Mostrando postagens com marcador Saúde mental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde mental. Mostrar todas as postagens

Ansiedade e ataque de pânico: qual a diferença entre eles

0




Se você é uma pessoa que costuma sofrer de ansiedade, ler o noticiário atual pode ser suficiente para te deixar ainda mais ansioso por um tempinho (ou talvez o dia inteiro, sejamos sinceros). Outras vezes, uma sensação esmagadora de ansiedade pode aparecer do nada, sem nenhum motivo aparente. Algumas pessoas se referem casualmente a esses períodos de intensa ansiedade como “ataques de ansiedade”; outros podem dizer que estão tendo um ataque de pânico.

Mas são duas coisas completamente diferentes. Leia abaixo o que dizem os especialistas sobre a diferença entre um ataque de pânico e um ataque de ansiedade, e como lidar com eles.

A definição de ansiedade muda de pessoa para pessoa

“Ataque de pânico é um termo clínico, ao contrário de ataque de ansiedade”, diz Alice Boyes, autora deThe Healthy Mind Toolkit (As ferramentas de uma mente saudável, em tradução livre). “Ter um ataque de ansiedade pode ter significados diferentes, dependendo da pessoa.”

Christina Boisseau, professora associada do departamento de psiquiatria e ciências comportamentais da Feinberg School of Medicine, da Universidade Northwestern, diz que o termo “ataque de ansiedade” tipicamente se refere a uma experiência mais específica, muitas vezes motivada por algo peculiar ao indivíduo.

“Quando alguém diz que está tendo um ataque de ansiedade, é um termo mais coloquial, mas normalmente elas se referem à ansiedade em relação a algo que está acontecendo, seja na escola, no trabalho ou nos relacionamentos”, diz Boisseau. “Existe algo identificável causando o estresse. E, quando as pessoas ficam realmente ansiosas ou preocupadas, podem sentir sintomas físicos como batimentos cardíacos acelerados ou aperto no peito.”
Ataques de pânico são inesperados

Embora a ansiedade seja algo que você sinta em expectativa ou reação a algo, Boisseau afirma que ataques de pânico costumam aparecer do nada.

“Ataques de pânico são ímpetos de medo ou desconforto intenso, acompanhados por sintomas assustadores – o coração dispara, você fica tonto ou começa a respirar ofegante de repente”, diz ela. “Os sintomas atingem o ápice em alguns minutos e não duram muito tempo.”

Boyes afirma que algumas pessoas têm ataques de pânico noturnos – acordam de um sono profundo com sensação de pânico, sem motivo aparente. Apesar de o ataque de pânico passar mais rápido do que a sensação geral de ansiedade, seu corpo demora se livrar dos químicos e da adrenalina que se acumularam no episódio.“Você pode se sentir esquisito durante um tempo”, diz Boyes.

O grande problema é que a Síndrome do Pânico começa do nada. Exatamente assim, quando menos se espera. O coração começa a bater cada vez mais rápido, dando a sensação de que vai “pular” pela boca. A taquicardia e palpitação em geral vem acompanhadas de tontura, falta de ar e sensação de sufocamento, tremores, suor frio, boca seca, náusea e dor abdominal. Estes sintomas aparecem em geral juntos e em questão de minutos tomam conta das pessoas. Resultado: a sensação de perda dos sentidos, desmaio e morte é inevitável.

A Síndrome do Pânico desencadeia-se sem um motivo aparente, uma causa definida, palpável ou evitável. Por isso é “traiçoeira” e faz com que as pessoas sintam-se constantemente inseguras e ansiosas ante a possibilidade de sofrerem estes sintomas absolutamente desconfortáveis. Muitos referem alguns “gatilhos” para o despertar de uma crise. Alguns deles sem nenhuma explicação lógica plausível como, por exemplo, andar de carro em um viaduto; entrar em locais específicos como um cinema ou teatro, mesmo vazios, ou participar de reuniões. Assim a Síndrome do Pânico distingue-se da crise de ansiedade: pela intensidade dos sintomas agudos e pela imprevisibilidade de sua ocorrência.

Estudos apontam que aproximadamente 70% das pessoas acometidas são mulheres, principalmente as jovens na faixa dos 15 - 25 anos.

Se você tem ataques de pânico regularmente, pode sofrer de síndrome do pânico. Boisseau diz que a maioria das pessoas vai ter um ataque de pânico em algum momento de suas vidas, mas só 2% ou 3% da população desenvolverá síndrome do pânico.

“Síndrome do pânico é basicamente medo do medo”, diz Boisseau. “Quem tem síndrome do pânico tem medo das sensações físicas do pânico. Elas acham que algo possa estar errado com elas, como se estivessem morrendo ou ‘ficando loucas’. Essencialmente, elas têm medo de passar por um ataque de pânico.”

Esse medo significa que as pessoas evitem certos lugares (como aviões, lugares pequenos ou muito cheios) ou situações (como dirigir) em que os ataques aconteceram no passado, para evitar recorrências.

“Elas pensam: vou ter um ataque de pânico porque já aconteceu aqui uma vez”, diz Boisseau. “Mas esse pensamento acaba gerando mais ansiedade no longo prazo.”

Como lidar com ataques de pânico e ansiedade

Você pode ter se consultado com um psicólogo e recebido um diagnóstico clínico de ataques de pânico (ou síndrome do pânico), ou então lidar com ansiedade e períodos de estresse intenso – mas os mecanismos de defesa são similares, diz Boyes.

“Do ponto de vista do tratamento, não é essencial estabelecer se você tem pânico ou ansiedade”, afirma ela. Tanto Boisseau quanto Boyes afirmam que a terapia cognitivo-comportamental pode ser extremamente eficiente para lidar com o problema.

A terapia cognitivo-comportamental busca lidar com as questões que a pessoa evita por causa da ansiedade. O objetivo é diminuir essa sensação de ansiedade com o tempo. Boisseau afirma que, em alguns casos, inibidores seletivos de receptação de serotonina (antidepressivos como Zoloft e Prozac, por exemplo), podem ajudar no tratamento.

Hábitos cotidianos e técnicas que podem ser usadas no momento dos ataques também ajudam.

