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Isolamento social Coronavírus – conselhos para pais de crianças com TDAH

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O período de isolamento social, no qual nos encontramos, pode ser difícil de gerenciar. Pensando em como manter seu filho, com Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade, principalmente para os que moram em apartamentos, sem áreas externas, nos baseamos em publicação do Hospital Robert Debré ( França) Centro de Excelência em Distúrbios do Desenvolvimento Neurológico, e sugerimos algumas regras a serem seguidas para uma vida saudável durante as próximas semanas, até que as escolas sejam reabertas.


1-Não corte a medicação de seu filho, a menos que seu médico recomende. O médico do seu filho também pode realizar uma consulta online, caso seja necessário, e enviar uma nova receita por e-mail.


2-Organize os dias do seu filho de acordo com um dia escolar típico, manter a rotina é essencial para quem tem o Transtorno. Por exemplo, manter um horário para atividades/trabalhos escolares através dos materiais educacionais fornecidos pela instituição de ensino e supervisionados pelos pais, assim como proporcionar momentos de relaxamento recreativo (mesmo em ambientes fechados). Não hesite em formalizar o horário do seu filho por escrito, para que ele possa consultá-lo – monte um esquema visual caso seu filho ainda não esteja em idade de alfabetização. Você pode delimitar os diferentes momentos com toques programados. O importante é que seu filho trabalhe e aprenda, o ambiente pode ser mais flexível do que na escola – ele pode se levantar, estudar em pé ou no chão, trabalhar oralmente.


3-Manter horários fixos apara dormir, acordar e fazer as refeições. Para as refeições, não hesite em proporcionar momentos agradáveis ​​regularmente – o que interrompe levemente a vida diária sombria da vida de confinamento.


4-Mantenha os tempos de socialização com pessoas fora de casa diariamente (família, amigos da escola) por telefone e, se possível, recursos visuais online. Programe um tempo sistemático para discussão com os colegas, se for grande o suficiente para interessá-lo.


5-Mantenha uma atividade esportiva diária:  Se possível, faça uma sessão de 30 minutos pela manhã e 30 minutos à tarde com atividades físicas. Alguns exemplos: correr no corredor, andar a pé, rastejar em um pequeno percurso, ajudar nas tarefas domésticas etc. É um pouco barulhento para os vizinhos, mas é importante (avise aos vizinhos, se puder – sem entrar em contato físico com eles).


6-Organize o trabalho manual durante o dia, como desenho, pintura, música, slime – como lições reais da escola. Mas não é hora do recreio.


7-Organize os horários dos jogos em família à noite, depois do horário escolar, por, pelo menos, 10 minutos com toda a família, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças etc.


8-Converse com seu filho sobre a situação atual de forma aberta, calma e adaptada ao seu nível de entendimento, sem detalhes impactantes desnecessários. Você precisa ter palavras tranquilizadoras (para a criança, para a saúde dele e as pessoas à sua volta).


9-Tente perguntar a ele sobre suas preocupações, uma discussão em grupo é sempre mais fácil.

10-Deve-se explicar que a aplicação de medidas de barreira (como lavar as mãos, espirrar no cotovelo, usar um tecido de uso único, sem contato físico próximo) o protegerá do risco de infecção pelo vírus da COVID-19.


11-Por fim, limite a exposição do seu filho a informações na televisão e nas mídias sociais. Essa discussão deve ser repetida regularmente. As crianças estão preocupadas e sofrendo, mas não se expressam como adultos.


13-Se você precisa trabalhar de casa (home office), tente adaptar os seus horários de forma que seja possível alterná-los com o horário de trabalho do seu cônjuge ou de outra pessoa que esteja em casa e possa se ocupar das crianças. Neste momento, muitas empresas estão sendo flexíveis, tendo empatia e se readaptando a nova rotina dos seus funcionários.


14-Cuide-se como pai e mãe, a ansiedade é transmitida aos pequenos. Quando os pais estão ansiosos, os filhos também ficam, é importante cuidar de si, se informar, mas tome cuidado para não ouvir o tempo todo as notícias que podem aumentar a ansiedade. Você também pode fazer sessões de respiração ou relaxamento, com ou sem os filhos.


Não hesite em entrar em contato com o seu médico, psicólogo por e-mail ou telefone. É mais fácil para ele estar disponível e pronto para responder. Muitos profissionais continuarão o atendimento on line com os pacientes.
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10 coisas que valem a pena serem eliminadas para se viver melhor

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A vida é muito curta para mantermos alguns hábitos ou para tolerarmos algumas situações por muito tempo. No final, os anos passam, a vida muda, as pessoas chegam e vão embora. Tudo é cíclico e o que fica são as experiências, os momentos felizes, as boas lembranças e tudo de bom que vivemos e construímos.

Por isso, algumas coisas podem ser eliminadas para que possamos viver melhor. Listamos 10 coisas que não valem à pena mantermos. Confira:


1 – Colocar os outros em primeiro lugar e esquecer de você.

Tentar agradar a todos é sempre uma garantia de frustração. Por mais que se faça e se esforce, cada um tem uma expectativa e um grau de exigência. Reflita se a preocupação em agradar sempre não é uma necessidade de aprovação ou uma insegurança. Foque em suas necessidades, pois cada um é responsável pela própria felicidade.

2 – Não cuidar de si

Quando falamos em saúde, não estamos pensando apenas em saúde física ou em ir ao médico e sim, em um autocuidado de todas as formas, seja na alimentação, em hábitos saudáveis, atividades físicas e não se permitir sentimentos, pensamentos e pessoas tóxicas na sua vida.

3 – Permitir que o outro nos magoe repetidamente 

Os outros só fazem conosco aquilo que permitimos. Se te magoaram, se pisaram em você, te ofenderam, é porque você abriu espaço para isso. Quando nos amamos e nos respeitamos verdadeiramente, não permitimos que os outros nos façam mal.

4 – Procrastinar

Deixar tudo para depois, não fazer as mudanças que são necessárias para nossa vida é uma forma de procrastinar, de autoboicote, uma forma de ficarmos presos na zona de conforto.

5 – Manter-se em uma profissão ou emprego que o faz infeliz

Passamos a maior parte do tempo trabalhando e se for algo que não nos faça feliz, não temos que nos contentar e aceitar um trabalho só porque paga as nossas contas. O mundo é cheio de oportunidades e sempre temos chances de buscar coisas melhores para nossa felicidade.

6 – Virar escravo do dinheiro

Todos precisamos de dinheiro para viver e para pagar as contas, mas que isso não vire uma causa de preocupação, que não tire a nossa paz, o nosso sorriso e o nosso sono.

7 – Buscar aceitação dos outros

Quem precisa de aprovação de outras pessoas fica o tempo todo se justificando de suas ações e sua vida. Isso gera uma confusão mental, desgaste energético e físico e ao longo do tempo, você corre o risco de se perder a sua personalidade, passando a viver como acha que os outros esperam. Preço alto para ser aceito, não acha?

