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Por que a depressão te deixa tão cansado o tempo todo

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Assim como o estresse e o excesso de coisas a fazer, a fadiga é cada vez mais comum em muitas pessoas. 


Caracterizada pelo cansaço extremo e a baixa energia, essa sensação geralmente ocorre após uma experiência que tenha sido especialmente exaustiva ao nível mental, emocional ou físico.


Mas a fadiga nem sempre é temporária e circunstancial. Ela pode também ser sintoma de um problema maior, como a depressão. Na realidade, segundo dados de 2018, a fadiga está presente em mais de 90% por cento das pessoas que convivem com esse problema de saúde mental. (Outros sinais de depressão incluem desânimo, desejo de se isolar e dificuldades de concentração.)


Para que uma pessoa possa ser diagnosticada com depressão, não apenas fadiga generalizada, “é preciso que vários desses sintomas estejam presentes na maioria dos dias, pela maior parte do tempo, durante pelo menos duas semanas”, diz o psiquiatra Don Mordecai, líder nacional de saúde mental e bem-estar na Kaiser Permanente.


Parte da razão pela qual a depressão e a fadiga debilitante andam de mãos dadas é que “a depressão afeta os neurotransmissores associados ao estado de alerta e ao sistema de recompensas”, diz Mordecai. Isso significa que, fisiologicamente, a doença mental impacta nossos níveis de energia.


Outra razão é que a depressão também afeta negativamente o sono, “podendo causar dificuldade em adormecer, dificuldade em permanecer dormindo, acordar antes da hora ou simplesmente ter um sono que não é tão profundo”, explica a psicóloga clínica Sari Chait, do Massachusetts.


A depressão também reduz a motivação, de modo que realizar tarefas simples torna-se física e emocionalmente exaustivo, diz Chait.


Vestir-se para ir trabalhar, fazer supermercado ou cumprimentar colegas de trabalho são coisas que, para uma pessoa com depressão, podem parecer proezas monumentais. Além disso, a depressão pode levar à confusão mental, de modo que uma pessoa deprimida é obrigada a gastar ainda mais energia para tomar decisões ou se concentrar no trabalho.


A relação entre depressão e fadiga pode se tornar cíclica. “As pessoas com depressão que se forçam a fazer as coisas ao longo do dia podem acabar sentindo mais fadiga. A fadiga intensifica sua depressão, e assim o ciclo se perpetua”, diz Chait.


Mordecai destaca que é importante lembrar que “é mais provável que a fadiga seja um possível sintoma de depressão do que uma causa”.


Contudo, sentir cansaço regularmente devido a estresse crônico, uma doença crônica ou um transtorno do sono, como insônia ou apneia do sono, pode tornar uma pessoa mais suscetível à depressão.


“Se uma pessoa vive constantemente cansada, pelo motivo que for, é provável que tenha dificuldade em se engajar plenamente com sua vida”, diz Chait. Isso pode levá-la a se socializar menos, diminuir sua concentração no trabalho e apresentar alterações de apetite ou em sua rotina de exercícios físicos.


Por isso mesmo é vital tomar medidas para melhorar seu bem-estar geral, quer você esteja sentindo fadiga extrema provocada por depressão, quer esteja apenas sentindo um cansaço temporário.


Para isso, recomendou Chait, procure primeiro identificar a causa principal de sua fadiga. Faça uma análise de seus hábitos recentes, suas rotinas e seu estado de ânimo. Se você conseguir relacionar sua fadiga a alguma questão específica – como estresse, sono insuficiente ou doença ―, proponha-se a começar a mudar seus hábitos, adotando comportamentos saudáveis.


O passo mais importante é modificar seu sono. A maioria dos adultos precisa de pelo menos 7 a 9 horas de sono de qualidade por noite, diz Mordecai.


Para conseguir dormir bem, procure evitar a cafeína depois do meio-dia e limite a ingestão de álcool antes de ir para a cama, ele aconselha. Também é uma boa ideia guardar aparelhos eletrônicos antes de se deitar, já que a luz azul dos smartphones pode inibir a produção de melatonina e fazer com que seja mais difícil pegar no sono.


Em seguida, examine sua carga de trabalho e sua agenda. Se você estiver estressado, sentindo-se sobrecarregado, “procure traçar limites e adotar medidas para se certificar de não estar se sobrecarregando”, recomenda Chait. Isso pode incluir dizer “não” a obrigações sociais e projetos que lhe demandam demais no trabalho. Ou pode ser incluir uma prática semanal para cuidar de si mesmo.


