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BlueTDAH: aplicativo para desempenho educacional e social de pessoas com TDAH

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O BlueTDAH é um aplicativo que foi desenvolvido para profissionais da área da Psicologia e Educação para auxiliar a educação inclusiva de pessoas com sinais do Transtorno de Déficit de Atenção ou Hiperatividade (TDAH). O projeto da @bluee.ia tem entre seus objetivos oferecer uma nova ferramenta aos profissionais da área clínica e educacional. Da mesma forma, um diagnóstico mais precoce e preciso é buscado para evitar ou diminuir os futuros problemas derivados do TDAH.

A proposta está em duas plataformas.

A “Plataforma de Treinamento Educacional” é um jogo de realidade virtual que segue a Base Nacional Comum Curricular que ajuda no aprendizado da criança durante todo o período de ensino do fundamental I. São atividades simples que ‘captam’ a interação social e aprendizagem do usuário com o ambiente.

O app se propõe a pontuar os erros e acertos dos alunos a cada sessão, medindo sua capacidade de aprendizagem e traçando novas atividades que estimulem e propiciem uma otimização da aprendizagem

A “Plataforma de Análise Comportamental” é um ambiente virtual interativo e intuitivo para pessoas com TDAH onde são colocadas tarefas específicas para o paciente realizar, cada tarefa testa um ponto específico da condição através de algoritmos baseados no DSM-V.

A plataforma é limitada a dispositivos Android e você encontra com o nome BlueTDAH. Todas as info contidas nesse post foram retiradas do site www.bluetdah.com.br. Neste site você saberá mais sobre a proposta.

Acreditamos que todo processo de avaliação e diagnóstico de qualquer condição de saúde deve ser acompanhada por uma equipe. Nada substitui consultas, terapias e exames.

Aos profissionais que trabalham com o público com TDAH vale dar uma olhada e um feedback para quem desenvolve. Juntos podemos mais.
 
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Conheça os softwares GRATUITOS para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual

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A Universidade de Brasília (UNB) lançou plataforma gratuita com softwares específicos para pessoas com Transtorno do espectro Autista  (TEA) e deficiência intelectual. Atualmente na plataforma você vai encontrar 5 aplicativos para TEA e 8 para D.I. Basta clicar e você acessa a plataforma gratuitamente por esse link http://www.projetoparticipar.unb.br

Veja a lista abaixo: 

Aplicativos para TEA

1: Ambientar Cidade é um Software Educacional de Apoio às Atividades Básicas Extraclasse de Movimentação na Cidade para Estudantes Autistas Clássicos.

2: Expressar: contempla atividades pedagógicas, apresentando tópico do currículo funcional que prioriza o conteúdo de expressões faciais para estudantes autistas clássicos. Contribui com a metodologia de ensino já utilizada pelo professor por meio de recursos multimídia motivacionais.

3: Perceber: O software educacional Perceber contempla atividades pedagógicas que podem colaborar com o desenvolvimento da percepção visual de estudantes autistas clássicos. Mais especificamente, são trabalhados emparelhamento de objetos, seriação, identificação de atributos e leitura global.

4: Aproximar:  O Aproximar é um software inédito para apoio educacional ao ensino de gestos sociais para autistas clássicos, tais como mandar beijo, acenar a mão e fazer movimentos de sim e de não com a cabeça. O sensor de movimento Kinect for Windows é empregado para detectar os movimentos do estudante e chamar vídeos de reforço positivo para os acertos que o estudante tiver. O objetivo é aproximar as pessoas do estudante nos diversos locais que ele frequenta. Isso pode promover uma possível ampliação da convivência social dele.

5: Ambientar doméstico: O Ambientar é um software educacional de apoio às atividades de rotina estruturada para organização de objetos no espaço doméstico, destinado a autistas clássicos.

Aplicativos para  Deficiência Intelectual:

1: Participar:  O software educacional Participar para Tablets é uma ferramenta pedagógica de apoio a professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. O objetivo é que o educando passe a ser capaz de comunicar-se por meio de computadores.

2: Participar 2: O software educacional Participar 2 é uma ferramenta pedagógica complementar ao trabalho já desenvolvido pelos professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. O objetivo é ampliar as possibilidades de comunicação alternativa do estudante por meio do uso de computadores. Esta segunda versão do programa apresenta novas atividades contextualizadas, com expansão do conteúdo da primeira versão. Ressalte-se que a alfabetização é um dos requisitos importantes para propiciar uma melhor autonomia e possível inclusão social.

