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7 pensamentos para te ajudar a mudar a sua perspectiva sobre a vida

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A felicidade pode estar na sua frente esse tempo todo, dependendo apenas de uma questão de "mudança de perspectiva" para poder enxerga-la. Conheça algumas frases que podem fazer você mudar totalmente o seu modo de ver a vida e ser mais feliz!

1. As pessoas não estão contra você, elas estão a favor delas mesmas

Pode parecer filosofia de mesa de bar, mas a vida é como se fosse uma longa corrida, onde o “grande prêmio final” é a felicidade.

E você não é o único a querer vencer essa “competição”, mas TODAS as pessoas que você conhece também estão lutando por um “lugar ao pódio”!

Por isso, por mais maravilhosos que sejam os seus amigos, lembre-se: confie e acredite SEMPRE em você antes de qualquer outra pessoa!

2. Não suba montanhas para que o mundo te veja, mas sim para que você veja o mundo

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, já dizia o icônico Stan Lee através da personagem de Ben Parker (o titio de Peter Parker ou vulgo “Homem-Aranha”).

O poder, o sucesso e a fama podem (e às vezes infelizmente conseguem) corromper as pessoas, tornando-as pouco humildes e bastante arrogantes, impedindo-as de enxergar o quão vasto é o universo em que vivem.

Somos seres insignificantes em comparação à imensidão que nos rodeia. Devemos aproveitar todas as oportunidades que nos são dadas para aprendermos e contemplarmos as belezas da vida.

3. Esteja onde você seja celebrado e não onde seja tolerado

Às vezes, na vontade de querermos nos sentir “enquadrados” em algum grupo, podemos passar por cima dos valores que acreditamos e da personalidade que construímos…

Não mude o seu jeito de ser apenas para agradar aqueles que não te aceitam do jeito que você naturalmente é. Não se anule!

Ao invés disso, aproveite para valorizar aquelas pessoas que realmente te amam pelo indivíduo que você é! Uma dica? Seja você, apenas!

4. Todo mundo que você conhece tem medo, ama e já perdeu alguma coisa ou alguém

A felicidade, o medo, a tristeza e a raiva não são emoções criadas por você, mas isso eu imagino que já saiba… Então, porque não valorizar os sentimentos alheios?

Não devemos menosprezar aquilo que o próximo está sentindo, pois, por mais “banal” que possa parecer aos nossos olhos, as emoções podem ser incrivelmente mais intensas para a outra pessoa e devemos respeitar isso.

Vamos praticar a empatia, vamos?

5. Você não pode mudar a sua situação, a única coisa que pode mudar é como você escolhe lidar com ela

Fatos são sempre fatos, meus amigos… E infelizmente (ou não) em determinadas situações a única coisa que nos resta é respirar fundo, dizer “ok, vamos a isso” e seguir com a vida!

6. Se sabe aceitar as suas limitações, você vai além delas

Reconhecer e respeitar os seus limites é fundamental para conseguir “quebrar barreiras”.

Estou convencido das minhas próprias limitações - e esta convicção é minha força.
Mahatma Gandhi

7. Quando você foca nos problemas, terá mais problemas. Quando você foca nas possibilidades, terá mais oportunidades

Os problemas e situações difíceis sempre existirão, então só nos restam duas alternativas: focas nos problemas em si ou em todas as novas oportunidades que eles podem trazer.

Tente ver o lado bom mesmo nos momentos mais negativos da sua vida. Tente extrair um aprendizado ou uma nova chance de poder ser feliz. Não deixe de olhar o mundo com mais cores, e não apenas em preto e branco!


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A geração de 'crianças smartphone' precisa ir para a rua e brincar

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Daniel Becker

As rápidas mudanças tecnológicas e culturais têm afetado profundamente a maneira como as crianças vivem e passam seu tempo livre. Por motivos diversos, estamos vivendo uma forte redução da atividade que melhor define a infância: o livre brincar.

Nossa época é marcada por um processo de redução da infância, de adultização precoce. Uma de suas faces é o que chamamos de "paradigma escolar do desenvolvimento" — a ideia de que crianças só aprendem de adultos, em aulas formais e situações estruturadas.

Com isso, as crianças de hoje convivem com o excesso de aulas e tarefas programadas. Nas escolas, cada vez menos recreio, e um currículo que deixa de lado as artes, como música, dança e teatro. As práticas corporais — até mesmo a educação física — são relegadas ao segundo plano. E cada vez mais dever de casa.

Tudo isso num afã de tornar os filhos mais "competitivos" para o temível "mercado de trabalho" que enfrentarão no futuro. Mal sabem os pais que brincando eles poderiam desenvolver habilidades talvez mais importantes para a vida adulta.

Por outro lado, com as preocupações com segurança em nossas cidades desiguais e perigosas, com trânsito violento e espaços públicos mal cuidados, o momento de brincar tem se limitado às quatro paredes de casa, onde as crianças perdem o contato com a natureza, tão essencial para sua saúde física, psíquica e social, com benefícios bem demonstrados por inúmeros estudos científicos.

E é claro, para represar essa energia do correr, pular e explorar a pracinha, o parque ou a praia, só mesmo oferecendo a elas o contato permanente com aparelhos eletrônicos.

As tecnologias digitais certamente oferecem boas oportunidades educativas, mas podem reduzir sua capacidade de se autoestimular, de imaginar e criar. O uso excessivo de jogos e dispositivos digitais pode 'viciar' a criança, reduzindo sua capacidade de concentração, tornando-a dependente de hiperestimulação, prejudicando sua memória, promovendo o sedentarismo e a obesidade, prejudicando o aproveitamento escolar e o sono.

Hoje em dia, crianças do mundo inteiro passam muito menos tempo desfrutando de brincadeiras ao ar livre do que as gerações anteriores — 75% delas apenas até uma hora, menos do que a maioria dos presidiários.

Por outro lado, ficam hoje em dia 50% mais tempo com dispositivos em telas dentro de casa do que brincando. No total, 4 em cada 5 pais (80%) dizem que seus filhos preferem jogar esportes virtuais do que esportes ativos na vida real. E mais de 40% dizem que seus filhos precisam de mais brincadeiras ao ar livre.

Esses são alguns fatos apontados por pesquisa encomendada por Omo e coordenada por um comitê internacional presidido por Sir Ken Robinson, um dos mais importantes educadores da atualidade, e que chamam a atenção para hábitos que geram prejuízos até a idade adulta.

As crianças nunca tiveram uma rotina tão programada, tão cheia de atividades — que tem até o objetivo de ajudá-las a aprender, competir e conquistar, mas que são atividades realizadas à custa da brincadeira ativa.

Muitas famílias promovem o uso de jogos digitais educativos, como os que ensinam codificação básica e programação, acreditando que vão preparar seus filhos para um futuro dominado por tecnologias digitais e baseado em telas. Mas nesse futuro também será exigida a criatividade, a capacidade de criar conteúdo, que são habilidades adquiridas em experiências reais e longe das telas, e que a brincadeira livre pode oferecer.

E a redução do brincar pode trazer enormes prejuízos para a saúde física, mental e emocional das crianças que se estendem até a vida adulta, prejudicando a sociedade como um todo.

O brincar autorregulado, não supervisionado e não estruturado oferece oportunidades únicas de desenvolvimento. É brincando que se consegue explorar o mundo com curiosidade, cultivar sua coragem, imaginação e criatividade.

A automotivação é outra habilidade fundamental desenvolvida pelo brincar. É por meio de experiências ativas e multissensoriais no mundo real que as crianças aprendem mais sobre si mesmas, sobre relacionamentos e o mundo à sua volta.

É brincando que elas começam a cultivar habilidades emocionais e sociais, como a empatia, a capacidade de negociação, de adesão a regras, de conviver em grupo. Ou seja, brincar é um caminho essencial para que as crianças sejam felizes, saudáveis, e atinjam bem-estar e desenvolvimento plenos.

Claro que esse brincar deve se dar num contexto de garantia de direitos básicos, como segurança, nutrição e moradia adequadas, do afeto e carinho da família, de uma sociedade que coloque a infância no lugar de prioridade absoluta.

No dia 17 de maio aconteceu o Dia de Aprender Brincando. Esta é uma iniciativa global de Omo em parceria com a Cidade Escola Aprendiz que, desde 2015, buscar estimular pais, educadores e crianças a mudar essa realidade preocupante e iniciar um diálogo global sobre a importância do brincar. Neste ano, no Brasil, mais de 1.300 escolas públicas e particulares participaram, com mais de 250 mil crianças envolvidas. Educadores de todo o País levaram seus alunos e alunas para brincar e aprender ao ar livre, ter contato com a natureza, viver a plenitude da infância e aprender habilidades que só o brincar pode oferecer.