8 – Alimentar diálogo interno negativo

A mente tagarela pode ser muito rude conosco mesmo. Lembre-se que o nosso pior inimigo não está fora e sim dentro de nós mesmos. É preciso cuidar com carinho do seus diálogos internos, confrontando tudo o que for negativo em positivo.

9 – Conviver com pessoas tóxicas e críticas

Aqueles que nos amam, nos apoiam e nos ajudam. Por isso, busque estar com pessoas positivas e que te fazem bem.

10 – Aceitar algum estado de infelicidade

Nunca se acomode ou se permita ficar em um lugar ou estado ou situação que não esteja feliz. Lembre-se que a vida é muito curta para isso.
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Como melhorar a convivência durante a quarentena?

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Casais em isolamento: como superar momento de convivência intensa sem destruir a relação:

Em tempos de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), cuidar da saúde sempre será prioridade. Mas há outros cuidados que também não pode passar despercebidos para quem vive sob o mesmo teto ou não. Um deles é a vida conjugal dos casais, sejam noivos, namorados ou casados.

As consequências da pandemia de coronavírus vão além da saúde e da economia. Em Xi'am, na China, houve um recorde no número de pedidos de divórcio nas últimas semanas, segundo o jornal "The Global Times".

O tabloide "New York Post" também informou que advogados especialistas em separação relataram um aumento de 50% na busca de consultas por clientes em potencial no período de isolamento social nos Estados Unidos.

O fato de as pessoas não estarem podendo sair, estarem na tensão por algo que elas não veem, mas que sabem que está matando, adoecendo... Elas ficam irritadas. E tudo bem elas ficarem irritadas. A gente não pode cobrar que, por 24 horas, elas estejam se amando o tempo inteiro.

Veja algumas dicas para te ajudar a melhorar a convivência:

1-Mantenham rotinas independentes

Pode parecer impossível, mas dá para criar uma rotina independente do cônjuge, mesmo que vocês passem o dia todo na mesma casa. Cada um deve estabelecer seus horários e atividades de forma independente.

Isso quer dizer que vocês devem negociar uma organização das tarefas pessoais e profissionais. Enquanto um trabalha, por exemplo, o outro pode fazer algum exercício físico ou entreter as crianças.

Para que funcione, se possível dê preferência para ambientes separados de trabalho. Dessa forma, um não atrapalha o outro e é possível estabelecer a privacidade de ambos. É muito importante que cada um continue com a sua individualidade, realizando suas tarefas e atividades que proporcionam prazer.

Não é porque estão confinados em uma casa que precisam fazer tudo juntos o tempo todo. Isso pode até não ser saudável para o relacionamento.

2-Respeitem a privacidade do outro

O fato de estarem trabalhando em casa não significa que estão disponíveis o dia inteiro. É preciso ter consciência de que horário de trabalho é horário de trabalho. Exceto em casos de emergência, o parceiro deve respeitar o outro e procurar não interrompê-lo durante os momentos destinados às obrigações profissionais. 

E a privacidade não diz respeito apenas ao horário de trabalho. Em alguns momentos o companheiro pode querer ficar sozinho, ler, ouvir uma música, ou seja, ter um momento introspectivo. Isso precisa ser respeitado, principalmente pelo fato de estarmos vivendo com muitas incertezas.


3-Estejam abertos para o diálogo

O único jeito de resolver os conflitos é por meio da conversa. Portanto, evite atitudes agressivas, afinal, todos já estão nervosos o suficiente. É importante se colocar à disposição para conversar sobre tudo, inclusive o relacionamento.

O que está dando certo? Como podem melhorar a convivência? Um diálogo honesto e transparente é essencial para sobreviver à quarentena com o cônjuge. 
Além da mudança de rotina e da repentina falta de momentos em que se está completamente só, quem tem filhos está precisando entretê-los ou cuidar deles durante um período maior e, diante da preocupação com o vírus, as faxinas também se intensificaram – algo que contribui para a irritação e que pode prejudicar inclusive a vida sexual do casal.

4-Tenham momentos de lazer e diversão

O lado bom de morar com alguém durante a quarentena é que você pode ter momentos de lazer em conjunto, o que pode ser ainda mais prazeroso. Apesar desse momento de incerteza, aproveitar horários livres e os finais de semana para curtirem a companhia um do outro é muito saudável.

Reservem alguns momentos na agenda para assistir filmes, cozinhar, fazer exercícios, meditar ou qualquer outra coisa que agrade ambos. É importante abstrair dos problemas ao lado de quem nos faz bem!

5-Sejam tolerantes e empáticos

Estamos vivendo um momento atípico onde, mais do que nunca, é preciso se colocar no lugar do outro e ser mais paciente.

Conflitos podem acontecer durante esse período intenso de convivência, mas você é a única pessoa responsável por decidir como irá reagir a eles. Procure ser tolerante com a ansiedade e o estresse do outro, afinal, todos nós estamos angustiados com a situação.

Busque no diálogo uma maneira de confortar as aflições do momento e seja mais tolerante com os erros do outro. Eles vão ficar mais evidentes por conta da convivência excessiva e está tudo bem!

6-Dividam os cuidados com os filhos

Casais que têm filhos enfrentam uma realidade ainda mais diferente, pois a presença das crianças muda totalmente a dinâmica da dupla. Caso os dois precisem trabalhar durante o dia, é importante estabelecer uma rotina para a criança e organizar as responsabilidades.

Os dois precisam trabalhar e descansar em algum momento, mas a criança também necessita de cuidados e atenção. A dica é aproveitar a flexibilidade para tentar encaixar atividades com a criança na rotina, alternando entre pai e mãe para que nenhum fique sobrecarregado.

O lado bom é que vocês passarão mais tempo em família, então que tal propor brincadeiras e atividades das quais todos possam participar e fortalecer o elo?

7-Façam uma divisão de tarefas justa

Se na sua casa ainda existia aquela história de que serviço de casa é responsabilidade da mulher, se esqueça disso de uma vez por todas. Com ou sem isolamento social esse tipo de pensamento já não deveria existir.

A quarentena é uma ótima oportunidade para repensar as responsabilidades dentro do lar. O período de mudanças deixa um belo convite para revermos velhos paradigmas. Que tal a ideia de cada um contribuir com as tarefas domésticas no dia a dia? Cozinhar, lavar e limpar são alguns exemplos de obrigações que devem ser divididas de acordo com a nova realidade.

Para não pesar para ninguém, o ideal é chegar a um acordo em relação às responsabilidades de cada um. Lembre-se de que é um momento de solidariedade e união.