3: Somar (somente Windows) : O Somar é um software educacional voltado ao ensino social da matemática a jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias e de calculadora para efetuar transações comerciais, bem como o uso de relógio digital para o ensino de horários cotidianos do estudante. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. ( somente windows)

4: Somar (somente Tablets) : O Somar é um software educacional voltado ao ensino social da matemática a jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias e de calculadora para efetuar transações comerciais, bem como o uso de relógio digital para o ensino de horários cotidianos do estudante. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. 

5: Atividades de Vida: é um software educacional para o desenvolvimento de ações funcionais concernentes ao autocuidado de jovens e adultos deficientes intelectuais. (Windows e Linux Educacional)

6: Organizar: O Organizar é um software educacional de apoio ao ensino de gerenciamento do tempo e estações climáticas para jovens e adultos com deficiência intelectual. (somente em Tablets com Android)

7: Comunicação Funcional: é um Aplicativo de Apoio à Interlocução Social para Deficientes Intelectuais não Alfabetizados. (smartphones com android)

8: O Atividades de Vida (versão para celular) é um software educacional para o desenvolvimento de ações funcionais concernentes ao autocuidado de jovens e adultos deficientes intelectuais. (não funciona em IOS)

Observação: os aplicativos não devem substituir os tratamentos e orientações da equipe profissional. Em caso de dúvida, apresente a plataforma à equipe que acompanha seu familiar.







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Cinco técnicas que podem ajudar a aprimorar sua memória

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Se ao menos não chegássemos à loja, para comprar três coisas e nos lembrássemos só de duas. Se ao menos não subíssemos até o segundo andar, só para esquecer por que fomos lá. Se ao menos pudéssemos ler informações e memorizá-las facilmente, em vez de tudo desaparecer rapidamente de nossas mentes.


Há muitas técnicas de memória testadas e confiáveis, algumas das quais existem há décadas. Mas o que os cientistas estão investigando agora? Mais estudos serão necessários antes que possamos ter certeza das melhores formas de colocar as pesquisas mais recentes em prática, mas o que elas podem nos dizer sobre como melhorar nossa memória?

  1. Ande de costas


Podemos pensar que tempo e espaço são coisas muito diferentes, mas, mesmo na forma como falamos, há mais pontos de encontro do que poderíamos imaginar.

Nós deixamos acontecimentos "para trás". "Olhamos em frente" ao pensar no futuro. A maneira exata como fazemos isso varia de cultura para cultura, mas, no mundo ocidental, a maioria de nós pensa no futuro como um espaço a nossa frente enquanto o passado se estende para trás.


Pesquisadores da Universidade de Roehampton decidiram explorar a ligação em nossas mentes entre tempo e espaço para encontrar uma maneira de ajudar a nos lembrar melhor dos acontecimentos.


Eles mostraram às pessoas uma lista de palavras, um conjunto de fotos ou um vídeo em que uma mulher tem sua bolsa roubada. As pessoas foram instruídas a andar para frente ou para trás por dez metros em uma sala no tempo, de acordo com um metrônomo, um aparelho usado para marcar um andamento musical. Quando eles foram testados depois sobre o que lembravam do vídeo, das palavras e das imagens, em cada teste, quem caminhou para trás se lembrou mais.


Funcionou até mesmo quando os participantes imaginaram andar para trás, ao invés de fazê-lo fisicamente. Era como se caminhar para trás no espaço encorajasse suas mentes a voltar no tempo e permitisse que as pessoas acessassem suas memórias mais facilmente.


Esta pesquisa de 2018 se encaixa com alguns estudos feitos com ratos em 2006. Quando os animais tentam navegar um labirinto, alguns neurônios específicos são ativados quando eles aprendem um ponto do caminho. Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram que, quando os ratos param no labirinto, os neurônios associados a cada local que aprenderam no trajeto disparam em ordem inversa. Então, fazer o caminho inverso em suas mentes os ajuda a se lembrar da rota correta.


E, agora, uma nova pesquisa da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, mostrou que quando nós, seres humanos, lembramos de um evento passado, reconstruímos a experiência em nossa mente em ordem inversa.

Quando vemos pela primeira vez um objeto, notamos primeiro os padrões e as cores e depois descobrimos o que é. Quando tentamos nos lembrar de um objeto, acontece o contrário: nos lembramos do objeto primeiro e, depois, se tivermos sorte, dos detalhes.


2) Faça um desenho


Que tal desenhar sua lista de compras em vez de escrever os itens?


Em uma pesquisa feita na Universidade de Waterloo, na Inglaterra, em 2018, um grupo de jovens e idosos recebeu uma lista de palavras para aprender. Metade foi convidada a fazer um desenho de cada uma das palavras, enquanto a outra metade foi instruída a escrever as palavras enquanto as aprendiam.