Iniciativas como essa, juntamente com outras ao redor do mundo, comoActive Learning Initiative, o Projeto HundrED, ou a Semana Mundial do Brincar, da Aliança pela Infância, se tornam cada vez mais necessárias hoje em dia. Ações realizadas por coletivos de vizinhança e de famílias, por ativistas em defesa da infância e por políticas públicas em muitas cidades do Brasil e do mundo mostram que estamos em plena expansão.

Um dos movimentos mais importante dos nossos tempos é a ideia do brincar como fundamental para a infância e para a vida, do usufruto da natureza e dos espaços públicos para todas as crianças, de todas as origens, classes e territórios, o envolvimento das escolas na promoção da brincadeira, a humanização das cidades e a sua ocupação por crianças e famílias.

Vamos permitir que nossos filhos e filhas possam brincar livremente, explorando a natureza, se sujando, aprendendo, crescendo, se encontrando, interagindo e se maravilhando. Eles serão mais felizes, e nossas cidades se tornarão mais justas, amorosas e sustentáveis. E assim, nossa humanidade, quem sabe, poderá ainda aspirar a um longo tempo de permanência nesse delicioso planeta azul.
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Seu ano em pixels: um método para ver se 2018 está te tratando bem

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A ideia de #yearinpixels (um “ano em pixels”) é simples: basta fazer uma grade com 365 quadros, um para cada dia do ano. E colorir cada quadro no fim do dia com uma cor diferente, dependendo se foi bom, regular ou ruim. O objetivo é poder avaliar rapidamente se está sendo melhor do que pensamos ou, se estiver indo mal, tentar fazer algo para remediar.

Sally Issa Ismail viu a ideia no Instagram, onde essa prática tem seu público. Gostou suficientemente dela, a ponto de experimentá-la no começo do ano. No caso dela é uma desculpa para dedicar algum tempo, mesmo sendo pouco, para refletir sobre como foi o seu dia: “Muitas vezes você está em piloto automático e não tem consciência disso. E em outras vezes você acredita que teve um dia ruim, mas ao refletir sobre seu dia percebe que foi só um momento pontual”.

Frequentemente não temos consciência de todas as emoções que sentimos ao longo do dia. Mesmo as emoções negativas podem nos trazer algo. Se o dia foi ruim, por exemplo, isso pode ajudá-lo a pensar sobre como poderia ter sido melhor.

Se o objetivo é avaliar nosso estado de ânimo, essa ferramenta nos faz tomar consciência de onde estamos e para onde queremos ir e é bastante adequada para isso.

A ideia não é usada apenas para marcar se você teve um dia bom ou não: outros escolhem diferentes cores e emoções, assinalando se ficaram irritados ou se sentiram cansados, por exemplo. O objetivo é descrever a frequência em que aparecem certos comportamentos, condutas, sentimentos ou situações, escrevendo e atribuindo pontos aos pensamentos, ações e emoções para assim poder compreendê-los, defini-los e analisá-los. Não serve apenas para o terapeuta, mas também ao paciente, que assim pode tomar consciência da frequência e da intensidade com que determinada preocupação aparece e assim poder tirar conclusões com uma base objetiva.

A técnica tem seus riscos. Se virmos algo de que não gostamos é possível que fiquemos “ancorados nessa ideia sem sairmos daí”, em vez de tentar modificá-lo. Atribuir pontos dia a dia também tem o inconveniente de que não nos permite ver como o tempo pode mudar nossa “interpretação das coisas que aconteceram”. Ou seja, é possível que, depois de alguns meses, percebamos que uma demissão, para dar um exemplo, acabou sendo positiva porque nos permitiu encontrar um trabalho melhor. 


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6 dicas para quem é calouro na universidade

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Começando a faculdade neste ano? Fique calmo, são muitas novidades mas é possível organizar tudo e aproveitar muito bem os primeiros momentos. Conheça algumas dicas.


A experiência de iniciar os estudos em uma instituição de Ensino Superior é incomparável. Uma época que vai definir rumos para o resto da vida, o começo da faculdade ou universidade deve ser aproveitado da melhor maneira possível. No entanto, também é importante que sejam tomadas algumas precauções e cuidados nessa etapa da vida acadêmica.

Está começando o seu primeiro semestre de aulas? Elencamos algumas recomendações para quem é calouro na universidade. Boa sorte e bom começo de período letivo!

1. De olho no calendário acadêmico

Acesse o calendário acadêmico da sua Faculdade com bastante antecipação. Anote os prazos que considera essenciais e observe quais são as datas definidas para eventos como solicitação de matrícula, entrega final de notas e avaliações. Grande parte das informações, ou mesmo todas elas, estão presentes em documentos como o calendário letivo. Mantenha-se atualizado e ciente dos seus detalhes.

2. Pesquise sobre a cidade

Caso você esteja se mudando de cidade para cursar a faculdade, colete informações e dados sobre o município para o qual está indo. Pergunte para residentes do local ou para eventuais conhecidos que já moraram ou ainda vivem por lá. Procure conhecer as principais avenidas, bairros e linhas de transporte popular, bem como a localização e arredores da Faculdade.


3. Considere uma república

Uma opção econômica e conveniente, a república é uma alternativa boa para economizar e criar laços com outros estudantes. Caso alguém que você já conheça esteja indo para a mesma cidade, entre em contato e faça a proposta de uma república. Outra oportunidade está em ingressar em repúblicas já consolidadas, conhecendo alunos de outros cursos e realizando integração com a cultura universitária local.

4. Conheça a grade curricular

Pesquise e estude a grade curricular do seu curso, sabendo quais disciplinas fará e em qual ponto do curso estudará cada área. Conhecer a grade traz uma boa noção do seu futuro na instituição, além de favorecer o planejamento.

5. Aprenda sobre a estrutura

Você conhece a estrutura administrativa da sua Universidade? Muitos veteranos recomendam que o melhor momento para se aprender mais sobre os detalhes de organização é justamente o início dos estudos. Busque saber mais sobre as secretarias responsáveis por diferentes setores, além dos docentes que estarão mais próximos dos alunos – normalmente chamados de coordenadores. 

6. Aproveite a integração

Não deixe de fazer contato com os veteranos e outros colegas calouros de seu curso. Aproveite as oportunidades de integração, muitas vezes parte do calendário oficial de recepção de calouros.

Muita atenção: participe apenas das atividades saudáveis de conexão e intercâmbio cultural. Cada vez mais, as instituições investem em todo um trabalho de conscientização sobre a recepção de calouros com os chamados “trotes”.

Bons estudos e boa sorte!
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13 coisas para se lembrar quando a sua vida estiver difícil

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As coisas perderam o sentido para você? Aqui estão algumas dicas que podem ajudar


Todos nós passamos por momentos difíceis. No entanto, alguns passam por esses momentos difíceis melhores do que outros. Então, qual é o segredo? A maior parte tem a ver com atitude. Então, aqui estão 13 coisas para se lembrar quando a vida ficar difícil.

1. As coisas são o que são

O famoso ditado de Buda nos diz que “é a nossa resistência às coisas que causa nosso sofrimento”. Pense nisso por 1 minuto. Isso significa que o nosso sofrimento só ocorre quando resistimos às coisas como elas são. Se você pode mudar alguma coisa, então aja em conformidade. Mude. Mas, se você não pode mudar, então nos restam 2 opções:

  1. Aceitar e deixar a negatividade para lá.
  2. Nos tornarmos miseravelmente obcecados com o sofrimento.

2. Se você acha que tem um problema, você tem um problema

Muitas vezes nós somos o nosso pior inimigo. A felicidade depende realmente de nossa perspectiva. Se você acha que algo é um problema, então seus pensamentos e emoções serão negativos. Mas você acha que está passando por algo que pode aprender, então, de repente, isso não é mais um problema.

3. A mudança começa em você mesmo

O seu mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior. Você não conhece pessoas que as vidas são caóticas e estressantes? E não é verdade que, em grande parte elas se sentem assim por dentro? Nós gostamos de pensar que as mudanças em nossa rotina nos mudam. Mas, dando um passo atrás, precisamos mudar a nós mesmos antes que as circunstâncias mudem.

