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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e direção.

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Adultos com TDAH enfrentam um grande desafio ao conduzirem seus veículos. Seja por causa do déficit de atenção que normalmente irá afetar sua capacidade de manter-se focado por muito tempo, sua hiperatividade, bem como sua impulsividade podem fazer com que ele se envolva em acidentes de transito, excesso de velocidade, ocorrência de colisões repetidas e acidentes mais graves envolvendo ferimentos corporais, até mesmo risco de vida. 

As tentativas recentes de estudar os processos ou mecanismos envolvidos na condução em adultos com TDAH oferecem alguma explicação de como a doença aumenta os riscos da direção. As habilidades cognitivas básicas envolvidas e necessárias para a direção parecem ser um problema especial para o adulto com TDAH, uma vez que o ato de dirigir envolve um complexo processo de interação das funções psicológicas e cognitivas. Os motoristas estão expostos no trânsito a fatores de risco, e conduzir um veículo envolve memória, atenção, tomada de decisões em um ambiente repleto de informações, como tráfego de pedestres, de outros veículos, diversidade de sons e imagens. A multiplicidade de fatores, envolvidos no ato de dirigir influenciam o comportamento dos indivíduos e, consequentemente, sua forma de conduzir um veículo. 

As principais funções Cognitivas do condutor em atividade ao dirigir são: 
  • A correta capacidade perceptiva e atencional, para captar o que ocorre ao redor, identificar e discriminar os estímulos relevantes de situações e problemas de trânsito a serem resolvidos; 
  • Perceber a situação, interpretá-la corretamente e avaliá-la; 
  • Tomar uma decisão sobre a ação ou manobra mais adequada; 
  • Executar a decisão com a rapidez e precisão possíveis – a capacidade de resposta do condutor, a performance se referem às atividades sensório-motoras e psicomotoras que o condutor utiliza para o controle do veículo; 
  • Devem-se considerar também os processos e variáveis como personalidade, inteligência, estilos cognitivos, motivação, aprendizagem, experiência, memória, que modulam o funcionamento dos processos psicológicos. 

Diante das características citadas acima, fica mais fácil entendermos o porquê de tanto acidentes envolvendo a direção em adultos com TDAH. Além da dificuldade em manter a atenção, o foco ele precisa ter a capacidade de decidir e como reagir em várias situações em questões de segundos. Somado a isso se encontra a sua dificuldade em ficar muito tempo em uma atividade, o que acaba sendo uma constante nas grandes cidades em nossos dias atuais, além da impulsividade. 

A impulsividade está ligada diretamente a necessidade de estímulos frequentes, de desafios bem como sua dificuldade em conter esses estímulos. Dessa forma ele se envolve em situações de alto risco em busca de estímulos fortes, como dirigir em alta velocidade. 

Adultos com TDAH devem deixar seus celulares ou GPS desligados, além de não comerem ou beberem enquanto dirigem. Conhecer o percurso que irá fazer pode ser de grande ajuda para evitar distrações além de ajudar com a impulsividade. Além disso, ele deverá conhecer as leis de trânsito estaduais, incluindo o uso correto de sinais / indicadores de mudança de direção, intermitentes e requisitos de zona de velocidade. 

Embora os adultos com TDAH com mais anos de prática de condução tenham uma vantagem em relação aos condutores mais jovens com TDAH, ainda assim eles precisam estar especialmente conscientes de suas próprias habilidades bem como das suas dificuldades. Dependendo da intensidade dos sintomas apresentados pelo adulto com TDAH, pode ser necessário um curso complementar do motorista com mais aulas, onde irá ser trabalhado esses sintomas específicos e como ele pode controlar emoções negativas.

Débora Lima de Oliveira
Psicológa Clínica e Neuropsicóloga
CRP: 06/123470


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Hiperfoco e Transtorno de Déficit de Atenção: Como é possível ter concentração demais?

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Como é possível alguém conseguir passar horas focado no trabalho, assistindo televisão jogando games ou até mesmo cuidando de planilhas e, ainda assim, não conseguir prestar atenção em outras coisas? Uma pessoa assim poderia ter déficit de atenção ou seria puro desinteresse por todas as outras coisas além daquilo que gosta? Esta é uma pergunta bem comum, especialmente por parte dos pais, que não se conformam com os filhos serem ótimos jogadores de games, concentrados e na hora da tarefa de casa ou na escola conseguem ser, bem distraídos. 

Para entender plenamente o que ocorre no TDAH - Déficit de Atenção, é preciso conhecer também sobre o Hiperfoco. Muitas pessoas pensam que ter déficit de atenção significa incapacidade de concentração. Porém isto não é verdade. Quem sofre com TDAH pode sim se concentrar, até mesmo ter hiperfoco. Então, qual é o problema no TDAH? 

O TDAH é uma alteração na capacidade de controle voluntário da atenção. Tanto alguém com déficit de atenção quanto uma pessoa comum conseguem prestar atenção. A diferença é que a pessoa comum pode, voluntariamente, controlar o foco da atenção. Quem tem TDAH fica dependente do tipo de estimulação externa ou interna - o que acontece ao redor ou nos pensamentos faz fechar o foco (concentrar) ou dispersar. Em outras palavras, ele até consegue se concentrar um pouco, mas ele não consegue manter a atenção, principalmente em algo que é enfadonho e repetitivo e que não tenha nenhuma motivação externa ( lembrando que o portador de TDAH tem dificuldade em ter uma motivação interna). 

Hiperfoco não é incompatível com TDAH, pelo contrário. O controle atencional está mais diretamente ligado à experiência de prazer e do que consegue manter o foco em função do tipo de estimulação (mais agitada, mais empolgante). Como o controle voluntário esta enfraquecido, a pessoa não consegue exercer autocontrole - que é, conseguir fazer o que ela sabe conscientemente que deveria fazer. Também por isto, o foco é bastante rígido. Quando se está em hiperfoco, pode-se permanecer neste estado por longos períodos, até que por um efeito de cansaço, exaustão ou frustração (normalmente, uma combinação disto tudo) acabe enfraquecendo o controle exercido pelos centros sub-corticais. 

Entrar em hiperfoco pode ser excelente para algumas pessoas. Muitos portadores de TDAH trabalham em áreas ou se dedicam a atividades com as quais se sentem muito envolvidos e motivados. Isto lhes permite chegar a níveis muito superiores de engajamento e envolvimento, embora ainda assim não exatamente no lugar e hora de sua preferência. 

