Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

A geração de 'crianças smartphone' precisa ir para a rua e brincar

0






Daniel Becker

As rápidas mudanças tecnológicas e culturais têm afetado profundamente a maneira como as crianças vivem e passam seu tempo livre. Por motivos diversos, estamos vivendo uma forte redução da atividade que melhor define a infância: o livre brincar.

Nossa época é marcada por um processo de redução da infância, de adultização precoce. Uma de suas faces é o que chamamos de "paradigma escolar do desenvolvimento" — a ideia de que crianças só aprendem de adultos, em aulas formais e situações estruturadas.

Com isso, as crianças de hoje convivem com o excesso de aulas e tarefas programadas. Nas escolas, cada vez menos recreio, e um currículo que deixa de lado as artes, como música, dança e teatro. As práticas corporais — até mesmo a educação física — são relegadas ao segundo plano. E cada vez mais dever de casa.

Tudo isso num afã de tornar os filhos mais "competitivos" para o temível "mercado de trabalho" que enfrentarão no futuro. Mal sabem os pais que brincando eles poderiam desenvolver habilidades talvez mais importantes para a vida adulta.

Por outro lado, com as preocupações com segurança em nossas cidades desiguais e perigosas, com trânsito violento e espaços públicos mal cuidados, o momento de brincar tem se limitado às quatro paredes de casa, onde as crianças perdem o contato com a natureza, tão essencial para sua saúde física, psíquica e social, com benefícios bem demonstrados por inúmeros estudos científicos.

E é claro, para represar essa energia do correr, pular e explorar a pracinha, o parque ou a praia, só mesmo oferecendo a elas o contato permanente com aparelhos eletrônicos.

As tecnologias digitais certamente oferecem boas oportunidades educativas, mas podem reduzir sua capacidade de se autoestimular, de imaginar e criar. O uso excessivo de jogos e dispositivos digitais pode 'viciar' a criança, reduzindo sua capacidade de concentração, tornando-a dependente de hiperestimulação, prejudicando sua memória, promovendo o sedentarismo e a obesidade, prejudicando o aproveitamento escolar e o sono.

Hoje em dia, crianças do mundo inteiro passam muito menos tempo desfrutando de brincadeiras ao ar livre do que as gerações anteriores — 75% delas apenas até uma hora, menos do que a maioria dos presidiários.

Por outro lado, ficam hoje em dia 50% mais tempo com dispositivos em telas dentro de casa do que brincando. No total, 4 em cada 5 pais (80%) dizem que seus filhos preferem jogar esportes virtuais do que esportes ativos na vida real. E mais de 40% dizem que seus filhos precisam de mais brincadeiras ao ar livre.

Esses são alguns fatos apontados por pesquisa encomendada por Omo e coordenada por um comitê internacional presidido por Sir Ken Robinson, um dos mais importantes educadores da atualidade, e que chamam a atenção para hábitos que geram prejuízos até a idade adulta.

As crianças nunca tiveram uma rotina tão programada, tão cheia de atividades — que tem até o objetivo de ajudá-las a aprender, competir e conquistar, mas que são atividades realizadas à custa da brincadeira ativa.

Muitas famílias promovem o uso de jogos digitais educativos, como os que ensinam codificação básica e programação, acreditando que vão preparar seus filhos para um futuro dominado por tecnologias digitais e baseado em telas. Mas nesse futuro também será exigida a criatividade, a capacidade de criar conteúdo, que são habilidades adquiridas em experiências reais e longe das telas, e que a brincadeira livre pode oferecer.

E a redução do brincar pode trazer enormes prejuízos para a saúde física, mental e emocional das crianças que se estendem até a vida adulta, prejudicando a sociedade como um todo.

O brincar autorregulado, não supervisionado e não estruturado oferece oportunidades únicas de desenvolvimento. É brincando que se consegue explorar o mundo com curiosidade, cultivar sua coragem, imaginação e criatividade.

A automotivação é outra habilidade fundamental desenvolvida pelo brincar. É por meio de experiências ativas e multissensoriais no mundo real que as crianças aprendem mais sobre si mesmas, sobre relacionamentos e o mundo à sua volta.

É brincando que elas começam a cultivar habilidades emocionais e sociais, como a empatia, a capacidade de negociação, de adesão a regras, de conviver em grupo. Ou seja, brincar é um caminho essencial para que as crianças sejam felizes, saudáveis, e atinjam bem-estar e desenvolvimento plenos.

Claro que esse brincar deve se dar num contexto de garantia de direitos básicos, como segurança, nutrição e moradia adequadas, do afeto e carinho da família, de uma sociedade que coloque a infância no lugar de prioridade absoluta.

No dia 17 de maio aconteceu o Dia de Aprender Brincando. Esta é uma iniciativa global de Omo em parceria com a Cidade Escola Aprendiz que, desde 2015, buscar estimular pais, educadores e crianças a mudar essa realidade preocupante e iniciar um diálogo global sobre a importância do brincar. Neste ano, no Brasil, mais de 1.300 escolas públicas e particulares participaram, com mais de 250 mil crianças envolvidas. Educadores de todo o País levaram seus alunos e alunas para brincar e aprender ao ar livre, ter contato com a natureza, viver a plenitude da infância e aprender habilidades que só o brincar pode oferecer.

Iniciativas como essa, juntamente com outras ao redor do mundo, comoActive Learning Initiative, o Projeto HundrED, ou a Semana Mundial do Brincar, da Aliança pela Infância, se tornam cada vez mais necessárias hoje em dia. Ações realizadas por coletivos de vizinhança e de famílias, por ativistas em defesa da infância e por políticas públicas em muitas cidades do Brasil e do mundo mostram que estamos em plena expansão.

Um dos movimentos mais importante dos nossos tempos é a ideia do brincar como fundamental para a infância e para a vida, do usufruto da natureza e dos espaços públicos para todas as crianças, de todas as origens, classes e territórios, o envolvimento das escolas na promoção da brincadeira, a humanização das cidades e a sua ocupação por crianças e famílias.

