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10 pecados capitais que o psicólogo não deve JAMAIS cometer

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Psicólogo não é perfeito e eventualmente vamos errar. Mas tem algumas coisas que durante o atendimento , no trato com o paciente são inadmissíveis. E vamos combinar, as situações listadas abaixo não devem acontecer com nenhum profissional. 



1- Comer na frente do paciente 

Fome todos nós temos e quando você passa um bom tempo atendendo é preciso reservar um tempo entre um paciente e outro para se alimentar. É totalmente deselegante o psicólogo durante o atendimento comer na frente do paciente. Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, peça licença ao paciente e coma um lanche rápido. Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente. 


2 - Atender ao telefone 

Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo. Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito. Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável. Imagine quando se interrompe um comunicado [do paciente] de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?


3- Tomar notas em excesso
  
A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise. Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.

Anotações , quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem "recheados" com conteúdos nos intervalos entre sessões. Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção.


4 - Atrasar-se para a sessão 

O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura "X" minutos. Claro que atrasos acontecem e quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda. 

O atraso é muito comprometedor. O psicólogo deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?


5 - Ser pouco acessível 

Embora esse tópico seja polêmico é importante encontrar um meio-termo. Por um lado, não é recomendável que o paciente desenvolva uma extrema dependência do psicólogo . Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe.

Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível. diz o psicanalista. 

Cada psicólogo pode ter suas preferências em relação a esse assunto. Alguns liberam celular e e-mail, outros autorizam o cliente a deixar recado. Eles devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa. 


6 - Olhar demais para o relógio 

O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta. Com a experiência, o psicólogo ganha uma noção de tempo automática. Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo. Já se isso ocorrer com um paciente específico, o psicólogo deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.


7 - Bocejar demais 

Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse. Mas, se o psicólogo não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia. Já dormir é tido como inadmissível. Se o psicólogo percebe que não suporta o sono, deve suspender a sessão.


8 - Contato físico excessivo 

No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O psicólogo pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico. Mas deve haver limites. Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções. Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.


9 -Falar demais sobre si mesmo 

A sessão é do cliente, e não do psicólogo . No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia. Mas, se o psicólogo sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. O psicólogo pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do psicólogo , mas isso desvirtua o foco da terapia.
A chave é ver se há propósito terapêutico. Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia. 


10 - Vestir-se inadequadamente 

Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal.

De fato, há limites. Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados. O foco não deve ser o psicólogo , inclusive no quesito vestimenta. Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o psicólogo.

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica

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Juiz manda planos de saúde cobrirem número ilimitado de sessões de psicoterapia

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A pedido do Ministério Público Federal em São Paulo, a Justiça Federal determinou aos planos de saúde em todo o Brasil que ofereçam cobertura ilimitada para sessões de psicoterapia a seus clientes. A decisão anula parte da resolução 387/2015 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estabelecia a obrigatoriedade dos convênios de arcar com apenas 18 atendimentos anuais. A 25.º Vara Cível Federal de São Paulo acolheu os argumentos da Procuradoria da República e destacou que a norma editada pelo órgão contraria tanto a Constituição quanto as leis que regulamentam o setor.


As informações foram divulgadas pela Procuradoria da República em São Paulo. A sentença foi dada em 10 de maio, mas o Ministério Público Federal somente foi notificado de seu teor na última semana de junho.


Segundo o Ministério Público Federal, um exemplo é a Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos de saúde e fixa, como regra, a inexistência de limite para a cobertura assistencial.


Entre as exceções estão procedimentos específicos como tratamentos experimentais, inseminação artificial e procedimentos odontológicos, mas o texto nada fala sobre psicoterapia.


“Ao indicar um número máximo de sessões por ano, a ANS extrapolou seu poder regulatório e manteve em vigência uma resolução que vai além do que a legislação permite”, afirma a Procuradoria.


“Chega a ser, não diria cínico, mas, ao menos, ingênuo o argumento de que o limite estabelecido é o mínimo de sessões de psicoterapia que a operadora do plano de saúde está obrigada a oferecer, podendo ela oferecer mais que esse limite”, afirma o juiz federal Djalma Moreira Gomes ao tratar da justificativa que a ANS apresentou.


“Ora, a experiência revela que isso não acontece na prática. As operadoras fazem (no máximo) aquilo que o órgão regulador/fiscalizador lhes impõe, o que é compreensível até em razão de questões de custos e de mercado.”


Ao anular a restrição aos atendimentos em psicoterapia, a sentença determina que a cobertura dos planos corresponda ao número de sessões prescritas pelo profissional de saúde responsável.


A decisão judicial é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público Federal proposta no ano passado.


