A geração de 'crianças smartphone' precisa ir para a rua e brincar
Como ter sucesso na educação emocional dos filhos
A educação dos filhos é uma das maiores prioridades dos pais, pois ensinar os pequenos o que precisam para ter uma vida saudável, feliz e plena é a melhor maneira de evitar que eles tenham turbulências nas demais fases da vida.
Então, como fazer para ensinar às crianças o valor das emoções, como saber reconhecer e diferenciar sentimentos, saber expressá-los, saber lidar com seus próprios sentimentos e com os dos outros, saber se conectar emocionalmente consigo mesmos e com outras pessoas… Há tanto para aprender que a educação emocional continua durante toda a vida, e não é trabalho apenas para os pais.
A escola, amigos, professores, vizinhos, demais familiares e outras crianças também colaboram para forjar o caráter da criança e para trabalhar sua educação emocional. A sociedade e a cultura em que a criança vive também são importantes.
Mas os pais podem fazer muito, é claro, para que seus filhos tenham uma vida emocional saudável, confira nossas dicas:
1. Cuide da sua própria educação emocional
As crianças aprendem pelo exemplo. Elas observam atentamente os adultos, sobretudo os pais, e consideram pai e mãe perfeitos, pessoas que garantem sua segurança e conforto na vida.
Ninguém é perfeito, mas as crianças não conseguem compreender isso. Não é preciso ser perfeito para educar bem um filho. Basta tentar ao máximo ter as emoções em equilíbrio, ser sincero e cultivar o amor em todas as áreas da vida.
Se você tiver dificuldades em lidar com a raiva, por exemplo, a criança notará e será afetada por isso. Um ou ambos os pais com problemas de ansiedade, compulsões (como comer ou comprar demais), vícios e outros transtornos relacionados à vida emocional também influenciam como a criança percebe o mundo das emoções e se relaciona com elas.
Se você ou o seu companheiro ou companheira precisarem de ajuda, procure um bom terapeuta, com quem haja afinidade. Ao trabalhar suas próprias emoções e procurar sua própria saúde emocional, você estará ensinando uma importante lição para seu filho: que ninguém é perfeito, mas que podemos buscar e obter ajuda para equilibrar as emoções e ter uma vida saudável.
2. Elogie, mas ensine que o valor da criança não está nos seus talentos
“Ela é tão linda”, “Ele é tão corajoso”, “Ela é excelente em matemática, nem precisa estudar muito”, “Ele é um líder, nasceu para liderar”. Essas frases parecem excelentes para estimular a autoestima da criança, mas, quando usadas em excesso, podem dar a ideia de que o valor da criança está em seus talentos ou habilidades.
Todo ser humano, desde tenra idade, deseja ser amado pelo que é, independente do que possui ou das habilidades que apresenta. Deixe sempre bem claro para seu filho que você sempre vai amá-lo, não importa se ele não tirar sempre 10 nas provas da escola, se fracassar em alguma atividade esportiva ou se não for considerada a criança mais bonita da festa, por exemplo.
3. Ensine a criança a lidar com a frustração e a espera
É muito famoso o “teste do marshmallow”, em que crianças pequenas são colocadas individualmente em uma sala, com um marshmallow na sua frente. Elas não sabem que estão sendo filmadas. Um pesquisador explica à criança que, se ela aguardar 15-20 minutos, poderá ganhar mais um marshmallow, e comer dois ao invés de um.
A maioria dos pequenos come o marshmallow antes do tempo combinado, pois não consegue esperar. Alguns conseguem se distrair, brincando com os dedos, desviando os olhos do doce ou cantarolando, e ganham dois doces. A pesquisa acompanhou o crescimento das crianças e avaliou que as que conseguiram esperar tinham mais tendência para alcançar seus objetivos na vida.
É fundamental ensinar às crianças o valor de esperar e de lidar com as frustrações. Afinal, ninguém consegue tudo o que quer, quando quer, da maneira que quer. O tempo inteiro, precisamos compreender que nossas vontades precisam estar em harmonia com circunstâncias e com as vontades e possibilidades de outras pessoas para que nossos desejos se realizem.
Um exemplo simples é quando uma criança quer um brinquedo caro, que os pais não podem pagar no momento, ou quando quer comer apenas os alimentos preferidos, como chocolate, doces e batata frita. Lidando bem com as frustrações, as crianças têm muito mais chance de serem adultos felizes.
4. Eduque com amor
A criança sente o amor sincero dos seus pais e depende dele para ter saúde em todos os níveis, não apenas emocional. Uma criança que se sente rejeitada pelos pais pode desenvolver graves transtornos, baixa autoestima, pouca confiança nas outras pessoas, depressão e impulsos autodestrutivos.
Reserve tempo para brincar com seus filhos, para conversar, para se divertir em família, para conversar sobre assuntos importantes. Demonstre seu interesse pelo bem-estar da criança, e você notará que ela retribui com muito carinho e segurança emocional.
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"Acredito que os estudantes querem ter uma conversa sobre saúde mental, os níveis de estresse no campus e sobre o que podem fazer para melhorar as coisas. Essa aula pode ser um catalisador de algumas mudanças culturais positivas."
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É importante que os pais estejam atentos e sejam parceiros nesse período.
A volta às aulas deve ser encarada pelas famílias com naturalidade, porém merece toda atenção e cuidado. Afinal, é uma fase de expectativas, transição, experiências e ansiedade. A vida na escola não é diferente da vida cotidiana das pessoas. A escola é só um recorte da sociedade, porém não deixa de ser um ensaio da mesma.
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Pai que desautoriza o outro: no final, os filhos pagam a conta

- Sair com os amigos: esse é um tópico que deve ser discutido e combinado pelos pais, para evitar que a criança saia escondido ou peça autorização para o pai mais permissivo.
- Presentes: o que ela pode ganhar e em quais situações? Combinar isso, em vez de simplesmente dar um presente e passar por cima da decisão do parceiro, evita que a criança tenha um lado “preferido”
- Comer fora de hora: alguns casais disputam o afeto dos filhos e liberam tudo, inclusive guloseimas fora de hora. Tudo deve ser bem regrado, inclusive a alimentação das crianças, para o bem da saúde delas.
- Dormir mais tarde: os filhos precisam de uma rotina, e isso inclui ter hora para dormir e para acordar. Se o pai autorizar que a criança durma mais tarde, deixe para conversar a respeito das regras no dia seguinte.
- Ver televisão: esse é outro tópico banal do cotidiano, mas que muitos pais passam por cima da decisão do outro. Se a desautorização acontecer, os pais devem conversar longe da criança.
- Dormir fora: se a criança sabe que um dos pais é mais permissivo e autoriza tudo, é para ele que os pedidos mais complicados serão direcionados, como dormir fora pela primeira vez. Isso não deixa de ser uma manipulação da criança
- Ficar no tablet ou no PC: esse é outro ponto que pode parecer simples, mas que deve estar acordado entre os pais. Definir todas essas regras ajuda a criança a crescer com mais segurança, confiando nos adultos que cuidam dela.
- Jogar videogame: um dos pais autoriza e participa da brincadeira, fazendo com que o outro - que define tempo certo para a atividade - fique com o papel de chato e “mandão”.




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