Vamos permitir que nossos filhos e filhas possam brincar livremente, explorando a natureza, se sujando, aprendendo, crescendo, se encontrando, interagindo e se maravilhando. Eles serão mais felizes, e nossas cidades se tornarão mais justas, amorosas e sustentáveis. E assim, nossa humanidade, quem sabe, poderá ainda aspirar a um longo tempo de permanência nesse delicioso planeta azul.
Continue lendo este Post »

Como ter sucesso na educação emocional dos filhos

0



A educação dos filhos é uma das maiores prioridades dos pais, pois ensinar os pequenos o que precisam para ter uma vida saudável, feliz e plena é a melhor maneira de evitar que eles tenham turbulências nas demais fases da vida.


Então, como fazer para ensinar às crianças o valor das emoções, como saber reconhecer e diferenciar sentimentos, saber expressá-los, saber lidar com seus próprios sentimentos e com os dos outros, saber se conectar emocionalmente consigo mesmos e com outras pessoas… Há tanto para aprender que a educação emocional continua durante toda a vida, e não é trabalho apenas para os pais.


A escola, amigos, professores, vizinhos, demais familiares e outras crianças também colaboram para forjar o caráter da criança e para trabalhar sua educação emocional. A sociedade e a cultura em que a criança vive também são importantes.


Mas os pais podem fazer muito, é claro, para que seus filhos tenham uma vida emocional saudável, confira nossas dicas:


1. Cuide da sua própria educação emocional


As crianças aprendem pelo exemplo. Elas observam atentamente os adultos, sobretudo os pais, e consideram pai e mãe perfeitos, pessoas que garantem sua segurança e conforto na vida.


Ninguém é perfeito, mas as crianças não conseguem compreender isso. Não é preciso ser perfeito para educar bem um filho. Basta tentar ao máximo ter as emoções em equilíbrio, ser sincero e cultivar o amor em todas as áreas da vida.


Se você tiver dificuldades em lidar com a raiva, por exemplo, a criança notará e será afetada por isso. Um ou ambos os pais com problemas de ansiedade, compulsões (como comer ou comprar demais), vícios e outros transtornos relacionados à vida emocional também influenciam como a criança percebe o mundo das emoções e se relaciona com elas.


Se você ou o seu companheiro ou companheira precisarem de ajuda, procure um bom terapeuta, com quem haja afinidade. Ao trabalhar suas próprias emoções e procurar sua própria saúde emocional, você estará ensinando uma importante lição para seu filho: que ninguém é perfeito, mas que podemos buscar e obter ajuda para equilibrar as emoções e ter uma vida saudável.


2. Elogie, mas ensine que o valor da criança não está nos seus talentos


“Ela é tão linda”, “Ele é tão corajoso”, “Ela é excelente em matemática, nem precisa estudar muito”, “Ele é um líder, nasceu para liderar”. Essas frases parecem excelentes para estimular a autoestima da criança, mas, quando usadas em excesso, podem dar a ideia de que o valor da criança está em seus talentos ou habilidades.


Todo ser humano, desde tenra idade, deseja ser amado pelo que é, independente do que possui ou das habilidades que apresenta. Deixe sempre bem claro para seu filho que você sempre vai amá-lo, não importa se ele não tirar sempre 10 nas provas da escola, se fracassar em alguma atividade esportiva ou se não for considerada a criança mais bonita da festa, por exemplo.


3. Ensine a criança a lidar com a frustração e a espera


É muito famoso o “teste do marshmallow”, em que crianças pequenas são colocadas individualmente em uma sala, com um marshmallow na sua frente. Elas não sabem que estão sendo filmadas. Um pesquisador explica à criança que, se ela aguardar 15-20 minutos, poderá ganhar mais um marshmallow, e comer dois ao invés de um.


A maioria dos pequenos come o marshmallow antes do tempo combinado, pois não consegue esperar. Alguns conseguem se distrair, brincando com os dedos, desviando os olhos do doce ou cantarolando, e ganham dois doces. A pesquisa acompanhou o crescimento das crianças e avaliou que as que conseguiram esperar tinham mais tendência para alcançar seus objetivos na vida.


É fundamental ensinar às crianças o valor de esperar e de lidar com as frustrações. Afinal, ninguém consegue tudo o que quer, quando quer, da maneira que quer. O tempo inteiro, precisamos compreender que nossas vontades precisam estar em harmonia com circunstâncias e com as vontades e possibilidades de outras pessoas para que nossos desejos se realizem.


Um exemplo simples é quando uma criança quer um brinquedo caro, que os pais não podem pagar no momento, ou quando quer comer apenas os alimentos preferidos, como chocolate, doces e batata frita. Lidando bem com as frustrações, as crianças têm muito mais chance de serem adultos felizes.


4. Eduque com amor


A criança sente o amor sincero dos seus pais e depende dele para ter saúde em todos os níveis, não apenas emocional. Uma criança que se sente rejeitada pelos pais pode desenvolver graves transtornos, baixa autoestima, pouca confiança nas outras pessoas,  depressão e impulsos autodestrutivos.


Reserve tempo para brincar com seus filhos, para conversar, para se divertir em família, para conversar sobre assuntos importantes. Demonstre seu interesse pelo bem-estar da criança, e você notará que ela retribui com muito carinho e segurança emocional.



Continue lendo este Post »

Plataforma da USP ensina a escrever artigo científico

0




Para melhorar o nível de qualidade na elaboração de artigos científicos por pesquisadores brasileiros, a Universidade de São Paulo – líder em produção científica no país -, lançou o curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto. Formatado para a web e oferecido gratuitamente, o curso tem como objetivo auxiliar pesquisadores e estudantes de pós-graduação na elaboração de artigos de maior relevância acadêmica.

Além disso, o site traz uma série de materiais, incluindo apostilas e vídeo-aulas, baseados em quase uma década de experiência do Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, na criação e aplicação de cursos e minicursos em Escrita Científica. Os cursos abordam tópicos em Estrutura e Linguagem, de forma modular, e foram desenvolvidos especialmente para qualificar cientistas, pesquisadores e alunos de pós-graduação para o processamento e produção de Artigos Científicos de Alto Impacto.


A redação de trabalhos científicos, elaborados para serem publicados em revistas de alto impacto (como a Science, Nature e a Clinics) é um dos gargalos para o crescimento da produção científica das universidades, incluindo a própria USP, afirmou o pró-reitor de pesquisa da instituição Marco Antonio Zago, em reunião recente com dirigentes da universidade. “A técnica não é dominada amplamente, em especial pelos pesquisadores principiantes e alunos de pós-graduação”, disse Zago.
Continue lendo este Post »

O curso que 'ensina a ser feliz', o mais concorrido da Universidade de Yale

0




Um quarto dos alunos da Universidade de Yale, nos EUA, se inscreveu em janeiro em uma nova matéria chamada Psicologia e Vida Boa, que ensina como ser feliz.