O procurador da República Luiz Costa, autor do procedimento, destacou que, ‘além de ilegal, a norma da ANS é inconstitucional por afrontar o direito social à saúde e ir de encontro às diretrizes do SUS’.


COM A PALAVRA, A ANS

“A ANS informa que recorreu da decisão e aguardará nova decisão sobre o recurso interposto”.




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20 coisas que psicólogos gostariam de te contar

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1-NÃO! Eu não estou julgando o seu problema :Por mais que você ache ele bobo, é bem provável que eu já tenha passado por algo parecido.

2-Não se preocupe em segurar a onda o tempo todo, isso não é sinal de equilíbrio: Expressar o que você está sentindo é importante e a gente é treinado para lidar com surtos de ansiedade ou crises de choro.

3-De algum modo, todas as mentes são meio problemáticas: Não precisa ter medo de confessar suas intimidades, por mais vergonhosas que elas sejam.

4-Tudo é material que revela como uma pessoa se organiza mentalmente, como pensa e sente: Chegar atrasado, atrasar pagamento, faltar a sessão, as coisas que escolhe falar e escolhe não falar, a hora que olha pra gente e a hora que desvia o olhar… Tudo tem uma motivação pra acontecer.

5-Muita gente conta a sua história e pergunta: “eu tô louco? Isso é depressão?” Diagnósticos podem ser úteis, mas é mais importante ouvir o que você está sentindo do que dar um nome para isso.

6-A fonte de quase todo sofrimento tem a ver em alguma medida com dificuldades em se comunicar: Boa parte do que uma terapia promove é ajudar a pessoa a lidar com o que existe dentro dela.

7-Nós não vamos dar palpites na sua vida. Você é quem toma as decisões: Nosso maior objetivo é aumentar sua capacidade de ter consciência a respeito do que sente e do que deseja para a sua vida.

8-Desculpe, a gente não tem a resposta para tudo: Nós podemos te ajudar a pensar em alternativas, mas o Conselho Federal de Psicologia ainda não regulamentou o uso de bola de cristal como tratamento terapêutico.

9-O silêncio é importante. Aceite-o: A gente também tem dificuldade de manter aqueles momentos de silêncio durante uma sessão. Mas fazemos um esforço para permitir que eles aconteçam.

10-É parte fundamental do processo trabalhar a relação com o terapeuta: Então fale quando a sessão te deixa com raiva, com medo, ou muito feliz.

11-Depois de um tempo, a gente acaba sentindo um tipo de carinho pelos nossos pacientes: É impossível conhecer alguém tão profundamente sem desenvolver um carinho muito grande por ele. Isso se chama contratransferência. Mas não, não seremos amigos.

12-A gente também é humano e tem momentos de tristeza: A gente mantém a cara de planta, não transfere nosso problema para o consultório, mas no fundo somos humanos igual a você e também temos nossos dias de querer ficar na cama sem fazer nada.

13-Quando a gente sabe que algum evento grande vai acontecer na sua vida, ficamos esperando a sessão seguinte como se fosse um episódio da nossa série favorita: Porque a gente torce por você!

14-Se o seu terapeuta falou alguma coisa sobre você sentir falta de Deus, sobre “curar homossexualidade” ou terapia de vidas passadas, CORRA. DENUNCIE: Ele não está utilizando técnicas científicas e pode ser cassado.

15-Não fique chateado se a gente não te aceitou nas redes sociais ou não respondeu ao seu “e você, como está?”  Somos psicólogos e não amigos. e para que você se sinta o mais confortável possível mantemos essa neutralidade em sua vida. 

16-É sempre muito estranho encontrar paciente fora do consultório: Uma relação terapêutica não é como uma relação social normal. As regras que valem numa terapia são BEM diferentes das relações sociais cotidianas.

17-Dá vontade de puxar a orelha quando você passa a sessão inteira enrolando e nos últimos minutos fala “ah, tem uma coisa…” e desata a falar: Não precisa esperar a hora “certa”.

18-A gente só quebra o sigilo das sessões em duas situações: Em estudos de caso entre terapeutas (sem identificar o paciente) ou quando você ou outra pessoa correm risco de vida.

19-A gente também faz nossa terapia para poder dar conta de toda a informação que vem na nossa direção: Além dos nossos próprios problemas pessoais.

20-A gente deseja e respeita o seu momento de deixar a terapia: Mas se quiser mandar um alô de vez em quando a gente fica contente.