Para terminar, pratique exercícios físicos algumas vezes por semana. Pode parecer contraintuitivo quando você já está cansado, mas, lembra Chait, “a prática de atividade física regular pode acabar elevando nossos níveis de energia”.


Se você modificar seus hábitos de sono, trabalho e exercício físico e mesmo assim continuar a se sentir exausto depois de 15 dias, “pense em procurar ajuda profissional para determinar se seu problema é depressão e como começar a tratá-lo”, diz a psicóloga.


Uma mudança de hábitos comportamentais – como sono e a prática de exercícios aeróbicos – pode ajudar algumas pessoas a combater os sintomas de depressão, diz Mordecai. Mas muitas outras pessoas podem precisar de uma combinação de tratamentos aliados a essas mudanças de hábitos – como terapia falada, terapia cognitiva comportamental e terapia medicamentosa. E tudo bem que seja assim. Lembre-se que é preciso tempo para começar a enxergar resultados positivos e que pode ser preciso experimentar uma variedade de opções.


“Com a ajuda de seu clínico geral ou de um profissional de saúde mental você pode começar um tratamento que funcione para você”, afirma Mordecai.


*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.




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Estudo prova que o mundo é literalmente cinza para as pessoas que sofrem de depressão

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As cores têm um papel tão importante nas nossas vidas, que nós as usamos para descrever nossos sentimentos e ações. Você já se sentiu azul de fome, verde de inveja, roxo de raiva ou viu o mundo rosa por estar apaixonado? Já dissipou uma nuvem negra quando finalmente teve uma oportunidade de ouro e não conseguiu realizar? Já enxergou o mundo cinza quando estava triste ou deprimido? Pois é sobre essa última constatação que hoje vamos falar. Essa percepção de que um mundo triste é um mundo sem cores vai muito além da linguagem.


O fato agora tem prova científica. A descoberta, realizada por cientistas alemães, prova o que há séculos os artistas tem manifestado na pintura, na literatura e em outras obras, além de revelar que a depressão causa uma alteração fisiológica na visão, levando à perda de sensibilidade na vista e fazendo com que os pacientes enxerguem a vida literalmente em tons de cinza.


O estudo “Seeing Gray When Feeling Blue? Depression Can Be Measured in the Eye of the Diseased“, da Universidade de Freiburg, mostra que pessoas com a doença são realmente menos sensíveis aos contrastes de cor. 


Os pesquisadores realizaram testes na retina de vários voluntários e mostraram que o efeito é semelhante ao ato de diminuir o controle de contraste em uma TV. Para os especialistas, a conclusão da experiência foi tão clara que eles acreditam poder usar, em futuro próximo, um teste de visão para medir níveis de depressão em pacientes que apresentem os sintomas.


Essa pode ser a razão também para explicar o motivo de tantos artistas ao longo dos tempos, independentemente da cultura ou língua, retratarem os sintomas usando símbolos da escuridão e tons cinzentos, como o da tela ‘O Velho Guitarrista‘ de Pablo Picasso, produzida em 1903.


Para o psiquiatra da Unicamp, Paulo Dalgalarrondo, que atende na área há mais de 20 anos, essa é uma reclamação constante de quem busca o tratamento para a doença. Seus pacientes frequentemente reclamam disso. A boa notícia, diz Paulo, é que isso é reversível assim que o paciente cura a doença. De acordo com o médico, as pessoas diagnosticadas com depressão têm a sensação de que “o mundo está mais apagado” e que a música não soa como antes. Nosso humor consegue afetar a maneira como nós enxergamos o mundo à nossa volta.




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10 sinais que provam que você está desperdiçando sua vida

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1. Você gasta muito tempo fazendo coisas que não lhe trazem NADA


Faça um rápido cálculo mental: quantas horas por dia você gasta vendo televisão? E olhando para o Facebook ou Instagram? Quanto tempo você fica vendo seu smartphone, assistindo notícias de fofocas ou falando no WhatsApp com outras pessoas?


Vá adicionando as horas aproximadas durante as quais você faz todas essas coisas, e subtraia as horas que você dorme e o tempo que você tem que estar no trabalho ou estudando.


Se você não tem tempo para realizar seus projetos pessoais, é porque você não quer, porque você está perdendo seu tempo valioso em coisas que realmente não lhe trazem nada. Se divertir não é ruim. Na verdade, é um hábito muito saudável que o ajudará a melhorar sua produtividade, pois isso dará ao seu cérebro uma folga do trabalho diário que você tem todos os dias.