4. Não existe aprendizagem maior do que falhar

Você deve eliminar a palavra fracasso de seu vocabulário. Todas as grandes pessoas que já alcançaram alguma coisa falharam.

Thomas Edison disse algo como “eu não falhei em inventar a lâmpada, eu encontrei primeiramente, 99 maneiras de que a ideia não funcionava”.

Tire as chamadas falhas do caminho e aprenda alguma coisa com elas. Depois disso, aprenda como fazer melhor da próxima vez.

5. Se algo não acontece como planejado, significa que o melhor aconteceu

Isso é bem difícil de acreditar, mas é a mais pura verdade. Normalmente, quando olhamos para trás em nossa vida, somos capazes de ver por que essa era a melhor alternativa. Talvez o trabalho que você não conseguiu teria feito você passar mais tempo longe da sua família, e o que você conseguiu era mais flexível. Apenas tenha fé que tudo acontece exatamente do jeito que deveria.

6. Aprecie o presente

Este momento nunca voltará. E há sempre algo preciso a cada momento. Então não deixe passar por você em branco. Em breve será apenas uma lembrança. Mesmo que momentos que não parecem felizes possam ser encarados como algo que você pode perder, algum dia.

7. Deixe o desejo de lado

A maioria das pessoas vivem com a mente anexada a desejos. Isso significam que nossas mentes ficam ligadas a um desejo e quando não realizamos esses desejos, nossas emoções despencam em negatividade. Em vez disso, tente praticar uma mente isolada. Isso significa que, quando você quer algo, você ainda será feliz conseguindo ou não. Faça com que suas emoções permaneçam felizes ou neutras.

8. Compreenda e seja grato por seus medos

O medo pode ser um grande professor. E vencer o medo também pode fazer você se sentir vitorioso.  Por exemplo, muita gente tem medo de falar em público (esse é um dos 3 principais medos dos seres humanos). Então, quando você perder o medo e conseguir falar de maneira bem humorada na frente de todos, vai se sentir vitorioso. Superar seus medos requer apenas prática. O medo é apenas uma ilusão e, acima de tudo, é opcional.

9. Experimente a alegria

Acredite ou não, muitas pessoas não deixam de se divertir com o que acontece ao seu redor. E, muitas vezes essas pessoas nem sabem porque se divertem nessas situações. Algumas pessoas são realmente viciadas em seus problemas e o caos envolvido nisso tudo faz com que eles nem saibam quem são. Portanto, permita-se ser feliz. Mesmo que seja apenas por um breve momento, é importante se concentrar em alegria, e não em dificuldades.

10. Não se compare com os outros

Mas se você se comparar, compare com quem tem menos do que você. Está desempregado? Seja grato por viver em um país que dá seguro desemprego, porque a maioria das pessoas do mundo vivem com menos de 750 dólares ao ano. Você não se parece com a Angelina Jolie? Acredito que existem mais pessoas que não se parecem do que pessoas que parecem.

11. Você não é uma vítima

Você precisa parar de ver tudo pelo seu próprio ponto de vista. Você é apenas uma vítima de seus próprios pensamentos, palavras e ações. Ninguém faz alguma coisa contra você. Você é o criador de sua própria experiência. Assuma a responsabilidade pessoal e perceba que você pode sair de suas dificuldades. Nós só precisamos começar a mudar pensamentos e ações. Abandone a sua mentalidade de vítima e torne-se um vitorioso.

12. Tudo muda

E isso também vai passar. Quando estamos presos em uma situação ruim, pensamos que não há nenhuma maneira de resolver os problemas. Achamos que nada vai mudar. Mas uma hora tudo muda. Nada é permanente, exceto a morte. Então, saia do hábito de pensar que as coisas serão sempre assim. Elas não serão. Mas você precisa agir para que as coisas mudem. Isso não vai acontecer magicamente por conta própria.

13. Tudo é possível

Milagres acontecem todos os dias. E realmente eles acontecem. Confie e acredite que tudo é possível. Coisas incríveis acontecem o tempo todo. Você só precisa acreditar nisso e, agir em conformidade. Uma vez que você fizer isso, você já ganhou a batalha.

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Fonte: Este artigo foi adaptado do original, “13 Things to Remember When Life Gets Rough”, do Lifehack.
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As vezes a gente não perde, a gente se livra

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"A gente se livra ao ultrapassar os limites de nossa zona de conforto, deixando para trás o que nos pesa inutilmente, o que nos faz mal, o que fere nossa dignidade. Livrar-se é buscar um novo emprego, novos amigos, outras moradas, amores fresquinhos, paisagens inusitadas, emoções desconhecidas. É inconformar-se com o que se acomodou de forma insossa."



É impossível enxergarmos os fatos com clareza quando estamos inseridos em meio à roda-viva dos acontecimentos desagradáveis. Geralmente, somos levados ao desespero, à impotência e à certeza de que jamais conseguiremos nos reerguer depois daquilo tudo. Mas o passar dos dias, meses, sempre acaba trazendo a lucidez necessária para que possamos encontrar meios de superar os reveses, os quais, vistos ao longo do tempo e a uma distância segura, tomam a real dimensão que possuem, sendo muitos deles verdadeiras bênçãos em nossa jornada. Há perdas, sim, mas também há muitos livramentos, felizmente.

A gente perde quando magoa quem nos ama de verdade, quem caminha ao nosso lado torcendo pelo nosso sucesso e nos ajudando a batalhar por nossa felicidade. Ferir essas pessoas é como machucarmos a nós mesmos, pois fazem parte de nós e de nossa história. Ao nos distanciarmos daqueles que nos dão as mãos com devoção sincera, limitamos as possibilidades de encontrarmos a felicidade.

A gente se livra ao perceber que está perdendo tempo em uma relação sem futuro algum, investindo em alguém que não oferece nada em troca. Recobrar a consciência e a lucidez, para juntarmos forças que nos possibilitem romper e partir em busca do amor de nossas vidas significa procurarmos pela felicidade com que sempre sonhamos. Os sonhos não devem permanecer na cama, mas sim nos acompanhar também enquanto estivermos acordados.

A gente perde quando trava lutas inúteis contra pessoas que não fazem a menor diferença em nossas vidas, tentando provar algo a quem não tem a mínima consideração com o que somos. Despender energia com aqueles que não fazem questão de tomar parte de nosso caminhar com cumplicidade apenas enfraquecerá nossos ânimos, desviando nossas atenção do que realmente importa, do que nos é vital junto às pessoas certas.

A gente se livra ao compreender que somos falíveis e que bem provavelmente erramos muito, todos os dias. Esse entendimento amenizará nossa carga de culpa, tornando-nos mais leves e propensos a internalizar os aprendizados que vêm com as colheitas. Somente analisando os nossos equívocos, com maturidade e criticidade, é que conseguiremos articular nossas ações, no sentido de não repetir os erros que emperram nossos avanços, em todos os setores de nossas vidas. É preciso carregar somente as bagagens que nos serão úteis, ou nos cansaremos sem ter desfrutado tudo o que merecemos.

A gente perde quando se nega a mudar os hábitos que emperram as mudanças necessárias ao nosso aprimoramento pessoal, que nos intoxicam o físico e o psíquico, minando nossos sentidos e limitando nossa visão de mundo. Nunca é tarde para que deixemos o novo adentrar em nossas vidas, reoxigenando nossos pensamentos, elucidando nossas dúvidas, oportunizando-nos novas chances de recomeçar aquilo que não está dando certo.

A gente se livra ao ultrapassar os limites de nossa zona de conforto, deixando para trás o que nos pesa inutilmente, o que nos faz mal, o que fere nossa dignidade. Livrar-se é buscar um novo emprego, novos amigos, outras moradas, amores fresquinhos, paisagens inusitadas, emoções desconhecidas. É inconformar-se com o que se acomodou de forma insossa, rompendo as barreiras do medo e da hesitação que nos impedem de utilizarmos todo o potencial que nos preencherá a essência na medida exata de nossa felicidade.

É necessário, pois, sabermos que, ainda que certas rupturas pudessem ter sido evitadas em nosso favor, muitas perdas implicarão ganhos imensuráveis, no tempo e na hora certa. Por mais desoladora que seja a situação, haveremos de vencer a desesperança, o desânimo e a negatividade, renascendo das intempéries cada vez mais fortes e humanos, com uma visão de mundo mais madura e segura. Certamente, ainda haveremos de olhar para trás com uma grata satisfação por tudo o que nos aconteceu e que nos deu a oportunidade de nos tornarmos quem somos, apesar de - e por causa de - todas as escuridões em meio às quais nossa luz interior se fortaleceu para nos guiar de volta, sempre em direção à felicidade.