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Sobre números, escolhas e problemas da vida: o por quê escolhi Psicologia

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Vira e mexe alguém me pergunta como escolhi a Psicologia. Como soube que essa seria a minha profissão. Conto a verdade e falo humildemente que tive uma inspiração divina com luzes e trombetas em um sonho e meu lado humanitário e bondoso quis ajudar o próximo , perdido em seus traumas e dores. Mentira! Não foi assim. A minha escolha não tem nada apoteótico ou hollywoodiano. É mais simples do que você imagina. 


Nunca fui aquela criança de sonhar. Não quis ser bailarina e tão pouco astronauta. Não quis ser médica e nem descobrir a cura para algo milagroso. Não sei se não aprendi a sonhar , mas aprendi cedo que a vida não era essa fantasia que as pessoas imaginam ser. Come on, eu era uma criança que assistia noticiário!

Mas eu era uma daquelas crianças que as pessoas por algum motivo que não sei explicar, achavam prodígio. Nunca dei trabalho na escola, nunca peguei recuperação e a única nota vermelha que tirei em toda a minha vida acadêmica foi em matemática, quando eu tinha nove anos. Preste atenção, aqui começa a revelação.

Foi tão traumático aquele momento da minha vida, que nunca mais tirei uma nota vermelha. Mas também nunca mais me simpatizei com essa matéria. Ela se tornou minha rival. Acho que por isso ir para a área de humanas foi tão natural. Eu queria fugir dos números. Pronto ! Você descobriu! Vou repetir: eu queria fugir dos números. Nada de bem humanitário. 

Escolhi psicologia e quão foi a minha triste surpresa , quando descobri que tinha estatística. Sim, pode rir. Não era apenas um semestre, mas dois. A única coisa que eu achava que precisaria dos números nesse ponto da minha vida, era para saber quanto um paciente iria me pagar e só. Terrível engano. Os números me perseguiam novamente, mas dessa vez , eu estava disposta a não me deixar vencer por eles.

Não sei se foi a determinação , o pensamento positivo, ou os tratos que eu fazia com Deus , implorando que me fizesse entender e me deixasse passar. Bom, passei. Mas de longe foi ali que a minha neura com os números pararam.

O tempo passou, a idade chegou pesando aos poucos e com isso os números voltaram a me aterrorizar. Eu sei, agora estou sendo dramática, pois nem cheguei aos 40 . Preciso levar isso para a terapia. Mas é claro que Psicólogo faz terapia e tem problemas , caso você esteja aí se questionando.

É o número do colesterol no exame que me mostra que estou precisando maneirar no hambúrguer. A calça já saiu do 38 faz tempo. Ontem contei e tirei cinco cabelos brancos. CINCO! E não para por aí. Os números estão em toda parte tentando me escravizar e me derrotar. Eles estão no números de horas que não dormi fazendo prontuários, eles estão na minha conta bancária me mostrando que esse mês está tudo bem, mas mês que vem... Só Deus sabe!

Os números estão em toda parte. Não tenho como fugir deles. Mas esse texto não é para falar sobre eles, embora até aqui eu esteja dando um baita ibope para ele. Tão pouco esse texto é para falar da minha escolha profissional ( te peguei né ?). Esse texto é para te mostrar que sempre teremos algo que será nosso ponto fraco. Algo que nos perturba e nos tira o sono. Pode ser o filho que não obedece, o emprego que não vem, a crise econômica, a dor de cabeça, mas pode ser principalmente , fatores emocionais, como a baixa autoestima, o auto boicote frente as conquistas, a ansiedade, depressão e por aí vai.

A questão aqui é te mostrar que todos nós temos uma ou varias áreas que nos atormentam, que rouba a nossa paz. Porém você pode tentar fugir dela e descobrir que ela irá te encontrar na esquina ou você pode enfrentar e mostrar quem manda nessa bagaça. Leia de novo essa ultima frase. Volta lá, eu te espero.

“Todos nós temos uma ou varias áreas que nos atormentam, que rouba a nossa paz. Porém você pode tentar fugir dela e descobrir que ela irá te encontrar na esquina ou você pode enfrentar e mostrar quem manda nessa bagaça.”

Os números não são meu único ponto fraco. Sou humana e assim como você tenho várias dificuldades, medos e inseguranças. Mas sei que o melhor que posso fazer é enfrentar o que me perturba e quando não consigo enfrentar sozinha procuro ajuda ( calculadora serve né?). 

O importante é você perceber que na vida sempre teremos algo que irá nos perturbar e tentar nos destruir. Pode ser algo simples como os números ou pode ser algo bem traumático. Não importa! A dor e a dificuldade é só sua e portanto, cabe somente a você procurar enfrentar, como e quando irá enfrentar. O modo como você lida com seus problemas é que irá determinar quem sairá vitorioso. Você pode fugir, você pode se esconder, mas você nunca poderá fingir que aquilo que te atormenta não existe. Então , cá entre nós, vamos enfrentar isso e ser feliz?