O que fazer para aproveitar o Hiperfoco ao máximo? 

Para tirar do hiperfoco o que ele tem de melhor, são necessárias duas coisas. Primeiro, saber quais situações o induzem (mais frequentemente, pois não é sempre que acontece) e criar estratégias para facilitar a entrada. É comum, por exemplo, adultos terem maior dificuldade para iniciar algumas tarefas repetitivas - e depois que iniciam, seguem com a maior facilidade. Neste caso, entender como seu cérebro funciona ajuda muito. Diminua as distrações iniciais, deixe tudo pronto ao redor para não precisar interromper e apenas comece depois de algum tempo, o hiperfoco positivo assume o controle. 

Também é bem importante treinar a Flexibilidade Cognitiva. Porque isso é importante? Ter um hiperfoco em excesso, por muito tempo, acaba deixando a pessoa exausta e às vezes até mesmo "enjoada", o que pode aumentar a resistência a iniciar, da próxima vez. Por isso é necessário desenvolver essa flexibilidade cognitiva, que irá te ajudar a alternar entre um assunto e outro, ou entre uma atividade e outra sem causar a exaustação e a possível resistência futura.

Débora Lima de Oliveira
Neuropsicóloga e Psicóloga Clínica
CRP:06/123470

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Isolamento social Coronavírus – conselhos para pais de crianças com TDAH

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O período de isolamento social, no qual nos encontramos, pode ser difícil de gerenciar. Pensando em como manter seu filho, com Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade, principalmente para os que moram em apartamentos, sem áreas externas, nos baseamos em publicação do Hospital Robert Debré ( França) Centro de Excelência em Distúrbios do Desenvolvimento Neurológico, e sugerimos algumas regras a serem seguidas para uma vida saudável durante as próximas semanas, até que as escolas sejam reabertas.


1-Não corte a medicação de seu filho, a menos que seu médico recomende. O médico do seu filho também pode realizar uma consulta online, caso seja necessário, e enviar uma nova receita por e-mail.


2-Organize os dias do seu filho de acordo com um dia escolar típico, manter a rotina é essencial para quem tem o Transtorno. Por exemplo, manter um horário para atividades/trabalhos escolares através dos materiais educacionais fornecidos pela instituição de ensino e supervisionados pelos pais, assim como proporcionar momentos de relaxamento recreativo (mesmo em ambientes fechados). Não hesite em formalizar o horário do seu filho por escrito, para que ele possa consultá-lo – monte um esquema visual caso seu filho ainda não esteja em idade de alfabetização. Você pode delimitar os diferentes momentos com toques programados. O importante é que seu filho trabalhe e aprenda, o ambiente pode ser mais flexível do que na escola – ele pode se levantar, estudar em pé ou no chão, trabalhar oralmente.


3-Manter horários fixos apara dormir, acordar e fazer as refeições. Para as refeições, não hesite em proporcionar momentos agradáveis ​​regularmente – o que interrompe levemente a vida diária sombria da vida de confinamento.


4-Mantenha os tempos de socialização com pessoas fora de casa diariamente (família, amigos da escola) por telefone e, se possível, recursos visuais online. Programe um tempo sistemático para discussão com os colegas, se for grande o suficiente para interessá-lo.


5-Mantenha uma atividade esportiva diária:  Se possível, faça uma sessão de 30 minutos pela manhã e 30 minutos à tarde com atividades físicas. Alguns exemplos: correr no corredor, andar a pé, rastejar em um pequeno percurso, ajudar nas tarefas domésticas etc. É um pouco barulhento para os vizinhos, mas é importante (avise aos vizinhos, se puder – sem entrar em contato físico com eles).


6-Organize o trabalho manual durante o dia, como desenho, pintura, música, slime – como lições reais da escola. Mas não é hora do recreio.


7-Organize os horários dos jogos em família à noite, depois do horário escolar, por, pelo menos, 10 minutos com toda a família, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças etc.


8-Converse com seu filho sobre a situação atual de forma aberta, calma e adaptada ao seu nível de entendimento, sem detalhes impactantes desnecessários. Você precisa ter palavras tranquilizadoras (para a criança, para a saúde dele e as pessoas à sua volta).


9-Tente perguntar a ele sobre suas preocupações, uma discussão em grupo é sempre mais fácil.

10-Deve-se explicar que a aplicação de medidas de barreira (como lavar as mãos, espirrar no cotovelo, usar um tecido de uso único, sem contato físico próximo) o protegerá do risco de infecção pelo vírus da COVID-19.


11-Por fim, limite a exposição do seu filho a informações na televisão e nas mídias sociais. Essa discussão deve ser repetida regularmente. As crianças estão preocupadas e sofrendo, mas não se expressam como adultos.


13-Se você precisa trabalhar de casa (home office), tente adaptar os seus horários de forma que seja possível alterná-los com o horário de trabalho do seu cônjuge ou de outra pessoa que esteja em casa e possa se ocupar das crianças. Neste momento, muitas empresas estão sendo flexíveis, tendo empatia e se readaptando a nova rotina dos seus funcionários.


14-Cuide-se como pai e mãe, a ansiedade é transmitida aos pequenos. Quando os pais estão ansiosos, os filhos também ficam, é importante cuidar de si, se informar, mas tome cuidado para não ouvir o tempo todo as notícias que podem aumentar a ansiedade. Você também pode fazer sessões de respiração ou relaxamento, com ou sem os filhos.


Não hesite em entrar em contato com o seu médico, psicólogo por e-mail ou telefone. É mais fácil para ele estar disponível e pronto para responder. Muitos profissionais continuarão o atendimento on line com os pacientes.
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BlueTDAH: aplicativo para desempenho educacional e social de pessoas com TDAH

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O BlueTDAH é um aplicativo que foi desenvolvido para profissionais da área da Psicologia e Educação para auxiliar a educação inclusiva de pessoas com sinais do Transtorno de Déficit de Atenção ou Hiperatividade (TDAH). O projeto da @bluee.ia tem entre seus objetivos oferecer uma nova ferramenta aos profissionais da área clínica e educacional. Da mesma forma, um diagnóstico mais precoce e preciso é buscado para evitar ou diminuir os futuros problemas derivados do TDAH.