O problema surge quando essas diversões duram muito tempo, elas tiram horas de outras tarefas mais importantes e se tornam uma rotina em sua vida.


2. Você sempre fala palavras negativas para si mesmo


A maneira pela qual você fala consigo mesmo através de seus pensamentos é muito importante; de fato, essa conversa interior pode fazer com que você consiga tudo ou destrua sua vida.


Diga uma coisa: o que palavras como “eu sou inútil“, “eu não posso fazer isso“, ou “sou inferior aos outros”, acrescentam na sua vida?

Isso não serve para nada.


Você já conseguiu fazer algo bom, pensando essas frases negativas? Tenho certeza que não.


Então, por que você ainda está perdendo seus dias com isso? Isso faz você se sentir melhor? NÃO! Isso lhe dá mais energia para atingir seus objetivos? NÃO! Isso te inspira a querer ser uma pessoa melhor? Definitivamente não!


Pare se maltratar e comece a ver de uma vez por todas o bem que há em você; todas as habilidades que você tem, as pessoas que apreciam você pela sua personalidade, o que você conseguiu até agora…


Lembre-se de que o que você diz para si mesmo no final acabará se tornando sua realidade. Por isso, não deixe de conversar com você com gentileza e positividade todos os dias.


3. Quando você desliga o despertador, só pensa em continuar dormindo


Se todas – ou quase todas – as manhãs em que você põe o despertador para se levantar, é para fazer alguma coisa importante. O que você pode não perceber é que quando você ligar o seu relógio para continuar a dormir 5, 10 ou 30 minutos é que você está desperdiçando um tempo precioso, e você também está definindo a atitude errada desde o início do seu dia.


Se desde a manhã você tem dificuldade para acordar, pensando nas típicas “mais cinco minutos” você está enviando seu cérebro sinais que dia vai custar muito fazer o seu trabalho, você está cansado, e você não se sente motivado para fazer qualquer coisa.


Nas piores épocas da minha vida, foi difícil para mim mudar esse mau hábito, e sei que é difícil. Mas você deve fazer o esforço todos os dias para acordar quando você marcou, e fazer com pensamentos positivos, para tirar o máximo de cada segundo do seu dia e não perca as oportunidades que irão surgir.


4. Você reclama de tudo que acontece em sua vida


Você passa o dia todo xingando o quanto sua vida é ruim, reclamando do pouco dinheiro que ganha ou do quanto seu chefe faz você trabalhar? Adivinha o que acontecerá se você sempre seguir essa atitude: NADA.


Bem, na verdade, uma coisa vai acontecer, você ficará de mau humor, perdendo um tempo que você poderia usar para fazer algo para mudar sua situação. E o pior de tudo é que essa negatividade acabará se expandindo para o resto de sua vida.


Quando você apenas reclama da sua vida e não vê o que é positivo e como você é grato, é definitivamente um sinal de que você está desperdiçando sua vida e você precisa mudar isso o mais rápido possível.


5. Você não se importa com o que faz


Você chegou a um ponto em sua vida em que suas obrigações não são mais importantes para você.


Não importa para você ir trabalhar e fazer bem, mal ou regular; se você está estudando, você faz isso sem qualquer pretensão.

Os únicos momentos felizes para você durante todo o mês são os finais de semana, porque nesses dias você pode esquecer tudo.Mas é claro, é mais fácil se entreter com outras coisas em vez de pensar sobre o problema real e resolvê-lo.


O que você não percebe é que, ao fazer isso, a única coisa que você consegue é deixar o tempo passar e se acorrentar as mesmas situações no futuro, porque você está se acostumando a encarar a vida com relutância e apatia.


6. Você não faz planos para o futuro


Essa é a consequência direta do ponto anterior. Como você não está mais empolgado com o que faz, não tem energia nem vontade de fazer planos para o futuro.


E eu não quero dizer um futuro muito distante, como pensar onde você estará em 5 anos, não. Quero dizer, você nem sabe o que vai fazer no próximo mês.

Você não acha que está desperdiçando sua vida completamente?


7. Você gasta muito tempo com pessoas tóxicas


Há um famoso ditado de que você é o resultado das pessoas com as quais você se relaciona, e é totalmente verdade. Se as suas empresas geralmente são pessoas positivas, que muitas vezes enfrentam desafios, que estão sempre tentando fazer coisas novas e você é encorajado a fazer o mesmo, você também será uma pessoa motivada.