"O objetivo é que os estudantes aprendam a ciência da felicidade e a ponham em prática", disse Laurie Santos, professora da matéria, ao jornal universitário Yale Daily News.

Com mais de 1,2 mil alunos inscritos, o curso se tornou o mais popular nos três séculos de história de Yale. O recorde anterior datava dos anos 1990, com 1.050 alunos inscritos no curso Psicologia e a Lei, oferecido pelo presidente da universidade, Peter Salovey.

O curso, conhecido como Psyc 157, se fundamenta nos conceitos da psicologia positiva, uma área científica iniciada em 1998 e que estuda a felicidade e o bem-estar.

"Grande parte das aulas se concentra nos conceitos errôneos que associamos à felicidade e em por que nossa mente gera esse tipo de pensamento", diz Santos.

"Revemos as informações sobre o que realmente faz as pessoas felizes e depois fazemos as chamadas reconexões, pequenos exercícios para criar no cérebro novas conexões ligadas aos nossos hábitos", ela acrescenta.

As aulas são dadas duas vezes por semana e incluem a produção de textos, leitura teórica e até questionários. Há também uma prova escrita no meio do semestre, dois projetos de pesquisa e um trabalho final sobre superação pessoal - que precisa ser em primeira pessoa.

O Psyc 157 também tem uma prática chamada hack yourself, emque os alunos têm que ir completando uma série de atividades e tarefas para "ter uma vida mais feliz, saudável e produtiva".  Uma das tarefas, por exemplo, é escrever todos os dias durante uma semana um "diário da gratidão".

Grito por ajuda

Para Santos, o motivo de tanto interesse nas aulas é o desejo dos estudantes por mudança. Segundo ela, nos últimos anos do colégio, muitos deles abrem mão de cuidar de si mesmos para se dedicarem ao processo seletivo para entrarem na universidade. Isso faz com que cheguem a Yale estressados, ansiosos e com outros problemas de saúde mental.

"Aqui eles percebem que não estão tão felizes como poderiam ser e querem tomar uma atitude para mudar isso", disse Santos ao Yale Daily News.

"Acredito que os estudantes querem ter uma conversa sobre saúde mental, os níveis de estresse no campus e sobre o que podem fazer para melhorar as coisas. Essa aula pode ser um catalisador de algumas mudanças culturais positivas."

Diversos alunos têm compartilhado nas redes sociais como o curso os ajuda a lidar com o estresse do meio acadêmico. Há também os que admitem estar cursando a disciplina para conseguir créditos "fáceis" para ser formar.

O Psyc 157 veio na esteira de uma tendência educativa mais ampla, de universidades de elite dos EUA que estão querendo dar respostas às angústias da geração Y.

Em 2015, por exemplo, uma das matérias mais populares da Universidade de Stanford foi a Desenhando sua Vida, na qual se ensinava como fazer escolhas na vida – tanto pessoas quanto profissionais.

Disponível online

Apesar de sua boa reputação como pesquisadora e diretora de uma das residências estudantis, Laurie Santos se surpreendeu com a popularidade do curso. Ela esperava ter apenas uma centena de alunos.

A universidade também foi pega de surpresa, e teve que mudar as aulas para o principal auditório da instituição.

A popularidade também gerou problemas com outras matérias de horário coincidente, porque gerou uma queda nas inscrições.

Santos disse que não voltará a oferecer a disciplina devido ao transtorno causado por tantas inscrições. No entanto, um resumo do curso será disponibilizado na internet para quem tiver interesse.
Continue lendo este Post »

20 aplicativos para facilitar a sua vida de universitário - separados por categorias

0



Entenda como esses softwares podem ajudar nas diversas tarefas dos estudantes:

São tantas as tarefas com as quais um estudante precisa lidar dentro da faculdade que, às vezes, parece impossível lidar com todas de uma vez. No entanto, a tecnologia pode ser muito útil para ajudar a conciliar todos os estudos, bem como fornecer materiais de estudo e ferramentas úteis para ajudar em trabalhos – tudo que um universitário precisa para aproveitar a faculdade ao máximo.


Para ajuda-lo seguem uma lista de 20 aplicativos, divididos em categorias, que com certeza facilitarão seu dia a dia. Confira a lista!

ORGANIZAÇÃO


Se organizar é fundamental para qualquer estudante e, por isso, o any.do é um aplicativo que faz a diferença. O software criar listas de tarefas e ainda permite que os usuários as sincronizem com seus dispositivos, para acessá-lo de qualquer lugar.


Estudantes costumam receber muito e-mails e pode ficar difícil se encontrar em meio a tantas mensagens. O Mailbox permite que o usuário trabalhe com vários e-mails de uma vez, organize-os em pastas e crie lembretes, para que nenhuma mensagem importante passe despercebida.


Ter um backup de seus arquivos acessível de qualquer lugar é o sonho de todo o estudante. Isso já se tornou realidade por meio do Dropbox, que armazena dados na nuvem, permitindo que você acesse seus arquivos de qualquer lugar – e sem limite de armazenamento.


Com o Google Drive também é possível gerenciar todos os dispositivos do Google em um só lugar, consequentemente conseguindo ver seus arquivos de maneira fácil e rápida. Por também possuir armazenamento na nuvem, o Google Drive permite que seu conteúdo seja acessado de qualquer lugar, basta conseguir uma conexão de internet.


Diga adeus à velhas agenda de papel. Com o Studious é possível reunir todas as informações necessários para seus estudos, como horários de aulas, prazos para trabalhos e matérias de aulas. Outra vantagem é que o aplicativo cria lembretes sobre suas tarefas para que você não perca nenhum prazo.


A distração causada pela internet é um dos fatores que mais prejudicam os estudantes. Nesse caso, o Self Control pode ajudar a manter o foco e inclusive se organizar melhor. O aplicativo bloqueia seus sites favoritos por determinados períodos de tempo, para que você não desvie sua atenção das aulas ou outras tarefas importantes.