A proposta está em duas plataformas.

A “Plataforma de Treinamento Educacional” é um jogo de realidade virtual que segue a Base Nacional Comum Curricular que ajuda no aprendizado da criança durante todo o período de ensino do fundamental I. São atividades simples que ‘captam’ a interação social e aprendizagem do usuário com o ambiente.

O app se propõe a pontuar os erros e acertos dos alunos a cada sessão, medindo sua capacidade de aprendizagem e traçando novas atividades que estimulem e propiciem uma otimização da aprendizagem

A “Plataforma de Análise Comportamental” é um ambiente virtual interativo e intuitivo para pessoas com TDAH onde são colocadas tarefas específicas para o paciente realizar, cada tarefa testa um ponto específico da condição através de algoritmos baseados no DSM-V.

A plataforma é limitada a dispositivos Android e você encontra com o nome BlueTDAH. Todas as info contidas nesse post foram retiradas do site www.bluetdah.com.br. Neste site você saberá mais sobre a proposta.

Acreditamos que todo processo de avaliação e diagnóstico de qualquer condição de saúde deve ser acompanhada por uma equipe. Nada substitui consultas, terapias e exames.

Aos profissionais que trabalham com o público com TDAH vale dar uma olhada e um feedback para quem desenvolve. Juntos podemos mais.
 
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Enem: pedido de atendimento especial deve ser feito na inscrição

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Os inscritos que apresentarem, como por exemplo, baixa visão, deficiência auditiva ou intelectual (mental) e déficit de atenção têm direito ao atendimento

Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que precisarem de atendimento especializado têm de fazer o pedido no ato da inscrição e comprovar posteriormente a necessidade. Desde a manhã de segunda-feira, 7, quando foi aberto o prazo, foram feitas mais de 3 milhões de inscrições. O prazo se encerrará às 23h59do dia 18 deste mês (horário de Brasília).

Os inscritos que apresentarem, como por exemplo, baixa visão, deficiência auditiva ou intelectual (mental), déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez e surdocegueira têm direito ao atendimento especializado.

Entres os recursos que podem ser disponibilizados para esses candidatos incluem-se prova em braile, tradutor-intérprete de língua brasileira de sinais (libras), videoprova em libras (vídeo com a tradução de itens), prova com letra ampliada, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária e tábuas de apoio. O material será vistoriado pelo aplicador.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), para ter o direito reconhecido, é preciso apresentar: documento legível que comprove a necessidade, contendo o nome completo do participante; diagnóstico com a descrição da condição que motivou a solicitação e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10); assinatura e identificação do profissional competente, com respectivo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), registro do Ministério da Saúde (RMS) ou registro de órgão competente.

O documento deve estar no formato PDF, PNG ou JPG e ter até 2MB. Quem pediu atendimento especializado em edições anteriores e teve o pedido aprovado não precisa enviar outro laudo se a solicitação atual for para o mesmo atendimento.

O participante com transtorno global do desenvolvimento (dislexia, discalculia e déficit de atenção) poderá apresentar declaração ou parecer, com seu nome completo, emitida e assinada por entidade ou profissional habilitado, na área da saúde ou similar, com a descrição do transtorno, a identificação da entidade e do profissional declarante, informou o MEC.

Gestantes, idosos, lactantes, estudante em classe hospitalar, ou outra situação específica, poderão requerer atendimento específico, que inclui prestar o exame em sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, apoio para perna e pés etc.

No caso, do participante em situação de classe hospitalar, cujo processo formal de escolarização ocorre no interior de instituição hospitalar ou afim, deve apresentar, durante a inscrição, declaração do hospital, informando a disponibilidade de instalações adequadas para a aplicação do exame.

Qualquer tipo de alteração está restrita a esse período, que termina em 18 de maio. Apenas para o uso do nome social, o pedido pode ser feito em prazo posterior: entre os dias 28 de maio e 3 de junho, acrescentou o MEC.

Os candidatos que tiverem as solicitações de atendimento especializado e específico reprovadas serão comunicados por e-mail ou pelo celular cadastrados durante a inscrição e terão prazo de cinco dias úteis para enviar novo documento pela Página do Participante. Caso o segundo documento enviado não esteja de acordo com as regras do edital, o participante não receberá o atendimento solicitado e ficará sem direito aos recursos e auxílios de acessibilidade.



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Tico Santa Cruz acusa escola de preconceito contra sua filha

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O cantor relatou que o colégio Carolina Patrício negou a matrícula de Bárbara, diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Nas redes sociais, o cantor Tico Santa Cruz denunciou uma instituição de ensino que, segundo ele, não aceitou a matrícula de sua filha, diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Já o colégio, tradicional no Rio de Janeiro, nega preconceito e afirma que houve um desentendimento.

Segundo relato feito pelo cantor no Facebook, a filha Bárbara estudava em escola bilíngue e precisou trocar de instituição. A família procurou então o colégio Carolina Patrício, que tem histórico de inclusão de alunos especiais em suas quatro unidades no Rio de Janeiro.

Na versão de Tico Santa Cruz, a criança teria feito uma avaliação para ingressar no quarto ano (antiga terceira série), mas foi impedida de concluir a matrícula porque, segundo a escola, não havia vaga. A família tentou, então inscrevê-la no terceiro ano, para que a garota repetisse o conteúdo que havia cursado na outra instituição. De acordo com Tico, a escola informou que havia vagas, mas que seria agendada uma nova prova para a garota. Mais tarde, no entanto, ele teria sido informado de que não havia vagas em nenhuma de suas unidades.

O cantor relatou que tentou falar com a coordenadora de turno da unidade Barra da Tijuca/Novo Leblon, mas foi avisado de que ela não estava. Tico afirma que quando ligou de novo, se passando por outra pessoa, conseguiu o contato com a coordenadora. Quando Tico identificou, ela teria dito que a matrícula no terceiro ano não seria possível porque a escola não aceita realocação de alunos. O cantor passou a alegar, então, preconceito e exclusão de especiais.

O colégio se pronunciou por meio da diretora geral, Noemi Patricio. "A escola não faz seleção de perfis de alunos. Bárbara não conseguiria acompanhar o quarto ano por questões de aprendizado, e não tinha vaga no terceiro ano da unidade Barra da Tijuca/Novo Leblon". Segundo Noemi, há vagas em outras unidades do Rio de Janeiro, mas a escola não teve tempo de se comunicar com a família antes da repercussão do relato de Tico nas redes sociais.