Mas se eles são os amigos típicos que passam o dia relaxando, ou dizendo “venha, vamos beber algo e então você vai terminar o que está fazendo”, você se tornará alguém de pouco benefício. Se você continuar a se cercar desses relacionamentos tóxicos, as perguntas que você fez a si mesmo no início deste artigo nunca serão cumpridas.


8. Você é viciado em seu celular


O smartphone, sem dúvida, revolucionou e melhorou nossas vidas.

Eles nos permitem muitas coisas, fazer ligações, mas também verificar a hora, a hora em que nosso ônibus passará, ou até mesmo procurar ofertas de emprego na Internet.


Mas eles também são a maior distração que temos em nossas vidas.

Quando estamos tomando um café com um amigo, estamos mais conscientes de olhar para a tela do nosso telefone do que ouvindo o que ela está nos dizendo.

Enquanto comemos, pegamos o garfo com uma mão e com a outra enviamos mensagens ou olhamos para o Instagram para ver que nova foto subiu aquela famosa que seguimos. E então nos esquecemos completamente de saborear o que colocamos em nossas bocas e aproveitar o momento.

Perdemos minutos e mais minutos por dia em algo que não contribui em nada e perdemos os bons momentos que poderíamos estar gastando com nossos entes queridos.


E o tempo nunca volta, assim como as pessoas quando saem do nosso lado, também não podemos recuperá-las.


9. Não se atreve a sair da sua zona de conforto


Agora você está no lugar mais confortável para você: você tem sua rotina, você faz suas tarefas automaticamente porque há muito tempo aprendeu a executar bem e não tem que se esforçar para conseguir algo novo. Mas é precisamente fora dessa zona de conforto onde ocorre a magia.É aí que você enfrenta seus medos e adquire novas habilidades para combatê-los, é aí onde você cresce como pessoa.Nada vai acontecer com você em sua zona de conforto. Se você é pobre, continuará sendo pobre. Se você não está feliz, você não saberá onde encontrar a alegria, porque você não toma nenhuma atitude para tentar mudar…


10. Você está vivendo uma vida que você não gosta


Depois de ler todos os itens acima, que conclusão você chegou?

Minha conclusão é a seguinte: você leva uma vida da qual não tira o máximo proveito e, por essa razão, não se importa se a desperdiça ou não.


Você deixa passar os dias, reclamando às vezes, e outros apenas olhando para as nuvens sonhando com algo melhor, mas não fazendo nada para realizar seus sonhos.


Então, se você realmente se importa e dói ter percebido isso, você sabe o que deve fazer a seguir: pare, reflita sobre tudo isso e quebre a rotina em que você se meteu.


Pare de viver como um robô, que faz tudo automaticamente e depois sai novamente para repetir a mesma coisa no dia seguinte.

Você é um ser humano que respira, tem ideias e sonhos para realizar! Viva!

Não gosta do seu trabalho? Encontre outro e diga adeus, ou monte o negócio pelo qual você é apaixonado. Você quer voltar a estudar com o que você gosta? Faça isso!


Dê o primeiro passo agora, seja qual for seu maior desejo, mas por favor, não continue desperdiçando sua vida, porque é a coisa mais valiosa que você tem.

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Van Gogh não comia tinta pra ser feliz

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Como um grande equívoco sobre a biografia do pintor viraliza desde 2014 na internet e ajuda a romantizar e estigmatizar a doença.


1. Van Gogh NUNCA comeu tinta porque achava que isso ia deixá-lo feliz.


Com muita paciência, o Museu Van Gogh, localizado em Amsterdam, respondeu uma pergunta sobre o assunto explicando: quando o pintor foi internado por conta de sua saúde mental, ele comeu tinta (não especificada a cor) e tomou aguarrás (solvente de tinta) para cometer suicídio, segundo anotações de seu médico. Por isso, foi afastado da pintura por certo tempo.



2. O pintor NÃO FOI DIAGNOSTICADO COM DEPRESSÃO.


Na biografia do autor na página do museu sobre seu período internado em 1888, é dito que ele foi hospitalizado após mutilar sua orelha esquerda em uma crise. No entanto, seu médico não cravou um diagnóstico. Ele suspeitava que Vicent Van Gogh tenha desenvolvido epilepsia por conta de um estilo de vida cheio de café, álcool e pouca comida.


Van Gogh nunca teve um diagnóstico oficial, mas o que tudo indica ele  possivelmente era bipolar ou tinha um transtorno de personalidade limítrofe (ou borderline), apesar da forte crença de que ele sofria de transtorno depressivo, e teria se suicidado com uma arma de fogo em 1890.