Além disso....é preciso:
  • Reconhecer o momento: é um momento tenso, em uma atmosfera ansiosa, que é uma situação que mobiliza nosso estresse;
  • Pra eu viver um bom dueto, preciso saber fazer uma boa carreira solo: como eu estou frente a essa situação, como meu íntimo está respondendo a tudo isso? Feito esse exercício, aí sim eu posso ir a meu parceiro e dividir com ele como me sinto;
  • Dividir e perguntar: dividir como estou me sentindo, como é pra mim, perguntar para o outro como ele está. Criar um espaço de conversação que se possa externar as emoções exercita a cumplicidade;
  • Manter o ambiente de casa o mais pacífico possível mesmo em meio ao caos: Pode se manter informado, não ficar alienado, mas também tem que se preservar;
  • Alternar o dia a dia com atividades gostosas pro casal: Tudo o que promove sensação de bem estar, prazer, gasto de energia, é muito bem-vindo. Ver filmes, ouvir músicas, fazer comidinha juntos, receitinha, dar risada, conversar;
  • Manter uma rotina mesmo em quarentena é uma possibilidade de se organizar: A disciplina traz essa sensação de segurança, sentimento de organização. Mais organizado, o dia pode ficar um pouco mais previsível e isso para o cérebro traz uma sensação de segurança.

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De masculinidade tóxica a masturbação: O que aprendemos com a série da Netflix Sex Education

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Sex Education, série da Netflix, apresenta um grupo de estudantes do ensino médio que se deparam com as complexidades do amor e das relações — principalmente as sexuais.


O sexo precisa ser discutido como algo natural. Precisamos dessa naturalidade para conversar. As pessoas vão transar e têm dúvidas. E é fantástico que a Netflix possa abordar esse tema, porque pode ajudar principalmente os jovens, mas também os pais. O seriado passa a estabelecer um canal de comunicação sobre o prazer com os jovens, mas também sobre a responsabilidade que o sexo traz.

Diante disso listamos 5 motivos por que Sex Education pode ser uma série tão educativa, e não só para os jovens:


1. Pornografia não é uma representação real do sexo


A série passa a ser representativa ao retratar as dúvidas e como muitas vezes os jovens não falam sobre os seus questionamentos.

Em Sex Education há jovens que já são sexualmente ativos, mas também aqueles que se reprimem e nem sequer conseguem encarar uma masturbação, caso de Otis Milburn(Asa Butterfield), um garoto de 16 anos que sofre com ataques de pânico toda vez que tenta se tocar.

Ao promover esse debate, a série ocupa um espaço educativo. Muitos jovens em busca de informações acabam tendo acesso à pornografia e, com isso, constroem uma visão deturpada das relações.

Esses materiais mais do que incentivar o desenvolvimento da sexualidade baseado na escuta, no desejo, nos limites e nas preferências de cada um, impõem aquilo que “deveria” ser feito no sexo e o que seria o “caminho certo” em busca do prazer. Isso não é nada realista.
2. É importante respeitar o espaço do outro

Otis é o único filho de uma terapeuta sexual, Jean (Gillian Anderson). Após o divórcio, ela afasta qualquer ideia de ter uma relação que vá além da intimidade do sexo casual com os seus (vários) parceiros.

A relação de Otis e Jen é marcada ora pelo constrangimento, ora pela liberdade total com que ela trata a sua própria sexualidade e a do filho. Jen, apesar de incentivar e ser aberta à escuta, muitas vezes é intrusiva na vida pessoal de Otis e isso acaba por ser o gatilho do pânico dele.

A personagem de Gillian Anderson traz reflexões importantes sobre sexo na trama, como por exemplo quando diz para o filho que “a experiência pode ser maravilhosa, mas também pode causar uma tremenda dor.”

Por outro lado, também traz uma ideia caricatural do que seria o papel de um sexólogo ao encarnar o clichê do terapeuta que analisa tudo o que é dito pelas pessoas e que, muitas vezes, não coloca em prática aquilo que se prega.


3. Superproteção nem sempre é sinônimo de amor


“O que seu filho quer e aquilo que você acha que é certo, muitas vezes pode ser muito conflitante”, explica o ator Ncuti Gatwa, que dá vida ao personagem Eric.

Eric (além de ter os melhores figurinos do seriado) é abertamente gay e tem uma relação tensa com seu pai superprotetor. “Para qualquer pai, tudo o que eles querem é que seu filho esteja seguro. Mas infelizmente, quando você é um pai e ama completamente seu filho, isso pode fazer você agir um pouco como louco”, desabafa.

Como pais, geralmente você não está mais convivendo diariamente com o “mundo” do seu filho. Enquanto para alguns adultos o ensino médio é só uma fase, para os jovens é a única realidade do momento.

Por isso, Gatwa tem um conselho: “Apenas escute. Escute quando eles estiverem tentando se comunicar. Tente abstrair um pouco das suas verdades e ouça qualquer ansiedade que seu filho esteja lidando”.


4. Otis, Eric e a masculinidade tóxica


O roteiro da série não é nenhuma novidade, recheada de clichês tipicamente adolescentes. Mas o que eleva a produção para além do drama adolescente é que os personagens - e principalmente os personagens masculinos - falam sobre sexo de maneiras saudáveis e cheias de nuance.

Enquanto Otis mal consegue se tocar, Eric sabe exatamente o que ele quer, mas ele é um dos poucos gays de sua escola.

Ao primeiro olhar, muito do que Otis carrega sobre conhecimento em relacionamentos parece vir de sua mãe, a terapeuta, mas no fundo a sua amizade com Eric é que é a sua grande fonte de inspiração.

Eric provoca Otis por ele não conseguir se masturbar, mas não é cruel ou machista em suas colocações. Eles podem brincar sobre isso, porque eles também conversam sobre isso. E os diálogos nunca são sobre se gabar, ser cruel com outra pessoa ou envergonhar os outros. É sempre mostrar o lado mais íntimo de cada um deles — muito diferente do que é construído na ideia de masculinidade que pode ser tóxica.

Eric é corajoso. Ele é o filho gay de imigrantes conservadores, religiosos e africanos, e, talvez por isso, não tenha outra escolha que não seja ser forte.

É por isso que ele é capaz de até mesmo perdoar Otis quando ele fura a programação principal do seu aniversário e exibe todo o seu egoísmo - mas sem spoilers por aqui. Em outra cena, ele é capaz de “ensinar” sexo oral com ajuda de uma banana na frente de toda a escola.

Eric sabe o que é se arriscar e, principalmente, o que significa ser vulnerável.


5. Todo mundo deveria saber o que gosta - mas nem sempre é assim

Aimee (Aimee Lou Wood) é uma das personagens que mais se destacam na série, e isso se deve por uma cena específica. Ela é uma garota popular e com cabelos perfeitos que nunca precisou se conhecer porque sempre teve um namorado para fazer o trabalho por ela.

