





Elas são mães e pais, não necessariamente por esta ordem, mas sim em simultâneo. Super Guerreiras sempre com a espada numa mão e o coração como escudo na outra.


E esse é o seu papel principal, embora se desdobram em tantos outros papéis num curto espaço de 24 horas. Não têm tempo para ler o guião, por isso improvisam, a intuição de que são dotadas raramente as deixa ficar mal e quando se trata dos filhos, nem o cansaço as vence.

"Enquanto sou mãe e pai, sou também cozinheira, lavadeira, faxineira, professora, educadora, amiga e companheira, conselheira, organizadora, trabalhadora num qualquer departamento ou negociante, sou filha, sou amiga, sou vizinha, sou enfermeira e médica sempre que necessário, motorista, jardineira, anjo da guarda ou polícia, por vezes até cientista, pago contas, estico dinheiro e invento tempo para ser um bocadinho eu. Tudo isto em pose de senhora, num corpo feminino que os aconchega no colo, que se molda às cabeças no ombro e lhes deu de mamar quando eram bebés. Um corpo e uma mente com a flexibilidade necessária para cada nova situação com que me deparo e a voz doce e meiga que os protege, com a necessidade pontual da autoridade que os alerta e coloca em sentido."

Super Guerreiras sempre com a espada numa mão e o coração como escudo na outra. Para elas não há dias de folga, não existe um "toma agora tu conta deles para eu descansar" ou mesmo acompanhar as amigas num final de dia. Tudo já para não falar de privar consigo mesmas e privilegiar de uns momentos sozinhas.

São a presença feminina assídua, perante uma ausência constante da figura masculina. Paterna dizem vocês. Discordo. A paterna é na maioria das vezes assumida por alguém, que nessa mesma maioria se intitula Mãe.

Aos filhos preenchem silêncios, para que estes não falem tão alto, ocupam-lhe os tempos livres para que eles não tenham tempo para sentir falta, mas também lhes ensinam que para quem realmente importa não existe ausência nem falta de tempo, que lembrar não é estar presente, que pai não é só um nome comum, nem um estatuto adquirido, mas sim um adjetivo caracterizador e complexo. Que os direitos são para quem assume os deveres e que uma pensão de alimentos não serve para uma mãe se governar, mas sim para ajudar a suprir as necessidades de um filho. Ensinam-lhes que o dinheiro compra bens materiais, brinquedos e objetos supérfluos, mas não compra amor, carinho, amizade e atenção. Ensinam-lhes que sempre que o telefone não toca, nem a campainha da porta se faz ouvir, existe uma outra porta na vida que apesar de tudo não se deve fechar. Mas que só a atravessa quem realmente quer, sem necessidade de ser convidado a fazê-lo.

Acima de tudo e de qualquer outra coisa, ensinam e demonstram todos os dias úteis, feriados e fins de semana, a tempo e horas ou fora delas, que um coração de mãe é infinito.

Um Feliz Dia das Pais para todas as mães guerreiras! Vocês representam o empenho e a luta que o mundo necessita. Vocês são batalhadoras, são autênticas lutadoras sem arma no punho, mas com flores na mão! 

Criar um filho como vocês criam é navegar uma jangada em alto mar e chegar à areia com um sorriso no coração e uma lágrima no rosto. Vocês são o orgulho de vossos filhos, são a alma deles. Tudo que eles vão ser um dia será o espelho de todos os vossos ensinamentos. Parabéns, Guerreiras!



Continue lendo este Post »

Carta aos pais ausentes

0




Esse texto é para todos os homens que, em um determinado momento de suas vidas, se despiram do papel de pai e abandonaram seus filhos. Àqueles homens que engravidaram suas namoradas e viraram as costas, deixando apenas um dinheiro para o aborto ou uma tristeza profunda e um vazio naquele ser que ainda nem nasceu. Aos homens que se separam de suas esposas e de seus filhos.


O que é ser pai para vocês? Aparentemente, pagar uma pensão mensal (ou não) e dar uns telefonemas de vez em quando. É postar foto bonitinha no facebook em um final de semana raro de visita. Para outros, ser pai não significa absolutamente nada. Esses são os que abandonaram suas namoradas grávidas e sozinhas e nunca mais voltaram nem para ver o rosto do bebê.