7. Clear

Em muitos casos, são tantas atividades de que um estudante precisa manejar que uma lista de tarefas apenas não é suficiente. Quando isso acontece, o Clear pode ser a melhor solução. Ele permite criar diversas listas de tarefas ao mesmo tempo e sincronizá-las, para que o estudante tenha a dimensão de tudo o que precisa fazer ao longo do dia.

MATERIAIS DE ESTUDO

8. Scribd

O Scribd reúne milhares de livros digitais, sobre diversos temas, em um só lugar. Como é acessado por pessoas de todo o mundo, é possível encontrar livros raros, artigos manuscritos e muitos outros documentos interessantes, que não estariam a disposição de outra maneira. Ainda é possível selecionar seus artigos favoritos e criar a própria biblioteca, que está à disposição para ser acessada de qualquer lugar.


O Mathway simplifica muitos problemas de estudantes da área de exatas. Sua função é encontrar a solução de problemas matemáticos e ainda fornecer o passo a passo da resposta correta. Ideal para os problemas e trabalhos mais difíceis.

10. Chegg

O gasto com livros didáticos é um dos maiores investimentos dos estudantes durante as aulas. Para diminuir esse custo é possível contar com o Chegg. Através dele o estudante pode alugar livros didáticos por um preço menor que o necessário para comprá-los, o que garante uma boa economia.

11. TED

Poucos sites reúnem tanto conteúdo útil e inspirador quanto o TED. Com palestras sobre diversos temas, o site pode oferecer ótimas dicas para seus estudos e colaborar para a formação acadêmica.


O diferencial do iTunes U são suas parcerias: ele contém videoaulas de algumas das mais conceituadas universidades do planeta, como Yale, MIT, Oxford e Cambridge. Uma ótima oportunidade para aprender mais e ter novas ideias!

IDIOMAS


Para estudantes que tenham aulas de inglês na graduação, o Dictionary.com é uma excelente opção de aplicativo, pois é um dicionário online bastante completo. Como diferencial, ele possui gírias e palavras menos conhecidas do idioma, além de funções como a chance de saber o que outros usuários estão procurando e se atualizar sobre as novas tendências de vocabulário da língua inglesa.


Um dos dicionários mais conceituados em inglês, o Oxford Dictionary também tem sua versão mobile. É uma ótima ferramenta para quem está procurando por uma fonte confiável, que ainda oferece diversos recursos como a pronúncia das palavras e as variantes britânicas e americanas.


Esse aplicativo é ideal para estudantes que desejem aprender novos idiomas. Com o Duolingo é possível estudar Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Holândes, Dinamarquês, Sueco, Inglês e até mesmo Português. Isso é possível graças à metodologia do software, que trabalha com testes e brincadeiras que seguem a lógica de um jogo, tornando o aprendizado mais divertido.

FERRAMENTAS PARA TRABALHOS


Notícias são as melhores maneiras de estudar sobre atualidades, porém, é difícil encontrar tempo para acompanhar todos os jornais. O Feed.ly serve justamente para isso: com ele é possível programar seus sites favoritos e suas áreas de interesse. Sempre que houver uma notícia relacionada, ele seleciona os links e cria um lembrete para que você se mantenha bem informado.


Nem sempre é possível acompanhar toda a carga de leitura demandada pelas aulas. Para isso existe o CliffNotes, aplicativo que reúne resumos de livros, lista de personagens e até mesmo informações em áudio para que você possa fazer suas provas e trabalhos mesmo que não tenha conseguido ler o livro.


Precisa usar uma citação de um livro, mas não sabe qual é a bibliografia? O Easy Bib resolve esse problema! Basta digitar o nome do livro ou procurar seu código de barras para ter todas informações necessárias para a bibliografia, como nome do autor, ano de publicação e editora.


Útil para estudantes da área de exatas que precisam fazer cálculos específicos. O RealCalc faz cálculos como uma calculadora científica, o que perfeito para obter resultados precisos em tempo rápido.


Muitas vezes, ao encontrar textos online, estudantes se deparam com formatos de arquivo que não abrem em qualquer dispositivo e acabam causando transtornos. O Snap2PDF é uma boa maneira de contornar esse problema, afinal, com apenas uma foto ele converte para qualquer texto para o PDF, formato aceito pela maioria dos aparelhos.


Continue lendo este Post »

6 dicas para quem é calouro na universidade

0


Começando a faculdade neste ano? Fique calmo, são muitas novidades mas é possível organizar tudo e aproveitar muito bem os primeiros momentos. Conheça algumas dicas.


A experiência de iniciar os estudos em uma instituição de Ensino Superior é incomparável. Uma época que vai definir rumos para o resto da vida, o começo da faculdade ou universidade deve ser aproveitado da melhor maneira possível. No entanto, também é importante que sejam tomadas algumas precauções e cuidados nessa etapa da vida acadêmica.

Está começando o seu primeiro semestre de aulas? Elencamos algumas recomendações para quem é calouro na universidade. Boa sorte e bom começo de período letivo!

1. De olho no calendário acadêmico

Acesse o calendário acadêmico da sua Faculdade com bastante antecipação. Anote os prazos que considera essenciais e observe quais são as datas definidas para eventos como solicitação de matrícula, entrega final de notas e avaliações. Grande parte das informações, ou mesmo todas elas, estão presentes em documentos como o calendário letivo. Mantenha-se atualizado e ciente dos seus detalhes.

2. Pesquise sobre a cidade

Caso você esteja se mudando de cidade para cursar a faculdade, colete informações e dados sobre o município para o qual está indo. Pergunte para residentes do local ou para eventuais conhecidos que já moraram ou ainda vivem por lá. Procure conhecer as principais avenidas, bairros e linhas de transporte popular, bem como a localização e arredores da Faculdade.


3. Considere uma república

Uma opção econômica e conveniente, a república é uma alternativa boa para economizar e criar laços com outros estudantes. Caso alguém que você já conheça esteja indo para a mesma cidade, entre em contato e faça a proposta de uma república. Outra oportunidade está em ingressar em repúblicas já consolidadas, conhecendo alunos de outros cursos e realizando integração com a cultura universitária local.

4. Conheça a grade curricular

Pesquise e estude a grade curricular do seu curso, sabendo quais disciplinas fará e em qual ponto do curso estudará cada área. Conhecer a grade traz uma boa noção do seu futuro na instituição, além de favorecer o planejamento.