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18 formas para lidar com crianças ou adolescentes que tem TDAH

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1. Reduzir os atrasos de tempo e comunicar o tempo.

Se possível, reduzir ao mínimo os tempos de espera.

Usar timers, relógios, controladores de tempo ou outros dispositivos que mostrem o tempo como algo físico quando houver limites de tempo para a realização de tarefas.

2. Comunicar informações importantes.

Colocar lembretes, dicas, sugestões e outras informações-chave em pontos críticos do local para lembrar à criança ou ao adolescente o que deve ser feito.

3. Comunicar a motivação (pensar “vencer/vencer”).

Usar sistemas de símbolos, programas de recompensa, privilégios ou outros reforçadores para ajudar a motivar a criança ou o adolescente com TDAH.

4. Comunicar a resolução do problema.

Tentar reduzir os problemas mentais a problemas físicos ou tarefas manuais, em que as peças do problema podem ser manualmente manipuladas para se encontrar soluções ou criar novas ideias.

5. Usar o retorno imediato.

Agir rapidamente após um comportamento para proporcionar imediato retorno positivo ou negativo.

6. Aumentar a frequência das consequências.

Proporcionar mais retorno e conseqüências para o comportamento com mais frequência do que é necessário para uma criança ou adolescente que não tenha TDAH.

7. Aumentar a responsabilidade em relação aos outros.

Fazer a criança ou o adolescente ser explicitamente responsável por alguém várias vezes durante o dia (ou durante a tarefa ou o local) quando coisas precisarem ser feitas.

8. Usar recompensas mais visíveis 

As crianças e os adolescentes com TDAH necessitam de incentivos mais fortes para motivá-los a fazer o que os outros fazem com pouca motivação externa por parte de outras pessoas.

9. Mudar periodicamente as recompensas

As pessoas TDAH parecem se entediar mais facilmente com algumas recompensas; por isto, periodicamente, você pode precisar encontrar novas para manter o programa interessante.

10. Tocar mais, falar menos

Quando você precisar dar uma instrução, aprovação ou reprimida:

  1. Vá até a criança ou o adolescente.
  2. Toque-o (com afetividade) na mão, no braço ou no ombro.
  3. Olhe-o nos olhos.
  4. Declare brevemente (!) o que quer lhe comunicar.
  5. Depois encoraje a criança ou o adolescente a repetir o que você acabou de dizer.
11. Agir, não falar demais

Proporcione consequências mais imediatas para lidar com o bom e o mau comportamento, em vez de ficar “falando sem parar no assunto”, resmungando ou fazendo longos discursos moralizadores sobre o problema.

12. Negociar, em vez de impor

Seguir estes seis passos para uma negociação efetiva do problema.

  1. Defina o problema: escreva-o e mantenha os membros da família informados da tarefa.
  2. Gere uma lista de todas as possíveis soluções. Não são permitidas críticas neste estágio.
  3. Depois que todas as soluções tiverem sido listadas, deixe cada pessoa criticar brevemente cada possibilidade.
  4. Escolha a opção mais agradável.
  5. Torne este um contrato de comportamento (todos os membros da família devem assiná-lo).
  6. Estabeleça penalidades por quebra do contrato.
13. Conservar seu senso de humor.

Descubra o humor, a ironia, a frivolidade ou as coisas cômicas que acontecem na vida diária com as crianças ou os adolescentes e ria com seu filho sobre tais coisas.

14. Usar as recompensas antes da punição

Você quer mudar um comportamento problemático?

Identifique o comportamento positivo ou pró-social que você quer para substituir o comportamento problemático.

Recompense generosamente (elogie, aprove) o novo comportamento toda vez que o observar.

Após uma semana fazendo isto, use uma punição leve (uma saída, a perda de um símbolo ou privilégio) quando o comportamento problemático alternativo ocorrer.

15. Antecipar os ambientes problemáticos (especialmente para crianças pequenas) e fazer um plano de transição:

Antes de iniciar uma nova atividade ou tarefa ou antes de entrar em um lugar novo, pare!

  1. Reveja duas ou três regras que a criança precisa obedecer.
  2. Faça a criança repetir essas regras.
  3. Estabeleça um incentivo ou recompensa.
  4. Estabeleça a punição que será usada.
  5. Dê à criança algo ativo para fazer na tarefa ou no novo local.
  6. Comece a tarefa (ou entre no novo local) e então siga seu plano.
  7. Recompense durante toda a tarefa ou atividade.
16. Mantenha um senso de prioridades

Segundo um dito popular, “Não se desgaste por pouco”. Grande parte do que pedimos às crianças ou aos adolescentes fazerem são coisas pouco importantes e tediosas no esquema maior de seu desenvolvimento.

Concentre seus esforços nas atividades ou tarefas importantes que mais importam a longo prazo (escola, relação com os pares, etc.), e não nas tarefas menores, menos importantes (limpar, catar coisas, etc.) que pouco contribuem para o desenvolvimento a longo prazo.

17. Mantenha uma perspectiva do sintoma

O TDAH é um transtorno neurogenético; seu filho não escolheu ser assim.

18. Pratique o perdão (de seu filho ou de você mesmo ou dos outros que possam interpretar mal o comportamento de seu filho).










Artigo completo: Ganhesempremais
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LEI ESPECÍFICA PARA TDAH E DISLEXIA, ENTENDA O PL 7081/10

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Sobre as etapas e o andamento do projeto


O Projeto de Lei 7.081/10 específico para TDAH e Dislexia, inicialmente apresentado pelo ex-senador Gerson Camata – PMDB/ES em 2010, foi elaborado em conjunto com a ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção. Nos últimos 7 anos, a presidente da Associação, Iane Kestelman, tem acompanhado de perto a tramitação do projeto, lutando e se dedicando para conscientizar os membros das várias comissões necessárias para sua aprovação.

Em 2013, em uma das etapas necessárias para aprovação, o projeto foi analisado pela CEC – Comissão de Educação e Cultura, sob a relatoria da deputada Mara Gabrilli – PSDB/SP, que acabou sendo aprovado e seguiu para as etapas seguintes.