Mais tarde, as pessoas foram testadas para ver de quantas palavras conseguiam se lembrar. Apesar de algumas palavras serem muito difíceis de desenhar, como "isótopo", o ato de desenhar fez tanta diferença que os mais velhos se tornaram tão bons quanto os mais jovens em se recordar das palavras. O desenho ajudou até mesmo pessoas com demência.


Quando desenhamos algo, somos forçados a pensar em mais detalhes, e é esse processo profundo que nos torna mais propensos a nos lembrar de algo. Até mesmo escrever uma lista ajuda, e é por isso que, quando você chega à loja e percebe que deixou sua lista de compras em casa, ainda é possível se lembrar de mais itens do que se você não tivesse escrito a lista.


Fazer um desenho leva isso um passo além. E não há problema se você não tiver um bom traço: a qualidade do desenho não fez diferença.


3) Exercite-se


Sabe-se há algum tempo que exercícios aeróbicos, como corrida, podem melhorar a memória. O exercício físico regular gera um pequeno benefício geral, mas, se você quiser aprender algo específico, uma sessão intensa parece ser a ideal, porque ajuda a absorver novas informações, ao menos no curto prazo, segundo uma pesquisa de cientistas do Canadá e da Dinamarca.


A pesquisa sugere que, com o timing certo, a melhoria de memória pode ser ainda maior. Pessoas que fizeram um treino de 35 minutos quatro horas depois de aprender uma lista de fotos associadas a locais conseguiu se lembrar melhor dos pares do que aqueles que fizeram o exercício imediatamente após.


No futuro, os pesquisadores investigarão quais exercícios são mais indicados de acordo com o tipo de coisa de que você quer se lembrar.


4) Não faça nada


Quando as pessoas que tinham amnésia por causa de um derrame receberam uma lista de 15 palavras para memorizar e depois tiveram de fazer outra tarefa, dez minutos depois, elas só conseguiam lembrar de 14% da lista original. Se ficassem em uma sala escura fazendo nada por 15 minutos, sua pontuação subia para 49%, mostrou um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.


A mesma técnica tem sido usada desde então em várias pesquisas por Michaela Dewar, da Universidade Herriot Watt, na Escócia. Ela descobriu que, em pessoas saudáveis, uma pequena pausa logo depois de aprender alguma coisa faz diferença no quanto elas podem se lembrar daquilo uma semana depois.


Agora, você pode estar pensando: como saber se as pessoas não passaram dez minutos na sala escura repetindo as palavras para si mesmas para que não se esquecessem? Para evitar isso, Dewar pediu que as pessoas memorizassem a pronúncia de palavras em uma língua estrangeira que elas não conseguiriam repetir para si mesmas depois.


Se andar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece difícil, que tal tirar uma soneca?


Esses estudos nos mostram o quão frágeis são as novas memórias, a ponto de até mesmo uma pequena pausa poder fazer diferença se elas ficam na nossa mente ou desaparecem.


5) Tire uma soneca


Se caminhar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece ser muito difícil, que tal tirar uma soneca rápida?


O sono ajuda a consolidar nossas memórias ao reproduzir ou reativar informações que acabamos de aprender. Uma pesquisa da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha, descobriram que, quando pessoas recebiam pares de palavras para memorizar, elas podiam se lembrar mais depois de um sono de até 90 minutos em comparação com quem assistiu a um filme.


Mas pesquisas recentes sugerem que essa técnica funciona melhor para pessoas que estão acostumadas a tirar um cochilo à tarde. Isso levou Elizabeth McDevitt e sua equipe da Universidade da Califórnia a se perguntarem se era possível treinar pessoas para tirar uma soneca. Então, por quatro semanas, quem não tinha esse hábito foi para a cama para tirar uma soneca diurna quando podiam.


Infelizmente, para essas pessoas, as sonecas não melhoraram suas memórias. Então, talvez seja necessário um período de treinamento mais longo ou haja algumas pessoas para quem é melhor andar para trás, desenhar, correr ou simplesmente não fazer nada.

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Você sabe o que é Flexibilidade cognitiva e porque ela é tão necessária para alcançar o sucesso?

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A flexibilidade cognitiva é a capacidade do cérebro para adaptar sua conduta e opiniões a acontecimentos novos, variáveis e inesperados. Em outras palavras, a flexibilidade cognitiva é a habilidade para perceber que o que você está fazendo não funciona, e executar as alterações adequadas para adaptar-se às novas situações.


A flexibilidade cognitiva exerce uma ampla função na aprendizagem e na resolução de problemas. Ela permite você escolher uma estratégia e executá-la para adaptar-se à nova situação na que você se encontra. Ajuda a reunir a informação do ambiente e responder de forma flexível e eficiente, ajustando a sua conduta às alterações que a situação exige.