5. Aprenda sobre a estrutura

Você conhece a estrutura administrativa da sua Universidade? Muitos veteranos recomendam que o melhor momento para se aprender mais sobre os detalhes de organização é justamente o início dos estudos. Busque saber mais sobre as secretarias responsáveis por diferentes setores, além dos docentes que estarão mais próximos dos alunos – normalmente chamados de coordenadores. 

6. Aproveite a integração

Não deixe de fazer contato com os veteranos e outros colegas calouros de seu curso. Aproveite as oportunidades de integração, muitas vezes parte do calendário oficial de recepção de calouros.

Muita atenção: participe apenas das atividades saudáveis de conexão e intercâmbio cultural. Cada vez mais, as instituições investem em todo um trabalho de conscientização sobre a recepção de calouros com os chamados “trotes”.

Bons estudos e boa sorte!
Continue lendo este Post »

Volta às aulas: Como superar a ansiedade, as expectativas e os receios das crianças

0



É importante que os pais estejam atentos e sejam parceiros nesse período.

Por mais que as crianças saibam o que vão encontrar na volta às aulas, o período pode ser delicado para elas. Após vários dias de lazer, retomar seu cotidiano letivo pode gerar um misto de sensações. Por isso, é importante que os pais estejam atentos e sejam parceiros nesse período. Muitas vezes, por ter de lidar com novos desafios, as crianças podem apresentar sinais de estresse e ansiedade.

Esse panorama varia conforme a maturidade da criança. O que parece simples para os adultos, pode envolver um grande momento de decisão e mudanças no universo infantil. Nesse momento, os pais precisam demonstrar empatia.

Há muitos fatores por trás do que parece ser só mais um começo de ano escolar. Somente com esse acompanhamento, é possível conduzir os filhos para retomar os estudos com mais segurança e autonomia.

Os desafios mais comuns e o papel dos pais

Cada desafio torna-se bem mais complexo quando se fala da infância. A criança ainda não está pronta para lidar com tudo que sente. É por isso que o papel dos pais se torna ainda mais importante. Dentro desse ciclo emocional, existem alguns medos recorrentes.

A volta às aulas deve ser encarada pelas famílias com naturalidade, porém merece toda atenção e cuidado. Afinal, é uma fase de expectativas, transição, experiências e ansiedade. A vida na escola não é diferente da vida cotidiana das pessoas. A escola é só um recorte da sociedade, porém não deixa de ser um ensaio da mesma.

1 - Dificuldade de voltar à rotina

As férias são um período de descanso muito valorizado e aguardado pelas crianças. Porém, exatamente por ser um período necessário de conforto e descontração, a volta à rotina escolar pode ser um problema.

Por isso, faz-se necessário estabelecer uma rotina com alguns hábitos semelhantes aos do ano letivo. Quando são estabelecidos para a criança seus horários de refeição e sono, ela não os sentirá tanto durante esse período.

Outra precaução aponta sobre o senso de responsabilidade da criança. Sempre importante estimulá-la a ajudar com pequenas tarefas domésticas, como arrumar a própria cama sempre que acordar.

2 - Insegurança com a nova escola ou com os novos amigos

Um dilema que afeta as crianças é sempre direcionado a seus amigos de turma. Normalmente, em uma troca de escola ou simplesmente de série, perde-se a convivência com alguns antigos colegas. Isso pode gerar insegurança e ansiedade na criança. Se ela for nova na escola, pode ser que essa insegurança seja ainda maior.

O ideal é trabalhar a criança para a socialização. Quando ela desenvolve habilidades sociais desde o início do Ensino Básico, cresce com a desenvoltura necessária para lidar com transformações.

3 - As dificuldades da nova série

Passar de uma série para outra significa lidar com novas dificuldades. Assim, a criança pode ter medo de não conseguir acompanhar o ritmo e a carga de tarefas. Ela começa a ter a compreensão de que quanto mais se avança, mais aumentam os desafios.

Os pais e a própria escola podem auxiliar nesse processo. Inicialmente, é fundamental detectar quais são as matérias com as quais a criança possui maior afinidade. Com esse esclarecimento, podem reforçar e incentivar a segurança em suas aptidões.

O diálogo com os filhos contribuirá para que se sintam capacitados e acolhidos. É também essencial deixar claro que, sim, dificuldades irão existir. A criança só precisa ter a clareza de que terá suporte e apoio emocional para lidar com seus novos desafios.


Continue lendo este Post »

Brigas entre os pais prejudicam vínculo com os filhos

0



Pesquisa aponta que qualidade da união do casal influencia diretamente no relacionamento com as crianças


As consequências de brigas entre pais e mães respingam no relacionamento deles com seus filhos. É o que aponta uma nova pesquisa americana conduzida na Universidade Metodista do Sul (SMU), em Dalas. 

De acordo com a autora do estudo, a professora assistente de psicologia na SMU Chrystyna D. Kouros, o estudo mostra que a qualidade da união do casal impacta o vínculo dos pais com os filhos.

Os pesquisadores analisaram 203 famílias que preencheram questionários diários por 15 dias. Pais e mães classificavam a qualidade do relacionamento entre eles e também da relação com os filhos. Os relatórios mostraram que quando os pais admitiam conflitos no casamento, simultaneamente, mencionavam tensão nas relações com as crianças.

Pai x mãe

Apesar do estudo determinar que os relacionamentos de uma maneira geral sofrem com as brigas, os pais são os que mais deixam esses conflitos interferir nas relações com os filhos. Segundo, as mulheres parecem ter uma melhor habilidade de separar as esferas da vida cotidiana e, no dia seguinte às brigas, já estabelecem novamente uma boa relação com os filhos. Enquanto os homens prolongam um pouco mais a situação.

“A qualidade ruim de um casamento parece ser até mesmo uma chance de melhorar o relacionamento das mães com seus filhos. No dia do conflito, as relações ficam comprometidas, mas, no dia seguinte, elas conseguem melhorar o relacionamento com as crianças”, afirma Chrystyna em comunicado da universidade.

“Isso não acontece com os pais que, mesmo depois de um dia, continuam se relacionando com as crianças de forma mais tensa”, completa a pesquisadora.