“A maneira mais fácil de lidar com sensações de ansiedade é respirar lentamente”, diz Boyes, enfatizando que é importante praticar isso antes de ter um ataque. Assim, você vai saber o que fazer na hora. “Concentre-se na expiração, como se estivesse enchendo uma bexiga, tirando todo o ar dos pulmões, e depois inspirando normalmente. Faça isso durante alguns minutos se passar por um ataque de ansiedade ou de pânico. Vai ajudar.”

O importante é saber que ataques de ansiedade e de pânico são tratáveis, afirma Boisseau. “Quem sofre de ataques de ansiedade e de pânico pode melhorar muito a vida.”

Diferenças quanto à ocorrência de sintomas físicos e cognitivos:

Transtorno de Pânico:

No Transtorno de Pânico os sintomas ocorrem em ataques de pânico: curtos episódios de duração de poucos segundos a minutos. Ocorrem os sintomas físicos e os sintomas cognitivos, de forma inesperada e recorrente. Os sintomas autonômicos são proeminentes como aceleração cardíaca, sensação de falta de ar, tontura, tremores.

Há um medo intenso e irracional; medo de morrer (por exemplo de evento cardíaco), medo de perder o controle sobre si e sensação de alteração da personalidade e realidade diferente.
Há desenvolvimento de alterações comportamentais: a esquiva de situações e ambientes.

Transtorno de Ansiedade Generalizada:

No Transtorno de Ansiedade Generalizada os sintomas estão presentes na maioria dos dias, sendo quase constantes (e não em ataques ou “surtos”). Há sintomas cognitivos como inquietação, apreensão e ansiedade falta de concentração, dificuldades de memória, irritabilidade, insônia, inquietação ou apreensão. Há sintomas físicos associados como tremores, sudorese, boca seca, náusea, diarreia, desejo de urinar e dores corporais difusas. Os sintomas autonômicos são menos proeminentes que no transtorno de pânico.

Quanto à preocupação e ansiedade do indivíduo:

Transtorno de Pânico:

No transtorno de pânico há preocupação com a possibilidade de ocorrerem novos ataques de pânico, preocupação com repercussões dos ataques de pânico (como o medo de morrer e medo de perder o controle ou enlouquecer) e há o desenvolvimento de esquiva a situações ou ambientes que podem deflagrar crises ou situações em que um ataque de pânico pode ser vexatório para a pessoa.

Transtorno de Ansiedade Generalizada:

No Transtorno de Ansiedade Generalizada a ansiedade e preocupação são difusas e intensas e em diversas situações ou atividades, como o desempenho pessoal, vida profissional, escolar e atividades diárias (como finanças, transporte e segurança).
A preocupação é de difícil controle por parte da pessoa, gera sofrimento angústia e a ansiedade é desproporcional à probabilidade real de que o evento ocorra.

Quanto a forma como os prejuízos ocorrem:

No Transtorno de Pânico há prejuízos diretos dos ataques de pânico como ausências no trabalho e em atividades acadêmicas, e às mudanças comportamentais secundárias ao ataques de pânico, como a esquiva, agorafobia que diminuem interação social. Pode haver aumento de serviços de emergência pelo medo intenso de morte.

No Transtorno de Ansiedade Generalizada os prejuízos estão relacionados à perda da capacidade de realizar tarefas de forma rápida e eficiente por falta de concentração, dificuldades de memória ou repetição de tarefas por insegurança. Pode haver cansaço, e fatigabilidade e dor devido ao dispêndio de energia por realizar tarefas com preocupação excessiva, tensão muscular e insônia/perturbação do sono.


*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.
Continue lendo este Post »

Como lidar com a acumulação emocional para não nos estressar

0




Visualize por um momento como sua mente está cheia, gota a gota, como uma garrafa de vidro … e o gotejamento não pára até que a água transborda. Se a imagem é familiar, é que você conhece a sensação de acumulação emocional. Talvez seja isso que você chama de estresse ou ansiedade. Aliás, o que é estresse? É acumulação física? É acumulação emocional? É importante perceber e reconhecer que estamos saturados para poder nos livrar desse peso.

Como identificamos a acumulação emocional

Quando nos sentimos exaustos e mentalmente saturados, precisamos parar. É como se estivéssemos carregando um grande fardo em nossa mente. Essa angústia e falta de clareza mental nos dizem que acumulamos pensamentos, emoções e dúvidas que não sabemos soltar. É necessário deixá-los ir para redefinir a mente e recuperar o equilíbrio.

Depois de meses de responsabilidades e preocupações, as férias são o momento de desconectar. E percebemos que há algo que não nos permite sentir relaxados. É uma evidência de que sofremos acumulação emocional. E, possivelmente, esse acúmulo também afeta o corpo. 

“O estresse se manifesta sob a forma de acumulação, tanto mental como de fadiga e falta de energia no física.”

Os limites de acumular na mente

Se nos perguntamos por que percebemos nossa mente como uma garrafa de vidro que enche sem parar, por gotejamento e sem nos dar descanso, surge outra pergunta lógica: essa acumulação emocional tem limites?

Para algumas pessoas, o limite seria colocar uma tampa na garrafa. Mas controlar a acumulação emocional não nos liberta do estresse, pelo contrário, nos sufoca e podemos explodir como a garrafa faria sem espaço.

Nós não temos várias mentes para encher como garrafas e, mais importante, a acumulação não nos ajuda em nada. Então, por que queremos ampliar a acumulação sem fim? A resposta a essa pergunta é “eu não sei, mas estou farto”.

Tipos de saturação por acumulação mental

Podemos nos sentir cansados porque acumulamos emoções de várias maneiras:

• A saturação que muda nosso humor.

• A que sobrecarrega o nosso corpo: os músculos, articulações e órgãos vitais.

• A acumulação que nos leva a um colapso mental e emocional, que nos impede de pensar e refletir em nossas ações.

Em resumo, nossas habilidades físicas e cognitivas são afetadas quando estamos saturados . É hora de encontrar a rota de fuga correta.

Formas de relaxar a mente e desfazer a acumulação

O gerenciamento do estresse produzido pela acumulação consiste em encontrar rotas de fuga que esvaziem a garrafa. O gerenciamento não tem nada a ver com controle. É necessário ir descarregando pouco a pouco o fardo mental para poder enfrentar e manejar com motivação o trabalho e as relações pessoais.

Essas vias de descompressão emocional são como bolhas. Pequenos sopros que aliviam o estresse. Um excelente escape é rir com pessoas que compartilham nosso senso de humor.