Uma pessoa que tem uma forte flexiblidade cognitiva pode possuir as cracterísticas a seguir:

  • Uma boa flexibilidade mental permite você se adaptar rapidamente às alterações ou novas situações.
  • A flexibilidade cognitiva ajuda atolerar alterações que podem ser causadas ao resolver um problema ou realizar uma tarefa. Permite você criar soluções alternativas.
  • As pessoas com uma boa flexibilidade cognitiva são capazes de passar de uma ativivade para outra com facilidade e saber como atuar perante todas as situações.
  • Elas podem capturar várias dimensões da realidade, observar desde diferentes pontos de vista e reconhecer relações ocultas, o que lhes permitem encontrar diferentes soluções para o mesmo problema.
  • As pessoas que possuem flexibilidade mental toleram melhor os erros e as alterações, são capazes de se pôr na situação de outras pessoas e encontram compromissos facilmente.

A flexibilidade cognitiva é uma das funções cognitivas básicas e superiores na metacognição, e faz parte de nossas funções executivas. As funções executivas são uma parte importante de um desenvolvimento correto e adequado na escola e na vida. Elas permitem você marcar objetivos, planejar e realizar o plano, supervisar as suas próprias ações e corrigir sua conduta dependendo dos resultados.

A flexibilidade cognitiva está relacionada com a inteligência fluida, o raciocínio fluido e a capacidade para resolver um problema de forma fácil e eficiente.

Uma flexibilidade cognitiva adequada permite você considerar outras ideias, valores e formas de pensamento, que ajudarão a entender o ponto de vista de outras pessoas e valorizar as opiniões dos outros. Por isso a flexibilidade mental está muito associada com a empatia e a interação social.


Desenvolvimento da alteração cognitiva e flexibilidade mental


A flexibilidade cognitiva, como a linguagem ou as habilidades motoras, é uma capacidade cognitiva que requer o uso de processos de desenvolvimento e a maturarão do cérebro.Geralmente, a flexibilidade cognitiva está completamente desenvolvida quando temos 20 anos, após ser treinada e usada desde o nascimento.

A flexibilidade cognitiva depende do lobo pré-frontal do cérebro, a estrutura que leva mais tempo para madurar. Você já deve ter percebido que as crianças são impacientes, não gostam das variações da rotina normal e tendem a fazer birras. Todos esses comportamentos podem ser explicados devido a uma flexibilidade mental fraca, pois é ainda o desenvolvimento da etapa inicial e não está totalmente mudura.

Exemplos de flexibilidade cognitiva


De vez em quando você acorda na hora de dormir, você usa sua flexibilidade cognitiva várias vezes. Como você percebe sua flexibilidade cognitiva na vida cotidiana.
  • Um exemplo é quando você está se preparando para o café da manhã e não há leite. O que você faz? Fica chateado e vai para a escola ou trabalho sem comer nada? Vai à padaria e come lá? Você come alguma outra coisa para o café da manhã? A flexibilidade cognitiva permite você pensar em outras opções quando seu plano inicial é alterado de forma inesperada.

  • Se seu melhor amigo ou amiga deixa de falar com você, a flexibilidade cognitiva ajuda você a pensar os motivos. Permite você pensar em coisas que aconteceram e encontrar uma possível razão de porque ele ou ela não fala com você. Se você é capaz de pensar no ponto de vista de outras pessoas, isso ajudará a se pôr na situação delas e pensar o que pode ter acontecido.

  • Você sempre faz o mesmo itinerário para trabalhar. Um dia, está chovendo e você sabe que vai ficar preso no engarrafamento. O que você faz? Você pode optar por pegar a chuva, sair antes de casa e tentar evitar o tráfico ou usar outro meio de transporte público que talvez consiga chegar antes ao seu trabalho. Seus planos ou rotina inicial foram alterados por uma situação inesperada, mas a sua flexibilidade cognitiva permite você pensar em outras soluções alternativas para chegar a tempo ao trabalho. Você deverá usar as mesmas habilidades usadas para tomar uma decisão: experiência, previsão, motivação, conhecimento e emoções.

  • Quando você toca a campainha e ninguém abre a porta, você não continua tocando esperando que alguém responda, você deduz que não tem ninguém em casa. Ser capaz de entender isso e procurar uma solução alternativa é outro exemplo de flexibilidade mental. Você começa a procurar outras formas de se comunicar: telefona para a pessoa para ver onde está e se vai retornar logo.


Recursos ou testes para avaliar a flexibilidade cognitiva ou rigidez mental

A avaliação de flexibilidade cognitiva pode ser útill em várias áreas e condutas, como no âmbito acadêmico, profissional ou a aprendizagem. O processo de flexibilidade mental ou flexibilidade cognitiva é avaliado com uma avaliação neuropsicológica completa. 