A escolha é sua! 

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica

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Como enfrentar a adversidade?

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As situações extremas da vida nos mostram, como se fosse através de uma lente de aumento, o comportamento de nosso cérebro diante de cenários nos quais está em jogo nossa sobrevivência física e nossa integridade psicológica. O que acontece em nosso cérebro diante de um perigo no presente, uma lembrança negativa e o temor de que aconteça alguma coisa ruim no futuro?

Desde o momento em que somos expostos a uma situação extrema é ativado um sistema muito básico, rápido e firme modelado durante centenas de milhares de anos para enfrentar o que está acontecendo. Esse primeiro passo de defesa de nosso sistema biológico é a chamada "resposta de estresse". 

Quando o cérebro detecta uma ameaça, é ativada uma resposta fisiológica coordenada que envolve componentes autônomos, neuroendócrinos, metabólicos e do sistema imunológico. O organismo precisa de maior fluxo de oxigênio para seus músculos, especialmente os do sistema de locomoção (para fugir se for necessário). Assim, a respiração fica acelerada para fornecer mais oxigênio, e a frequência cardíaca para entregar rapidamente esse oxigênio através da corrente sanguínea aos músculos principais. Os vasos sanguíneos na pele se contraem para que o sangramento seja o menor possível no caso de uma ferida.

Para proporcionar o combustível suficiente para o esforço, nossas glândulas transformam os carboidratos armazenados nas células em açúcar circulante no sangue. Melhora também a resposta imune; os glóbulos brancos que combatem as infecções se aderem às paredes dos vasos sanguíneos, preparados para zarpar rapidamente a qualquer parte do corpo que possa se machucar.

O sistema cognitivo humano, por sua vez, oferece uma variante ainda mais sofisticada: a capacidade de prever e antecipar as ameaças do futuro, e até mesmo imaginar eventualidades que nunca ocorreram, e que provavelmente nunca acontecerão. Essa notável capacidade da nossa espécie é fruto da experiência acumulada e da capacidade de realizar hipóteses e inferir. 

O desenvolvimento do cérebro humano, e em particular de suas áreas pré-frontais, expandiu, entre outras, nossas capacidades para revisar o passado e examinar o futuro. Esse aumento da complexidade cognitiva da resposta de estresse levou o psicólogo norte-americano Richard Lazarus a postular a existência de "mecanismo de avaliação" envolvidos no processo de resposta frente ao perigo porque nem sempre é simples determinar quando estamos diante de uma situação que requer ações de proteção.

O primeiro passo desse processo é a "avaliação primária", isso é, o estabelecimento do valor de um estímulo como perigoso ou inofensivo. As pesquisas em neurociência permitiram estabelecer as funções de diferentes estruturas cerebrais na detecção e avaliação do perigo, em particular, a atividade crucial das "amídalas cerebelosas", que seriam responsáveis por detectar, gerar e manter emoções relacionadas com o medo e responderiam à importância dos estímulos emocionais. A "avaliação secundária", por sua parte, busca estabelecer a disponibilidade de recursos do organismo para enfrentar a ameaça.

No entanto, quando a ameaça é dissipada, entram em funcionamento outros mecanismos para voltar à situação inicial de repouso: a desativação da resposta de estresse. Se, pelo contrário, a resposta de estresse permanece continuamente acesa, ocorre o chamado "estresse crônico". Nessa circunstância, os componentes da resposta que seriam uma vantagem adaptativa e uma reação de defesa e autoproteção do organismo, deixam de sê-lo e voltam-se contra nós.

No nível cognitivo, a resposta aguda desse estresse favorece o aumento do nível de alerta e a formação de memórias, ainda que a longo prazo a produção elevada de cortisol provoca deterioração cognitiva. A resposta imune também é negativamente afetada frente ao estresse crônico deixando o organismo mais exposto aos diversos patógenos.

Podemos especular que existem fatores ambientais, fatores individuais – biológicos e psicológicos – e também fatores socioculturais que podem fazer com que a resposta de estresse não ceda e se realimente continuamente ou, pior ainda, em forma de espiral. Entre os fatores externos socioculturais está o estilo de vida moderno e urbano. Por exemplo, hoje podemos acessar instantaneamente a informação sobre o que acontece em qualquer parte do mundo. Esse fato tecnológico que dá evidentes vantagens em certo terrenos, pode se tornar uma desvantagem em relação à propagação de temores e circulação de más notícias.