A atividade física também nos ajuda a eliminar o acúmulo emocional. Corra, ande, nade ou, no caso das crianças, jogue futebol, skate ou qualquer atividade que goste – e que não seja escolhido pelos pais.

Diante da acumulação e do estresse, escolheremos fazer atividades de que gostamos e que nos façam sentir bem.

A companhia de nossos entes queridos e amigos, que podemos desfrutar nas refeições (ou lanches, no caso das crianças) nos conecta com sensações agradáveis. Nesse sentido, criar um espaço de conforto mental com nosso parceiro ou de sentimento familiar para a criança, nos faz sentir acompanhados e valorizados.

Comunicação eficiente contra o estresse por saturação

Em um estado de acumulação emocional, geralmente nos sentimos sozinhos e indefesos. Se refletirmos sobre o que nos leva à saturação mental e ao estresse, veremos que existe uma pressão social para ganhar mais dinheiro ou status, obter notas melhores ou fazer muitas coisas bem.

Nesta sociedade competitiva, devemos nos preocupar em administrar nossas emoções e melhorar a comunicação com os outros para nos sentirmos amados e compreendidos. Esse sentimento de pertencer a um grupo pode nos impedir de cair em acumulação emocional.

Prevenindo o estresse, também cuidamos da nossa saúde, tanto física quanto mental. Estamos evitando que as doenças apareçam e criando uma sociedade mais saudável e feliz.

Por Ana Lombard para o site La Mente es Maravillosa
Continue lendo este Post »

Como Yayoi Kusama superou trauma e transtorno mental para se tornar a artista mais vendida no mundo

0


Yayoi Kusama é a artista mulher mais vendida no mundo. Com quase 90 anos, ela se mantém impressionantemente produtiva e popular. Sua exposição na galeria Victoria Miro, em Londres, atrai multidões ansiosas para se fotografarem dentro do "instagramável" Quarto Infinito, repleto de bolinhas e cores que marcam obras e figurinos da japonesa.

Mas antes de chegar a essa posição de destaque, Kusama teve que superar um trauma infantil e assistir a suas ideias serem roubadas por colegas homens - episódios que agravaram um quadro de transtorno mental e tentativas de suicídio. Sua história extraordinária de sobrevivência é contada no fascinante novo documentário Kusama: Infinity.

A artista nasceu em 1929 na cidade provinciana rural de Matsumoto, no Japão, e desde nova estava determinada a ser pintora. Seus trabalhos iniciais revelam o que se tornaria uma persistente fascinação tanto por formas naturais quanto por bolinhas - as últimas supostamente apareceram em uma visão. Mas faltava a ela apoio familiar.

Não era comum que uma mulher tivesse ambições de carreira à época. "A expectativa era que ela se casasse e tivesse filhos - e não apenas se casasse, mas tivesse um casamento arranjado [como aconteceu]", afirmou Heather Lenz, produtora e diretora de Kumana: Infinity, em entrevista à BBC Culture.

A mãe de Kusama pegava seus desenhos antes que ela pudesse terminá-los, o que pode explicar seu impulso criativo obsessivo em que ela corre para terminar um trabalho antes que ele possa ser tomado dela.
Frustrada com a infidelidade do marido, a mãe da artista também forçava a filha a espiar o pai e suas amantes. A experiência, de tão traumática, resultou em aversão a sexo ao longo da vida.

Kusama passou a buscar formas de escapar daquele ambiente doméstico sufocante. A pintora americana Georgia O'Keeffe, por exemplo, lhe despertava admiração pelas representações fantásticas e oníricas de sua obra. 

Por isso a jovem japonesa deu um passo extraordinariamente ousado ao escrever-lhe pedindo conselhos. "Estou apenas no primeiro passo de uma longa e difícil vida para me tornar uma pintora. Você gentilmente me mostraria o caminho?", perguntou.

Ela deve ter ficado paralisada quando O'Keefe escreveu-lhe de volta, mesmo que fosse para alertá-la que "neste país [EUA], uma artista tem dificuldades de sobreviver". Apesar disso, O'Keefe aconselhou Kusama a se dirigir às fronteiras americanas e mostrar seu trabalho a qualquer um que pudesse se interessar.

Na época, Kusama falava muito pouco de inglês, e era proibido mandar dinheiro do Japão para os EUA. Destemida, ela costurou notas de dólar em seu kimono e partiu pelo oceano Pacífico determinada a conquistar Nova York e fazer seu nome no mundo.

Ao infinito e além

Mas não seria assim tão fácil. O domínio masculino no mundo artístico de Nova York era tamanho que muitas comerciantes de arte não queriam exibir o trabalho de outras mulheres.

Embora Kusama tenha ganho elogios de Donald Judd, um reconhecido crítico e artista, no início de sua carreira, e mesmo que o pintor Frank Stella fosse um admirador seu, o verdadeiro sucesso sempre fugia de suas mãos. A jornada se tornou ainda mais agonizante quando teve que assistir a colegas ganharem reconhecimento às custas de suas ideias.

Claes Oldenburg foi "inspirado" por seu sofá de tecido fálico para criar uma escultura mole pelo qual ele se tornaria famoso. E Andy Warhol copiaria em Papel de Parede de Vacas a ideia de Kusama de criar imagens repetidas numa obra, como ela fez na instalação Mil Barcos.

Mas o pior estava por vir. Em 1965, Kusama criou o primeiro ambiente de sala espelhada do mundo, um precursor do Quarto de Espelho Infinito, na Galeria Castellane, em Nova York. Como um homem se preparava para ir à Lua, Kusama foi a única a perceber o crescente interesse do público pelo infinito. Ela respondeu a esse conceito desalentador por meio de um ambiente aparentemente interminável.

Poucos meses depois, em uma total mudança de direção artística, o artista de vanguarda Lucas Samaras expôs sua própria instalação espelhada na bem mais prestigiada Galeria Pace. Atormentada e abatida, Kusama se jogou da janela de seu apartamento.

Com o apoio de amigos, como Beatrice Webb, dona de galeria, a artista conseguiu se recuperar. E numa impressionante demonstração de determinação, Kusama se dirigiu à Bienal de Veneza, em 1966, sem convite, para expor seu Jardim Narciso.