Abaixo segue alguns sites com exercícios de flexibilidade mental que podem te ajudar a ter treinar esta habilidade cognitiva. Caso encontre muita dificuldade agende uma avaliação neuropsicólogica (entre em contato conosco pelo e-mail: oliveiradebora001@gmail.com).

  • O teste de sincronização UPDA-SHIF: uma bola em movimento será exibida na tela. O usuário deve seguir a bola com o cursor com o maior cuidado e precisão possíveis.
  • Teste de simultaneidade DIAT-SHIF: o usuário deve seguir os movimentos aleatórios da bola com o maior cuidado possível, e prestar atenção às palavras que serão exibidas no meio da tela. Quando a palavra exibida no meio da tela corresponda à cor que está escrita, o usuário deve dar uma resposta. Este atividade exige a adaptação do usuário às alterações, a criação de respostas adequadas e ser capaz de usar as habilidades de alteração mental e visual ao mesmo tempo.
  • Teste de inatenção FOCU-SHIF: uma luz será exibida em cada canto da tela. O usuário deverá clicar nas luzes amarelas o mais rápido possível e evitar clicar nas luzes vermelhas.
Além da flexibilidade mental, estas tarefas também vão ajudar você a avaliar o tempo de resposta, a coordenação óculo-manual, a alteração e a inibição.



Fonte: Cognifit
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A teimosia do cérebro

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A maioria das pessoas não percebe é que um aspecto que nos faz nos apegarmos a certos pontos de vista (em detrimento de outros, mais eficientes) está diretamente relacionado com nosso próprio funcionamento cerebral

Todo mundo quer acertar. Não importa a área da vida – ansiamos por ter ideias inteligentes, fazer a melhor escolha, tomar a decisão mais acertada. Não é difícil perceber que vários fatores podem nos atrapalhar no momento de privilegiar determinada linha de pensamento e seguir esse caminho. O que a maioria das pessoas não percebe é que um aspecto que nos faz nos apegarmos a certos pontos de vista (em detrimento de outros, mais eficientes) está diretamente relacionado com nosso próprio funcionamento cerebral. 

Essa espécie de “teimosia” é resultado do que os neurocientistas denominaram efeito Einstellung (fixação funcional). Trata-se da “persistente tendência do cérebro de se ater a uma solução familiar para resolver um problema – aquela que primeiro vem à mente – e ignorar outras possibilidades”, explicam os cientistas Merim BilalićePeter McLeod, ambos doutores em psicologia. 

Eles sabem do que falam: a pesquisa de Bilalić sobre esse fenômeno ganhou o Prêmio da Sociedade Psicológica Britânica para Contribuições Excepcionais de Pesquisa Médica para a Psicologia e McLeod,presidente da Fundação Oxford para Neurociência Teórica e Inteligência Artificial, tem feito importantes incursões nesse assunto. Os dois reconhecem que, na maioria das vezes, tipo de raciocínio é um processo cognitivo útil, já que por meio dele desenvolvemos métodos bem-sucedidos para resolver os mais variados problemas do cotidiano, desde descascar uma fruta até resolver uma equação matemática. E, se funciona, não há motivo para tentar várias técnicas diferentes toda vez que precisamos novamente desempenhar aquela atividade. O problema com esse atalho cognitivo é que ele pode inibir a busca de soluções mais eficientes ou apropriadas.


Diante disso, podemos pensar: se nosso cérebro nos faz acreditar em certas abordagens, a ponto de ignorar outras mais adequadas, ou mesmo desconsiderar que elas existam, o que podemos fazer? Ficamos reféns desse órgão tão sofisticado, com o qual nos confundimos? 

Simples: desconfie de suas certezas e não se contente logo de cara com as boas soluções. É claro que, ao compreender como esse curioso processo ocorre em sua cabeça, fica muito mais fácil acreditar – e apostar – que, não raro, seu cérebro poderá encontrar outras saídas ainda melhores que a primeira.
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ANEDONIA: a incapacidade de sentir prazer em atividades normalmente agradáveis

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Ir para a praia, tomar uma cerveja com os amigos, sair para dançar, ler um livro, fazer compras... para muita gente, essas são atividades extremamente prazerosas. Porém, para uma parcela cada vez maior da população, nada disso tem graça. 

O que é anedonia?

Citada pela primeira vez em 1896 pelo psicólogo francês Théodule-Armand Ribot, a anedonia atinge, segundo o psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), cerca de 70% dos pacientes com depressão. E os números da doença são altíssimos. No mundo, ela afeta 322 milhões de pessoas. Já no Brasil, 11,5 milhões (ou 5,8% da população) - só na capital paulista, estima-se que 18% dos moradores já tiveram um episódio. 