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Não agrade os ingratos e nem sirva os folgados

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Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.


Passamos muito tempo fazendo a coisa certa para as pessoas erradas, sofrendo as consequências das péssimas escolhas pelo caminho, sofrendo à toa por coisas inúteis e gente sem conteúdo, alimentando vãs esperanças em relação ao que não tem a menor chance de vir a acontecer.

Perdemos muito tempo investindo no vazio, esperando retorno do que não volta, aguardando sorrisos de quem nem nos olha direito. É preciso focar no que é real, pois, mesmo que não haja muito de verdadeiro nesses terrenos, esse pouco bastará.

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, às pessoas descontentes e incapazes de receber algo de fora. Existem indivíduos que se encontram por demais fechados ao acolhimento do que não se encontra dentro deles, do que não faz parte daquele mundinho em que eles se fecham, presos a crenças e sentimentos que não mudam, não são repensados, não saem do lugar. Tentar alcançá-los é inútil.

É necessário evitar a servidão aos folgados, aos aproveitadores, a quem não sai do lugar por si só, a quem foge a qualquer tipo de responsabilidade, pois sabe que alguém sempre fará por ele.

Temos que ter clareza quanto ao que realmente devemos e poderemos tomar para nós, ou acumularemos cargas de bagagens que não são, nem de longe, relacionadas às nossas vidas. Muita gente precisa de ajuda, sim, mas muitos precisam é de vergonha na cara.

Não podemos nutrir amizades duvidosas, com pessoas que não expressam a menor necessidade de nós, como se tanto nossa presença quanto nossa ausência fossem a mesma coisa, algo sem importância, invisível, dispensável. Isso se chama amor próprio. Não podemos nos fechar para ajudar, mas ajudar demais pode atrapalhar. Principalmente quando nos fere. Precisamos estar bem até para cuidar do outro, mas se o cuidar do outro me machuca, algo está muito errado.

Nem todos de quem gostamos irão gostar de nós, o retorno da estima e da afeição nunca é uma certeza, portanto, há necessidade de que adentremos exclusivamente os encontros verdadeiros.

Não é fácil nem tranquilo conseguirmos acertar quanto ao que poderemos regar com a certeza de retorno e reciprocidade, uma vez que as pessoas, os acontecimentos, a vida, tudo é imprevisível.

Embora muito do que acontecerá em nossas vidas não possa ser controlado, mantermos sob controle nossas decisões, nossas vontades e a certeza de que merecemos ser felizes nos tornará mais fortes diante dos tombos, sem que desistamos de nossos sonhos.
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Objetivo para a semana: recuperar o tempo para viver

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“Meu objetivo para esse ano é comparecer aos treinamentos de meu filho”, me disse dias atrás um executivo de um uma grande empresa. Se não ia mais vezes, era porque em seu departamento sempre surgia algum problema de última hora: um relatório importantíssimo, uma reunião inadiável e qualquer outro “incêndio a apagar”, que lhe impedia de estar nas tardes de sexta vendo seu filho. “E o que é pior – acrescentou –, na maioria das vezes o que se pede não é nada urgente”. O problema está nos caprichos da alta diretoria e nas rotinas em que caímos sem perceber. 


2018 chegou. 15 dias já se foram. O tempo está passando e está passando rápido, certo? Então qual é o seu objetivo para esse ano? Tudo bem, não vamos pensar tão longe. Que tal começarmos pensando em algo para essa semana apenas? 

Desse modo, um bom objetivo para 2018 , ou melhor, para essa semana é recuperar tempo para fazer o que realmente queremos e valorizamos: estar com nossa família e com nossos amigos ou aproveitar séries de televisão. O que quisermos. Para consegui-lo, vejamos o que podemos fazer, como nos propõe Gustavo Piera em seu livro A Arte de Administrar o Tempo.

O primeiro passo consiste em parar. Qual é a única pessoa que você é capaz de mudar? A resposta é você mesmo. Por mais que gostasse que seu chefe e que seu companheiro ou companheira fizessem algo diferente, é um objetivo impossível. Você pode influenciar, aconselhar e até importunar, mas a mudança é uma porta que se abre só do lado de dentro. Para recuperar tempo, precisamos acabar com rotina habitual, nos perguntar o que queremos, aonde vamos, por que agimos de tal maneira, o que nos faz felizes, em que somos bons... E as boas respostas surgem quando despertamos da síndrome do hamster, de dar voltar sem parar, mas sem chegar a lugar algum. Portanto, vamos parar um pouco e nos fazer perguntas incômodas.

O segundo passo é refletir sobre o que nos faz sentir bem. A autoconsciência é um automatismo que temos perfeitamente projetado. Vemos uma foto em grupo ou um vídeo e imediatamente nos localizamos e nos julgamos. Quando se trata de nos cuidar, entretanto, esse automatismo muitas vezes se dilui. Nós nos orientamos aos outros, aos objetivos no trabalho, mas nos esquecemos de dedicar tempo de qualidade a nós mesmos. E aí nos equivocamos, porque se estamos bem, as pessoas ao nosso redor também estarão bem. O equilíbrio interior nos ajuda a melhorar nossa qualidade de vida e a das pessoas que nos cercam, e a tirar o melhor de nós mesmos em quaisquer ambientes onde estivermos. Por isso, o que você deveria fazer para trabalhar mais seu equilíbrio interior?

E, como terceiro passo, analisemos e decidamos. Para poder recuperar tempo, precisamos sair de certas crenças. Parece que o sucesso é associado a um grande cargo, uma extraordinária carreira profissional e muita popularidade nas redes sociais. Mas, por trás de tudo isso, muitas vezes se esconde outra realidade não tão amável. Existem renúncias que doem com o tempo e excessos de estresse e de uma vida muito baseada no trabalho, que deixam vazios outros aspectos da vida. Por isso, a análise que precisamos fazer é global: até que ponto meu conceito de sucesso me ajuda a ter equilíbrio interior ou me desestabiliza ainda mais? Assim que analisarmos, podemos tomar decisões e encontrar forças para isso. Podemos estabelecer certos hábitos em nossa vida pessoal e no trabalho, como ter tempo para nossos passatempos e aprender a dizer “não” a determinadas coisas nas tardes de sexta para ir ao treinamento de um filho, como no caso do executivo anterior.

Definitivamente, somente quando encontramos um argumento forte somos capazes de produzir uma mudança importante em nossa vida. E, para isso, precisamos aprender a parar, pensar e analisar nossa vida em seu conjunto e tomar as decisões para que o equilíbrio interior seja nosso principal objetivo.
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Kintsugi: a beleza das cicatrizes da vida

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Em uma época dominada por consumismo e obsolescência programada, o mais provável é que, se um dia você levantar com o pé esquerdo, tropeçar e deixar cair a xícara do café, simplesmente se resignará a juntar os pedaços e a jogá-los no lixo, certo? Porém, isso é algo impensável no Japão. Há cinco séculos, surgiu no Extremo Oriente o kintsugi, uma apreciada técnica artesanal com o objetivo de reparar uma tigela de cerâmica quebrada. 

Diz-se que tudo começou com o shogun Ashikaga Yoshimasa que enviou para a China, para que lá fosse consertada, uma peça de cerâmica que havia se quebrado. Mas, quando a peça retornou o reparo era tão feio que ele pediu que artesãos japoneses refizessem tal restauração.  Encaixando e unindo os fragmentos com um verniz polvilhado com ouro, eles restauraram então a forma da cerâmica, e ao invés de dissimular as linhas das fissuras eles as valorizam com polvilhando o ouro, dquirindo uma nova vida.  Assim, essas peças tornaram-se  únicas e, portanto, ganham beleza e intensidade. 

Na cultura japonesa, as peças que recebem esta reparação comumente são mais valorizadas que as que estão intactas.   

Dessa forma Kintsugi se tornou um estilo de arte japonesa, onde  peças de cerâmica quebradas são “consertadas” mas com todas as suas rachaduras aparentes e destacadas. Kintsugi também se transformou em uma filosofia de vida: aceitar a imperfeição e enxergar rachaduras e cicatrizes como algo belo. Um prato de cerâmica pode ser feito idêntico infinitas vezes, mas não existem dois pratos que se quebram da mesma forma.  Assim, cada objeto torna-se único por meio de suas falhas. 