As coisas mudam, no entanto, quando Aimee começa a namorar Steve. No meio de uma relação, ele pergunta para Aimee “o que ela gosta e o que ela quer” e é nesse momento que ela trava e procura ajuda da clínica sexual coordenada por Otis e Maeve (Emma Mackey).

“Ninguém nunca me perguntou isso antes”, ela diz a Otis. O garoto sugere, então, que ela descubra o que lhe traz prazer usando as suas próprias mãos. E é aí que a mágica acontece.

Em seguida, assistimos a Aimee em seu quarto e uma ótima sequência em que ela experimenta a masturbação. A masturbação ainda é um tabu para muitas mulheres. Assistir a cenas como essa reforçam a importância de que todo mundo deveria saber o que traz prazer.
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Como lidar com a acumulação emocional para não nos estressar

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Visualize por um momento como sua mente está cheia, gota a gota, como uma garrafa de vidro … e o gotejamento não pára até que a água transborda. Se a imagem é familiar, é que você conhece a sensação de acumulação emocional. Talvez seja isso que você chama de estresse ou ansiedade. Aliás, o que é estresse? É acumulação física? É acumulação emocional? É importante perceber e reconhecer que estamos saturados para poder nos livrar desse peso.

Como identificamos a acumulação emocional

Quando nos sentimos exaustos e mentalmente saturados, precisamos parar. É como se estivéssemos carregando um grande fardo em nossa mente. Essa angústia e falta de clareza mental nos dizem que acumulamos pensamentos, emoções e dúvidas que não sabemos soltar. É necessário deixá-los ir para redefinir a mente e recuperar o equilíbrio.

Depois de meses de responsabilidades e preocupações, as férias são o momento de desconectar. E percebemos que há algo que não nos permite sentir relaxados. É uma evidência de que sofremos acumulação emocional. E, possivelmente, esse acúmulo também afeta o corpo. 

“O estresse se manifesta sob a forma de acumulação, tanto mental como de fadiga e falta de energia no física.”

Os limites de acumular na mente

Se nos perguntamos por que percebemos nossa mente como uma garrafa de vidro que enche sem parar, por gotejamento e sem nos dar descanso, surge outra pergunta lógica: essa acumulação emocional tem limites?

Para algumas pessoas, o limite seria colocar uma tampa na garrafa. Mas controlar a acumulação emocional não nos liberta do estresse, pelo contrário, nos sufoca e podemos explodir como a garrafa faria sem espaço.

Nós não temos várias mentes para encher como garrafas e, mais importante, a acumulação não nos ajuda em nada. Então, por que queremos ampliar a acumulação sem fim? A resposta a essa pergunta é “eu não sei, mas estou farto”.

Tipos de saturação por acumulação mental

Podemos nos sentir cansados porque acumulamos emoções de várias maneiras:

• A saturação que muda nosso humor.

• A que sobrecarrega o nosso corpo: os músculos, articulações e órgãos vitais.

• A acumulação que nos leva a um colapso mental e emocional, que nos impede de pensar e refletir em nossas ações.

Em resumo, nossas habilidades físicas e cognitivas são afetadas quando estamos saturados . É hora de encontrar a rota de fuga correta.

Formas de relaxar a mente e desfazer a acumulação

O gerenciamento do estresse produzido pela acumulação consiste em encontrar rotas de fuga que esvaziem a garrafa. O gerenciamento não tem nada a ver com controle. É necessário ir descarregando pouco a pouco o fardo mental para poder enfrentar e manejar com motivação o trabalho e as relações pessoais.

Essas vias de descompressão emocional são como bolhas. Pequenos sopros que aliviam o estresse. Um excelente escape é rir com pessoas que compartilham nosso senso de humor.

A atividade física também nos ajuda a eliminar o acúmulo emocional. Corra, ande, nade ou, no caso das crianças, jogue futebol, skate ou qualquer atividade que goste – e que não seja escolhido pelos pais.

Diante da acumulação e do estresse, escolheremos fazer atividades de que gostamos e que nos façam sentir bem.

A companhia de nossos entes queridos e amigos, que podemos desfrutar nas refeições (ou lanches, no caso das crianças) nos conecta com sensações agradáveis. Nesse sentido, criar um espaço de conforto mental com nosso parceiro ou de sentimento familiar para a criança, nos faz sentir acompanhados e valorizados.

Comunicação eficiente contra o estresse por saturação

Em um estado de acumulação emocional, geralmente nos sentimos sozinhos e indefesos. Se refletirmos sobre o que nos leva à saturação mental e ao estresse, veremos que existe uma pressão social para ganhar mais dinheiro ou status, obter notas melhores ou fazer muitas coisas bem.

Nesta sociedade competitiva, devemos nos preocupar em administrar nossas emoções e melhorar a comunicação com os outros para nos sentirmos amados e compreendidos. Esse sentimento de pertencer a um grupo pode nos impedir de cair em acumulação emocional.

Prevenindo o estresse, também cuidamos da nossa saúde, tanto física quanto mental. Estamos evitando que as doenças apareçam e criando uma sociedade mais saudável e feliz.

Por Ana Lombard para o site La Mente es Maravillosa
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11 atitudes para evitar a solidão nos períodos de festas

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As festas de fim de ano são a época para estar junto da família e dos amigos. Mas elas também podem ser uma época difícil para quem recentemente perdeu pessoas queridas, quem não é especialmente próximo da família ou então está passando por um divórcio ou um rompimento. Em outras palavras, a temporada de festas pode parecer um período em que não há nada para celebrar. A boa notícia é que existem maneiras de evitar a tristeza que às vezes acompanha as festas de fim de ano. Eis algumas dicas de especialistas para sentir-se menos solitário nessa época. 


1. Não evite atividades

A tentação de evitar qualquer tipo de evento pode ser grande, mas isso só vai aumentar a sensação de solidão e pode até mesmo provocar depressão, diz Jeff Nalin, psicólogo e diretor do Paradigm Treatment Center, uma clínica especializada em adolescentes. Em vez de se isolar em casa, ele sugere procurar um amigo ou então fazer alguma atividade que te dê prazer. 

Keith Humphreys, psiquiatra do Stanford Health Care, sugere encontrar alguém que esteja na mesma situação e planejar alguma atividade divertida. "Pode ser algo grande, como preparar uma ceia de Natal, mas também pode ser algo simples, como tomar um café. Não tem mágica nenhuma, tomar a iniciativa e procurar alguém", afirma ele. 

2. Planeje com antecedência 

Se você sabe que não vai passar as festas com a família, entre em contato com amigos para decidir onde será sua celebração. 

"Procure alguém que também esteja sozinho nessa época do ano. Planeje passar por várias festas diferentes, ou então marque uma na sua casa", diz Rori Sassoon, especialista em relacionamentos e CEO da agência de relacionamentos Platinum Poire. E, se alguém te convidar para alguma festa, diga "sim". 