3. Segundo a Organização Mundial de Saúde, não existe só uma causa para a depressão (como comer uma substância tóxica): ela é um conjunto de fatores sociais, psicológicos e biológicos.


A depressão pode ser desenvolvida por conta de outras doenças, como cardiovasculares, por exemplo. Pessoas que passam por momentos muito traumáticos na vida (do desemprego até desilusões amorosas), a ponto de afetar sua saúde física, também são mais sucetíveis a desenvolver o transtorno depressivo, segundo o órgão.


A propósito, a intoxicação por chumbo, também conhecida como saturnismo, segundo artigo publicado no jornal de medicina da Universidade de Oxford, tem como sintomas: cólicas abdominais, dores e câimbras musculares, paralisia, perda de peso, palidez, marcas nas gengivas e um odor característico. Depressão não faz parte do quadro de sintomas.


4. Questionar "Quem é sua tinta amarela?" na narrativa do pintor que comia a tinta achando que seria feliz não só é uma forma simplista de enxergar a depressão, como culpa a pessoa por sua doença.


É como se a pergunta quisesse dizer "Ah, então o que é que as madames estão fazendo para se tornarem deprimidas?". Como já vimos antes, existem vários fatores para o desenvolvimento de depressão. Supor que uma pessoa FAZ isso consigo mesma é completamente raso e irresponsável.


5. Precisamos urgentemente parar de romantizar ou estigmatizar doenças de saúde mental


Talvez você conheça Van Gogh como "aquele maluco que cortou a própria orelha". Talvez você dê retuíte em uma mensagem que diz "olha só que coisa mais louca, ele comia tinta porque achava que isso ia fazer ele feliz!". Nos dois casos, ignoramos que o pintor, assim como qualquer pessoa pode estar sujeita, poderia estar sofrendo desta doença séria – ele nem mesmo teve um diagnóstico preciso a tempo. Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas pelo mundo são afetadas pela depressão, muitas delas sem 



O mais importante é que depressão tem tratamento. Se você não está se sentindo bem, procure ajuda: seja falando com uma pessoa de confiança, com um terapeuta ou ligando 188, para o Centro de Valorização da Vida.


O CVV funciona gratuitamente 24 horas por dia sob sigilo completo.


Via BuzzFeed




 

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6 perguntas que podem ajudar você a saber se é hipocondríaco

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Você se considera hipocondríaco?


Segundo o Manual de Transtornos Mentais, publicado pela Associação de Psiquiatria dos EUA, trata-se de uma condição que leva as pessoas a acreditarem que estão com uma doença grave. Ou seja, o paciente considera que sintomas normais do corpo - como cansaço, cefaleia ou dores musculares - significam problemas de saúde de muito maior gravidade. Mas a hipocondria também pode se manifestar em quem não sente nada.


O SUS britânico (NHS, na sigla em inglês) criou um manual de autoajuda para quem sofre com o transtorno. Se você responder "sim" à maioria das perguntas abaixo, é provável que você seja hipocondríaco e deva procurar ajuda médica. Nos últimos seis meses…


1. Você se preocupou com a ideia de ter uma doença grave devido a sintomas que duraram por um longo período?


Segundo o NHS, "quando prestamos muita atenção em uma parte do corpo, tendemos a notar sintomas dos quais não tínhamos conhecimento antes, como protuberâncias".

Em outras palavras: quanto mais nos concentrarmos em uma área ou em um sintoma, maior é a chance de notá-los. A partir daí, começaremos a nos preocupar e vamos acabar nos autoexaminando com mais frequência. As dores de cabeça, por exemplo, costumam ser apenas um sinal de estresse.


2. Essa preocupação gerou angústia?


Os hipocondríacos tendem a desenvolver preocupações desnecessárias sobre os sintomas que acham que estão tendo. O NHS enumera quatro tipos de pensamentos que passam pela cabeça de quem está demonstrando ansiedade por causa de seu estado de saúde:


a) Aqueles que tiram conclusões infundadas

Exemplos:

"Se o médico me pediu para fazer esses exames, é porque está muito preocupado."

"Uma dor de cabeça como essa deve ser algo grave."


b) Os catastróficos

Exemplos:

"Isso é câncer."

"Isso poderia me matar em meses."

"Meus filhos ficarão sem mãe antes que comecem a escola."


c) Tudo ou nada

Exemplos:

"Se tenho qualquer sintoma é porque algo muito ruim está acontecendo comigo."