Continue lendo este Post »

Pai que desautoriza o outro: no final, os filhos pagam a conta

0




A cena pode parecer clássica: o pai (ou a mãe) é permissivo com os filhos. Ao mesmo tempo a mãe (ou o pai) tenta, isolada, impor limites e direcionar a educação das crianças. Parece comum? Apesar de todos nós presenciarmos em algum momento essa cena, esse tipo de comportamento é desaconselhado e não tem nada de inofensivo. Pais que se desautorizam na frente dos filhos acabam criando pequenos manipuladores.

Isso porque a criança, que não é nem um pouco tola, aprende a moldar os pais de acordo com os próprios desejos – principalmente se observa discordâncias entre o casal. Se ela sabe que a mãe é mais branda, por exemplo, é para ela que os pedidos mais complicados serão direcionados, como dormir fora de casa ou ir a uma festinha.

Dessa maneira, não há como cobrar dos pequenos qualquer respeito por autoridade ou obediência, já que ela aprende que valores como esses não têm importância dentro de casa. 


Pais que fazem isso tiram a autoridade um do outro, perante a criança. Ela entende que uma hora deve obedecer ao pai, depois à mãe. Assim, a criança vive em função do que é bom para ela, manipulando os adultos. Mas o filho precisa de limites. Cabe aos adultos cuidar disso, para que as crianças se sintam seguras e possam confiar naquelas pessoas que estão com elas.

“Vamos conversar”

Discordâncias sempre vão existir, bem como pontos de vista diferentes entre os casais. Mesmo assim, dá para chegar a um consenso quando ambos aceitam conversar sobre os pontos que têm relação com a educação dos filhos. Esse é um planejamento que precisa existir antes mesmo do nascimento da criança, para que tudo esteja muito claro.

Se não restam dúvidas entre o casal sobre o melhor direcionamento para os pequenos, não sobra nenhuma brecha para que eles se aproveitem dos atritos entre os adultos. Quando isso acontecer, porém, é importante estar preparado e evitar um “escândalo” na frente das crianças, mesmo que o parceiro tenha desautorizado alguma regra importante.

Conflitos de opiniões

Na primeira divergência, o casal deve conversar sobre o ocorrido. Mas feito longe das crianças, de modo que elas não percebam que há uma discordância entre os pais. Se o pai deixou o filho assistir à televisão um pouco mais, apesar da mãe ter negado, não é ali que eles devem conversar. É preciso esperar a tempestade passar e a criança estar ocupada com outra coisa. Do contrário, essa briga vai enfraquecendo a admiração que os filhos têm pelos pais. Além disso, eles entendem que não precisam respeitar a orientação de um ou do outro.

É assim, na base do acerto e do erro que as regras vão sendo estipuladas e acertadas pelos pais. Se a criança trouxer à tona um tema que ainda não foi discutido – e combinado – entre os adultos, a dica é jogar com sinceridade e não dar uma resposta certeira. Na dúvida, vale dizer que não sabe se pode autorizar o pedido e afirmar que irá conversar com o cônjuge a respeito. Isso mostra para a criança que existe um acordo anterior entre os pais, que não será quebrado por ela.

Sempre é possível encontrar um ponto de equilíbrio, mesmo que os pais discordem sobre as regras mais banais. Existe a possibilidade de que um dos lados seja um pouco mais tolerante e permissivo em relação às regras para tentar suprir a ausência dentro de casa ou o pouco contato com os filhos. Nesse caso, cabe conversar sobre outros meios de trabalhar essa lacuna, sem precisar autorizar todos os desejos dos pequenos.

O casal precisa se dispor a entender porque um foi contra e o outro a favor de alguma vontade dos filhos. E muitas vezes, durante uma conversa, o outro lado vai fazer mais sentido. Ser contra não é estar errado. Por isso é importante ouvir as razões do parceiro. E outra, é sempre muito mais fácil você ser permissivo. No não existe muito mais aprendizado do que no sim.

Segurança e bem-estar

Limite é algo fundamental para o bom desenvolvimento das crianças. Se elas aprendem a lidar com o “não” dos pais e sua consequente frustração já nos primeiros anos de vida, fica mais fácil amadurecer e aprender que nem tudo acontece exatamente como nós desejamos, e que não há nenhum problema nisso.

Esse tipo de equilíbrio entre os pais ajuda a criar filhos muito mais seguros, que vão se transformar em adultos com um maior autocontrole e maturidade, também. Traz uma série de vantagens. As crianças conseguem se gerir muito melhor no futuro se esse trabalho for feito anteriormente pelos pais. Não precisa ser algo extremamente rígido, mas é importante que não haja nenhuma transgressão no que for combinado entre os pais, sobre o que a criança pode ou não fazer. 

Veja algumas situações do cotidiano em que os pais se desautorizam:

  1. Sair com os amigos: esse é um tópico que deve ser discutido e combinado pelos pais, para evitar que a criança saia escondido ou peça autorização para o pai mais permissivo.
  2. Presentes: o que ela pode ganhar e em quais situações? Combinar isso, em vez de simplesmente dar um presente e passar por cima da decisão do parceiro, evita que a criança tenha um lado “preferido”
  3. Comer fora de hora: alguns casais disputam o afeto dos filhos e liberam tudo, inclusive guloseimas fora de hora. Tudo deve ser bem regrado, inclusive a alimentação das crianças, para o bem da saúde delas.
  4. Dormir mais tarde: os filhos precisam de uma rotina, e isso inclui ter hora para dormir e para acordar. Se o pai autorizar que a criança durma mais tarde, deixe para conversar a respeito das regras no dia seguinte.
  5. Ver televisão: esse é outro tópico banal do cotidiano, mas que muitos pais passam por cima da decisão do outro. Se a desautorização acontecer, os pais devem conversar longe da criança.
  6. Dormir fora: se a criança sabe que um dos pais é mais permissivo e autoriza tudo, é para ele que os pedidos mais complicados serão direcionados, como dormir fora pela primeira vez. Isso não deixa de ser uma manipulação da criança
  7. Ficar no tablet ou no PC: esse é outro ponto que pode parecer simples, mas que deve estar acordado entre os pais. Definir todas essas regras ajuda a criança a crescer com mais segurança, confiando nos adultos que cuidam dela.
  8. Jogar videogame: um dos pais autoriza e participa da brincadeira, fazendo com que o outro - que define tempo certo para a atividade - fique com o papel de chato e “mandão”.
Continue lendo este Post »

Tem dificuldade para estudar? Veja cinco dicas úteis que te ajudarão a aumentar o seu rendimento.