Até o momento o projeto já passou por quase todas as etapas necessárias para sua aprovação, resta ainda ser votada pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que irá analisar sua constitucionalidade. Aprovada na CCJ, seguirá para votação dos 513 Deputados Federais, depois sanção Presidencial para, finalmente, virar lei.


Seu atual relator, Deputado Rubens Bueno – PPS/PR, irá apresentar e defender sua constitucionalidade junto à CCJ. Em 29/11/2017, a assessoria do deputado informou que o parecer favorável está sendo elaborado e em poucos dias será levado à Comissão.
Como a lei irá impactar na sociedade em favor da causa TDAH

A importância deste projeto é enorme e causará impactos positivos, como:

– Combater o preconceito e crenças equivocadas, como a que o TDAH não existe, dentre outros;
– Implantar, na formação docente, educação especial para informar e qualificar os professores sobre o tema. Professores qualificados são fundamentais na observação comportamental e possível encaminhamento para diagnóstico;
– Criar e implantar programas oficiais de diagnóstico e tratamento de crianças com TDAH e Dislexia;

Trata-se, até então, do principal projeto de lei para amparo das crianças com o TDAH e/ou Dislexia, desde a primeira infância.


Segue um resumo retirado do site da ABDA:


“O projeto de Lei 7081/2010, de autoria do Senador Gerson Camata (PMDB), cuja relatoria é da Deputada Federal Mara Gabrilli – PSDB – SP (Durante a apreciação pela CEC), tem por objetivo instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programa de diagnóstico e tratamento do TDAH e da Dislexia. O projeto já foi aprovado no senado e faltam apenas 3 comissões para ser aprovado na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece que as escolas devam assegurar aos alunos com TDAH e Dislexia acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento de sua aprendizagem, e que os sistemas de ensino garantam aos professores formação própria sobre a identificação e abordagem pedagógica”
O que está incluso no projeto de lei e a quem se aplica

O projeto inicial define diretrizes constitucionais que garantem amparo à criança com TDAH ou Dislexia, ajudando-a a enfrentar e superar suas dificuldades naturais. Todavia, o projeto contempla apenas a educação básica, período considerado essencial para o diagnóstico e intervenção precoce nessas crianças. Quanto mais cedo for detectada as dificuldades e iniciada a intervenção necessária, maior a chance da criança se adaptar à vida escolar e menor a chance de sofrer as consequências de suas dificuldades, garantindo inclusão, qualidade de vida e um futuro próspero durante a fase escolar.

Atualmente o Projeto foi apensado (combinado com outros Projetos de Lei semelhantes) com os PLs 3040/08, 4933/09 e 5700/09. Esta medida é importante para facilitar sua aprovação junto às comissões, bem como reforçar e combinar benefícios e medidas de acesso para todo público alvo dos Projetos de Lei.



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Depressão e TDAH , mais que uma simples tristeza

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A depressão é um transtorno de humor bastante sério, que ultrapassa um simples sentimento de tristeza, desmotivação e falta de esperança. É bastante frequente a comorbidade entre TDAH e depressão. Por serem problemas que podem prejudicar seriamente a qualidade de vida, os relacionamentos, a aprendizagem e a vida profissional, é essencial saber do que se trata e procurar ajuda.

Ter um bom "humor" é mais do que achar as coisas engraçadas. Envolve a disposição geral, o nível de energia física, a motivação, a capacidade de gostar e ter prazer com as coisas, situações e pessoas. O humor interfere também com o funcionamento mental, com tudo o que tem relação com aprendizagem, raciocínio e atividades intelectuais.

Neste contexto é que se deve entender o que é a depressão. Trata-se de um rebaixamento global nos níveis de humor, que afeta a disposição para fazer as coisas, a capacidade de ter alegrias e até mesmo o grau de energia física. Justamente por isto a depressão é mais do que uma simples tristeza ou chateação, que assim como chega, com o tempo passa. É um estado, algo que acompanha a pessoa por muito tempo; vem chegando pouco a pouco, tanto que pode demorar a ser claramente percebida.

O esforço que não dá resultado

Outra característica importante da depressão é que a simples vontade de superar não dá resultado. Muitas pessoas fazem grandes esforços, para não se entregar, para tocar a vida adiante, apenas para descobrir algo que é maior que elas. O mal-estar causado pela depressão está fora do alcance voluntário - da mesma forma como não há nenhum gatilho específico que detone uma crise, tão pouco há alguma ação única que a pessoa possa fazer para se livrar dela.

Sintomas da depressão

A tristeza persistente é o sintoma mais conhecido, porém não o único. Inclusive, algumas pessoas com depressão podem não se declarar tristes. Outros sintomas bem comuns são a irritabilidade acima do comum para aquela pessoa, podendo chegar até mesmo a explosões de raiva. Além destes sintomas, fazem parte de quadros depressivos:
  • Cansaço físico muito elevado, quase prostração, que não melhora nem com descanso
  • Energia baixa e falta de motivação
  • Anedonia: Perda de capacidade de sentir prazer, inclusive sexual
  • Desesperança e desamparo
  • Sentimentos de pouco valor pessoal, baixa autoestima
  • Pensamentos negativistas, eventualmente até morte ou suicídio
  • Alterações cognitivas: memória e lentificação
  • Aumento ou perda significativa e abrupta de peso
  • Alterações de sono, para mais ou para menos: dormir muito ou insônia
  • Dores inexplicáveis pelo corpo

Depressão e TDAH

A comorbidade entre TDAH e depressão é bastante comum. Estima-se que indivíduos com TDAH tenham probabilidade 2.7 vezes maior de sofrer de depressão que a população em geral. Felizmente, há tratamentos bastante eficazes para ambos, que permite recuperar a qualidade de vida.

Justamente devido à sobreposição de alguns sintomas entre TDAH e depressão, é indispensável ter um excelente diagnóstico diferencial, que permita entender se, de fato, ambos estão presentes - já que a comorbidade implicará no tratamento de ambos os transtornos.

Depressão e TDAH tem sintomas comuns: esquecimentos, dificuldades de memória, problemas em manter-se motivado a realizar atividades até o final. Estes sintomas, especialmente queixas de memória e pouca motivação são muito característicos de quadros depressivos. Por isto é importante ter um bom diagnóstico, que permitirá saber se as queixas são decorrentes do TDAH, de depressão ou de ambos ao mesmo tempo.