Vocês perderam um grande aprendizado na vida. Perderam a oportunidade de ensinar seu filho a dar os primeiros passos. Perderam noites de sono recompensadas com sorrisos e aquele cheirinho incrível de bebê. Não viram sua filha se vestir de princesa e acreditar na fada do dente. Não perceberam que seu filho não gosta de futebol mas adora o mar e uma prancha de surfe.

Vocês, que após a separação, acharam que não tinham mais obrigações na educação de seus filhos. Que não podem dar conta de suas novas esposas e seus antigos filhos. Eles não se enquadram mais em suas vidas, não é mesmo? É uma pena que vocês não enlouqueceram com a lição de casa, os trabalhos escolares, as brigas e amores com os amiguinhos, a falação sem parar após a escola, as febres, vômitos, contas a pagar.

Sinto muito se ficar com seu filho no seu dia de folga é chato para vocês. Se vocês nem sabe o nome do filho que abandonaram nas mãos de uma mulher que precisou ser forte e criar um ser humano e um futuro cidadão sozinha. Que pena que vocês não lembram a data de aniversário da sua criança. E nem vão saber quando ela entrar em uma faculdade ou passar dificuldades na vida.

Não é para o colo de vocês que seu filho vai correr quando precisar chorar. Ufa, né? Não é o carinho dele que vocês vão sentir depois de tomar várias rasteiras da vida. Não são aquelas mãozinhas pequenas com esmalte vermelho que vocês vão segurar depois de um dia daqueles no trabalho.

Felizmente, você não terá nenhuma preocupação, afinal tem alguém cuidando muito bem da sua criança por você. Felizmente, você não vai perder o sono quando seu filho for para a balada. Você não terá vontade de socar a parede quando a criança faz birra. Você não terá cabelos brancos antes da hora. Não vai dormir exausto depois de ajudar na lição, levar na natação, no balé, no inglês. Não vai chorar ao ver seu filho chorar também.

O final de semana é somente de vocês, olha que beleza! Vocês não precisarão ensinar a andar de bicicleta sem rodinhas e ficar com dores nas costas de tanto empurrar. Vocês não terão aquela alegria de assistir seu filho pedalando sozinho após várias tentativas. Vocês não perderão seus tempos assistindo o por do sol ao lado de sua criança nem falando sobre o universo e as coisas mais lindas da vida.

É uma pena, caros homens que só são pais em uma certidão de nascimento (às vezes nem isso), que vocês não possam ter nada disso que foi dito. Nem a parte boa nem a parte ruim. Vocês não saberão o que é amor incondicional. O que é ter um companheiro pro resto da vida que vai te amar com todas as forças que ele tem. Mas sabem, fiquem tranqüilos. Seus filhos crescerão saudáveis, inteligentes, com alguns traumas, mas nada que vá fazê-los se tornarem pessoas fracas. Muito pelo contrário. Sabe por que? Porque vocês deixaram seus bebês com mães. Mães de verdade. Que às vezes sentem vontade de fugir, se trancam no banheiro pra chorar, ficam exaustas e irritadas com os choros, as manhas, as malcriações. Essas mães conseguem ter os mais variados sentimentos e ainda assim amar tanto seus filhos e se tornarem a mulher-maravilha por eles.

Então fiquem descansados. Seus filhos serão bem cuidados. E vocês continuarão livres e despreocupados.



Continue lendo este Post »

Como usar brincadeiras para ensinar habilidades essenciais a crianças, segundo Harvard

0


Pensar antes de agir, planejar e traçar objetivos, focar a atenção, ser flexível e controlar as emoções são habilidades consideradas essenciais na vida adulta. Em Harvard, o Center on the Developing Child, que estuda desenvolvimento infantil, preparou um guia para ensinar pais, professores e cuidadores a estimular, em crianças de todas as idades, essas que são conhecidas como "habilidades para a vida".


"São importantes para qualquer emprego, para buscar objetivos, para ser pai e mãe ou para cumprir múltiplas tarefas simultaneamente, por exemplo", Jack Shonkoff, diretor do centro de Harvard.