Por sua parte, no que se refere aos fatores biológicos e psicológicos, é preciso revisar a conexão existente entre o estresse e os transtornos de ansiedade, de um lado, e a depressão, do outro. Para entender a ansiedade, podemos compará-la com um radar, ou seja, um dispositivo que rastreia nosso ambiente em estado de alerta e nos avisa quando uma ameaça se aproxima. Mas a ansiedade é muito mais do que um radar: é também um diário de bordo onde registramos as experiências perigosas vividas, e um mapa que nos guia, como um GPS, a territórios seguros. Quando a ansiedade excede os níveis normais, entretanto, pode gerar "falsos alarmes" que ativam a resposta de estresse e provocam estados de preocupação intensos e sintomas físicos diversos.

A depressão, por sua parte, pode ser entendida em certos casos como uma reação biológica e psicológica na qual nosso organismo se rende ante a adversidade, reduz suas tentativas de solução, por considerá-las inúteis, e se entrega ao desânimo. Na depressão, assim como na ansiedade, nosso pensamento se torna propenso aos "vieses cognitivos", isso é, selecionamos e priorizamos certos dados em detrimento de outros. No caso da depressão, a informação negativa, e no caso da ansiedade, a informação relacionada com o perigo. Depois, certos raciocínios distorcidos generalizam e amplificam o peso dessa informação e provocam uma espiral de realimentação das emoções negativas.

Por sorte, nosso cérebro conta com diversas ferramentas que podem nos proteger dessas complicações. A "resiliência" é o conjunto de fatores e mecanismos que nos permite superar por adaptação as situações de adversidade. Nesse sentido, dois mecanismos altamente eficientes para atenuar de forma progressiva a resposta de estresse são a "habituação" e a "extinção". O primeiro é a propriedade geral de nossas células nervosas que consiste na acomodação ao entorno e um princípio de economia, para evitar respostas ociosas. 

São inumeráveis os exemplos, desde o momento em que entramos em uma piscina fria e pouco a pouco vamos nos acostumando, até o momento em que nos expomos repetidamente a um estímulo que nos assusta e nos deixa tensos, ajudando para que a resposta inicial diminua até se tornar tolerável. Esse é o princípio dos tratamentos por exposição, altamente eficazes na ansiedade.

O processo de "extinção" ocorre quando ficamos expostos a um estímulo temido e comprovamos repetidamente que as consequências negativas que esperávamos não acontecem tal como esperávamos, e a resposta de estresse é atenuada. Outro dos processos de regulação das emoções, de natureza cognitiva, é a "reavaliação", que consiste em modificar o significado funcional atribuído à situação que provoca o estresse. É "mudar a maneira como sentimos a mudar a maneira como pensamos".

É essencial refletir também sobre o papel fundamental do outro (o próximo, o ser amado, a comunidade), frente ao desassossego. Quando acolhe, quando contém, quando acompanha

Algumas pessoas que experimentaram traumas súbitos, sofreram situações de abandono ou maltrato emocional contínuo no começo de suas vidas podem chegar a sofrer prolongadamente por tais experiências. Transtornos psiquiátricos como o transtorno de estresse pós-traumático estão relacionados com essas experiências e com a maneira como nossa memória abriga as recordações emocionais. 

O trabalho de neurocientistas como Joseph LeDoux é relevante para entender as afeições emocionais e seu tratamento porque explica a consolidação das memórias. No começo, quando experimentamos algo, a lembrança é instável até se estabilizar pela síntese de proteínas no cérebro. Uma vez armazenada a lembrança, a exposição a um estímulo que nos lembra aquele evento irá reativá-la e torná-la instável por um curto período de tempo, para tornar a guardá-la depois e fixá-la novamente em um processo chamado reconsolidação da memória.

No entanto, a cada vez que recuperamos a memória de um fato, ao se tornar novamente instável permite a incorporação de nova informação. Esse momento é uma janela para mudar as reações emocionais que acompanham uma lembrança. Um paciente que sofre um transtorno de estresse pós-traumático evoca com a ajuda de um terapeuta especialista e em um contexto seguro, as recordações da situação vivida, para atenuar progressivamente as reações emocionais intensas que acompanham a lembrança.

Por último, é fundamental refletir também sobre o papel fundamental do outro (o próximo, o ser amado, a comunidade) frente ao desassossego. Quando acolhe, quando contém, quando acompanha. Como no diálogo entre os dois em O Beijo da Mulher Aranha, a famosa obra do autor argentino Manuel Puig: "... e enquanto estiver ao meu alcance, pelo menos nesse dia, ... não deixarei que você pense em coisas tristes".
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Por que eu deveria procurar um psicólogo?