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Eles não são apenas distraídos ou agitados: Eles tem TDAH

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Segundo a Academia Americana de Psiquiatria (2013) a prevalência do TDAH em adultos é estimada em cerca de 2,5%. Além disso estudos mostram que 60 a 70% das crianças diagnosticadas com TDAH continuam a apresentar sintomas na vida adulta (Barkley, 2002). 

O TDAH na idade adulta é um conceito relativamente novo. Durante muitos anos, o TDAH foi considerado um problema apenas da infância. Acreditava-se que os sintomas começavam a desaparecer na puberdade e diminuíam ao longo da adolescência. Porém nos últimos anos, quando os pais começaram a ver os seus comportamentos espelhados em seus filhos, o TDAH em adultos passou a ser considerado um diagnóstico válido.

Por isso, muitos adultos com TDAH podem nunca terem sido diagnosticados e provavelmente podem ter aprendido a lidar com os seus sintomas ao longo dos anos. Historicamente, muitas vezes eles não consideram os seus sintomas como parte de um transtorno, mas sim como parte de sua personalidade. Mas, o TDAH não tratado pode causar inúmeros problemas, especialmente afetivos e emocionais, que podem levar a dificuldades em relacionamentos e em muitos aspectos da vida cotidiana. O TDAH no adulto pode ser tratado e gerenciado da mesma forma que nas crianças. Com a assistência adequada, eles podem ter uma vida produtiva e de sucesso.

Muitas vezes, pode ser confuso saber se você deve ou não consultar um médico. Informar-se sobre os sintomas é o primeiro passo. Por isso, aqui estão alguns sinais e sintomas do TDAH no adulto:

1. Falta de foco: Possivelmente o sinal mais evidente do TDAH, a “falta de foco” vai além da dificuldade em manter a atenção. Significa ser facilmente distraído, não completar tarefas ou projetos, ter dificuldade em ouvir os outros em uma conversa e em prestar atenção em detalhes.

2. Hiperfoco: É o outro lado da moeda. Uma pessoa com TDAH pode ficar tão envolvida em algo, que pode ignorar qualquer outra coisa em torno dela. Geralmente o hiperfoco acontece com atividades que lhe motivam e dão prazer. Este tipo de foco pode levar a atitudes como perder a noção do tempo, ignorar aqueles que o rodeiam e causar mal-entendidos de relacionamento.

3. Desorganização: A vida pode ser caótica para todas as pessoas em alguns momentos. Mas alguém com TDAH experimenta uma vida mais agitada constantemente, o que pode tornar difícil manter tudo no seu devido lugar. Uma pessoa com TDAH pode ter dificuldades habilidades organizacionais, como gerenciamento de tempo, controle de tarefas, priorização de tarefas de uma maneira lógica e pontualidade.

4. Esquecimento: É humano esquecer as coisas de vez em quando. Mas para as pessoas com TDAH, o esquecimento faz parte da vida diária. Isso inclui rotineiramente esquecer onde colocou alguma coisa ou datas importantes. Alguns esquecimentos podem ser simples e outros muito graves, podendo prejudicar a carreira e os relacionamentos, porque isso pode ser confundido com descuido, negligência ou até falta de inteligência.

5. Impulsividade: Pode se manifestar de várias maneiras: interromper os outros durante a conversa, ser socialmente inadequado, fazer as coisas de maneira apressada ou agir sem pensar nas consequências. Os hábitos de compras de uma pessoa são muitas vezes um bom indicativo de TDAH. A compra por impulso, especialmente de itens que não se pode pagar, é um sintoma comum de TDAH em adultos.

6. Problemas emocionais: A vida de uma pessoa com TDAH pode ser uma montanha-russa emocional, num sobre e desce constante. Ela pode ser facilmente aborrecida e pequenas frustrações podem parecer intoleráveis, trazer alterações de humor ou sintomas depressivos.

7. Auto-imagem: Adultos com TDAH são frequentemente hipercríticos sobre si mesmos. Isso pode levar a uma baixo auto-estima e desvalorização da auto-imagem. Isto pode ocorrer em parte por causa da dificuldade de concentração e outros sintomas que podem causar problemas no trabalho ou relacionamentos.

8. Falta de motivação: Embora adultos com TDAH possam estar abertos a fazer muitas coisas de uma só vez, eles também podem se sentir desmotivados. Este é um problema comumente visto em crianças com TDAH, que muitas vezes não conseguem se concentrar em trabalhos escolares. Isso também pode acontecer com os adultos, juntamente com a procrastinação e as dificuldades organizacionais.

9. Agitação e ansiedade: Assim como as crianças, um adulto com TDAH pode sentir como se “o seu motor nunca desligasse”. Seu desejo de se manter em movimento e fazer as coisas pode levar à frustração quando não é possível fazer algo imediatamente. Isto leva a uma inquietação, o que pode levar à ansiedade. A ansiedade é um sintoma muito comum do TDAH em adultos, especialmente porque a mente tende a pensar nos acontecimentos preocupantes repetidamente.

10. Problemas de Saúde: Impulsividade, falta de motivação, problemas emocionais e desorganização podem levar o indivíduo com TDAH a negligenciar a sua saúde. Isso pode ser visto através de comportamentos alimentares compulsivos ou má alimentação, negligencia de exercício ou renúncia a medicamentos importantes. Ansiedade e estresse também afetam negativamente a saúde, assim, sem bons hábitos, os efeitos negativos do TDAH podem tornar outros sintomas piores.

11. Questões de Relacionamento: Um adulto com TDAH frequentemente tem problemas nos relacionamentos, sejam eles profissionais, familiares ou amorosos. Sintomas como interromper constantemente as pessoas em uma conversa e a falta de atenção podem facilmente interferir nos relacionamentos, sendo confundidos com insensibilidade, irresponsabilidade ou indiferença.

12. Outros sintomas: Alguns outros comportamentos comuns em adultos com TDAH são: mudanças constantes de emprego, maior uso de álcool, tabaco e outras drogas, padrões repetidos de problemas de relacionamento, incluindo a separação ou o divórcio.