0

A volta às aulas está quase chegando. Com mais um semestre a frente , talvez seja o momento de recuperar as notas  ou melhorar os estudos. Sabemos que para muitas pessoas  estudar pode ser um grande desafio, seja por dificuldade de concentração , seja por que não entender o assunto, ou simplesmente por não saber “como” estudar.

Como psicóloga, percebo que a maior dificuldade que ocorre quando falamos de estudar, é a dificuldade que a pessoa tem por não conseguir  administrar seu tempo de estudos, além de ficar dispersa se distraindo facilmente . O resultado é que a pessoa não consegue reter o que estudou porque o conteúdo não se fixa na memória. 

Diante disso separei cinco dicas que irão te ajuda a estudar sozinho e obter uma maior rendimento:

1 - Defina um foco

A primeira coisa a se fazer para que seja produtivo  é definir o que você irá estudar. Pode parecer bobagem, mas é importante ter isso em mente, senão você irá se perder no processo. Faça uma lista simples com a matéria a ser estudada e o tempo que irá se dedicar a cada uma. Por maior que seja a tentação, não pule ou mude de matéria sem ter terminado a anterior. Comece pela matéria mais difícil e termine com a que você tem mais facilidade. Não coloque muito tempo para cada matéria, o ideal é estudar um pouco de cada todos os dias. 

Faça intervalos regulares durante o estudo. De modo geral, a pessoa prefere estudar “direto”, sem intervalos, na expectativa de adiantar logo o conteúdo, e também porque tem a impressão de que fazer intervalos é perda de tempo – grande engano. Para estudar durante longos períodos de forma produtiva, o cérebro precisa “arejar” e se recuperar do esforço de tempos em tempos. Assim, pequenas pausas de 15 minutos após 1h e meia ou 2 de estudo, e intervalos maiores entre os turnos (manhã e tarde; tarde e noite) permitem bom rendimento durante todo o período. Baixe aqui o seu plano de estudo : PLANO DE ESTUDO .


2- Avalie seu rendimento com exercícios

A pratica leva a perfeição, certo? Corretíssimo ! Fazer exercícios do que foi estudado  irá te ajudar a memorizar , além te de ajudar a perceber quais pontos você precisa melhorar. Quanto mais exercícios você fizer melhor será o seu resultado. Quando sentir que já conseguiu absorver todo o material estudado, aumente a dificuldade do exercício. 

Em 2006, pesquisadores mostraram que alunos que estudavam um conteúdo e, após uma semana, faziam exercícios conseguiam resultados muito melhores do que aqueles que estudavam uma vez e depois reviam o mesmo material, sem realizar exercícios. Isso ficou conhecido como o efeito de teste, em inglês testing effect”. Embora muitos professores e cientistas já suspeitassem desse resultado, apenas em 2006 esses resultados foram considerados suficientes para comprovar que os exercícios melhoram a aprendizagem e a retenção na memória. Em 2010, a revista Science publicou uma pesquisa de como os exercícios afetariam o cérebro, ajudando na retenção do conteúdo na memória


3- Estude todos os dias um pouco 

Atire a primeira pedra quem nunca deixou para última hora estudar para uma prova. Mas não é porque todo mundo faz que você deve fazer. O ideal é estudar um pouco todos os dias. De preferência as matérias que você teve no mesmo dia na escola ou faculdade. O acúmulo de matéria só irá te prejudicar, porque além de não ter tempo, não será possível estudar tudo, algo sempre será deixado para trás ou você não conseguirá absorver tudo o que poderia se tivesse estudado todos os dias.

 Faça uma tabela horária de todos os seus dias da semana. Anote tudo que precisa fazer todos os dias, inclusive a hora de acordar e de dormir. Assim, você pode visualizar os momentos em que tem alguma folga. Separe o tempo em que você pode estudar e divida os conteúdos. Quer você esteja se preparando para o vestibular ou para a prova do colégio , com certeza você tem mais de uma matéria para estudar. Você pode estudar uma matéria por dia da semana ou mais de uma por dia, dependendo da importância e de como você se sente mais confortável. Experimente e descubra como você aprende mais!

Escolha um local e separe seus materiais. Você não quer ser interrompido o tempo todo enquanto estuda, certo? Escolha um lugar silencioso e bem iluminado. Tenha a mão tudo de que precisa para estudar e, assim, evite ter que se levantar o tempo todo para buscar alguma coisa

4- Faça resumo a mão do que foi estudado

Não adianta apenas ler, para uma melhor absorção do que foi estudado, faça resumos. Não faça resumo logo de cara. Leia todo o texto uma vez. Leia novamente . Depois comece colocando a ideia principal de cada parágrafo . Feito isso, pegue uma folha de papel e faça o resumo do texto com as suas palavras do que você compreendeu. Embora usar o computador seja mais fácil, faça a mão. No entanto, cientistas da Universidade de Princeton alertam que nem sempre o método mais rápido é o melhor. Quando se trata de tomar nota o mais indicado é escrever à mão: nos ajuda a focar no essencial e reter conceitos com mais facilidade. 

Segundo os pesquisadores tomar nota implica em selecionar um dado (codificar) e recordá-lo mais tarde (armazenamento), o que confere benefícios de aprendizagem. Quando a primeira parte se torna muito fácil, perdemos a oportunidade de absorver algo novo, principalmente quando se trata de conceitos e não fatos. Escrever à mão, por outro lado, nos obriga a focar no essencial já que não somos fisicamente capazes de escrever cada palavra, o que facilita a assimilação.

5- Reserve um dia da semana para o lazer

Da mesma forma que os intervalos no estudo são importantes, ter um dia (ou ao menos parte dele) dedicado ao lazer é muito importante para poder seguir na maratona pelo tempo que for necessário.

É nesse momento que todo o corpo pode efetivamente “voltar ao estado normal” e recuperar as energias para retomar o foco de estudo na semana seguinte. Mas não estou falando de, simplesmente, descansar, mas de ter algum lazer de verdade, que possa voltar a atenção do cérebro para outro tipo de assunto. E, nesse momento, não é para ficar culpado por não estar estudando: essa atividade também está inserida na estratégia de aprovação, pode ter certeza.