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Por que eu deveria procurar um psicólogo? Tal questionamento é realizado pela maioria das pessoas pelo menos em algum momento da vida. Apesar da Psicologia já ser uma profissão reconhecida e regulamentada há décadas e atuar cada vez mais em diferentes campos, ela ainda sofre preconceitos por parte da sociedade. Além da ideia de que fazer terapia é só para pessoas com graves transtornos mentais, as pessoas nem sempre aceitam o fato de que às vezes não são capazes de resolver seus problemas e lidar com suas dores sozinhas. 

Quando Freud criou a Psicanálise, ele citou uma frase que causou um forte abalo no narcisismo das pessoas: “E então o homem descobriu que não era mais dono da sua própria casa”. O que essa frase pode nos dizer? Ela significa que possuímos a fantasia de que somos livres e de que fazemos nossas próprias escolhas de acordo com o nosso desejo e nossa vontade.  

Mas, se isso é verdade, por que nem sempre conseguimos fazer o que realmente queremos? Por exemplo: por que uma pessoa quer muito emagrecer, mas não consegue parar de comer compulsivamente? Por que uma pessoa quer dirigir, mas não consegue lidar com o seu pânico de direção? Por que quer conseguir dormir, mas tem insônia toda noite? Por que uma pessoa quer esquecer outra, mas não consegue? Tais exemplos nos mostram que existe uma parte de nós mesmos da qual não temos domínio. Todos nós experimentamos essa sensação em algum ou em vários momentos da vida. 

Além disso, a Psicanálise nos mostra um fato evidente e um pouco frustrante para todos nós: a felicidade plena e eterna é um estado inalcançável para qualquer sujeito. Isso ocorre porque a cultura nos impõe desde que nascemos normas, leis e valores que precisam ser seguidos para que seja possível viver em sociedade. Tais imposições dificultam a nossa obtenção de prazer e de felicidade, uma vez que não podemos fazer e nem ter tudo que queremos. A felicidade passa, então, a ser atingida apenas em alguns raros momentos, mas logo a insatisfação volta a se fazer presente nas nossas vidas.  

Tais constatações são alguns dos motivos que nos mostram que procurar um psicólogo não é motivo de fraqueza e nem de “loucura”. Pelo contrário, buscar psicoterapia é um ato de coragem, uma vez que isso significa conhecer-se, reconhecer seus pontos fracos, suas forças, fazer as pazes com a sua própria história de vida e desenvolver novas e melhores formas de lidar com os conflitos que serão sempre comuns na vida de qualquer pessoa! 

Rita Dambros Hentz
CRP: 06/138668
Psicóloga Clínica
 

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Está em dúvida se precisa de terapia? Separamos 20 motivos para fazer terapia.

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01 – Você precisa de um lugar sem culpa para se concentrar em VOCÊ e somente você.

Você pode ter amigos e familiares para desabafar, mas às vezes você precisa de um espaço onde possa falar sobre si mesmo sem que alguém transforme aquilo em outra coisa ou espere algo em troca. É incrível o quão melhor a vida fica quando você tem alguém do seu lado — uma pessoa focada em apoiá-lo e que é uma especialista no que faz. 

02 – Você precisa de um lugar para praticar ser mais assertivo, mais social, mais vulnerável, mais qualquer coisa.

A terapia é um lugar para melhorar partes de si mesmo que estão atrapalhando sua vida. Talvez você seja uma pessoa que odeia conflitos e precise aprender a se defender. Talvez você seja super tímido e precise praticar falar com estranhos. Talvez você seja ruim em falar sobre seus sentimentos e precise se abrir. A TERAPIA É UM ESPAÇO SEGURO PARA TENTAR TODAS ESSAS COISAS. 

03 – Você está infeliz em seu trabalho.

Você pode aprender a lidar com colegas de trabalho e patrões de merda, conseguir habilidades de comunicação para ajudá-lo a pedir aquela promoção que você merece, encontrar um bom equilíbrio entre vida e trabalho e, sem dúvida o mais importante, descobrir por que está tão infeliz lá em primeiro lugar.

Muitas pessoas estão em empregos que odeiam porque não sabem o que realmente querem fazer. É nisso que podemos ajudar. Qual é o seu maior objetivo? O que você realmente é? Quando descobrir isso, você pode se orientar em direção a algo e em sua carreira, e em vez de fazer coisas que são desnecessárias, focar no que você realmente quer. 

04 – Ou você precisa de um trabalho.

Certo, um terapeuta não é um conselheiro de carreira e definitivamente não o colocará em nenhum trabalho. Mas eles podem trabalhar com você no lado emocional, motivacional e organizacional das coisas, ajudando-o a fazer um plano e mantendo-o responsável. Sem mencionar que eles o ajudarão a lidar com o estresse. O estresse de não ter um emprego é, às vezes, algo que impede as pessoas de conseguir um emprego, em primeiro lugar. 