"Na minha opinião, as pessoas não te convidam a menos que esperem que você aceite", diz Prudence Henschke, coach australiana especializada em divórcios e fins de relacionamentos. "Dê a oportunidade para que seus amigos te ajudem." 

3. Organize sua própria festa 

A ideia de ir a uma festa cheia de casais te enche de horror? Barbie Adler, fundadora e presidente da Selective Search, empresa especializada em formar casais, sugere organizar a sua própria celebração. Se você está solteiro e não quer ficar assistindo demonstrações públicas de afeto, procure amigos solteiros para te acompanhar. 

"Pode ser uma noite só com as meninas ou um café da manha. Você não é a única pessoa solteira do mundo", diz ela. 

4. Mexa-se

Estudos sugerem que a solidão pode causar vários problemas de saúde e até mesmo aumentar as chances de sofrer de doenças cardíacas ou derrame. Atividades físicas melhoram tanto sua saúde mental quanto a física. 


Dan Mordecai, psiquiatra e líder nacional de saúde mental e bem-estar da Kaiser Permanente, sugere se mexer. Suar um pouco durante a época das festas pode ajudar a espantar uma eventual tristeza. E, além disso, a academia pode ser um ótimo lugar para socializar. 

"Se você tiver um tempinho sobrando, combine os lados físico e social fazendo uma caminhada em grupo ou então uma aula de ioga, por exemplo", afirma ele. 

5. Faça trabalho voluntário 

Trabalho voluntário é uma ótima maneira de mudar seu foco de quem ou o que você está sentido falta. 

"Sua ajuda será muito apreciada pela organização e pelas pessoas que estão recebendo ajuda", diz a psicóloga australiana Rachel Tomlinson. "O voluntariado ajuda a criar uma sensação de conexão e aumenta a confiança e a autoestima." 

Pesquisas mostram que o trabalho voluntário pode aumentar a sensação de felicidade. Até mesmo pequenos gestos ajudam. "A melhor maneira de receber amor é dar amor, tempo e energia", diz a especialista em relacionamentos Bonnie Winston. "Pode ser ajudar um veterano de guerra, uma criança com câncer ou simplesmente fazendo uma gentileza para um desconhecido. Isso tem efeito positivo imediato." 

6. Respeite as tradições ou então crie uma nova 

Essa época do ano pode trazer à tona o lado sentimental de muita gente, e manter as tradições pode ser uma ótima maneira de lidar com a falta de alguém especial. 


"É uma maneira linda de honrar a memória de uma pessoa", diz Angel M. Hoodye, conselheira e presidente da Flourishing Hope Counseling. Ela afirma que criar uma nova tradição também pode ajudar a combater a tristeza e a solidão. 

7. Saiba que é OK não se sentir OK

As festas podem ser difíceis se você perdeu alguém importante em sua vida ou se você não pode estar perto da sua família. Se estiver se sentido para baixo, seja paciente e gentil consigo mesmo. 

"Crie o espaço para processar essas emoções", diz a terapeuta de casais canadense Emily Cosgrove. "É OK não sentir-se OK. É OK sentir-se sozinho, lidar com o luto e sentir saudade." 

Shadeen Francis, terapeuta de casais e de famílias, sugere checar como você está se sentindo. 

"A prática da reflexão, como a meditação ou um diário, também podem fazer a diferença entre sentir-se tomado pelo peso da tristeza ou sentir-se em paz." 

8. Apoie quem está se sentindo da mesma maneira 

"Lembre-se das pessoas que sofreram ou que passaram por dificuldades este ano, e mande um oi", diz Helena Plater-Zyberk, co-fundadora do Supportiv, programa que oferece apoio instantâneo e anônimo para quem enfrenta problemas do dia-a-dia, como a solidão. 

Ela observa que as festas de fim de ano são uma época de reflexão, e isso pode ser difícil para as pessoas cuja rede de apoio está ocupada com preparativos. 

"São pessoas que podem ter recebido muito apoio quando passaram por dificuldades, mas agora todo mundo está tão preocupado com seus próprios problemas que elas acabam ficando esquecidas. Seja aquele que não esqueceu", diz ela. 

9. Limite o tempo dedicado às redes sociais 

Ficar horas e horas nas redes sociais pode ser a receita para o desastre. Serviços como Facebook e Instagram estarão cheios de posts de pessoas celebrando com a família e com os amigos, diz Benjamin Ritter, fundador da Live for Yourself Consulting, uma empresa de coaching. Pesquisas mostram que o uso excessivo das redes sociais pode levar um aumento da sensação de solidão. 

"Ver os outros celebrando as festas com as pessoas queridas vai te forçar a pensar na sua própria vida de maneira muito crítica", diz Ritter. "Aproveite essa época, especialmente se você vai estar sozinho, para fazer uma desintoxicação do mundo lá fora. Curta quem você é." 

10. Pratique a gratidão

"Em tempos de tristeza de solidão, às vezes é difícil pensar em gratidão", diz Nalin. 

As pesquisas indicam que praticar a gratidão traz benefícios para a saúde, incluindo redução do estresse e da depressão. Nalin sugere treinar-se para reconhecer o que te faz grato. Concentre-se no que é positivo, escrevendo um diário de gratidão. 

"A meditação com gratidão ajuda muito", diz Nalin. Há vários apps e guias na internet, tais como Calm e Headspace . 

11. Faça algo legal para si mesmo 

Um pouco de cuidado consigo mesmo ajuda muito. Aproveite para dar-se um presente, como uma sessão num spa ou uma atividade que te dê prazer. 

"Um banho de banheira, um bom livro, um filme legal ou aprender algo novo", diz Lisa Lieberman Wang, coach e autora de Fine to Fab (de ótima a fabulosa, em tradução livre). 



*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês


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9 aplicativos para te ajudar a cuidar da sua saúde mental

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Nossa mente merece esse mesmo cuidado e por isso separamos alguns aplicativos incríveis  que vão te ajudar a tirar um tempinho e cuidar do que acontece dentro de você. Lembrando que alguns dos aplicativos possuem recursos mais avançados que são pagos ou opções premium dentro deles, mas nesses casos testamos apenas as ferramentas gratuitas.

Breathe: é um aplicativo de meditação, yoga, acupressura e respiração. O design do app é lindo, fácil de mexer e ainda conta com um calendário de humor que além de te ajudar a observar como você está se sentindo, também te ajuda a escolher uma sessão de meditação baseada nesses sentimentos. Esse app tem uma versão para as crianças que se chama Breathe Kids.

Headspace: te ensina a técnica do mindfulness, uma meditação focada em observar pensamentos e focar sua mente no presente. Tem poucas sessões liberadas para não assinantes, mas vale a pena pra começar a praticar o mindfulness e adquirir o hábito de meditar, já que o app oferece sessões “básicas” justamente com esse propósito.