Shonkoff explica que essas funções se desenvolvem desde a infância até o início da vida adulta, mas é crucial formar uma base desde os primeiros meses de vida, porque, quanto mais essas habilidades forem praticadas, melhores serão. "Sem essa base, será mais difícil aprender mais adiante." O mau desenvolvimento dessas funções resulta em adultos menos produtivos, menos hábeis para o trabalho em equipe, com piores autocontrole e traquejo social.


'Todos pagamos o preço'


Um dos focos do centro de Harvard é estudar formas de intervir em lares de pais imprevisíveis, violentos, com histórico de vício em drogas ou com questões de saúde mental. Shonkoff explica que, nesses ambientes, o "estresse tóxico" impede o desenvolvimento de circuitos no cérebro.


"Programas de combate à pobreza muitas vezes são ineficientes quando ignoram (o estado socioemocional) dos pais ou apenas lhes dão conselhos como 'leia para seus filhos'", prossegue o médico. "É preciso buscar novas abordagens, que ajudem os pais a mudar suas vidas e a quebrar esse ciclo."


O centro destaca que, quanto mais crianças desenvolverem sólidas bases socioemocionais, melhor será para toda a sociedade.

"Porque todos pagamos um preço quando há adultos com baixo controle de seus impulsos ou que não sejam bons pais."


A seguir, dicas do Center on the Developing Child para fomentar isso em bebês, crianças pequenas, crianças maiores e adolescentes:


6 a 18 meses de idade


Veja algumas brincadeiras que estimulam a focar a atenção, usar a memória operacional (importante para a compreensão da linguagem, o raciocínio e o aprendizado) e praticar autocontrole. É importante, porém, que os adultos identifiquem os focos de interesse dos bebês e deixem que estes determinem a duração da brincadeira:


- Brincar de "esconde/achou!" ajuda a exercitar a memória, ao desafiar o bebê a lembrar quem está escondido e a esperar que a pessoa se revele.

- Esconda um brinquedo sob um pano e peça ao bebê que o procure; aumente o desafio à medida que ele identifique os objetos. Ao lembrar a mudança de lugar do brinquedo, ele exercita a memória. Crianças maiores vão se divertir se escondendo e escutando o adulto enquanto ele a procura. Uma variação dessas brincadeiras é esconder um objeto sob um de três copos virados para baixo e pedir que a criança adivinhe em qual ele está.

-Jogos de imitação divertem e desafiam o bebê a acompanhar as ações dos adultos, lembrá-las e esperar sua vez de repeti-las. Podem ser desde repetir gestos ou ordenar os brinquedos de certo modo (por exemplo, empilhar blocos ou colocar animais dentro de um cercadinho), para depois pedir ao bebê que repita.

- Nomear em voz alta os objetos que chamam a atenção do bebê vai prolongar o interesse dos pequenos pelos objetos, praticando o foco e, posteriormente, a memória.

- Conversas em vários idiomas devem ser praticadas com a criança desde seus primeiros meses. "Quanto mais cedo isso começar, mais ela será capaz de aprender o idioma", explica Shonkoff. "A princípio, o cérebro delas terá de se esforçar um pouco mais, mas o resultado disso serão funções executivas mais bem desenvolvidas."


18 a 36 meses


É uma etapa de rápido desenvolvimento da linguagem, que por sua vez ajuda no desenvolvimento de funções executivas ao se relacionar a pensamentos e ações e ao cumprimento de regras:


- Ofereça o máximo de oportunidades para o bebê exercitar novas habilidades, como brincar de jogar e pegar bola, pular, correr para cima e para baixo em uma ladeira. Estipule regras simples, como correr até uma linha de chegada

- Narrar a brincadeira da criança ajuda-a a entender como a linguagem descreve suas ações. À medida que a criança cresce, é possível lançar perguntas: "O que você vai fazer a seguir?" ou "Quero ver você colocar a bola dentro do pote. Quais as formas de se fazer isso?"

- Pedir à criança que separe objetos por tamanho, forma ou cor, por exemplo, exige da criança entender as regras da atividade, memorizá-la e segui-la.