05 – Seus humores e emoções parecem fora de controle recentemente.

Por exemplo, digamos que você costumava se sentir animado sobre uma determinada atividade e agora não teria como se importar menos com ela. Ou caso você esteja ficando louco e irritado com todos os seus amigos sem nenhuma boa razão. Mudanças significativas do que você considerava ~normal ~ são uma grande bandeira vermelha de que há algo mais profundo acontecendo.

06 – Você quer encenar uma conversa difícil ou assustadora que precisa ter.

A vida é cheia de situações difíceis que você, provavelmente, está evitando. Terminar um relacionamento. Começar um relacionamento. Pedir um aumento para o seu chefe. Pedir demissão. Confrontar familiares afastados. Dizer a alguém que te machucou. Tudo isso. A terapia é um ótimo espaço para encenar essas coisas e ver como pode ser e que sentimentos aparecem.

07 – Você quer ser mais autoconsciente ou emocionalmente inteligente.

Acredito que muitos de nós passamos por nossas vidas sem dar um passo atrás para dizer: ‘O que eu realmente quero e como eu me sinto? Aprender mais sobre o que você quer, como reage e se sente sobre determinadas situações e pessoas, e quais coisas o moldaram como pessoa até aqui, pode ser realmente útil para que você tenha perspectivas melhores sobre todos os aspectos da sua vida.

08 – Você recentemente passou por um trauma e precisa de apoio.

Esse é, às vezes, um dos melhores usos da terapia, é alguém para ouvir de forma objetiva, lhe dar um espaço seguro para falar através de seus sentimentos. Se você teve um trauma, se foi abusado, se está de luto, se perdeu um ente querido, se teve um rompimento sério. É nesses momentos que a terapia pode parecer muito especial.

09 – Ou você está pronto para falar sobre algo que aconteceu em seu passado.

Às vezes, há eventos realmente formativos — traumas ou não — com os quais você nunca lidou totalmente. E quando você quiser lidar com eles, pode não saber a quem recorrer. A terapia é o lugar.

10 – Você está achando quase impossível ir à escola ou ao trabalho.

Muitas vezes, esse é um sinal forte de que há uma desordem psicológica real, mas mesmo se não houver, chegou-se a um ponto em que sua vida diária é afetada negativamente, esse é um sinal de que a terapia poderia realmente ajudá-lo.

11 – Seus relacionamentos têm sido todos difíceis ultimamente.

Se ultimamente você tem sentido que seus relacionamentos são todos muito trabalhosos, ou você está gastando muito tempo tentando controlar os danos que eles causam, isso aponta para um problema que poderia ter alguma atenção na terapia. Se em todos os lugares você está tendo que apagar incêndios em seus relacionamentos, você pode ser o denominador comum.

12 – Você notou um padrão em sua vida e precisa perguntar: “Sou eu?”

Talvez você tenha sido demitido dos seus últimos empregos. Talvez continue batendo de frente com as pessoas na sua família. Talvez todas as suas novas amizades ou relacionamentos durem apenas um mês, no máximo. Um terapeuta é um ótimo ouvido objetivo para descobrir: ‘sou eu, ou são eles? Nós podemos ajudar a iluminar o padrão e qual comportamento ele envolve.

13 – Você tem o hábito da autossabotagem.

Talvez seja a procrastinação crônica grave. Talvez seja a bebedeira. Talvez você continue afastando as pessoas. Se você perceber que consistentemente não está agindo focando no seu melhor ou fazendo coisas que o impeçam de cumprir seus objetivos, e não sabe por que ou como parar, essa é outra razão para agendar um tempo com alguém.

14 – Você precisa de um feedback sobre como você é com as outras pessoas.

Às vezes, ajuda ter alguém que vai apontar objetivamente alguns hábitos que podem estar te prejudicando. Pode ser algo menor que eu notei e chamei a atenção. “Posso dizer: ‘Certo, você me interrompeu demais? — você faz isso fora da sala de terapia’ ou, ‘Notei que você nunca faz contato visual comigo e se apresenta desta forma.’ Coisas assim.”

15– Você quer melhorar seus relacionamentos e ser um parceiro melhor.

Quando você está na terapia, está trabalhando com alguém que é uma espécie de um especialista em relacionamentos. Você consegue mais resultados trazendo à tona os temas difíceis, compartilhando emoções, tendo conflitos e resolvendo-os, fazendo conexões.