Com uma abordagem espirituosa do comércio de arte no mundo, a obra compreende 1.500 bolas espelhadas, que ela vendeu por poucos dólares na época, antes que as autoridades colocassem fim àquilo.

"A partir de então, ela decidiu que não seria mais uma escrava do mercado de galerias e que não teria ninguém decidindo quando e onde ela exibiria sua arte", afirma a documentarista Heather Lenz.

Confrontando seus demônios

De volta aos EUA, Kusama passou a encenar atos em locais movimentados, como o Central Park e os jardins do MoMa, geralmente com a intenção de promover a paz ou com críticas ao sistema de arte. Mas muitos desses eventos envolviam nudez, o que provocou um escândalo no Japão e vergonha em sua família conservadora. Até parte da imprensa americana criticou o que foi interpretado como um incessante desejo de publicidade.

Cada vez mais desiludida e deprimida, ela voltou ao Japão, onde, sem o apoio da família ou amigos, e se sentindo incapaz de pintar, tentou novamente se suicidar.
Mas parece que o desejo de Kusama de criar sempre foi maior do que seu desejo de morrer. Ela acabou encontrando um hospital onde os médicos tinham interesse em arteterapia e a acolheram.

Nesse ambiente seguro, se viu capaz de voltar a fazer arte. Seu primeiro trabalho foi uma série obscura de colagens em que ela adotou imagens dos ciclos naturais da vida, quase como se estivesse se desafiando a confrontar seus demônios.

A essa altura, Kusama tinha praticamente sido esquecida tanto em casa quanto no exterior, mas, ao mostrar seu impulso criativo e sua determinação, ela começou a se restabelecer do zero. Seu trabalho começou a gradualmente ser reavaliado. Uma retrospectiva de sua obra foi exposta no Centro de Arte Contemporânea Internacional em Nova York, em 1989, e quatro anos depois, o historiador de arte japonês Akira Tatehata conseguiu convencer o governo de que ela deveria ser a primeira artista solo a representar o Japão na Bienal de Veneza, em 1993.

Embora uma delicada Kusama tivesse que ser acompanhada por um psicoterapeuta, pelo receio de ela sofrer uma crise nervosa, a exposição foi um sucesso fenomenal e garantiu uma enorme transformação no modo como ela era recebida e reconhecida no Japão.

Outras retrospectivas foram realizadas enquanto seu reconhecimento aumentava e seu ambiente de apoio permitia que Kusama continuasse a transformar seu trauma em arte. No entanto, quando Lenz começou a trabalhar no documentário em 2001, a reputação global de Kusama ainda estava engatinhando. "Ironicamente, pensei que o filme traria grande sucesso a ela", ri a cineasta.

O crescimento surpreendente de Kusama nos anos seguintes se deve muito às redes sociais, mas espera-se que o documentário encoraje as pessoas a largar seus telefones e a gastar um tempo para refletir apropriadamente sobre seu trabalho na próxima vez que forem contemplá-lo. Seja vendo abóboras, bolinhas ou imersos em um imponente quarto infinito, o que os visitantes estão admirando nada mais é do que o poder redentor da arte.
Continue lendo este Post »

8 maneiras de melhorar a capacidade do seu cérebro

0




Já passou por aquela situação em que você tenta desesperadamente lembrar o nome de alguém ou de um lugar e simplesmente dá um "branco"? Ouvimos dizer muitas vezes que a memória diminui com a idade, assim como outras funções cognitivas - como o raciocínio. Mas, calma, há esperança. Existem maneiras de "religar" nosso cérebro. Então, se você quer aumentar sua capacidade cerebral, siga as dicas abaixo e se prepare para exercitar a mente:

1. Exercício aumenta o cérebro

É verdade - nosso cérebro cresce à medida que nos exercitamos. A atividade física aumenta as sinapses, cria mais conexões dentro do cérebro e ajuda na formação de células extras.

Uma boa saúde cardiovascular também significa que você transporta mais oxigênio e glicose para o cérebro, além de eliminar toxinas. Se você conseguir se exercitar ao ar livre, melhor ainda - terá o benefício adicional de absorver mais vitamina D.

Dica: combinar a prática de exercício à exploração de um ambiente diferente, a novas maneiras de fazer as coisas ou compartilhar ideias - dessa forma, você aumenta as chances das células nervosas novas formarem um circuito adequado.

Por exemplo, se você gosta de jardinagem, vale participar de uma horta comunitária para fazer amigos enquanto mexe na terra, ou se juntar a um grupo em vez de ir sozinho.

O mais importante é garantir que você esteja se divertindo - é o desejo de se envolver em algo que ajuda a impulsionar os efeitos do exercício e da interação social no cérebro.

2. Memória em movimento


Essa é uma técnica respaldada por cientistas e reconhecida há muito tempo no mundo da dramaturgia. Se você tentar decorar algo enquanto se movimenta, é muito mais provável que a informação seja retida.

Dica: na próxima vez que você tiver uma apresentação ou discurso para fazer, que tal dar uma volta ou dançar para ajudar a guardar o conteúdo?

3. Coma os alimentos certos para abastecer o cérebro

Cerca de 20% do açúcar e da energia que você consome vão para o cérebro, fazendo com que a função cerebral dependa dos níveis de glicose. Se os níveis de açúcar não forem controlados, sua cabeça pode ficar confusa.

Comer algo de que se goste libera dopamina, que ativa a área de recompensa do cérebro. E é por isso que você sente prazer em comer determinados alimentos.

Mas, além de nutrir os mecanismos de recompensa do cérebro, você precisa alimentar seu intestino com cuidado.

Existem mais de 100 trilhões de bactérias no sistema digestivo humano, que se conectam com o cérebro pelo eixo intestino-cérebro. E o equilíbrio desses micróbios é fundamental para o bem-estar da mente.

Na verdade, o intestino é muitas vezes chamado de "segundo cérebro". Uma dieta variada e saudável ajuda a manter essas bactérias em sincronia e o cérebro saudável.

Dica: as células do cérebro são compostas por gordura, por isso, é importante não erradicar a gordura da dieta. Ácidos graxos essenciais presentes em nozes, sementes, abacate e peixes são bons para desenvolver o cérebro, assim como o alecrim e açafrão.

Tente também fazer as refeições na companhia de outras pessoas quando puder - a socialização reforça os benefícios de uma boa dieta saudável no cérebro.