A anedonia é o sintoma nuclear da depressão. É um problema complicado e que varia de intensidade de acordo com a gravidade do transtorno. Isso significa que o paciente pode perder o prazer por uma coisa específica e que sempre gostou muito, como escutar música e comer, ou por todas. 

Essa condição inibe os comportamentos saudáveis, fundamentais para uma vida plena e feliz. Com ela, a pessoa deixa de se relacionar com os outros, mantendo um isolando social, e passa a ter mais pensamentos negativos.

O que também ocorre é que ela se torna indiferente consigo mesma, não tendo apego por nada e nem ninguém. O indivíduo parece estar emocionalmente vazio ou "congelado", sem sofrer alterações de humor, independentemente do que aconteça ao seu redor. E nem sempre ele se dá conta disso - em muitos casos, são os familiares que observam e fazem o apontamento.

Tendo grande impacto na qualidade de vida, a anedonia ainda provoca uma sensação de desconexão com o mundo e, o que é pior, eleva o risco de suicídio, vide o ocorrido com Alice.


Causas

A anedonia nunca vem sozinha. Normalmente, é acompanhada de desânimo, cansaço, fadiga, apatia, diminuição de energia e dificuldade de concentração. E, apesar de ser o sintoma central para o diagnóstico da depressão mais severa, também pode acometer usuários de drogas e álcool, sobretudo durante as crises de abstinência, e quem sofre de esquizofrenia, neurastenia, Mal de Parkinson, câncer, estresse pós-traumático, distúrbios alimentares e transtornos de ansiedade.

Ao contrário do que muita gente pensa, ela não ocorre apenas em adultos, podendo se dar também em crianças e adolescentes, e é mais comum em mulheres. Mas o que causa exatamente esse problema? 

É uma questão neurobiológica, e o que sabemos por enquanto é que está associada à diminuição da atividade no circuito de recompensa do cérebro. Seu surgimento também parece estar ligado ao aumento da atividade na região frontal do córtex pré-frontal, que, dentre outras funções, controla a inibição das respostas emocionais, e aos baixos níveis de dopamina, importante neurotransmissor responsável pelas sensações de bem-estar e prazer.

Tratamento

As depressões são heterogêneas e multifatoriais, por isso não existe um tratamento único. Fora que o que funciona para uma pessoa não necessariamente será bom para outra. No entanto, de maneira geral, o que propomos é o uso de fármacos, podendo ser antidepressivos, estabilizadores de humor e ansiolíticos, associados com a terapia.

É fundamental fazer terapia para lidar com a anedonia e a depressão. Não adianta só tomar o remédio se não tratar da causa, o que fez com que a pessoa chegasse a esse estado emocional de não ter prazer algum nas coisas que antes eram consideradas prazeirosas e até de viver.

Além disso, também é importante cuidar do sono e ter uma rígida manutenção da rotina, incluindo aí boa alimentação, atividade física constante e momentos de lazer. Junto a isso, é fundamental a colaboração da família e dos amigos.









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Síndrome de Capgras, o estranho mal que faz pacientes pensarem que pais e cônjuges são sósias impostores

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Em 1995, o casal galês Alan e Christine Davies sofreu um acidente de carro. Após o trauma, ele se convenceu, por uma série de flashbacks e reminiscências, que sua esposa, de 31 anos, tinha morrido. Mas ela tinha sofrido apenas uma lesão na coluna cervical. Como era possível?


Alan estava certo de que a mulher que estava a seu lado era uma sósia, que estava se passando por Christine. E passou a demonstrar pouca afeição pela "impostora".


A síndrome de Capgras é um transtorno raro que faz com que um paciente se convença de que parentes próximos – geralmente pais, cônjuges, irmãos ou filhos – são impostores.


Não há consenso sobre a origem do distúrbio. Mas acredita-se que possa ser causado por danos na conexão entre as áreas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial e sua resposta emocional.


Quem apresenta a condição é capaz de reconhecer o rosto dos entes queridos, mas não sente a reação emocional que normalmente estaria associada à experiência de estar perto deles.


É um distúrbio difícil de diagnosticar e que pode ser desencadeado por um traumatismo cerebral ou cranioencefálico, doenças psiquiátricas ou abuso de drogas. 


Há pacientes que reconhecem o membro da família ao conversar pelo telefone, mas, quando ficam cara a cara com ele, acham que é um impostor. Outras pessoas se convencem até mesmo que seus animais de estimação foram trocados por sósias.


O primeiro caso registrado


A síndrome tem o sobrenome do psiquiatra francês Joseph Capgras. Junto ao colega Jean Reboul-Lachaux, ele foi o primeiro a descrever, no início dos anos 20, um caso do tipo.