Então, se é válido pra tanta coisa, de pratos de cerâmica a selos postais, talvez seja interessante pensar em nós mesmos sob a ótica Kintsugi. Pra que buscar a perfeição e limar cara um de nossos detalhes imperfeitos, aparar cada aresta, remover cada cicatriz? Aliás, cicatrizes são história. As menores, alguma arte a infância. As maiores, uma prova de que se é um sobrevivente. Diante de erros e adversidades, é preciso saber se recuperar e superar as cicatrizes.

Ao contrário de nós que queremos sempre que as coisas voltem a ser como novas, eles querem mostrar que parte do nosso legado é aquilo que tentamos esconder com mais determinação: as nossas falhas e defeitos.

O ‘kintsugi’ evoca o desgaste que o tempo provoca sobre as coisas físicas, dando valor às  imperfeições


A filosofia vinculada ao kintsugi pode se aplicar à nossa vida atual, repleta de ânsias de perfeição. Ao longo do tempo, conhecemos fracassos, desenganos e perdas. Mas pretendemos esconder nossa natureza frágil, que nos faz mais humanos e autênticos, sob a máscara da infalibilidade e do sucesso. Ocultamos os defeitos, embora tenhamos falhas desde que nascemos.

Somos vulneráveis não apenas do ponto de vista físico, mas também psíquico. Quando as adversidades nos superam, nos sentimos quebrados. Às vezes, é o acaso que nos leva ao ponto de ruptura; em outras, somos nós mesmos, com nossas elevadas expectativas não realizadas e a avidez do novo, que complicamos a nossa vida. O filósofo catalão Josep Maria Esquirol afirma que “a memória e a imaginação são as melhores armas do resistente”. Como animais dotados de criatividade, temos uma poderosa ferramenta na capacidade de conceber alternativas à realidade. 

Quando sopram ventos ruins, contudo, o que mais nos ajuda a resistir à investida? Segundo a escritora norte-americana Joan Didion, a resposta é o verdadeiro amor próprio. As pessoas com essa qualidade “são duras, têm uma espécie de valentia moral; exibem essa faceta que antes se chamava personalidade”. E alcançar uma vida plena também envolve a capacidade de se livrar das expectativas alheias e deixar para trás a compulsão de agradar.

Não há recomposição nem ressurgimento sem paciência. No kintsugi, o processo de secagem é um fator determinante. A resina demora semanas, ou até meses, para endurecer. É o que garante a coesão e a durabilidade. Entre os cultivadores da paciência, Kafka ocupa um lugar de destaque. Para ele, a capacidade de saber sofrer e tolerar infortúnios era a chave para enfrentar qualquer situação. Um dia, enquanto passeava com um amigo, Kafka lhe deu um conselho: “É preciso deixar-se levar por tudo, entregar-se a tudo, mas conservando a calma e tendo paciência. Só há uma forma de superação, que começa superando-se a si mesmo”. A receita para viver do autor de O Processo é simples, mas nem por isso menos difícil: “Temos que absorver tudo pacientemente em nosso interior, e crescer.”

Saber valorizar o que se rompe em nós traz uma serenidade objetiva. Gostemos de nós como somos: quebrados e novos, únicos, insubstituíveis, em permanente mudança. Falar que ninguém é perfeito é um elogio: cada um de nós tem aí uma chance incrível de ser único.
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Australiana vítima de câncer deixa carta com 8 BONS conselhos

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“Reclame menos, pessoal! E ajudem mais uns aos outros”.


Uma jovem australiana que lutava contra um câncer agressivo deixou uma emocionante carta de despedida com conselhos de vida. Holly Butcher tinha 27 anos e há um ano fazia tratamento. Ela morreu na última quinta-feira (4) e sua família publicou a carta de despedida nas redes sociais da jovem.

"Só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com as coisas pequenas e as tensões insignificantes na vida e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino depois disso tudo. Então, faça o que puder para que seu tempo seja incrível, sem besteiras. Nesses momentos que você estiver lamentando por coisas ridículas, apenas pense que alguém está realmente enfrentando um problema. Seja grato pelo seu pequeno problema. Não faz mal reconhecer que algo é irritante, mas tente não continuar a carregar isso e afetar negativamente o dia de outras pessoas”

1. A vida é frágil

Na carta, Holly diz que “esta é uma coisa da vida: é frágil, preciosa e imprevisível. E cada dia é um presente, não um direito dado. Eu tenho 27 anos agora. Não quero ir. Eu amo a minha vida. Estou feliz. Devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora das minhas mãos”.

2. Não se preocupe tanto com coisas pequenas

“Só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com as coisas pequenas e as tensões insignificantes na vida e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino depois disso tudo. Então, faça o que puder para que seu tempo seja incrível, sem besteiras. Nesses momentos que você estiver lamentando por coisas ridículas, apenas pense que alguém está realmente enfrentando um problema. Seja grato pelo seu pequeno problema. Não faz mal reconhecer que algo é irritante, mas tente não continuar a carregar isso e afetar negativamente o dia de outras pessoas” declarou a jovem.

3. Aprecie os pequenos prazeres

Para os momentos de impaciência, Holly aconselhou: “veja como o céu é azul e como as árvores são verdes; é tão lindo. Pense como você é sortudo por poder fazer isso: respirar”.

4. Engarrafamento, corte de cabelo e celulites não são importantes

“É tudo tão insignificante quando se olha para a vida como um todo. Estou vendo meu corpo desaparecendo diante dos meus olhos e não há nada que eu possa fazer. E tudo o que desejo agora é que eu pudesse ter mais um aniversário ou natal com a minha família, ou apenas mais um dia com o meu parceiro e o meu cão”.

5. Não fique obcecado pela aparência física

“Lembre-se que há mais aspectos para a saúde do que o corpo físico”.

6. Faça mais pelas pessoas

“Dê, dê, dê. É verdade que você ganha mais felicidade fazendo coisas para outros do que para si mesmo. Gostaria de ter feito mais isso”.

7. Desapegue-se de bens materiais

“Compre algo para seu amigo em vez de outro vestido. Leve-os para uma refeição, ou melhor ainda, prepara-lhes uma refeição. Dê para eles uma planta, uma massagem ou uma vela e diga quanto os ama. Use seu dinheiro em experiências. Ou ao menos não perca experiências porque gastou todo o dinheiro com coisas materiais”.

8. Faça uma boa ação para a humanidade

“Doações de sangue (mais bolsas que eu poderia contar) me ajudaram a me manter viva por mais um ano. Um ano que eu serei eternamente grata, que eu passei aqui na terra com minha família, amigos e cachorro. Um ano em que eu tive alguns dos melhores momentos da minha vida”.
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Mude. Hoje começa uma nova vida !

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Nosso futuro depende das nossas atitudes do presente. O passado serve de referência para não cometermos os mesmo erros, ou seja, nos serve de aprendizado. Porém o nosso futuro depende das boas opções de caminhos do presente.

Muitos pensam nas questões sobre o que já está traçado, na verdade dentro das atitudes diárias podemos mudar tudo dependendo de nossas ações, ou seja, temos o poder em nossas mãos de poder mudar nosso caminho dentro da nossa própria história.

Por exemplo se estamos diante de uma situação de escolha, sabemos que temos que fazer uma escolha, e que escoher significa abandonar tantas outras opções, isso cria até certa angústia (o que é natural) mas é o caminho da opção.

Desde que acordamos nos deparamos com infinitas opções de escolha, estamos em um mundo de infinitas possibilidades.

Basta uma escolha errada para desencadear uma sucessão de eventos, por esse motivo, faça seu caminho por seus desejos, por suas metas, escolhas que o levarão para o seu sucesso. Dúvidas temos todo o tempo, o melhor é verificar quais são os caminhos que estão em sua frente e sempre optar pelo caminho que não lhe tará problemas e sim soluções.

Muitas vezes optamos por caminhos para deixar “outras” pessoas felizes, e quando fazemos isso nos tiramos de foco, e o dessenrrolar são sucessões de problemas, caminhos impensados ou mal pensados podem acarretar problemas futuros.

Quem monta seu futuro é você, sendo assim faça sempre a melhor escolha para você, escolhas que respeitem suas metas, seus valores, e que te guiem para seu sucesso seja em que área for.

Opte pelo bem, pelo bom caminho, e não aquele que sua intuição já lhe diz que trará problemas, escute aquela coisinha que vem do fundo do seu ser e lhe diz, não faça isso, ou é melhor fazer aquilo.

Opter por estar no controle de sua vida, seguir feliz por seus caminhos e traçando seu futuro com felicidade, todos que estarão com você nessa jornada estarão felizes também.