4. 'Desligue' e relaxe

Uma certa dose de estresse é necessária porque nos ajuda a responder rapidamente em situações de emergência. O estresse produz o hormônio cortisol que, ao ser liberado, nos dá energia e ajuda a concentrar.

Mas a ansiedade prolongada e os altos níveis de estresse desconfortável são realmente tóxicos para o cérebro. É importante, portanto, que a gente aprenda a "desligar" de vez em quando, para permitir que essa parte do cérebro descanse.

E, ao se desconectar, você exercita uma parte diferente do cérebro: a chamada rede neural de modo padrão, que nos permite sonhar e é importante para consolidar a memória.

Ao "desligar" do mundo externo, permitimos que essa parte do cérebro seja ativada e faça seu trabalho.

Então, da próxima vez que você for pego sonhando acordado no trabalho, explique ao seu chefe que você estava fazendo uma atividade cerebral crucial.

Dica: se você achar que é difícil relaxar, por que não tentar técnicas de relaxamento, como meditação, que podem ajudar a reduzir o nível dos hormônios do estresse?

5. Encontre novas formas de desafiar a si mesmo

Uma outra maneira de estimular o cérebro é se desafiar a fazer ou aprender algo novo. Atividades como aulas de arte ou cursos de idioma aumentam a flexibilidade do cérebro.

Dica: jogue uma partida online contra amigos ou familiares. Não apenas vai te desafiar, como vai estimular a interação social, o que ajuda o cérebro.

6. Ouça música

Pesquisas indicam que a música estimula o cérebro de um jeito muito peculiar. Quando você observa a imagem cerebral de alguém que está ouvindo ou tocando música, quase todo o órgão está ativo.

A música pode melhorar a cognição geral, e a memória musical é muitas vezes a última a desaparecer, quando somos afetados por certas condições, como a demência.

Dica: faça parte de um coral ou compre ingressos para ver sua banda favorita. 

7. Durma

Se você aprender algo novo durante o dia, será formada uma conexão entre células nervosas no cérebro. Quando você dorme, essa conexão é fortalecida e reforçada - e aquilo que você aprendeu vira uma lembrança.

O sono é, portanto, um momento realmente importante para a consolidação da memória.

Se você der uma lista para alguém memorizar antes de dormir, há uma grande chance da pessoa se lembrar na manhã seguinte - uma chance maior do que se você tivesse entregado a lista a ela pela manhã.

Dica: se estiver estudando para uma prova, tente repassar na cabeça as respostas em um simulado enquanto adormece.

Caso você tenha passado por um evento traumático ou tenha a memória ruim, tente não pensar nisso antes de dormir, pois pode pressionar a memória e fortalecer as emoções negativas associadas a ela.

Pela mesma razão, evite filmes de terror ou histórias assustadoras na hora de dormir.

Em vez disso, concentre-se em algo positivo que você aprendeu ou experimentou durante o dia para que seja consolidado.

8. Acorde bem

Todo mundo sabe que o sono é importante. Com menos de cinco horas de sono, você não fica tão forte mentalmente. Já se dormir mais de 10 horas, pode sentir os efeitos do "jet lag".

Mas a chave para ajudar você a ter um desempenho melhor ao longo do dia é como você acorda.

Idealmente, durma em um quarto escuro e acorde com luz natural, que vá aumentando gradualmente.

Essa luz penetra nas pálpebras fechadas e estimula o cérebro para que tenhamos uma resposta maior de cortisol ao despertar.

A quantidade de cortisol no corpo quando você acorda afeta o desempenho do cérebro durante o dia.

Dica: compre um despertador luminoso que simule a luz do sol para ajudar você a acordar naturalmente.

Para quem tem o sono profundo, vale a pena se certificar de que o despertador venha com um alarme de som tradicional acoplado.
Continue lendo este Post »

Cansaço mental: Por que precisamos respeitar os sinais de estresse da nossa mente

0





Um dos grandes mistérios da psicologia - e da vida adulta moderna - é entender como um trabalho que se restringe a passar horas sentado na frente de uma tela pode ser tão cansativo.

E sim, grande parte das pessoas que passam o dia mexendo pequenos músculos dos dedos e digitando em frente ao computador chegam em casa exaustas, simplesmente desejando ser engolidas pelo sofá.

Mas o que causa a fadiga mental? Apesar de não ter uma resposta exata para essa pergunta, o nosso corpo é capaz de mandar alguns sinais - e é importante que saibamos captá-los.

A fadiga mental é um processo de desgaste. Esse processo ocorre em função do estresse e do excesso de informações que o nosso cérebro recebe, principalmente. Em tempos de redes sociais, notificações e multi-telas, o ser humano vive soterrado de informações que invadem os sentidos diariamente, e nem sempre são informações imprescindíveis.

Mesmo que não sejam importantes, essas informações desgastam a nossa atenção porque temos que lidar com vários estímulos diários. Então, é notório o aumento de casos de estresse e transtornos de ansiedade em função do modo de vida que o ser humano está tendo, sempre sobrecarregado.

Uma hipótese é a de que esse processo de desgaste está ligado, sobretudo, ao nosso estoque de energia mental. Ao longo do dia, nos baseamos em um limite de recursos que nos fazem ter o que chamamos de "força de vontade" e "autocontrole". Ou seja, disponibilizamos determinada energia para realizar nossas tarefas e metas. Quando esgotamos esse recurso, nos sentimos cansados.

Mas, de acordo com pesquisas, os psicólogo não estão tão seguros de que esse esgotamento de energia mental está somente ligado ao nosso autocontrole.

Por exemplo, o resultado de um estudo revelou que um cérebro focado e trabalhando para resolver um problema de matemática gasta praticamente o mesmo nível de energia que o cérebro em repouso. É um contigente muito menor do que o que gastamos para manter o nosso coração e outros órgãos em funcionamento.

Se temos energia disponível para realizarmos as tarefas, porque nos sentimos tão exaustos no fim do dia? A resposta pode estar na tensão que é criada quando perdemos interesse ou não estamos motivados o suficiente para realizar as atividades.

Em agosto, pesquisadores ingleses publicaram o artigo: Por que o trabalho causa fadiga? Uma investigação em tempo real da fadiga e determinantes da fadiga em enfermeiros que trabalham em turnos de 12 horas (em tradução livre) em que analisaram a rotina de mais de 100 enfermeiras.