"Preciso fazer todos os testes possíveis - ou algo pode ficar de fora."


d) Os que se baseiam em uma lógica emocional

Exemplos:

"Sinto que há algo ruim comigo. Por isso, alguma coisa está errada."

"Se me preocupo por isso, então pelo menos estou preparado para o pior."

"Essa tensão deve ter como causa uma doença grave."


3. Você acredita que a preocupação teve um impacto negativo em todos os aspectos de sua vida, incluindo família, vida social e trabalho?


"As preocupações com a saúde se tornam um problema no momento em que nos impedem a levar uma vida normal - quando não há razão para pensar em algo seriamente ruim", diz o NHS. O britânico Morgan Griffin, por exemplo, suspeitava de que tinha um problema e que precisava de ajuda médica quando foi jogar boliche com a mulher e os sogros. Com frequência, ia ao banheiro. Mas não porque tinha um problema fisiológico ou porque tinha bebido muito líquido. Griffin queria, na verdade, medir sua temperatura.


"Tinha um termômetro no meu bolso todo o tempo. Quando minha mulher descobriu, me disse para parar; por isso, passei a me esconder para poder medir minha temperatura - e fazia isso mais de 25 vezes por dia", conta ele, que assume ser hipocondríaco. Griffin diz temer que, se abdicar do hábito, manifestará a doença. Ele acrescenta que sempre pensa "no pior".


4. Você está constantemente se autoexaminando e se autodiagnosticando?


Griffin media a temperatura 25 vezes por dia. Mas há pacientes que sentem que devem submeter-se a exames mais exaustivos. Eles acreditam que fazê-los é a única maneira de confirmar que estão bem, justificando essa necessidade ao dizer que podem estar doentes e não saber.


Mas, segundo o NHS, não é recomendável fazer exames "o tempo todo" e que não há como sempre ter certeza de que você não está doente, pois doenças podem surgir a qualquer momento. O sistema de saúde público britânico indica que, no caso de algumas pessoas, "buscar muita informação sobre uma doença pode incrementar suas preocupações e fazer com que se foquem em sintomas novos ou em outras áreas do corpo".


Outros pacientes fazem completamente o contrário: evitam tudo que tenha a ver com doenças. Por exemplo: trocam de canal quando um programa de saúde está começando ou passam rapidamente a página de uma revista quando uma reportagem fala sobre um transtorno em particular.


Algumas pessoas, inclusive, evitam fazer exercícios ou certas atividades físicas pelo temor de que possam ficar doentes. Outros tratam de permanecer em casa e ficar em repouso como se estivessem doentes.


"Isso pode provocar anemia ou até mesmo um aumento dos sintomas devido à falta de atividade física", indica o NHS.


5. Não acredita no diagnóstico de seu médico ou não está convencido quando ele diz que está tudo bem?


"Os médicos se equivocam com frequência" é um pensamento recorrente entre os hipocondríacos. Outro argumento das pessoas que se preocupam em excesso com a saúde é o histórico médico de sua família, especialmente quando está relacionado a uma doença em particular.


Neste sentido, é bastante comum ficar ansioso por causa de uma doença. No entanto, trata-se de um comportamento prejudicial, porque, como explica o NHS, se o médico falou com o paciente e disse que está tudo bem, não há motivo para se preocupar com a saúde.


No caso de Griffin, ele acredita que a motivação está em sua infância. "Meu pai morreu inesperadamente aos 43 anos. Sou uma pessoa racional, e por causa do que ocorreu, quis entender por que isso havia acontecido. Acreditava que havia sintomas que nos passaram despercebidos. Se tivéssemos nos dado conta deles, poderíamos ter evitado sua morte", explica.


6. Você precisa constantemente que os médicos, familiares e amigos o tranquilizem e lhe deem garantias de que está bem, incluindo quando não acredita no que estão dizendo?


É normal que, ao nos sentirmos preocupados, busquemos conforto em alguém em que confiamos. Mas no caso dos hipocondríacos, a necessidade de que buscar a todo momento essa validação é frequente e, em alguns casos, insaciável.

"O conforto funciona no início e faz com que os hipocondríacos se sintam um pouco menos preocupados", diz o NHS. O problema é que a tranquilidade não dura muito e a preocupação acaba voltando. "As pessoas podem desenvolver o hábito de pedir esse apoio o tempo todo. Isso mantém os sintomas presentes em suas mentes e, normalmente, faz com que se sintam pior", conclui o NHS.




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