Debora Oliveira
Psicóloga Clínica

Continue lendo este Post »

A falta de convívio familiar e a dificuldade de exercer autoridadesobre os filhos são as principais falhas nas relações familiares atuais.

0



“Ele é assim e não há o que fazer”. “No meu tempo era diferente”. Essas frases são comumente ditas por pais ao professor e filósofo Mario Sergio Cortella. Ele lançou na última sexta-feira, 12, o livro Família – Urgências e Turbulências (Cortez Editora, 144 págs., preço sugerido R$ 38) em que aponta a falta de convívio familiar e a dificuldade de exercer autoridade sobre os filhos como as principais falhas nas relações familiares atuais.


O senhor fala que a atual geração de pais dá “toda voz” às crianças. A falta de tempo faz com que os pais optem por evitar confronto com os filhos?

A falta de tempo é uma das causas. Ela não é exclusiva, mas extremamente significativa. Afinal de contas, quando um casal inicia uma discussão, é preciso ter tempo para levá-la adiante e concluí-la, de modo a não sofrer alguma ruptura. A ausência do tempo de convívio leva a uma rarefação também do tempo de enfrentamento. Eu uso a palavra enfrentamento sem nenhum tipo de pudor. Porque toda relação de educação tem dentro dela um enfrentamento.

O senhor fala do medo dos pais em confrontar os filhos, de discipliná-los e entristecê-los. Há uma geração de pais com medo de exercer autoridade?

É uma geração que inverteu a relação. Afinal, quando tenho responsabilidade sobre alguém, tenho sempre de lembrar que ela está sob a minha ordenação, está subordinada a mim. Isso não significa que ela seja submissa ou inferior, mas que, do ponto de vista familiar ou legal, tenho responsabilidade por aquele cuidado. A sensação é que os pais se sentem responsáveis para que o filho seja feliz naquela circunstância imediata. É uma felicidade que não é construída e projetada para um aproveitamento mais adiante, é apenas imediata. Há um grande número de pais e mães que enfraqueceram a sua autoridade.

A preocupação excessiva de deixar as crianças em situações prazerosas e a dificuldade de imposição de limites as prejudica?

É uma ilusão imaginar que cabe aos adultos fazer com que crianças e jovens estejam o tempo todo se divertindo. Essa perspectiva hedonista, de uma energia movida apenas pela busca contínua do prazer, é muito danosa porque deforma o que temos de formar nas crianças. Uma grande parte dos jovens tem dificuldade de lidar com a recusa dos desejos. Uma parte dos filhos hoje é criada por pais que assimilam a ideia de que os desejos são direitos e, portanto, é preciso corresponder, outorgá-los. Essa condição, em que se procura o tempo todo dar conta dessas necessidades, enfraquece a nova geração.

Há uma busca muito grande dos pais hoje para oferecer aos filhos o maior número de atividades para que se destaquem. Temos hoje crianças muito estimuladas, mas pouco motivadas?

A motivação parte de dentro e o estímulo vem de fora. Pais precisam ser capazes de estimular a motivação na criança. Esse excessivo agendamento da vida de crianças e jovens, que os deixam quase sem tempo livre, tem uma perspectiva muito mais de preparação para um mundo de combate do que para uma formação densa de valores. Aliás, uma parcela dos adultos usa, em relação aos seus filhos, uma linguagem bélica: “Tenho de preparar meu filho para o combate”, “para a luta da vida”, “para a competição”. Como se a vida fosse uma corrida de 100 meros rasos com barreiras, em que você dispara e cai quase desmaiado no final. Não, a vida é mais como uma maratona. E temos de formar crianças e jovens para essa percepção: a maratona exige situações em que você economiza fôlego, acelera, recua.

Sempre é possível restabelecer uma boa relação com os filhos?

Claro. O pai que diz não ter alternativa assume a falência da capacidade de ação. Quem tem responsabilidade sobre alguém não pode desistir e, afinal, quem ama não desiste. Há pais que estão criando crianças soberanas e não autônomas. Também esquecem que a família não é uma democracia – um conceito político que se aplica a um conjunto de cidadãos com direitos iguais. Uma família pode ser uma estrutura participativa, mas não democrática. Pais e filhos têm os mesmos direitos no que diz respeito à dignidade humana, mas é preciso exercer autoridade. Dar a mesma autoridade à criança é uma responsabilidade que ela não pode carregar.
Continue lendo este Post »

Pessoas com excesso de confiança tendem a ser menos inteligentes

0

Excesso de confiança pode atrapalhar na hora do aprendizado

Se você confia demais em si mesmo, pode estar perdendo grandes oportunidades de ser mais inteligente. Essa é uma das conclusões de um estudo liderado pela pesquisadora Joyce Ehrlinger, da Universidade Estadual de Washington.

Segundo a pesquisa, pessoas com excesso de confiança tendem a se concentrar nas partes mais fáceis das tarefas, gastando menos tempo nas etapas mais difíceis e desafiadoras. Já aquelas que têm consciência de que a inteligência é mutável e que é preciso exercitá-la, passam mais tempo nas etapas difíceis das tarefas e, consequentemente, tem seus níveis de confiança mais alinhas às suas habilidades.

“Um pouco de autoconfiança pode ajudar bastante, mas doses muito elevadas levam as pessoas a cometer erros e a tomar atitudes precipitadas, perdendo a oportunidade de aprender”, explica Ehrlinger. Os pesquisadores também apontaram que o excesso de confiança é bastante preocupante para alguns tipos de pessoas: motoristas, motociclistas, saltadores de bungee jump, médicos e advogados.

Para investigar a origem destas conclusões, a equipe de Ehrlinger estudou o comportamento dos adolescentes. Uma prova com perguntas de múltipla escolha foi aplicada e os alunos que se declararam excessivamente confiantes foram os que menos se dedicaram às questões de maior dificuldade. “Algumas pessoas desenvolvem excesso de confiança por se saírem melhor nas partes mais fáceis das tarefas. Quem encara tudo como um desafio a ser superado tem mais chances de solucionar os problemas mais complicados, sejam eles questões de matemática ou a tomada de uma decisão na vida”, concluiu a pesquisadora.

Por fim, ela clama que pais e professores prestem atenção ao comportamento de seus filhos e alunos para que eles não se tornem pessoas com excessiva confiança em si mesmos, tornando-se incapazes de resolver problemas complexos e frustrados com esses resultados.
Continue lendo este Post »