Zenify: com exercícios bem curtinhos o aplicativo tem como objetivo inserir maior percepção e atenção no nosso dia a dia. Entretanto, algumas avaliações na apple store apontam bugs como um ponto negativo.

QueridaAnsiedade: esse aplicativo em português tem o design bem simples, porém apresenta um conteúdo bem interessante e informativo para quem sofre com ansiedade excessiva: perguntas e respostas a respeito da ansiedade, além de algumas dicas e exercícios para lidar com a “querida ansiedade”.

Insight Timer: é um dos aplicativos mais conhecidos de meditação. Ele tem muitas opções de meditações guiadas gratuitas e de sons ambientes para trazer calma a sua rotina. O app também oferece vários estilos e tipos de meditação diferentes e está sempre atualizando seu conteúdo.

Cíngulo: outro app em português e MUITO legal. O Cíngulo tem testes de personalidade, diário emocional, sessões de auto conhecimento e muito conteúdo em vídeo sobre diferentes emoções, além de um gráfico para você acompanhar seu progresso na jornada do autoconhecimento.

Spiritual Me: é uma plataforma com exercícios simples e criativos que ajudam você a relaxar e refletir sobre seu estado emocional atual, além de trazer frases inspiradoras de algum livro espiritual a sua escolha.

Medite.se: foi feito para os iniciantes no mundo da meditação. Seu destaque é a possibilidade de escutar as meditações offline, perfeito para aqueles que tem pouco tempo na rotina e pouca internet no plano de celular.

Zenklub: site e aplicativo que reune diversos profissionais especializados em saúde mental, de psicólogos a coachs. O mais interessante é que você consegue escolher alguém que se encaixe perfeitamente no seu perfil, sem sair de casa. Todas as sessões são feitas online, em um estilo “facetime”. É o único em que não há a possibilidade de utilizar gratuitamente.
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Assuma o que você diz, mas não se sinta responsável pelo que o outro entende

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Existem indivíduos que se ofendem com tudo e com todos, com qualquer coisa que ouvem ou leem, como se o mundo girasse em torno deles, como se todos agissem pensando neles, como se a população acordasse e dormisse se lembrando deles.

Sempre que expressarmos nossa opinião sobre algo, haverá quem se sentirá ofendido, quem discordará agressivamente, quem permanecerá em silêncio, quem distorcerá cada palavra, assim como quem concordará. Cada pessoa tomará o que dissermos à sua maneira, de acordo com o que possui dentro de si, e usará nossos dizeres tanto com boas quanto com más intenções. Isso serve para nos levar a tomar cuidado com o que e para quem dizemos o que sentimos.

Jamais poderemos conhecer com profundidade todos que estarão à nossa volta e, mesmo aqueles que pensamos conhecer de fato, em algum momento poderão fazer mau uso de nossas palavras, usando-as contra nós, para que possam continuar mentindo em meio ao jogo de interesses egocêntricos que pautam as suas vidas. Geralmente, quem se sente ameaçado por nós, sabe-se lá por conta de que loucura que se passa pela sua mente doentia, tentará nos difamar e sujar a nossa imagem. É só isso que querem: ver os outros se ferrando.´

Da mesma forma, existirão indivíduos que se ofendem com tudo e com todos, com qualquer coisa que ouvem ou leem, como se o mundo girasse em torno deles, como se todo mundo agisse pensando neles, no que eles sentirão, pensarão, como se a população acordasse e dormisse se lembrando deles. Sentem-se perseguidos pelo universo, enxergando conspirações em qualquer roda de conversa, lamentando supostas tramoias que usam para atingi-los. A estes, portanto, tudo o que dissermos soará a perseguição.

Infelizmente, muitos de nós nos sentimos mal ao saber que magoamos os sentimentos de alguém sem ter essa intenção. Por mais que saibamos que não era aquele o nosso propósito, mesmo que tenhamos a certeza de que não dissemos nada de mais, ficaremos chateados por ferir o outro. Cabe-nos, nesses casos, conversarmos com a pessoa, para que o entendimento entre as partes supere rusgas inúteis, principalmente quando existe carinho nessa relação.

Como se vê, conviver é um exercício diário, uma vez que lidaremos com pessoas que vieram de lugares diversos, cujos sentimentos passaram por experiências únicas, tornando-as, na maioria das vezes, inesperadas em suas ações e reações. Vale mantermos nossas verdades firmes e seguras, para que não nos tornemos vulneráveis às afetações e à maldade de gente que mal sabe o tanto de história que carregamos aqui dentro.

No mais, quem nos ama pelo que somos jamais acreditará em qualquer um que tente nos denegrir, ficando junto, oferecendo o seu melhor. E essa gente com quem podemos contar é que valem – e assim sempre será – cada suor e cada lágrima de nossos dias.


                                                                                                              Texto de Marcel Camargo 

                                                                                                                                                 Fonte
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5 benefícios que o voluntariado traz para a sua saúde

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Na teoria, muita gente considera o trabalho voluntário em orfanatos, asilos e hospitais como algo bonito e que “um dia irá fazer parte disso”. Porém, na prática muita gente se esquece de realmente colocar a mão na massa e trabalhar em prol de pessoas mais necessitadas.

Apesar de o voluntariado ser algo que, a priori, beneficia quem está recebendo a ajuda, ele também pode causar impactos positivos na vida de quem o pratica. A Ciência detectou 5 vantagens na saúde de quem tira um tempinho para olhar para os outros:

1. Diminui o estresse

O dia a dia é capaz de tornar nossa vida muito estressante, afastando as pessoas de praticarem o voluntariado por medo de mais sobrecarga emocional. Acontece que dois estudos publicados em 2013 mostram que a prática, na verdade, ajuda a diminuir a tensão e a ficar mais relaxado. Praticar o bem tem um efeito catártico na vida das pessoas.

2. Reduz incidência do uso de drogas

A universidade de Oxford publicou em 2015 que adolescentes e universitários que praticam o voluntariado têm mais chances de abandonar vícios em drogas ou álcool, além de outros comportamentos considerados nocivos. A prática também previne que esses vícios surjam no futuro, tornado a vida do voluntário mais saudável.

3. Previne contra doenças do coração

O sedentarismo tem elevado as taxas de sobrepeso da população e aumentado o risco de doenças cardiovasculares. Se você faz parte deste grupo e não tem ânimo de se exercitar, o voluntariado pode ser um caminho mais viável: um estudo de 2013 feito com alunos do Ensino Médio mostrou que os que praticavam o bem para desconhecidos tinham o colesterol e o peso mais adequados para a idade do que aqueles que não ajudavam o próximo.

4. Aumenta a felicidade

Um estudo de 2005 mostrou o cérebro dos praticantes de voluntariado liberam mais hormônios como a dopamina e a serotonina, que nos deixam mais felizes naturalmente. Consequentemente, a autoestima será mais elevada, os índices de depressão cairão e a capacidade de lidar com as mais diferentes situações será aprimorada.