Sorte sempre…

Opte pelo melhor caminho, opte pelo bem…sucesso em suas escolhas.


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As pessoas boas nos dão felicidade, as pessoas más nos ensinam lições

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Começaremos ressaltando o fato de que ninguém é boa ou má pessoa. Não há um medidor que possa quantificar a bondade ou maldade das ações de cada um.

Entretanto, cada um de nós sabe quais foram os aspectos positivos e negativos que determinadas pessoas ou relações nos trouxeram.

As pessoas, em algumas ocasiões, atuam em prol de seus próprios interesses. No momento em que elas priorizam a si mesmas no lugar dos demais, recaindo em ofensas e decepções, já poderíamos considerá-las pessoas com uma influência negativa na vida daqueles que as rodeiam.

São eles que nos ensinam lições. Por outro lado, todos nós também temos relações positivas, de corações humildes e vozes sinceras, que nunca nos farão nenhum mal. São pessoas que sabem o valor da reciprocidade, do respeito… Aqueles que nos oferecem a felicidade.

As pessoas que ensinam lições e deixam cicatrizes

É possível que, ao ler este enunciado, você tenha se lembrado de determinadas pessoas que fizeram parte do seu passado. No entanto, nós também deveríamos fazer um pequeno ato de reflexão nos perguntando se causamos algum dano a alguém.

Temos que entender que não somos obrigados a nos darmos bem com todo mundo, e que, às vezes, também podemos acabar provocando a decepção nas pessoas que nos rodeiam.

Se, em alguma ocasião, teriamos que tomar uma decisão que sabemos que, de uma forma ou de outra, vai trazer consequências à outra pessoa, é necessário justificar por que o fazemos.

Um exemplo seria ter que terminar uma relação porque somos infelizes, porque deixamos de amar à outra pessoa.

Existem decisões que devem ser tomadas mesmo quando sabemos que vão causar algum dano. A razão disso é porque entendemos que manter uma determinada situação irá causar mais sofrimento do que felicidade.

Com isso, fica claro que, em um momento determinado, podemos atuar de uma forma que os outros classificarão como negativa. Entretanto, sempre há nuances, graus e situações diferentes.

Há pessoas que não se limitam a atuar deste modo em um instante específico de suas vidas. Há quem seja sempre assim, buscando sempre satisfazer as suas próprias necessidades, mesmo sendo consciente de que está preudicando os outros.

Este tipo de personalidades com que nos encontramos ao longo de nossas vidas, em algumas ocasiões, nos deixam cicatrizes. Devemos entender que é necessário deixá-las ir, tirá-las do nosso dia a dia e, em especial, de nossa mente e de nossos pensamentos.

Do contrário, seremos eternos prisioneiros de suas ações.

Mais do que pessoas “ruins”, existem pessoas que não sabem estabelecer relações positivas, que precisam de uma maturidade pessoal e emocional adequada. Elas não respeitam, não têm empatia com os outros, e muitas vezes não são conscientes das consequências de suas palavras ou atos.

Entenda esta convivência não como dramas ou como fracassos que mudaram a sua vida. Assuma-a como uma lição que deve ajudá-lo a seguir caminhando com mais segurança e serenidade.
As pessoas simples que nos oferecem felicidade

Há pessoas que carregam a humildade, que parecem ter magia em seus bolsos e que não se envolvem em egoísmos ou duplos sentidos. Estamos certos de que você conta com uma ou duas pessoas que possuem estas características em sua vida.

São poucos mas, sem dúvida, você não precisa de mais, porque eles lhe dão tudo.

O valor da reciprocidade

Um aspecto que devemos levar em conta é que ninguém dá tudo em troca de nada. Se alguém for bom com você, responda sempre da mesma maneira.Trata-se de trabalhar em equipe, de equilibrar a balança para que todos ganhem e ninguém perca.

A reciprocidade é saber reconhecer à outra pessoa em sua totalidade, compreendendo que ela merece respeito, que a valorizamos como parte de nós e que valorizamos tudo o que ela faz por nós.E isso nos leva a agir sempre da mesma maneira.

A confiança que não trai, que sabe unir vínculos

As pessoas boas, as pessoas que enriquecem nossa vida nos ajudando no dia a dia a sermos melhores, estabelecem conosco um vínculo muito íntimo e especial.

Percebemos que somos respeitados, compreendidos e fortes por contarmos com o apoio de pessoas que nos amam.

Quem o ama não julga, não censura e não trai. Quem o ama pensará em você como nele mesmo, são pessoas que entendem o valor da empatia e que possuem uma boa maturidade emocional.

Em conclusão, se houver algo que devemos ter claro em nossas mentes, é que ao longo de nossas vidas iremos conhecer pessoas boas e pessoas não tão boas. E mesmo assim devemos aprender.

Evite se envolver com pessoas alheias que não servem para nada e limitam o seu crescimento pessoal. Deixe ir todo o mal que bateu à sua porta, assuma a lição e empreenda novos caminhos.

Porque o mundo está cheio de pessoas boas, e se por qualquer razão você ainda não encontrou nenhuma, nunca se esqueça de ser você mesmo uma delas. A melhor.


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Como começar do zero independentemente da idade que tiver

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Não é fácil deixar tudo para trás e começar de novo. É um caminho duro, mas a recompensa, quando você não está feliz e precisa de uma mudança, vale a pena.

Começar do zero não é fácil. É como dar um salto no vazio, como conter a respiração enquanto deixamos para trás coisas e pessoas às quais é necessário dizer adeus.

É muito possível que você já tenha tido que começar de novo em mais de uma ocasião. Pode ser que este “recomeço” se devesse a um tema de trabalho ou pode ser inclusive que tivesse como origem um tema afetivo, pessoal ou familiar.

Um aspecto que, em algumas situações, pode nos frear na hora de dar o primeiro passo e construir uma vez mais nossos próprios caminhos em busca da felicidade é pensar que “já é tarde demais”, que ter uma certa idade supõe, por exemplo, ter que ceder, calar e aguentar porque nossas oportunidades já passaram. Não é bem assim. Nunca é tarde para sair do sofrimento, e na verdade esta é uma obrigação para com você mesmo.

Propomos que você leve em conta esta série de recomendações para poder começar do zero seja qual for o seu problema.

COMO COMEÇAR DO ZERO EM QUALQUER IDADE

Pense no futuro e pergunte a si mesmo como gostaria de se ver 

Se você tiver dúvidas, se sentir medo, faça o seguinte exercício de visualização: imagine-se dentro de 2 anos, mas imagine-se feliz, satisfeito e tranquilo.

Agora, avalie como você se sente nestes momentos: aí está o motivo.

Mais do que buscar a felicidade ideal, na vida é preciso ter paz interior, equilíbrio e satisfação. Se você não sentir estas mesmas dimensões agora, é necessário fazer uma mudança. Você merece uma nova oportunidade.

Comece com pequenos objetivos a curto prazo

Toda mudança requer, em primeiro lugar, tomar pequenas decisões que pouco a pouco nos levarão a dar o passo final.

Estes seriam alguns exemplos destes pequenos objetivos que deveríamos propor a nós mesmos:

– Hoje vou controlar minha angústia e meu medo. Dado que já sou consciente de que vou começar de novo, assumo e aceito minha decisão. Vou substituir meu medo pela tranquilidade interior e a determinação.

– Hoje vou buscar informação sobre como eu gostaria de começar outra vez (ofertas de emprego, ajuda dos serviços sociais ou outros organismos oficiais…)

Você não está sozinho como pensa: busque apoio

Sem dúvida, começar uma nova etapa nos causa medo, angústia. No entanto, um modo de encontrar forças é sentir que alguém nos apoia ou nos entende neste novo caminho.

– Seja inteligente na hora de buscar apoio. Haverá familiares ou amigos que não darão bons conselhos, e inclusive que recomendarão que você “não o faça” ou “aguente um pouco mais”.

– Se você tomou a decisão de começar de novo, busque a proximidade de pessoas que passaram pela mesma coisa que você está enfrentando. Elas, sem dúvidas, poderão oferecer os melhores conselhos e os melhores apoios.

Seu futuro não está escrito e o amanhã pode estar repleto de novas oportunidades

Se o passado serve para algo é para nos ensinar, para nos oferecer sabedoria, acerto e maturidade, e isso é algo que você pode aproveitar. Você é alguém sábio em relação a vivências e aprendizados da vida. É valor adicionado, uma arma de poder.