- É crucial, desde essa etapa, conversar sobre sentimentos, explicando à criança o que ela está sentindo: "Estou vendo que você está muito chateada!". Isso é muito importante para o desenvolvimento emocional infantil, sobretudo em momentos de adversidade, diz Shonkoff. "As crianças sentem medo, tristeza ou alegria sem nem sempre entender de onde vem isso. Quando explicamos os sentimentos, ajudamos a criar crianças mais resilientes e que aprendem a gerenciar suas emoções."

- A brincadeira imaginária também se fortalece nessa fase. Vale brincar de imitar adultos com objetos do dia a dia (panelas, vassouras) ou de imaginar, deixando a criança determinar qual "papel" ela e o adulto devem interpretar.



3 a 5 anos


Essa é uma das fases de maior desenvolvimento das funções executivas. O objetivo principal é que elas consigam, aos poucos e em seu ritmo, ir dependendo menos da regulação dos adultos, então é importante ir dando autonomia sempre que possível.


- Brincar de imaginar ajuda a criança a desenvolver pensamentos complexos e a interpretar um papel - por exemplo recriando uma ida ao médico, montando sua peça de teatro ou contando uma história. Nessa etapa elas começam a conseguir brincar em grupo, cooperando entre si, algo importante na autorregulação.

- Estimule a criança a contar histórias, que vão crescendo em complexidade à medida que ela crescer - estimulando a memória e o uso de informações de modo coerente. Ajude-as a criar suas próprias histórias e peças.

- Brincadeiras de movimento com música, como "estátua" - tornando as tarefas mais difíceis à medida que a criança vencer os obstáculos -, ajudam a ensinar a sincronizar palavras, ações e ritmos.

- Já dá para estimular atividades silenciosas e de foco, como equilibrar-se em uma trave ou meio-fio da calçada, exercitar uma pose de ioga, jogar bingo ou fazer jogos de memória e quebra-cabeças mais complexos. Todos exercitam a flexibilidade cognitiva.

- Cozinhar, dando orientações e mensurações às crianças, ajuda a ensiná-las e esperar e compreender instruções complexas, além de desenvolver a memória e o foco.


5 a 7 anos


Jogos com regras e desafios crescentes permitem às crianças exercitar habilidades como atenção, foco, memória operacional, cooperação e autocontrole. Sugira jogos que sejam desafiadores, mas não em excesso, e esteja pronto para ajudar a negociar eventuais conflitos que surjam durante a atividade - por exemplo, usando cara ou coroa para designar de quem é a vez de jogar.


- Estimule jogos de tabuleiro, de cartas e de estratégia. Algumas sugestões: Uno, Mico, Duvido (também chamado de Desconfio), Batalha Naval ou Damas.

- Dança das cadeiras, "estátua", queimada, batata-quente, músicas de repetição em que cada jogador acrescenta uma frase nova e atividades semelhantes exigem que a criança esteja atenta, entenda regras, monitore as ações dos demais e reaja com agilidade.

- É uma fase importante para estimular a prática de esportes organizados - jogos que exigem coordenação e exercício aeróbico, como o futebol, ajudam a melhorar a atenção. Atividades como ioga e tae kwon do exercitam o foco, a atenção e o controle das ações.

- Atividades mais silenciosas podem exercitar a habilidade de resolver problemas, a autonomia e a reflexão. Bons exemplos são livros de atividades com labirintos e caça-palavras, quebra-cabeças ou jogos de adivinhar.


7 a 12 anos


Nessa idade, é importante ir aumentando a complexidade das atividades e estimular as que envolvem regras, movimentos, flexibilidade e atenção seletiva.


- Jogos de baralho como Espadas e Bridge, Sudoku, palavras-cruzadas e cubo de Rubik (ou cubo mágico) desafiam o cérebro e estimulam a memória operacional; games fantasiosos de regras complexas, como Minecraft e Dungeons & Dragons, ajudam a praticar estratégias e objetivos.

- Esportes organizados, instrumentos musicais e aulas de dança ajudam a praticar diversos aspectos das funções executivas.

- Pular corda, com todas as suas variações, exige prática e foco.

- Aulas de música ou corais estimulam a seguir ritmos e desenvolver coordenação.