5. Diminui o risco iminente de morrer

A prática do voluntariado não tem idade: pode ser feita em qualquer fase da vida, mesmo depois que você já se tornou adulto ou idoso. Um estudo publicado em 2013 mostrou que pessoas mais velhas que praticam ações em prol da sociedade possuíam menos chances de morrer subitamente, mesmo que tivessem a saúde impecável antes de exercer o bem.
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Agora que você já sabe de tudo isso, que tal colocar em prática aquilo que você provavelmente já considera algo benéfico para a sociedade? Procure alguma ONG ou grupos que praticam o bem e faça sua parte para tornar o mundo melhor para todos!

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É possível lembrar-se de como era ser um bebê?

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Toda fase da vida tem sua parcela de novidade — primeiro beijo, primeira restituição de imposto de renda, a primeira pontada de morte certa –, mas quando se trata de novas experiências, a maioria de nós chega ao nosso auge na infância. Simplesmente ali deitados, arrotando e sujando nossas fraldas, nós, como bebês, passamos por milhares de primeiras experiências. Seria interessante lembrar de algumas delas, já que nossas vidas desaceleram quanto às novidades — quando nos acomodamos na mesma cadeira do escritório pela centésima vez e bebemos da mesma caneca de café. Mas a infância parece um grande branco para a maioria de nós.

Mesmo assim: muitas pessoas afirmam se lembrar de ter nascido e nem todas elas tomaram ayahuasca. Essas pessoas são tão mal orientadas e/ou mentirosas assim? É possível lembrar como era a vida aos seis meses de idade? Para o Giz Asks dessa semana, nós contatamos vários especialistas — em pediatria, psicologia, neurociência, etc. — para explicar essa questão. Acontece que a ciência ainda não descobriu por que, exatamente, nos esquecemos de praticamente todos os nossos primeiros anos de vida — mas há muitas teorias convincentes por aí.

Jennifer Zosh, Ph.D.- Professora Associada de Desenvolvimento Humano e Estudos da Família, Penn State Brandywine

Você provavelmente se lembra do nome do professor do ensino fundamental que fez você aprender as primeiras coisas, mas quando se trata de lembrar nossas vidas na infância, é um grande vazio. Quando se trata de memórias declarativas — o tipo de memória que permite que você se lembre de experiências específicas — nós eventualmente experimentamos o que o nosso campo de conhecimento chama de amnésia infantil: a incapacidade de lembrar de experiências específicas antes dos 2 a 3 anos de idade.

Isso não significa que nossos cérebros sejam um grande nada até os 2 ou 3 anos de idade. Como qualquer pessoa que já tenha estado perto de um bebê pode confirmar, a quantidade de aprendizado que acontece nos primeiros anos é surpreendente. Somos capazes de nos lembrarmos as informações que captamos (não temos que reaprender a linguagem que aprendemos quando bebês), aprendemos a andar e também informações importantes sobre o mundo que permanece conosco durante toda a vida. (Por exemplo, aprendemos se nossas necessidades serão atendidas ou se as pessoas ao nosso redor nos abusarão). Desde aprender uma língua até aprender a contar, ou mesmo aprender em quem você pode confiar no mundo, uma grande parte do trabalho dos primeiros anos é aprender (e lembrar-se de) novas informações, mesmo que não nos recordemos de experiências específicas.
Mas existem outros tipos de memórias que são mais semelhantes desde a infância até a idade adulta. Há alguns anos, trabalhei com Lisa Feigenson na The Johns Hopkins University e exploramos a memória de trabalho dos bebês, ou seja, sua capacidade de lembrar informações a curto prazo. Usamos um paradigma para explorar se as crianças conseguiam lembrar as identidades dos objetos que escondemos em uma caixa. Quando tornamos a tarefa muito difícil para coisas como contar ou truques de memória, as crianças podem, como os adultos, lembrar de até três objetos, mas, se pedirmos que lembrem mais, elas experimentam um esquecimento catastrófico.

Também descobrimos que, à medida que o número de itens aumentava de 1 para 3, o que as crianças conseguiam lembrar sobre os objetos ocultos diminuía. Por exemplo, se pedíssemos às crianças que lembrassem que um cachorrinho de brinquedo estava em uma caixa e, em seguida, pegassem um caminhão pequeno, continuariam procurando por aquele cachorrinho de brinquedo. Mas, à medida que aumentávamos os itens da caixa, as crianças sabiam que estavam procurando um determinado número de itens, mas não pareciam lembrar quais eram esses itens. 

Dessa forma, a arquitetura de memória infantil é muito parecida com a arquitetura de memória adulta — nós apenas aprendemos a usá-la melhor.

Lorraine E. Bahrick - Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Internacional da Flórida

Poucos adultos realmente se lembram de terem sido bebês. Os cientistas chamam isso de “amnésia infantil”. Isso se refere ao fato de que os adultos relatam pouquíssimas lembranças anteriores aos 3 ou 4 anos de idade.

Mas pesquisas mostram que as crianças em si têm excelentes memórias — elas podem reconhecer os rostos, vozes e as ações das pessoas ao seu redor, aprender nomes para as coisas e se deliciar com objetos especiais, rotinas familiares e lugares. Um estudo que fizemos em meu laboratório descobriu que bebês de 3 meses de idade podiam reconhecer o movimento (balançando contra circulando) de um objeto que tinham visto por apenas 2 minutos, 3 meses depois — com 6 meses de idade!

Outra razão que poderíamos esperar para lembrar a infância é que os primeiros anos de nossas vidas são conhecidos por terem efeitos duradouros ao longo da vida. Eles estabelecem as bases para o nosso desenvolvimento social emocional, perceptivo e cognitivo. Por exemplo, as palavras que aprendemos na infância são mantidas através da prática ao longo da vida, assim como as rotinas comuns, como segurar um garfo, beber em uma xícara e colocar um sapato. De acordo com alguns especialistas, os primeiros anos moldam nossa personalidade e determinam a natureza de nossos apegos aos outros — moldado ao quão firmemente ligados somos aos nossos cuidadores primários quando crianças.

Assim, embora possamos não lembrar explicitamente de termos sido crianças, as experiências da infância não estão perdidas — elas são sistematicamente construídas ao longo do tempo. Os cientistas propuseram uma série de razões para a amnésia infantil (por exemplo, a mudança da codificação visual para a verbal das memórias, ou à organização das memórias em torno do desenvolvimento do senso de si mesmo), mas não há uma explicação unânime.

Dito isto, há grandes diferenças individuais em quanto nos lembramos da infância e da primeira infância. Alguns de nós, inclusive eu, relatam ter lembranças claras da idade de dois anos e mais, enquanto outros relatam não ter praticamente nenhuma lembrança até os 7, 8 ou 9 anos.