– Pense que quando damos o passo rumo à mudança, tudo é incrivelmente novo, mas o novo não é ruim. Ele nos assusta, mas nos oferece a oportunidade de alcançar aquilo que buscamos ou desejamos.

– O que você deseja é, antes de mais nada, sentir-se bem consigo mesmo, libertar-se das angústias, lágrimas ou do fracasso que não deve determinar sua vida, e sim servir como incentivo para dar um passo mais além e encontrar o seu sucesso particular.

Derrube suas próprias atitudes ou pensamentos limitantes

– Sou velho demais, certamente não vou encontrar trabalho: pense em quais são as suas habilidades e seja criativo na hora de “vender-se”. Mais do que procurar, consiga ser procurado por oferecer qualidade ou algo novo. Faça uso da sua criatividade.

– Nunca estive sozinho e não vou conseguir me virar: derrube este pensamento que o limita e entenda que a solidão é o reflexo da liberdade, e é aí que você se encontrará de novo para construir sua própria felicidade.

– Com certeza vou fracassar e vai dar tudo errado: Acabe com esta ideia. Você não é um profeta, não pode adivinhar o que vai acontecer ou não. Leve em conta que os pensamentos geram emoções, e um pensamento negativo, no final das contas, gera uma atitude fatalista.

– Certamente ninguém irá me apoiar e nada disso vai valer a pena: Não reforce este tipo de ideia. O apoio mais importante com o qual você deve contar é o seu próprio. Mais tarde, os bons amigos, a família mais nobre e pessoas que você irá conhecendo dia após dia irão oferecer seu grãozinho de areia para que você construa sua nova vida.

Pouco a pouco você se dará conta de que tudo valeu a pena.

Começar do zero é algo duro e complexo, mas mantenha o seu objetivo: você merece ser feliz, merece deixar de lado os dias de escuridão e de mal-estar.


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Como ajudar alguém com problemas psicológicos a buscar ajuda?

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Costumo sempre dizer que é muito diferente uma pessoa precisar de auxilio psicológico, e essa pessoa buscar por este auxilio. Precisar e buscar são etapas terapêuticas necessárias e muito particulares. Acontece com todos os casos, inclusive com aquela pessoa que deseja e acredita nesta ajuda psicológica para si mesmo. Então, mesmo a pessoa querendo uma ajuda, não significa que ela irá até essa ajuda ou mesmo que irá tão brevemente. E esta reflexão sobre quando, onde, com quem e porque buscar ajuda já é considerada parte do processo terapêutico. Os receios, as necessidades, os desejos e os tempos de cada etapa são muito particulares para cada pessoa e em alguns casos podem levar anos para se concretizar (isso quando se concretizam).

Por que é tão difícil admitir que se precisa de ajuda?

Ainda é muito comum as pessoas acreditarem que o único motivo merecedor de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica são as necessidades de quadros ou diagnósticos extremos como: uma depressão grave, um transtorno relevante ou um quadro de esquizofrenia. Isso assusta e afasta muitas pessoas do consultório… Uma das primeiras frases que costumo ouvir de um paciente novo é: ?Não sou louco! Não sei você pode me ajudar ou se é aqui que resolvo isso?. Muitos ainda não entendem bem o porquê de um psicólogo ou para que procurar este profissional. E por isso acabam desenvolvendo a ideia de que somente aqueles que (de acordo com o julgamento deles) não são capazes de uma estrutura é que deveriam estar em um consultório terapêutico.

E é ai que está o maior engano. Um consultório psicológico serve justamente para qualquer pessoa, independente necessidade e diagnóstico, que seja capaz de ir e vir, de questionar o outro e a si mesmo, que possa ter consciência de si e do meio e que assim consiga entender suas limitações, conflitos e dificuldades para poder trabalhar com isso em sua vida.

A negação faz parte do inicio pré-terapeutico e às vezes ela persiste mesmo durante o processo de acompanhamento. É sempre importante respeitar o tempo e o limite de cada pessoa, pois nem sempre é fácil admitir ou perceber que estamos sofrendo ou angustiados. Usamos de disfarces, desculpas e justificativas para nos proteger da ideia do admitir alguma fragilidade e isso normalmente ocorre porque lidar com este ponto não é fácil (independente o que seja).

No fundo, todos nós temos receios de não dar conta de nossas questões, de nos perdermos, de não sermos suficientes em nosso equilíbrio entre razão e emoção. E por isso precisamos provar (para nós mesmos) que damos conta sim de nossas questões. E a ideia de tentar ou conseguir sozinho nos representa uma fantasia de poder. A humanidade ainda possui grandes e bons conflitos, em que são confundidos alguns conceitos, como acreditar que buscar ajuda é uma incapacidade e essa ideia é um grande equívoco.

Como sugerir que a pessoa busque ajuda?

Por isso, indicar ou sugerir para alguém um apoio psicológico é mais delicado do que pode parecer, pois a pessoa pode ainda não ter entrado em contato com seus conflitos e angustias ou, mesmo que já os esteja percebendo, pode ainda estar confusa e com medo de mexer ou analisar este conteúdo. Assim, esta é uma situação que não deve ser forçada nunca.

Para um processo psicológico saudável e efetivo, devemos sempre considerar, como fundamental, o interesse e também a disposição por parte da pessoa para com todo o trabalho psicológico. Isso mesmo, sem interesse e participação da pessoa, não é possível uma ajuda efetiva, no máximo uma ajuda paliativa. Não existe ajuda eficiente sem que a pessoa aceite primeiramente ser uma paciente.

Quando nos assumimos enquanto pacientes, estamos assumindo para nosso EU que algo não vai bem, independente o que seja e qual intensidade e se escondemos algo. Neste momento abrimos uma porta para começar uma investigação sobre nossas intimidades. Às vezes são questões que estão muito latentes e ao nosso alcance de percepção, ou outras vezes podem ser pontos ainda não perceptíveis, mas refletidos em outros sintomas que nos chamam a atenção.

É importante para aqueles que desejam ajudar, entenderem que o receio, a resistência e até a negação fazem parte, pois são formas de defesa de todo ser humano. E que forçar o outro a fazer algo ou adotar uma ideia, não ajuda e muitas vezes piora. O mais indicado é mostrar que é compreensível e ao mesmo tempo está preocupado.

Uma sugestão simples é em algumas conversas com esta pessoa, que possa estar precisando de ajuda, tentar exercer um papel de espelhamento. Mostre aos poucos e com muito tato e paciência os sintomas que a pessoa vem apresentando como: sofrimento, angústia, irritação, apetite descontrolado, dificuldade em se manter empregado ou qualquer que seja o quadro. Ajude-a perceber e pensar na intensidade dos sintomas ou do caso e como isso pode estar fora de um grau saudável ou mesmo já esteja prejudicando sua vida, causando perdas e sofrimentos. Faça isso através de pequenas conversas orientadoras e explicativas dando sua opinião, mas não a impondo como verdade. Pode também mostrar reportagens ou histórias de casos que vocês conhecem ou ouviram falar para ajudar na percepção e no autoreconhecimento desta pessoa.

Atenção! Deve-se sempre tomar muito cuidado para não criar ou imaginar diagnósticos por conta própria e firmar esta ideia, nem mesmo para tentar usar disto para convencer e levar a pessoa para uma ajuda. Isto é muito comum de acontecer e normalmente causa grandes conflitos e angústias. Somente os profissionais podem de fato diagnosticar e saberão junto ao paciente diferenciar os sintomas de um quadro fixo dos sintomas passageiros, por exemplo, diferenciar tristeza de depressão. Quando alguém despreparado já anuncia que o outro pode estar doente, pode criar uma grande resistência e dificultar o inicio da ajuda. Então, apenas se mantenha mostrando que está preocupado e que poderá ser importante e até gerar alivio ouvir a opinião de um profissional.

Vale saber, também, que buscar uma análise de um profissional não significa realizar um acompanhamento. Os primeiros encontros são utilizados para uma entrevista, para que paciente e profissional se conheçam, sem compromisso de ir adiante. Caso cheguem à conclusão que não precisa de auxilio psicológico isso será mostrado por ambas as partes. Cada caso sempre será visto e recebido em sua particularidade. Mostrar isso para a pessoa que acredita estar precisando de ajuda muitas vezes ajuda neste passo de ir até o consultório.