Tenha em mente que momentos estressantes na nossa vida também podem causar alguns dos sintomas descritos acima. Se você está passando por um momento difícil em sua vida, é importante refletir se os sintomas estavam presentes antes desse período começar. 
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5 dicas para conviver melhor com o TDAH

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Viver com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade não e fácil, seja você um paciente, alguém que convive ou ama uma pessoa com o transtorno. Além dos impactos causados pelos sintomas, a desinformação alheia sobre o TDAH pode ser outra barreira para quem busca qualidade de vida e inserção social.

Hoje em dia, com os diversos recursos e cuidados disponíveis, é possível viver com qualidade, independentemente dos sintomas do TDAH e da fase da vida de cada paciente. Para isso, além do apoio de uma equipe multidisciplinar, é preciso muita informação!

Confira aqui alguns passos que poderão ajudar a conviver melhor com o TDAH:

1. Siga o tratamento corretamente! 

Após o diagnóstico do TDAH, viver com qualidade depende da adesão ao tratamento recomendado pelo médico. Como geralmente é utilizado o tratamento multimodal, que consiste em diferentes abordagens terapêuticas simultâneas, é natural que o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade exija disciplina e dedicação dos pacientes – no caso de crianças e adolescentes, inclusive de seus pais, educadores e familiares. Mas o controle dos sintomas pode ser recompensador! Se você estiver enfrentando algum desafio para seguir o tratamento proposto, converse com seu médico e com outros profissionais de saúde envolvidos. Somente eles poderão fazer algum ajuste e encontrar a melhor solução para seu caso.

2. Não tenha vergonha do TDAH! 

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é uma doença neurológica bastante prevalente, que atinge cerca de 5 a 8% das crianças1 e, muitas vezes, se prolonga pela adolescência e vida adulta. Se você ou alguém que você ama faz parte desse grupo, não há razão alguma para sentirem vergonha. Muitas doenças neuropsiquiátricas – como a epilepsia, o transtorno bipolar e a depressão – infelizmente ainda não são plenamente compreendidas por parte da população. Há inúmeras sociedades médicas e associações de pacientes atuando na conscientização sobre essas doenças, para quebrar os estigmas existentes. Mas lembre-se: a decisão de contar sobre o diagnóstico e tratamento do TDAH é individual.

3. Não deixe que a opinião de outras pessoas prejudique o seu tratamento. 

Ainda quanto à desinformação alheia, o mais importante é não deixar que ela atrapalhe seu tratamento e a sua qualidade de vida. O que você faz para manter a sua saúde – ou a do seu filho – só diz respeito a vocês. Não interrompa o tratamento ou deixe que a opinião de outras pessoas atrapalhe o controle do TDAH. Na dúvida, converse com o seu médico de confiança antes de tomar qualquer decisão.

4. Não acredite em tudo o que lê, ouve ou assiste sobre o TDAH… 

Como qualquer outro tema, há pessoas com opiniões muito divergentes sobre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, seu diagnóstico e tratamento. Por isso, você deve colocar tudo o que lê escuta e assiste em perspectiva. Procure focar nos canais e pessoas em que você confia, em especial naqueles que são especializados, como os profissionais de saúde. Lembre-se que mesmo as pessoas com boas intenções podem estar desinformadas.

5. Busque alternativas para viver com mais saúde e qualidade de vida. 

Os sintomas do TDAH podem de fato impor alguns constrangimentos e muitos desafios para crianças, adolescentes e adultos. Por isso, se você tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, utilize todos os recursos que estão à sua disposição para viver com mais qualidade. Seja um aplicativo no celular para sua organização e melhor gerenciamento dos horários; o apoio de um amigo mais próximo na sala de aula ou no trabalho; ou técnicas específicas de um profissional de saúde… Não subestime as diferenças que esses recursos podem trazer para seu dia a dia. Se tiver uma dificuldade específica e não souber para quem recorrer, converse com seu médico, ele poderá te ajudar a achar uma alternativa!


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Sete soluções para os problemas de sono do adulto com TDAH

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Muitos adultos com TDAH se queixam de noites inquietas e exaustão matinal. Às vezes, a medicação do TDAH causa reações colaterais, outras vezes um cérebro com a velocidade turbinada mantém você aceso. Do mesmo modo que não há somente uma razão para os distúrbios do sono relacionados com o TDAH, também não há só uma solução que funcione para todo mundo. Aqui estão algumas das soluções que os especialistas em TDAH indicam.

1- Ajuste a medicação do TDAH

A medicação do TDAH pode desencadear problemas de sono em alguns adultos. Se você acha que este é o seu caso, fale com seu médico sobre o ajuste fino do tratamento.

Por outro lado, alguns especialistas em TDAH acreditam que um estimulante tomado 45 minutos antes de se deitar pode desligar cérebros muito ativos. “Cerca de dois terços dos meus pacientes adultos tomam uma dose completa da medicação para o TDAH toda noite, para iniciar o sono”, diz William Dodson, M.D., um psiquiatra de Denver, Colorado.

2- Apague a luz

A luz ativa o cérebro TDAH e mantém você acordado por mais tempo. Prepare-se para dormir apagando ou diminuindo as luzes lá pelas 9 da noite.

Você pode cobrir a lâmpadas ou usar um algo para diminuir gradualmente a intensidade da iluminação, e não ficar vendo TV muito luminosa ou no computador depois das 9 da noite.

3- Acalme seu cérebro

Já na cama, com as luzes apagadas, use ferramentas que ajudam quem tem TDAH a relaxar, como aparelho de ruído branco, protetores de ouvido ou música suave para enfrentar os pensamentos competidores. Relaxe um músculo de cada vez, começando pelo seu pé e subindo, respire cada vez que atingir um novo grupo muscular.

4- Crie rotinas de acordar e de se acalmar

Acordar na hora certa depende de ir dormir na hora certa, e ter uma noite completa de sono reparador. Desenvolva rotinas para ajuda-lo a acordar mais feliz e mais rapidamente pela manhã e para se acalmar à noite.

Essas fáceis rotinas de ir dormir e de acordar podem ser simples – tomar banho de chuveiro e assistir ao noticiário a cada noite, tomar café e ler o jornal a cada manhã

5- Mantenha o ciclo do sono


Deitar-se e levantar-se todos os dias no mesmo horário. Isto aumentará a qualidade do seu sono por fazer seu corpo pegar um ritmo diário, algo que beneficia particularmente adultos e crianças com TDAH. Nem todos precisam da mesma quantidade de sono, mas a consistência é a chave, então trabalhe com sua família para estabelecer uma rotina de sono e fixe-se nela.

