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5 estereótipos sobre saúde mental que você deveria evitar

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A estigmatização da doença mental é mais comum do que a gente pensa e tem consequências profundas. Ela faz com que uma doença mental pareça ser um defeito de caráter da pessoa, algo que é totalmente sem fundamento. Isso poode até impedir que alguém procure assistência médica para administrar a sua condição.

O pior disso é que muitas pessoas contribuem para essa estigmatização mais do que elas imaginam.

A maioria das pessoas bem intencionadas não age propositalmente. Mesmo assim, certos comportamentos cotidianos contribuem para os estereótipos negativos.

Veja alguns comportamentos que você faria bem em evitar, segundo especialistas.

Usar casualmente termos como "deprimido" ou "TOC"

É claro que é uma pena se o programa de TV que você mais curte sai do ar. Você pode passar a impressão de ser excêntrico se gosta de organizar suas coisas de determinada maneira. Mas dizer que essas coisas deixam você "deprimido" ou "com TOC" é falso – e, além disso, trivializa transtornos reais de saúde mental.

"É fundamental tomar consciência da linguagem que utilizamos", recomendou Shari Harding, especialista em saúde mental e professora de enfermagem no Regis College, no Massachusetts. "Todos nós às vezes pecamos por falta de precisão ou uso de hipérboles, mas é importante evitar o uso equivocado de termos."  

Atribuir cada caso de massacre a tiros ( ou outro crime bárbaro) a doenças mentais

Traçar uma ligação supersimplificada entre saúde mental e incidentes de chacinas transmite uma mensagem incorreta sobre os transtornos de saúde mental.

É mais provável que pessoas que vivem com transtornos de doença mental sejam vítimas de crimes violentos que perpetradoras desses crimes. De acordo com um estudo de 2015, menos de 5% das chacinas são cometidas por uma pessoa com diagnóstico de uma doença mental.

Descrever uma pessoa como "louca" ou "psicótica"

É muito comum as pessoas utilizarem termos como esses para insultar alguém que consideram ter feito algo de errado. Mas termos pejorativos como esses perpetuam ainda mais a ideia incorreta de que as pessoas com doenças mentais deveriam se envergonhar ou que deveríamos sentir medo delas. Quem diz isso é Dan Reidenberg, diretor executivo da Suicide Awareness Voices of Education (SAVE, uma ONG dedicada à prevenção do suicídio).

"As pessoas estigmatizam a doença mental quando fazem comentários inapropriados sobre as doenças que devastam a mente", disse Reidenberg. "Muitas vezes elas pensam que esses comentários impensados são inofensivos, mas a realidade é que prejudicam as pessoas que vivem com uma doença mental, além de suas famílias, e aumentam as percepções equivocadas sobre as doenças. Assistimos a isso com frequencia na política, nos esportes e até entre crianças."

Rotular uma pessoa com base em sua doença

Pense assim: você não descreveria uma pessoa com câncer como "pessoa cancerosa". A mesma regra se aplica a uma pessoa que esteja passando por um problema de saúde mental.

"Um dos equívocos mais comuns ocorre quando se usam termos como 'esquizofrênico' ou 'borderline', em vez de 'pessoa com esquizofrenia' ou 'pessoa com transtorno de personalidade borderline'", falou Shari Harding. "Os primeiros termos estigmatizam a pessoa, porque reduzem a pessoa inteira a um rótulo diagnóstico."

Julgar alguém ou zombar de alguém que exibe comportamento anormal

Vemos isso com frequência quando as pessoas falam em celebridades. Quando uma pessoa famosa age de maneira anormal – nas redes sociais ou na vida real --, isso muitas vezes é visto como algo que merece virar notícia, mas esse comportamento pode ser indício de um problema de saúde mental.

Tome-se o caso do ex-jogador da NBA Delonte West. Um fã viu West andando descalço em frente de um restaurante de fast food de Houston em 2016 e documentou o que viu nas redes sociais. Várias pessoas imediatamente fizeram piadas e premissas sobre a saúde mental de West. Algo assim pode transmitir a qualquer pessoa que esteja passando por um problema de saúde mental que sua doença é motivo de piada ou não merece compaixão.

A mesma reação foi vista quando saiu a notícia de que o ex-jogador da NFL Aaron Hernandez tinha se suicidado na cadeia, onde cumpria pena de prisão vitalícia depois de ser condenado por homicídio. As pessoas zombaram de sua morte nas redes sociais, convertendo um problema muito real de saúde mental em piada, compartilhando memes e comentários grosseiros sobre o suicídio.