Para aqueles que desejam melhorar suas memórias de infância, existem técnicas que podem ser usadas. Imagine-se no contexto da casa em que você morou quando criança. Reconstrua o espaço: imagine as cores, cheiros e sabores. Imagine os sons e visões de pessoas familiares e suas vozes. Tente invocar todos os sentidos. Imagine experimentar a vida a partir da perspectiva de uma criança pequena, engatinhando ou sendo carregada. Concentre-se no que quer que pareça familiar e vá mais fundo (o cheiro de talco de bebê, gosto de leite, a sensação de ser levado, o som da canção de ninar). A maioria das pessoas consegue recuperar algumas memórias específicas dessa maneira.

Claudia Gold, Médica- Especialista em Saúde Mental Infantil, Austen Riggs Center, Programa de Saúde Mental Infantil-Parental da Faculdade de Boston Massachusetts, e autora de The Developmental Science of Early Childhood: Clinical Applications of Infant Mental Health Concepts From Infancy Through Adolescence  (2017), entre outros livros

Os bebês não têm linguagem ou pensamento consciente, então memórias de suas experiências são diferentes daquelas que convencionalmente consideramos como “memórias”. O que eles “lembram” está em seu corpo, não codificado na linguagem. A partir do momento que você nasce, você começa a entender o que está acontecendo no mundo, interagindo com as pessoas que cuidam de você: o modo como você é segurado, a maneira como você muda, como as pessoas falam com você.

Essa experiência informa como você está no mundo, no seu corpo. Ela informa o desenvolvimento de seu cérebro, seu intestino e todo o seu sistema nervoso autônomo — todas essas coisas se desenvolvem através de interações com as pessoas que cuidam de você quando você é um bebê, e tudo isso se torna literalmente parte de seu corpo, não apenas do seu cérebro.

Por exemplo, se você tem uma criação muito presente, ela sinaliza aos seus genes a produzir uma certa quantidade de proteína que determina sua resposta ao estresse. Também determina como diferentes partes do seu cérebro crescem, através de um processo chamado epigenética. A maneira como seus genes são ativados é influenciada pela forma como você é cuidado durante as primeiras semanas e meses de vida.

Digamos que você vá a algum lugar que não tem memória consciente de ter visitado antes, mas tem uma reação física a ele. Isso lembra você de algo que não está em sua memória consciente — mas está em sua memória corporal. Você tem esse tipo de reação física, mesmo que a sua memória consciente lhe diga “oh, este lugar é bom, não há nada de perigoso aqui”. Seu corpo pode ter uma reação diferente com base em experiências anteriores.

Charles Nelson, Ph.D- Professor de Pediatria e Neurociência, Harvard Medical School

Gostaria de reformular ligeiramente esta questão “o quanto nos lembramos dos primeiros anos de vida?”.

Este é um debate antigo, tipicamente conceituado como “Amnésia infantil.” A grande questão tem sido o paradoxo de que mais de 40 anos de pesquisa demonstraram alguns notáveis feitos de memória que são possíveis nos primeiros meses e anos de vida e, no entanto, geralmente não nos lembramos de nada de nossas vidas antes da idade de 2 anos (a média na verdade é de 4 anos). Por que isso?

Várias razões foram propostas. Freud afirmou que através da repressão dessas memórias iniciais, elas são de fato mantidas — nós simplesmente não temos acesso a elas (não há evidências para isso). Outros sugeriram que sem um sistema de linguagem, nós não sabemos como representar essas memórias e, portanto, não podemos organizá-las e recuperá-las.

Há também a teoria do cérebro — embora os sistemas neurais envolvidos na formação de uma memória entrem em funcionamento bem cedo na vida, os sistemas para armazenar essas memórias a longo prazo são imaturos durante os primeiros anos; Como resultado, a codificação de algo como uma memória não é traduzida em armazenamento a longo prazo.

Um tema relacionado é que os sistemas do cérebro que estão realmente envolvidos na recuperação — a maioria dos quais estão no córtex pré-frontal — são imaturos nesses primeiros anos.

Mikael Heimann, Ph.D- Professor de Psicologia do Desenvolvimento, Linköping University, Suécia

Em geral, os estudos que pedem às pessoas para relembrar suas memórias mais antigas concluem que as pessoas não conseguem lembrar de eventos anteriores ao seu terceiro ou quarto aniversário. Este é um valor médio, então naturalmente há alguma variação. Algumas pessoas lembram-se de eventos até mesmo antes disso, enquanto muitos outros não conseguem se lembrar de nada antes dos 6 ou 7 anos de idade.

Vale a pena notar que essa linha de pesquisa se baseia no pressuposto de que as pessoas realmente sabem que se lembram de algo, o que nem sempre é fácil hoje em dia, com tantas fotos e vídeos dos nossos primeiros anos. Eu realmente lembro ou criei uma memória baseada em histórias que me contaram ou vídeos que eu vi? Nem sempre é fácil distinguir — somos criaturas muito suscetíveis e construímos facilmente memórias que mais tarde acreditamos ter experimentado em primeira mão.

Dito isso, exceções à amnésia infantil podem ocorrer se ou quando experimentamos algo único — algo carregado de forte emoção. Mesmo que você não se lembre do seu segundo aniversário, você ainda pode ter uma forte memória visual dos novos sapatos vermelhos que ganhou antes mesmo de fazer dois anos.

Mesmo que nós, como adultos, não consigamos lembrar de eventos de nossos primeiros anos, um bebê ou uma criança conseguem. Um corpo muito grande de pesquisas mostrou que crianças de até 6 meses lembram um evento que tiveram muito brevemente durante alguns dias (e com algo que recorde dele, durante muito mais tempo). Então, por que é que não conseguimos nos lembrar de eventos de nossos primeiros anos, mas bebês conseguem?

Nós realmente não sabemos ao certo, mas suspeita-se que o cérebro, a linguagem e o desenvolvimento psicológico em conjunto sejam os fatores-chave. O cérebro passa por um desenvolvimento imenso durante os primeiros anos de vida, mudanças que provavelmente afetam como as memórias são armazenadas e recuperadas. Quanto à linguagem, suspeita-se que quando a criança entra no mundo da linguagem falada (a explosão da linguagem geralmente começa no final do segundo ano) isso também como suas memórias são organizadas. Finalmente, do ponto de vista psicológico, o self ou a autoconsciência que começa a se formar à medida que você envelhece podem ser fatores-chave. Quando você começa a ter um sentimento central de ser alguém, de ser você mesmo, isso influencia como e o que você lembra.

Devemos nos lembrar também que esquecer pode ser uma coisa boa. Lembrar cada detalhe em nossa vida não nos ajuda muito. Em vez disso, muitas vezes, é melhor deixar que as lembranças e experiências generalizadas nos guiem em nossa vida diária.







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