O principal ponto do estudo foi: o cansaço físico nem sempre era visto como um problema para as profissionais, mas, as enfermeiras que estavam menos propensas a se sentirem cansada também eram aquelas que se sentiam mais sob controle e recompensadas pelas tarefas. Ou seja, o fator motivação impactou nas percepção delas sobre o cansaço.

O que sentimos quando estamos mentalmente exaustos?

É como se o nosso cérebro tivesse um limite e esse limite não estivesse sendo respeitado. E aqui entra outro fator importante: a regulação do nosso sistema nervoso central é feita através do nosso sono. Nossos hormônios, inclusive o cortisol, que é o hormônio do estresse, são controlados enquanto nós dormimos. Mas o ser humano está cada vez com menos horas de sono e mais tarefas, e parece que não respeitamos nem mesmo o relógio biológico.

A gente tem o ritmo cicardiano, que é a pré-orientação do nosso corpo para cumprir os horários, como o adormecer. Quando começa a escurecer, o nosso corpo produz melatonina e vamos entrando em um processo de relaxamento para dormir. Mas o que a gente faz? Trabalhamos até tarde, no computador e no celular, e a luminosidade dessas telas é extremamente nociva, porque vai de encontro com o que o corpo está pedindo.


Por isso é extremamente importante respeitar a fadiga mental e os sinais de estresse que o corpo oferece.

Esses sinais podem ser percebidos em 3 etapas: o nível de alerta, o de manutenção/resistência e o de exaustão. No nível de alerta é como se o corpo dissesse: "opa, alguma coisa não está bem". O estado de resistência é exatamente quando a gente ignora esses sinais e diz que precisamos continuar em alerta a qualquer custo. A exaustão é quando a gente simplesmente entrega os pontos porque realmente a gente não dá mais conta.

O corpo mostra os sinais, mas o indivíduo não deu atenção. Inclusive, nesses processos a depressão pode ser desencadeada. E é uma depressão leve e silenciosa, mas que é tão nociva quanto outras depressões. É um processo em que a gente só se cobra e acha que não está rendendo tanto, que não vamos conseguir e que a gente percebe que existe um custo alto em conseguir dar conta de nossa rotina diária. As pessoas costumam negligenciar isso e é nesse sentido que os processos psicopatológicos vão aparecendo, quase sempre em decorrência desses primeiros sinais.

Entender sobre o que acaba com a nossa energia mental importa, pois quando estamos mentalmente exaustos, tendemos a estar mais dispersos e descuidados. Ainda, quanto mais aprendermos sobre a fadiga, mais chances temos de construir uma rotina equilibrada e prazerosa - inclusive no trabalho.
Continue lendo este Post »

10 Sentimentos com os quais os manipuladores adoram brincar

0


Os manipuladores, de forma consciente ou inconsciente, brincam com os medos, as dúvidas e os desejos dos outros. Seus métodos mais detestáveis consistem em brincar com os sentimentos mais puros das outras pessoas, como o amor, a gratidão e a esperança.

Confira os truques mais comuns usados por manipuladores ’profissionais’, aprenda como enfrentá-los e, principalmente, como se proteger.





Uma pessoa com o sentimento de culpa é capaz de fazer tudo para compensar o dano causado. Isso é exatamente o que um manipulador sempre procura: colocar essa sensação no seu interlocutor.

Quem é o culpado? Se você sempre se culpa por tudo que acontece, comece a refletir um pouco mais sobre os acontecimentos. Será que não se sente culpado pelo estado emocional da outra pessoa?Se você realmente fez algo de errado, peça desculpas sinceramente, mas não deixe que a outra pessoa te faça sentir culpado por tudo que acontece.



Um manipulador pode provocar uma pessoa não apenas para seu benefício, mas também para satisfazer o seu ego, sentir poder imediato ou apenas se divertir um pouco. As pessoas inseguras costumam ser as grandes vítimas, porque temem que sua reputação seja afetada.

Em primeiro lugar, pense se a opinião daquela pessoa realmente importa. E não se deixe influenciar por provocações infundadas. Não tenha vergonha de errar e não arrisque a sua imagem para impressionar os outros.


Muitas pessoas se esquecem delas mesmas por causa de outras. Claro que não devemos deixar de ajudar os nossos familiares, mas precisamos saber em que medida nos estamos deixando manipular pelo sentimento de fraqueza que os outros têm.

É importante entender os limites de nossas capacidades. Sim, precisamos ajudar familiares e amigos, mas isso não significa que tenhamos de sacrificar a nossa própria vida. O ideal, como sempre, é achar um ponto médio entre a ajuda ao próximo e os nossos próprios interesses.


Ao chantagear a outra pessoa, o manipulador negocia para obter uma série de benefícios. Em geral, usa a técnica de se fazer de vítima abandonada.

Mais uma vez, é importante saber se respeitar. Nunca esqueça que você merece um amor e uma amizade verdadeiros.




O sentimento de gratidão pode ser objeto de abuso sem fim. Ao lembrar aquele gesto ou serviço de antes, os manipuladores sempre conseguem o que querem.

Sim, é chato ter que dizer ’não’ a uma pessoa, mas isso sempre será necessário. Encontre uma maneira de devolver o favor de maneira que isso não signifique um sacrifício enorme para você.


Esses espertinhos sempre brincam com a bondade e a compaixão alheia. Com frequência, as coisas não vão tão mal, mas eles têm o dom de causar pena nos outros e provocam na vítima um enorme desejo de oferecer ajuda.

Incentive o manipulador. Se ele disse que não pode fazer determinada coisa porque não tem tempo ou forças, diga que você não acredita nisso, comente algumas qualidades dele e diga que você acredita que ele é capaz. Desta forma, a manipulação irá acabar e você irá causar uma boa impressão.



Muitas pessoas aguentam muita coisa por amor, ou apenas por medo de acabarem sozinhas. O manipulador sabe muito bem como atacar esse sentimento, e isso faz com que seja cada vez mais difícil escapar.

Acredite em você e aprenda a se respeitar e a se amar. Apenas assim você poderá avaliar de maneira adequada a atitude das outras pessoas em relação a você sem cair em armadilhas por medo da solidão.