Mesmo que a intenção seja fazer uma brincadeira, esse tipo de comportamento contribui muito para as atitudes negativas em torno da saúde mental, diz Laura Nitzberg, diretora assistente de trabalho social psiquiátrico no Centro Médico da Universidade do Michigan.

"Precisamos ficar atentos ao que dizemos e fazemos quando estamos na presença de uma pessoa que manifesta uma doença mental", disse Nitzberg. "Precisamos analisar nossos próprios preconceitos e vieses. A doença mental é algo muito comum."

Em última análise, doenças mentais merecem ser tratadas com a mesma sensibilidade e compreensão que qualquer doença física. Todo o mundo é responsável por ter consciência de como pode estar reforçando um estigma – e por corrigir seu comportamento.

"Todos nós temos um papel a exercer na redução e eliminação do estigma em torno da doença mental", diz Reidenberg. "Se você ouve uma fala que estigmatiza, corrija-a. Se você a lê, mostre isso a outras pessoas e explique por que está errado. Se você pensa algo assim, olhe-se no espelho e se pergunte: 'Quero realmente ser uma pessoa que discrimina outra pessoa que convive com uma doença cerebral?'."

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.
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Preste atenção em seus hábitos para diferenciar manias, tiques e TOC

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Bater três vezes na madeira, entrar com o pé direito, não passar embaixo de escada ou ter medo de quebrar um espelho são superstições manifestadas por muita gente. Mas, quando essas atitudes viram hábitos, tiques ou TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), começa o problema.


Pode ser uma mania de limpeza, de piscar, roer as unhas, fazer barulhos com a boca, manter os objetos simétricos ou verificar várias vezes se a porta está fechada. As donas de casa reclamam muito desses hábitos que parecem compulsão, principalmente os relacionados à limpeza e à arrumação doméstica. Mas um ato só se torna doença se o que motiva o indivíduo é uma obsessão ou um pensamento muito forte.


Segundo os médicos, deve-se evitar falar diretamente para uma pessoa que ela tem tique. Algumas podem se ofender ou se irritar com esse tipo de comentário.

Por isso, é sempre bom procurar a família do paciente, que tem mais condições de dar apoio e, certamente, já percebeu o problema. Além disso, o tique é um problema com um fator genético envolvido.


Alterações emocionais, como nervosismo, estresse, cansaço ou falta de sono, podem piorar transtornos psiquiátricos. Isso porque a instabilidade aumenta a adrenalina descarregada no corpo, o que pode provocar uma crise de tiques.


Alimentos estimulantes, como café, chá verde ou preto, chocolate e guaraná em pó, podem estimular o efeito da dopamina no cérebro. Com isso, a pessoa fica mais tensa e acelerada, o que faz com que também haja um descontrole dos tiques.


Sinais de alerta 


Fique atento se uma atitude repetitiva começar a prejudicar a sua rotina. Um tratamento especializado – com um pediatra, neurologista, psicólogo ou psiquiatra, dependendo do caso – pode ajudar.


Tome cuidado também se você ficar muito ansioso por não fazer algo a que está acostumado: pode ser TOC. Um acompanhamento médico ajuda a diminuir essa sensação.


Se perceber que você ou alguém da sua família está desenvolvendo vários tiques ao mesmo tempo, sejam eles motores ou vocais, sobretudo antes dos 18 anos, pode ser a chamada síndrome de Tourette. Procure um especialista para avaliar o caso e indicar o tratamento correto.


5 dicas contra tiques e manias


1) Espere um ano 

No caso das crianças, apenas um em cada 20 tiques duram mais de um ano. Por isso, é importante esperar. Agora, se for algo que prejudica a sua saúde e sanidade, você pode ir a um especialista antes desse período.


2) Concentre-se 


Focar seus pensamentos costuma melhorar a maioria dos tiques, porque o corpo se volta para outra atividade e não dá brechas para o tique ser disparado.


3) Vá ao médico se a atitude prejudicar a sua rotina 


Existem remédios voltados para o bloqueio do descontrole hormonal que acontece no cérebro quando temos tiques. Ou seja, há soluções médicas para, pelo menos, diminuir os impulsos.


4) Durma bem 


Dormir mantém o corpo relaxado e tranquilo. Quando você se priva de sono, acaba deixando o organismo mais cansado e suscetível ao curto-circuito dos tiques. Um bom sono, portanto, ajuda e muito a controlar os impulsos.


5) Faça atividade física

Quando nos exercitamos, aumentamos a quantidade de endorfina disparada dentro do corpo. Isso faz com que fiquemos mais relaxados, com menos tensão e ansiedade. Ouvir música também funciona, pois tem efeito semelhante.



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