Adolescentes


Nessa fase, muitas vezes se exige de adolescentes um alto nível de funções executivas - seja em comunicação, gerenciamento de atividades e planejamento -, ainda que elas não estejam plenamente desenvolvidas. O Center for the Developing Child sugere atividades e conversas que ajudem os jovens a praticar as habilidades com base nos desafios que eles enfrentam nessa etapa.

- Estimule o adolescente a identificar um objetivo específico que queira conquistar - e que seja significativo para ele, não necessariamente para os demais. Pode ser organizar um evento social ou planejar a ida à universidade.

- Ajude a estabelecer passos de curto e longo prazo para as metas (por exemplo, quanto dinheiro será necessário economizar para comprar um celular novo) e pensar no que será necessário para alcançá-las. É importante monitorar o progresso.

- Questões sociais, como bullying, pobreza ou violência urbana, começam a despertar o interesse dos jovens nessa fase, mas por serem amplas demais podem causar sensação de impotência ou sobrecarga. Uma sugestão é ajudá-los a identificar ações concretas para enfrentar essas questões.

- Ajude o adolescente a pensar em formas de priorizar determinadas tarefas e de evitar interrupções, sobretudo de aparelhos eletrônicos e redes sociais.

- Olhar sob a perspectiva dos demais: estimular os jovens a traçar hipóteses sobre quais podem ser as motivações das outras pessoas para suas ações.

- Atividades como esportes, ioga, meditação, música, teatro, jogos de estratégia (como xadrez) ou mesmo de computador (desde que com limites de tempo) também ajudam a praticar foco, reduzir estresse, promover decisões menos impulsivas e gerenciar o próprio comportamento.




Continue lendo este Post »

Crianças vítimas de violência passam a ter direito à escuta humanizada em processos judiciais

0



Crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência agora podem contar com novos mecanismos de proteção. Ao prestarem depoimentos tanto à Polícia quanto ao Poder Judiciário, elas obrigatoriamente deverão passar por um formato adaptado de entrevista. A medida entrou em vigor no dia 05/04 um ano depois da aprovação da Lei 13.431/2017 pelo presidente Michel Temer.


A partir de agora, menores de idade envolvidos em casos de violência prestarão depoimentos em ambientes reservados e, sempre que possível, terão de contar a história apenas uma vez. Além disso, as entrevistas deverão ser conduzidas por profissionais treinados para conversar com crianças, como psicólogos e assistentes sociais.


O objetivo é garantir que os fatos sejam esclarecidos, sem que seja necessário expor os pequenos a situações traumáticas ou estressantes. Antes da aprovação da lei, os menores testemunhavam em audiências tradicionais, na presença de juízes, promotores e advogados. Segundo o advogado Marcello Rodante, especializado em Direito de Família, era comum que crianças e adolescentes tivessem que depor, inclusive, na frente de seus agressores.


Vale lembrar que a Lei é direcionada para os executores das normas, ou seja, aos delegados, juízes e promotores que participam dos processos. “Essa medida é um passo importante porque envolve uma ética de cuidado que reforça princípios já estabelecidos na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).  A partir de agora, as autoridades terão que olhar para os menores de uma forma especial e ouví-los com mais cautela”, afirma Marcello.


Segundo a psicóloga Carol Braga, especializada em cuidados com a família, a nova medida, se aplicada por profissionais capacitados, vai garantir proteção emocional aos menores: “A preocupação com a conduta das autoridades vai ajudar a evitar abordagens que exponham essas crianças e adolescentes e até mesmo gerem novos traumas”, explica.


Apesar de a medida já estar valendo, ainda faltam regras que especifiquem como ela será aplicada. Depois de a lei entrar em vigor, o poder público tem até 60 dias para fazer esse detalhamento. Já os Estados e os Municípios devem apresentar suas propostas em até 180 dias.


Porém, desde o ano passado, quando a lei foi aprovada pelo presidente Michel Temer, alguns estados têm se preparado em iniciativas independentes para atender as novas medidas. Em maio de 2017, por exemplo, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) inaugurou uma sala adaptada para escuta humanizada de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. O espaço fica no Fórum Clóvis Beviláquia, em Fortaleza.


Continue lendo este Post »