A vergonha é um sentimento que faz com que a pessoa se sinta inferior. Muita gente faz de tudo para evitá-la, mas os manipuladores sabem muito bem como se aproveitar disso.

Se você perceber que alguém quer que você sinta vergonha, fique esperto. Se você cometeu um erro, peça desculpas e pronto. Mas não sinta vergonha por não alcançar as expectativas de outra pessoa. Esse sentimento só faz com que as pessoas nos controlem cada vez mais.



Algumas manipulações existem apenas para gerar esperança. A pessoa promete mundos e fundos, mas pensa apenas em benefício próprio.

Não acredite em tudo que você ouvir. Olhe para os fatos de maneira objetiva e pragmática. Estabeleça prazos concretos e não deixe que as esperanças vazias mudem os seus sonhos.



Este exemplo é claro: o manipulador faz com que a vítima se sinta a melhor pessoa do mundo e, assim, consegue o que quer.

Antes de aceitar qualquer coisa, olhe para os seus interesses pessoais, habilidades e preferências. Talvez seja mentira que ’apenas você é capaz de fazer isso’. De repente o trabalho corresponde a outro funcionário e você tenha que aprender a dizer ’não’.

Fonte: Incrível
Continue lendo este Post »

ANEDONIA: a incapacidade de sentir prazer em atividades normalmente agradáveis

0



Ir para a praia, tomar uma cerveja com os amigos, sair para dançar, ler um livro, fazer compras... para muita gente, essas são atividades extremamente prazerosas. Porém, para uma parcela cada vez maior da população, nada disso tem graça. 

O que é anedonia?

Citada pela primeira vez em 1896 pelo psicólogo francês Théodule-Armand Ribot, a anedonia atinge, segundo o psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), cerca de 70% dos pacientes com depressão. E os números da doença são altíssimos. No mundo, ela afeta 322 milhões de pessoas. Já no Brasil, 11,5 milhões (ou 5,8% da população) - só na capital paulista, estima-se que 18% dos moradores já tiveram um episódio. 

A anedonia é o sintoma nuclear da depressão. É um problema complicado e que varia de intensidade de acordo com a gravidade do transtorno. Isso significa que o paciente pode perder o prazer por uma coisa específica e que sempre gostou muito, como escutar música e comer, ou por todas. 

Essa condição inibe os comportamentos saudáveis, fundamentais para uma vida plena e feliz. Com ela, a pessoa deixa de se relacionar com os outros, mantendo um isolando social, e passa a ter mais pensamentos negativos.

O que também ocorre é que ela se torna indiferente consigo mesma, não tendo apego por nada e nem ninguém. O indivíduo parece estar emocionalmente vazio ou "congelado", sem sofrer alterações de humor, independentemente do que aconteça ao seu redor. E nem sempre ele se dá conta disso - em muitos casos, são os familiares que observam e fazem o apontamento.

Tendo grande impacto na qualidade de vida, a anedonia ainda provoca uma sensação de desconexão com o mundo e, o que é pior, eleva o risco de suicídio, vide o ocorrido com Alice.


Causas

A anedonia nunca vem sozinha. Normalmente, é acompanhada de desânimo, cansaço, fadiga, apatia, diminuição de energia e dificuldade de concentração. E, apesar de ser o sintoma central para o diagnóstico da depressão mais severa, também pode acometer usuários de drogas e álcool, sobretudo durante as crises de abstinência, e quem sofre de esquizofrenia, neurastenia, Mal de Parkinson, câncer, estresse pós-traumático, distúrbios alimentares e transtornos de ansiedade.

Ao contrário do que muita gente pensa, ela não ocorre apenas em adultos, podendo se dar também em crianças e adolescentes, e é mais comum em mulheres. Mas o que causa exatamente esse problema? 

É uma questão neurobiológica, e o que sabemos por enquanto é que está associada à diminuição da atividade no circuito de recompensa do cérebro. Seu surgimento também parece estar ligado ao aumento da atividade na região frontal do córtex pré-frontal, que, dentre outras funções, controla a inibição das respostas emocionais, e aos baixos níveis de dopamina, importante neurotransmissor responsável pelas sensações de bem-estar e prazer.

Tratamento

As depressões são heterogêneas e multifatoriais, por isso não existe um tratamento único. Fora que o que funciona para uma pessoa não necessariamente será bom para outra. No entanto, de maneira geral, o que propomos é o uso de fármacos, podendo ser antidepressivos, estabilizadores de humor e ansiolíticos, associados com a terapia.

É fundamental fazer terapia para lidar com a anedonia e a depressão. Não adianta só tomar o remédio se não tratar da causa, o que fez com que a pessoa chegasse a esse estado emocional de não ter prazer algum nas coisas que antes eram consideradas prazeirosas e até de viver.

Além disso, também é importante cuidar do sono e ter uma rígida manutenção da rotina, incluindo aí boa alimentação, atividade física constante e momentos de lazer. Junto a isso, é fundamental a colaboração da família e dos amigos.









Continue lendo este Post »

100 dicas para ajudar com a bipolaridade

0



Dicas para quem sofre com o transtorno Bipolar não vão resolver o problema, mas podem melhorar a qualidade de vida e a busca por equilíbrio. O efeito acumulativo pode desenvolver alguns hábitos que ajudarão a gerenciar melhor os distúrbios e encontrar saídas que nunca parecem aparecer.


Tenha em mente que algumas dessas ideias você já pode estar praticando e outras farão muito sentido. Comece com uma ou duas dessas dicas que parecerem ser realizáveis, mas tente evitar fazê-las muito rapidamente, pois poderia desencadear algum episódio.


Em poucos meses esperamos que você esteja fazendo várias coisas 1% melhor. 



Vamos as dicas?


1 Se achar que tem algum sintoma que te incomoda e que possa ser da bipolaridade, consulte um Psico e um Psiquiatra.

2 Aprenda com as experiências de outras pessoas.

3 Aprenda com os especialistas.

4 Olhe para sites que oferecem conselhos e volte a relê-los de vez em quando.

5 Familiarize-se com os sintomas da depressão.

6 Familiarize-se com os sintomas da mania.

7 Familiarize-se com os sintomas das alterações do ciclo.

8 Familiarize -se com os sintomas mistos.

9 Familiarize-se com o que é estar bem.

10 Entenda que esse transtorno pode fazer você sentir coisas que não são reais.

11 Aprenda a linguagem da doença.

12 Observe o seu humor.

13 Grave seus humores usando software de rastreamento, gráfico ou um diário.

14 Identifique quais sentimentos são genuínos e quais são sintomas.

15 Aprenda seus ciclos.

16 Peça a alguém para lhe dar feedback sobre seu humor.

17 Descubra o que o mantém calmo.

18 Descubra quais são seus estressores e gatilhos.

19 Descubra quais são as causas do estresse – esses fatores serão exclusivos para você, não se preocupe se parecem mesquinhos ou estranhos – você não precisa contar para ninguém.