6- Evite as armadilhas do sono

Conheça as armadilhas do sono do TDAH e evite-as. Se falar ao telefone, ver TV ou checar a correspondência do e-mail mantém você acordado além do horário de ir dormir, pregue avisos que o lembrem de observar as regras. Peça à sua família para ajuda-lo, de modo que eles saibam como não distraí-lo do seu objetivo.

7- Ajuste um despertador

Programe um relógio de pulso com alarme, ou ajuste um relógio despertador para uma hora antes da hora de ir dormir, de modo que você tenha tempo para se preparar para ir deitar-se. Se você frequentemente fica grudado na TV, coloque o despertador em outro cômodo, porque assim você será forçado a ir até ele para desligá-lo.


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TDAH: como os pais podem ajudar seus filhos com transtorno de deficitde atenção e hiperatividade ( TDAH) na escola.

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Muitas crianças e adultos são desatentos ou muito agitados sem que isso seja um problema, mas para cinco em cada 100 pessoas é fundamental ter ajuda. 

Dificuldades mais frequentes: 

Baixo desempenho escolar. 

Dificuldade para se relacionar com os colegas. 

Problemas para respeitar regras. 

Outras dificuldades possíveis: 

• Lentidão para aprender conteúdos e realizar as tarefas escolares. 

• Dificuldade para ignorar estimulas irrelevantes e para interromper uma resposta que já foi iniciada (mesmo se inadequada). 

• Dificuldade de organizar e planejar os passes necessários para cumprir suas tarefas, além de dificuldade para enxergar mais de uma solução para um problema. 

• Baixo estado de alerta : (o estudante pode tentar aumentar o estado de alerta buscando ambientes barulhentos, cheios de pessoas, ouvindo música, vendo TV mesmo quando está estudando). 

• Dificuldade de sustentar a atenção durante uma atividade mental prolongada (mais de 15 ou 20 minutos consecutivos). Essa dificuldade é maior para atividades pouco motivadoras. Quanto mais motivada a criança estiver para uma atividade, menos problemas com a atenção ela terá. Isso acontece com todos os seres humanos, mas é mais acentuado para quem tem TDAH. 

• Elevada variabilidade de desempenho, o estudante pode apresentar bom desempenho em certa atividade num dia e falhar em outra de mesma natureza em outro. 

• Baixa sensibilidade à recompensa, os alunos com desenvolvimento típico se sentem recompensados mais facilmente que os estudantes com TDAH que podem precisar de mais atenção para entender que seu esforço está sendo valorizado. 

• Imediatismo/aversão à espera, mesmo que a consequência de uma ação seja muito boa 

futuramente, indivíduos com TDAH tendem a desvalorizar recompensas que levam mais tempo para serem alcançadas, preferindo recompensas menores, mas imediatas. 

• Menor sensibilidade à punição. estudantes com TDAH podem ter dificuldade para inibir comportamentos de risco, ou seja, comportamentos que podem trazer consequências negativas, mesmo que já tenham vivido e aprendido que a punição é bastante provável ou grave. 

• Dificuldade para lidar com o tempo, pessoas com TDAH costumam achar que o tempo demora mais para passar do que realmente passa. Elas podem ter dificuldades para estabelecer prioridades, cumprir prazos, concluir suas tarefas, avaliar as consequências em longo prazo etc. 

• Dificuldade de aprendizagem da leitura e da matemática, mesmo que não tenham dislexia ou discalculia do desenvolvimento (mas com frequência têm), os problemas de leitura, escrita e aritmética são comuns.

EM CASA: COMO AJUDAR? 

Seja assertivo! 

Ou seja, coloque limites, mas sem ser excessivamente autoritário: promova a autonomia da criança, mas não permita que faça tudo "só porque ela quer'. Uma rotina bem estruturada e um lar sem muitos conflitos são ferramentas poderosas para mudar o comportamento. 

Crie regras simples e diretas. Seja específico e consistente. Você pode dar uma ordem começando sempre da mesma forma: "filho(a), você tem que arrumar o quarto agora". 'filho(a). você tem que fazer o dever daqui a cinco minutos", "filho (a), você tem que se preparar para dormir". Isso ajuda a criança a entender que você está sendo consistente e que sua ordem tem que ser levada a sério. 

Mantenha a calma! 

Preste atenção se você não tende a reagir agressivamente ao mau comportamento da criança. Argumentar não ajuda. Olhe firmemente, mas com carinho, para ela e diga: "sei que isso não é divertido para você. mas você tem que fazer". Não caia na tentação de alimentar um "cabo de guerra' dentro de casa.

Quanto mais estruturado, melhor! 

Use calendários, circule as datas importantes e escreva o que tem de ser feito para aquela data (como provas e trabalhos). Mantenha visíveis (no quarto da criança ou na sala) as regras importantes (mesmo que sejam simples, como apagar as luzes etc.). Converse com o(a) professores sobre corno fazer a lição de casa. 

Recompense a criança no final do dia pelas coisas que ela fez corretamente  (libere o computador, assista à TV com ela etc.). Tome cuidado para não pressionar a criança a fazer as coisas: não tome a rotina motivo de ameaças diárias. 

Evite forçar o bom comportamento através do medo. 

Foque nos comportamentos positivos da criança (assim ela saberá o que deve fazer e não só o que não deve). 

Crie um espaço tranquilo para o estudo. Sem distrações com poucos estímulos onde a criança possa fazer às suas lições de casa.

Mantenha a criança ativa (atividades motoras são ótimas. Exercícios que tenham como foco o autocontrole e a disciplina são indicados}. 

Tenha regras claras que impliquem uma consequência quando não cumpridas e um reforço quando obedecidas. 

Lembre-se:

Crianças com TDAH podem melhorar muito, principalmente na escola, com tratamento especializado. O melhor tratamento varia para cada caso, mas em geral o medicamentoso é a primeira escolha. 

Se a criança tem muitos problemas de comportamento, além dos problemas de atenção, a terapia é imprescindível, bem como o o auxílio dos pais, tanto na compreensão do transtorno como no tratamento em si. 

Não deixe de procurar um profissional se a desatenção ou o mau comportamento de seu(sua} filho(a) tem atrapalhado muito em casa, na escola ou no relacionamento com os colegas.




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