Sem mencionar que quanto mais você sabe sobre si mesmo e seus hábitos, melhor parceiro você é, . Ser autoconsciente de como você reage a determinadas situações — sabendo que você é o tipo “pessoa que precisa ter um plano” ou “Eu sei que costumo sentir ciúme irracional sobre essas coisas” — minimiza dezenas de brigas nos relacionamentos e leva a uma melhor comunicação.

16 – Você não consegue controlar seus pensamentos negativos, ou acelerados, ou ansiosos.

É normal que as pessoas sejam um pouco estressadas, mas se seus pensamentos estiverem correndo tão rápidos que você não consegue desligá-los e se isso estiver afetando sua vida cotidiana ou seu sono, essa é uma razão para obter alguma ajuda.

17 – Você tem usando uma substância ou comportamento como muleta.

Talvez álcool, drogas, jogos, compras, comer, alguma coisa começou a desempenhar um papel mais importante na sua vida do que você queria. “Se é o suficiente para que você esteja levantando a questão de se algo é um problema, então talvez seja um sinal suficiente de que você deve ir falar com alguém sobre isso”.

18 – Você se distrai muito facilmente e sempre se sente disperso.

É um sintoma comum a muitos transtornos que as pessoas não costumam prestar atenção. . Mas se você estiver sentindo — ou outras pessoas estiverem apontando — pode haver algo mais acontecendo.

19 – Você precisa fazer algo diferente a cada semana ou mês.

"Aqui está uma: a terapia não é um saco”. “Eu acho que muitas pessoas têm medo da terapia porque acham que vai ser fria e distante, e que eles vão se sentir mal sobre tudo. Mas, na verdade, não é nada disso. Eu rio demais com meus clientes. Temos avanços juntos. Pode ser muito divertido.”

20 – Você quer transformar uma vida ruim em boa — ou uma vida boa em uma melhor.

Ou seja, quase todo mundo tem uma razão para aproveitar a terapia. ENTÃO VÁ. FAÇA ISSO.
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Você se sente perdido na vida sem saber o que fazer da vida? Então faça essas 10 perguntas a si mesmo!

 




Cedo ou tarde, todos nos sentimos perdidos. É normal, afinal nós nascemos sem um livro de regras ou um manual para a vida. No entanto, algumas pessoas se perdem e ficam perdidas pelo resto de suas vidas. Elas fingem que tudo está bem, até tentam construir uma vida em meio ao caos, mas dentro de si mesmas, sabem que algo não está certo com sua história. Algo precisa mudar.

Você pode estar perdido na sua profissão, no seu relacionamento ou sobre o que quer fazer da sua vida. Não importa onde você esteja, tudo o que você precisa nesse momento para se encontrar, para voltar a seguir seu caminho, primeiro você deve aceitar que está perdido. Você deve admitir a si mesmo que este loop que vive não está funcionando e tomar a decisão de transformar sua vida. Faça algo que sempre quis fazer.

A segunda coisa que você precisa entender é que não existe nada de errado em estar perdido na vida ou se perder de vez enquanto. Você já sabe que está perdido, então o segundo ponto é aceitar que a responsabilidade para se encontrar é totalmente sua. Assuma controle da sua vida. Pegue as rédeas dos seus sonhos e não solte mais. Você precisa escapar da prisão que construiu para si mesmo e ouvir sua alma mais uma vez. Ela é a sua bússola na vida. E você está perdido apenas porque parou de se ouvir e passou a ouvir as demais vozes.

Abaixo estão 10 perguntas para fazer a si mesmo para te ajudar a começar o processo de volta. Em cada pergunta, você deva parar e refletir. Não passe simplesmente por elas correndo . Pare e pense no que cada uma dessas perguntas esta tentando lhe dizer:

  1. Você está fazendo o que realmente quer fazer? 
  2. Quantas promessas você fez e quantas delas realmente cumpriu? 
  3. Você vai quebrar as regras por causa de algo ou alguém com quem se preocupa? 
  4. Existe algo que você não consegue liberar, embora saiba que deveria? 
  5. Quando foi a última vez que você fez alguma pela primeira vez? 
  6. Se você morresse agora, teria algum arrependimento? 
  7. Você tem medo de cometer erros mesmo que não haja nenhuma punição? 
  8. Qual a diferença entre você e a maioria das outras pessoas? 
  9. A criança que você foi, teria orgulho do adulto que você se tornou? Converse com ela. 
  10. Se hoje fosse o fim do mundo, o que você faria? 

Lembre-se: Não existem respostas certas ou erradas, essas perguntas são uma forma de orientá-lo, para que você possa seguir um caminho mais alinhado a seu verdadeiro propósito.
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