Explique, também, que a relação do psicólogo é muito diferente da relação com uma mãe, um pai, irmão, amigos… A neutralidade afetiva faz toda diferença para que a pessoa possa ser vista e compreendida por diferentes ângulos e assim poderá ter a chance de se perceber, se entender, ser acolhida e assim poder fazer algo que seja significativo e construtivo para com sua vida e necessidades.

Para terminar reforço que buscar, iniciar e manter uma terapia psicológica, apesar de proporcionar um espaço de alívio e construções para vida, também exige coragem, pois o paciente irá entrar em contato com certas intimidades a seu respeito que muitas vezes são desconhecidas e ele nem sempre está preparado para lidar. Por isso o ideal é não forçar essa busca.




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TDAH e planejamento: a difícil tarefa em concluir tarefas.

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Sabe-se que a pessoa com TDAH tem muita dificuldade no planejamento e execução de tarefas. Quanto maior o esforço mental, maior a dificuldade. Isso ocorre por causa da alteração central no córtex pré-frontal que compromete a capacidade adaptativa da função executiva.

Por conta dessa disfunção, o paciente com TDAH tem dificuldade em organizar-se para atingir metas, em administrar seu tempo, em fazer um planejamento de suas atividades, em seguir um planejamento, finalizar tarefas previamente iniciadas e dificuldades em manter a autonomia e independência para desempenhar suas rotinas.

Essa disfunção pode se apresentar com uma ou várias dificuldades práticas que impactam o cotidiano, como comprometimento da atenção sustentada, dificuldade em iniciar tarefas, empobrecimento da estimativa de tempo, dificuldade de alternar de uma tarefa para outra ou lidar concomitantemente com distintas tarefas que variam em grau de relevância e prioridade, déficits no controle de impulsos e impaciência, problemas de planejamento, distração, pouco insight, inquietação, agressividade, problemas de seqüência cronológica, problemas de inibição de resposta e labilidade motivacional.


Pensando nessa dificuldade, disponibilizo um PDF de planejamento diário. Nele você poderá imprimir e preencher diariamente ou semanalmente, como preferir, para te ajudar a seguir um planejamento de tarefas. Pode ser usado tanto na vida pessoal, como no profissional e acadêmico.





É importante que essa folha esteja preenchida e que você a coloque em algum lugar que você possa ver para se lembrar. A cada tarefa executará, você se sentirá melhor. O planejamento também, te ajudar a ter um norte, para verificar as atividades que foram feitas e as que estão incompletas. 

Ela foi desenvolvida da forma mais simples pensando justamente nessa dificuldade. A proposta de ser completada a mão, é que sabemos que aquilo que escrevemos, tende a ficar mais guardado em nossa mente do que simplesmente preenchido pelo computador. Para baixar é só clicar aqui: https://files.fm/u/kyaqttmz . É grátis e você pode baixar quantas cópias quiser.


Debora Oliveira
Psicóloga clínica




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10 Sintomas do esgotamento emocional

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O esgotamento emocional é um grande vilão que se não for tratado com seriedade pode se transformar em depressão. Tudo começa de forma discreta e você não dá importância, acha que é apenas cansaço e assim que tiver um tempo tira uma folga para relaxar e tudo ficará bem.

O problema é que essa folga vai sendo adiada constantemente por problemas cotidianos e alguns sintomas começam a aparecer. Quando são sintomas físicos você procura um médico. O médico por sua vez diz que não é nada grave e prescreve um calmante natural junto com o remédio para tratar o problema físico. Você segue o tratamento, os sintomas físicos (geralmente ligados ao aparelho digestivo) melhoram e você segue bem por um curto período, até aparecer outro problema.

O esgotamento emocional aparece geralmente após um período conturbado que ficou para trás, ou junto com um problema que você está lutando para resolver, mas não consegue.

Aqui seguem alguns sintomas típicos que você deve ficar atento :

1 – O sono não é reparador

Você já acorda cansado, mesmo tendo dormido a noite toda. Precisa de uma boa dose de café para sair de casa e começar seus afazeres diários. O cansaço só vai piorando durante o dia.

2 – Queda de rendimento no trabalho.

Você não é mais tão rápido para fazer tudo o que sempre fez com disposição. Tem dias que parece que está ligado no modo automático no trabalho e em reuniões para organização de novos projetos você não tem ideias e acaba seguindo e apoiando as ideias dos outros, pois está cansado demais para se empenhar em algo novo e ser criativo.

3 – Memória fraca

A agenda agora é sua amiga, pois sem o aviso no celular você esquece mesmo e nem se dá conta, por isso até coisas que você costumava nunca esquecer estão sendo colocadas para apitar no telefone.

4 – Há algum tempo sair de casa para festas e ficar com os amigos tornou-se cansativo demais.

Antes era bom sair, conversar com amigos, mas agora existe sempre uma boa desculpa para ficar de pijama em casa. Assistir um filme debaixo das cobertas é muito mais satisfatório do que ir ao cinema. Ás vezes você até sai, conversa, mas tem sempre uma preocupação te impedindo de curtir inteiramente um momento de descontração. Você prefere não ficar muito tempo fora de casa, precisa de mais tempo de descanso.

5- Azia, dores de estômago e intestino que não funciona como deveria.

Nosso aparelho digestivo é sempre o primeiro a dar sinais de que suas emoções não estão bem. Pessoas esgotadas emocionalmente sempre sofrem com algum tipo de problema no aparelho digestivo. Você marca consulta com o gastro, toma os remédios e muda a dieta, como o médico sugere. Mas o problema insiste em voltar e você não entende o porquê.

6- Dores de cabeça.

Por não ser insuportável, basta tomar um analgésico e tudo fica bem, mas ela marca presença pelo menos três vezes ao mês, ou até mais. É claro que você deve ir ao médico investigar sintomas físicos, seguir recomendações médicas é fundamental, mas nesse caso, os exames não identificam nada e você acaba com uma frustração e uma receita de calmante leve e natural para melhorar.

7- Vontade de chorar sem explicação aparente

Sua sensibilidade está muito maior e coisas pequenas como perder o ônibus e chegar atrasado a um compromisso ou uma despesa inesperada que irá te deixar mais apertado financeiramente durante o mês já são suficientes para um choro compulsivo e reclamações exageradas. Depois do desabafo você melhora e segue o resto do dia quieto até a hora de dormir. No outro dia você sente vergonha por ter sido tão sensível e procura seguir como se nada tivesse acontecido.

8- Dificuldades para ler e assimilar novos conteúdos

Ler um livro e conseguir prestar atenção ficou mais difícil. No meio da página você começa a pensar em outras coisas e quando volta para a realidade se dá conta que esqueceu o que acabou de ler e volta para a página anterior. Aprender algo novo está mais complicado, sua paciência em aulas e palestras já não é a mesma de antes. Não vê a hora de ir embora fazer outras coisas, pois prestar atenção está difícil.

9 – Pensamentos negativos mais frequentes

No geral você é uma pessoa otimista, compartilha mensagens bonitas de motivação em redes sociais, mas ás vezes lá no fundo você sente vontade de explodir, não faz orações ou frequenta sua religião com o mesmo entusiasmo e para de buscar novas soluções para os problemas, pois acredita que as coisas podem piorar se você tentar algo novo. Sente mais o lado negativo, e se existe uma chance das coisas dar errado elas agora recebem mais atenção da sua parte, pois você está cansado de se machucar e esperar demais de tudo e de todos.

10 – Engolir sapos para evitar discussões


Pra você certas pessoas são do jeito que são e não vão mudar. Elas te irritam, tratam mal, mas você prefere não confrontar porque seria perda de tempo, principalmente no trabalho. É uma boa linha de raciocínio, desde que não te afete emocionalmente. É preciso impor limites ás vezes, mesmo que seja educadamente. Se for possível cortar da sua vida para ter paz e saúde, não pense duas vezes. Da mesma forma que ninguém está disposto a ficar doente por você, você também não pode tolerar comportamentos abusivos para não causar atritos. Liberte-se!

Como tratar?

Os sintomas físicos devem sempre receber atenção de um médico e o tratamento deve ser seguido, mas tudo que for de fundo emocional não vai parar de se manifestar.


Pare de adiar seu descanso, faça algo por você! Procure ajuda, um psicólogo e um psiquiatra caso seja necessário. Liberte-se de relacionamentos destrutivos que não te levarão a felicidade nunca. Atue a seu favor, não tente absorver problemas que não são seus. Não faça pelos outros mais do que faz por você. Coloque-se em primeiro lugar, nada deve ser feito no modo automático. Você deve sentir a vida e não apenas seguir o fluxo.










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