Era o caso de uma mulher de 53 anos que acreditava que seu marido, filhos e trabalhadoras domésticas tinham sido substituídos por impostores. Ela chegou a pensar, inclusive, que ela mesma tinha entre duas e três sósias que estavam envolvidas em um plano para roubar sua identidade e herança. 


A síndrome também é conhecida como "ilusão dos sósias".


Ambivalência


"Desde 1923, quando a síndrome de Capgras foi descrita, um estudo fenomenológico identificou pelo menos oito variantes dessa identificação equivocada", diz o artigo Capgras Syndrome and Dangerousness ("Síndrome de Capgras e sua Periculosidade", em tradução livre), publicado no Boletim da Academia Americana de Direito e Psiquiatria, em 1989.



"Do ponto de vista psicodinâmico, a síndrome se caracteriza geralmente por sentimentos marcantes de ambivalência com uma falsa identificação delirante em relação a uma ou mais pessoas importantes para o indivíduo", acrescenta o texto.


Os pesquisadores Arturo Silva, Gregory Leong, Robert Weinstock e Catherine Boyer, autores do artigo, explicam que o delírio é apenas um dos componentes de um quadro clínico muito mais amplo e complexo.


Eles afirmam que a síndrome e suas variantes estão frequentemente associadas à esquizofrenia paranoide, transtorno bipolar e esquizoafetivo.


Um homem estranho na cama


A psiquiatra Carol W. Berman também escreveu sobre o assunto. Em um artigo para o site de notícias e opinião HuffPost, Berman relatou o caso de uma de suas pacientes, Janet, uma jovem de 24 anos que um dia chegou em casa e encontrou um homem estranho, usando os pijamas do marido, deitado na cama do casal.


"Quem é você? Como você entrou no meu apartamento?", perguntou. "Responde logo porque eu vou chamar a polícia", ameaçou. Janet contaria depois a Berman que o homem era muito parecido com Dave, seu marido. Mas ela sabia muito bem que não era ele que estava ali.


"Como psiquiatra, eu trato de muitas doenças raras, mas este caso foi um dos mais peculiares", diz a médica, que tem mais de 25 anos de experiência em psiquiatria. Quando a paciente relatou o ocorrido, ela perguntou: "Você tomou seu remédio?" Ela estava se referindo a um antipsicótico para combater esquizofrenia. Ter delírios, como o de Capgras, faz parte da condição.


Janet, que também chegou a acreditar que os pais tinham sido substituídos por impostores, foi hospitalizada e retomou o tratamento. Ela se recuperou e seguiu em frente.


"Minha paciente sofria de uma variação da síndrome de Capgras, em que os pacientes acreditam que seus entes queridos são substituídos por sósias imprecisos", indicou a médica.


Manifestações violentas


É possível que o paciente tenha atitudes violentas em relação ao "impostor". Portanto, qualquer comportamento agressivo e hostil é um alerta para familiares e médicos.


Silva, Leong, Weinstock e Boyer citam, em seu artigo, quatro casos comoventes de pacientes com Síndrome de Capgras:


- Um homem que delirava sobre as identidades do pai, irmã, sobrinho, irmão e cunhado. "Ele acreditava que seus parentes reais haviam morrido e que as pessoas que estavam ali eram clones, cujos corpos foram tomados por espíritos". Este paciente matou o pai e feriu gravemente o sobrinho.


- Um paciente achava que a mãe, o tio e outros familiares haviam sido substituídos por sósias. "Ele acreditava que seus parentes verdadeiros tinham sido assassinados por razões desconhecidas, e também manifestava delírios de grandeza, em que era extremamente rico e dizia que os 'impostores' haviam roubado seu dinheiro".


- Outro afirmava que a mãe tinha morrido e havia sido substituída por uma mulher quase idêntica a ela. Ele dizia que "podia detectar a impostora porque sua voz era diferente da de sua mãe. Acreditava que o pai tinha vivido com a impostora sem perceber sua identidade".


- Um homem achava que os pais foram substituídos por cópias idênticas quando ele era bebê. "Ele acreditava que os sósias haviam matado seus pais verdadeiros e que eles também nutriam más intenções em relação a ele, embora fossem frequentemente sutis em sua malícia."


Os quatro pacientes tinham comportamento ameaçador e violento em relação aos familiares. Eles foram hospitalizados e receberam tratamento médico, que costuma envolver antipsicóticos e acompanhamento psicológico.