20 Evite o estresse o tanto quanto puder.

21 Descubra quais são os seus gatilhos para entrar em mania e procure evitá-los.

22 Esteja ciente de que seus gatilhos e estressores podem mudar.

23 Permitam-se tempo para reagir às coisas, especialmente grandes eventos da vida.

24 Evite estimulantes. Fumar, álcool, cafeína, energéticos, açúcar…

25 Se você é uma mulher, verifique com seu médico se o seu gatilho não é acionado pelo seu ciclo menstrual, se é, então você pode ser capaz de reduzir os seus sintomas com medicação.

26 Esteja ciente de que a promiscuidade sexual é um sintoma de transtorno bipolar. Tome precauções e fique seguro. USE PRESERVATIVOS. VACINE-SE contra HPV e outras doenças.

27 Evite drogas recreacionais e tome cuidado com as “drogas lícitas”, como pílulas para dormir, antistamínicos e analgésicos, contrárias na ajuda com o seu humor.

28 Tente manter-se saudável, pratique algum esporte e alimente-se bem.

29 Evite ficar sem dormir ou dormir demais.

30 Não fique deliberadamente bêbado/a, drogado/a, chapado/a.

31 Evite combater sua depressão sozinho.

32 Tenha cuidado ao viajar em fusos horários diferentes. Esteja ciente das estações de mudança e quando os relógios vão para a frente / para trás.

33 Cuidado, você e aqueles ao seu redor podem realmente desfrutar de sua mania e hipomania.

34 Não tente resistir por conta própria.

35 Receba ajuda assim que começar a sentir sintomas.

36 Encontre um bom Psicólogo e um bom Psiquiatra.

37 Obtenha um diagnóstico.

38 Comunique-se com o seu profissional da saúde.

39 Escolha um aliado para trabalhar com você em seus compromissos.

40 Mantenha compromissos.

41 Não pule medicação. Tome sua medicação com prescrição médica apenas.

42 Conheça os efeitos colaterais de sua medicação.

43 Escreva uma lista de prós e contras sobre sua medicação.

45 Faça terapia.

46 Gerencie suas expectativas – não há formula mágica.

47 Encontrar serviços de apoio fora da profissão médica.

48 Seja seu próprio advogado em relação ao que sente, mas tenha em mente que ter alguém pra te ajudar é sempre bom, confie nessa pessoa.

49 Informe o seu médico assim que puder se ficar grávida e se mantenha em contacto com eles durante a gravidez. Alguns medicamentos não são adequados para mulheres grávidas.

50 Desconfie de soluções rápidas, auto-ajuda, terapias espirituais e alternativas para bipolaridade.

51 Tente obter a mesma quantidade de sono todas as noites.

52 Evite trabalhar turnos tardios ou antecipados.

53 Crie uma rotina de boa noite.

54 Crie uma rotina de bom dia.

55 Faça do seu quarto um lugar relaxante.

56 Dê um tempo a si mesmo.

57 Crie todas as rotinas que você precisa para passar o dia.

58 Pratique a meditação ou a atenção plena.

59 Aprenda técnicas de relaxamento.

60 Se você está preso em algo, não se force a fazê-lo.

61 Não esconda seus sentimentos.

62 Não tente mudar a maneira como você se sente.

63 Tenha uma dieta equilibrada, incluindo Omega 3 e vitamina B.

64 Saia de casa pelo menos algumas de vezes por semana.

65 Exercício.

66 Seja chato.

67 Adquira um hobby.

68 Lave-se.

69 Relaxe.

70 Balanceie o trabalho com atividades mais agradáveis.

71 Encontre alternativas ao auto-dano.

72 Faça sua vida doméstica tão estável quanto possível.

73 Não evite pessoas.

74 Chore quando você sentir vontade.

75 O amor ajuda.

76 Respire.

77 Faça uma lista de sintomas e um plano de ação para sua família, parceiro e amigos.

78 Plano para a mania.

79 Plano para a depressão.

80 Peça ajuda extra de familiares e amigos.

81 Faça uma lista de contatos de emergência, todos os medicamentos que você está tomando, incluindo informações de dosagem e informações sobre quaisquer outros problemas de saúde que você tem.

82 Faça uma lista dos sintomas que você sente que indicaria que os outros precisam assumir a responsabilidade por seus cuidados e quem essas pessoas devem ser.

83 Decida quem está autorizado a tomar decisões em seu nome e informe os seus médicos.

84 Encontre alguém com quem você possa conversar sobre isso.

85 Receba terapia (é, de novo)…

86 Conte sua história – mantenha um diário ou um blog.

87 Junte-se a um grupo de apoio.

88 Conecte-se com as pessoas.

89 Peça a um ente querido que faça um check-in com você regularmente.

90 Conheça novas pessoas fazendo uma aula ou juntando-se a um clube.

91 Não leve isso para o pessoal se as pessoas não entendem ou se parecem desinteressadas.

92 Você não está sozinho.

93 Não se culpe.

94 Não se desculpe por ter bipolaridade.

95 Responsabilidade pessoal. Assuma a propriedade de sua doença.

96 Nunca pense que a doença o define.

97 Não subestime o perigo.

98 Lembre-se que pode melhorar.

99 Lembre-se de que uma em cada quatro pessoas tem problemas de saúde mental.

100 Não desista.


Compartilhe esse texto com um amigo ou amiga que você acha que sofre com a bipolaridade. Ajude e ame sem precedentes pois ninguém é uma ilha, e uma enfermidade é uma enfermidade, mesmo sem sangrar Ah.. E fale com um Psico regularmente.

Traduzido e Adaptado: https://bipolarcodex.wordpress.com/100-tips-for-bipolar-disorder



Continue lendo este Post »