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9 coisas que o filme Divertida Mente ensina sobre o cérebro e as emoções

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O filme Divertida Mente, sucesso de público e crítica da Disney e da Pixar, conta a história de Rilley, uma garota de 11 anos que enfrenta uma série de mudanças em sua vida. A principal delas foi sair de sua cidade natal, no estado de Minnesota (EUA), para morar na longínqua cidade de São Francisco. O enredo se desenrola dentro da cabeça da menina, onde cinco emoções — Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo — são responsáveis por processar as informações e armazenar as memórias. O desenho foi dirigido pelo americano Pete Docter, que procurou ajuda de psicólogos e neurologistas na preparação do roteiro. Abaixo, listamos nove conceitos trabalhados nas cenas que encontram respaldo na ciência. Eles podem dizer muito sobre como você enxerga o mundo e lida com as coisas ao seu redor:

1. As memórias são fixadas pelas emoções

Durante o filme, os cinco sentimentos ficam dentro de uma sala, onde acompanham tudo o que acontece com Rilley. Os principais eventos do dia são guardados em esferas — a representação de nossas memórias. Cada uma delas tem uma cor e está relacionada com o sentimento mais forte daquele momento. Pode ser alegria, tristeza, raiva… Já se sabe que as lembranças são fixadas no cérebro junto com um estado de humor. Todas as recordações que temos, sejam elas boas ou ruins, trazem consigo sentimentos.

2. Não existe sentimento melhor ou pior

Apesar de preferirmos os momentos alegres de nossa vida, cada emoção tem a sua importância — e é necessário saber usá-las da melhor forma possível diante dos desafios. “Precisamos ter alegria no momento certo e dar passagem para a tristeza em determinadas ocasiões. O problema ocorre quando os sentimentos ultrapassam os limites”, esclarece a especialista.

3. A tristeza é necessária

A personagem Alegria tenta, a todo o momento, sufocar e ignorar a Tristeza. “A animação faz uma crítica ao mundo atual, em que precisamos estar felizes o tempo todo, a qualquer custo”, comenta Cleide. Há ocasiões em que um pouco de melancolia é essencial para encarar e lidar com as dificuldades que surgem em nossa vida.

4. O medo nos faz sobreviver — assim como o nojo

Esses dois sentimentos nos livram de grandes enrascadas. O medo impede que entremos na jaula do leão durante uma visita ao zoológico. O nojo, por sua vez, não deixa a gente comer um lanche apodrecido. “O segredo está em equilibrar as emoções e não permitir, por exemplo, que o temor nos impeça de sair de casa”, exemplifica a neuropsicóloga.

5. Muita alegria é ruim

O exagero na felicidade faz o indivíduo perder a noção das coisas: é como se tudo fosse mais florido do que a realidade. Em Divertida Mente, a personagem Alegria não cansa de ver as coisas com extremo otimismo — mesmo quando a situação exige um pouco de medo, tristeza, nojo ou raiva.

6. A raiva impede injustiças

Calma, ninguém está falando que gritar e quebrar tudo são soluções para os problemas. Mas especialistas na área de psicologia concordam que esse sentimento tem o potencial de indignar e corrigir eventuais injustiças. O segredo, mais uma vez, está no equilíbrio. “A raiva estimula o sujeito se defender. Mas se ultrapassa os limites, ela se tornar destrutiva”, analisa.

7. Há memórias que acabam apagadas — e esquecer pode ser algo bom

É natural que certas recordações sejam esquecidas com o passar dos anos. No filme, esferas que não são utilizadas vão parar num lixão e viram poeira com o tempo. Isso acontece com muitas informações que processamos ao longo de um dia e de toda a nossa vida — você provavelmente não se lembra muito bem do que comeu no último dia de janeiro. Esse dom do esquecimento também é útil para lidar com situações traumáticas e difíceis: o cérebro vai, aos poucos, apagando os detalhes do fato ruim como uma maneira de lidar com a situação.

8. A memória define (e influencia) a sua personalidade

Outras recordações, porém, são muito importantes e determinam boa parte de nossa personalidade pelo resto da vida. Em Divertida Mente, elas são as memórias base, as esferas em que estão guardados os momentos especiais da vida de Rilley — a brincadeira com os pais, o jogo de hockey com as amigas… No nosso cérebro, as lembranças são processadas numa região chamada hipocampo, que converte memórias de curto em longo prazo.

9. Nós temos um verdadeiro arquivo de memórias

Na animação, quando Alegria e Tristeza saem do escritório central das emoções, elas visitam a região onde as esferas estão estocadas em prateleiras. Na nossa massa cinzenta, as recordações estariam organizadas de uma forma parecida: elas ficam próximas uma da outra por associação. Exemplo: quando queremos lembrar o nome de uma flor específica, pensamos que ela é avermelhada, tem muitas pétalas e seu cabo é cheio de espinhos. Pronto, é a rosa. Nossas memórias são armazenadas como um arquivo, por semelhança.
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