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Conheça os softwares GRATUITOS para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual

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A Universidade de Brasília (UNB) lançou plataforma gratuita com softwares específicos para pessoas com Transtorno do espectro Autista  (TEA) e deficiência intelectual. Atualmente na plataforma você vai encontrar 5 aplicativos para TEA e 8 para D.I. Basta clicar e você acessa a plataforma gratuitamente por esse link http://www.projetoparticipar.unb.br

Veja a lista abaixo: 

Aplicativos para TEA

1: Ambientar Cidade é um Software Educacional de Apoio às Atividades Básicas Extraclasse de Movimentação na Cidade para Estudantes Autistas Clássicos.

2: Expressar: contempla atividades pedagógicas, apresentando tópico do currículo funcional que prioriza o conteúdo de expressões faciais para estudantes autistas clássicos. Contribui com a metodologia de ensino já utilizada pelo professor por meio de recursos multimídia motivacionais.

3: Perceber: O software educacional Perceber contempla atividades pedagógicas que podem colaborar com o desenvolvimento da percepção visual de estudantes autistas clássicos. Mais especificamente, são trabalhados emparelhamento de objetos, seriação, identificação de atributos e leitura global.

4: Aproximar:  O Aproximar é um software inédito para apoio educacional ao ensino de gestos sociais para autistas clássicos, tais como mandar beijo, acenar a mão e fazer movimentos de sim e de não com a cabeça. O sensor de movimento Kinect for Windows é empregado para detectar os movimentos do estudante e chamar vídeos de reforço positivo para os acertos que o estudante tiver. O objetivo é aproximar as pessoas do estudante nos diversos locais que ele frequenta. Isso pode promover uma possível ampliação da convivência social dele.

5: Ambientar doméstico: O Ambientar é um software educacional de apoio às atividades de rotina estruturada para organização de objetos no espaço doméstico, destinado a autistas clássicos.

Aplicativos para  Deficiência Intelectual:

1: Participar:  O software educacional Participar para Tablets é uma ferramenta pedagógica de apoio a professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. O objetivo é que o educando passe a ser capaz de comunicar-se por meio de computadores.

2: Participar 2: O software educacional Participar 2 é uma ferramenta pedagógica complementar ao trabalho já desenvolvido pelos professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. O objetivo é ampliar as possibilidades de comunicação alternativa do estudante por meio do uso de computadores. Esta segunda versão do programa apresenta novas atividades contextualizadas, com expansão do conteúdo da primeira versão. Ressalte-se que a alfabetização é um dos requisitos importantes para propiciar uma melhor autonomia e possível inclusão social.

3: Somar (somente Windows) : O Somar é um software educacional voltado ao ensino social da matemática a jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias e de calculadora para efetuar transações comerciais, bem como o uso de relógio digital para o ensino de horários cotidianos do estudante. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. ( somente windows)

4: Somar (somente Tablets) : O Somar é um software educacional voltado ao ensino social da matemática a jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias e de calculadora para efetuar transações comerciais, bem como o uso de relógio digital para o ensino de horários cotidianos do estudante. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. 

5: Atividades de Vida: é um software educacional para o desenvolvimento de ações funcionais concernentes ao autocuidado de jovens e adultos deficientes intelectuais. (Windows e Linux Educacional)

6: Organizar: O Organizar é um software educacional de apoio ao ensino de gerenciamento do tempo e estações climáticas para jovens e adultos com deficiência intelectual. (somente em Tablets com Android)

7: Comunicação Funcional: é um Aplicativo de Apoio à Interlocução Social para Deficientes Intelectuais não Alfabetizados. (smartphones com android)

8: O Atividades de Vida (versão para celular) é um software educacional para o desenvolvimento de ações funcionais concernentes ao autocuidado de jovens e adultos deficientes intelectuais. (não funciona em IOS)

Observação: os aplicativos não devem substituir os tratamentos e orientações da equipe profissional. Em caso de dúvida, apresente a plataforma à equipe que acompanha seu familiar.







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De masculinidade tóxica a masturbação: O que aprendemos com a série da Netflix Sex Education

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Sex Education, série da Netflix, apresenta um grupo de estudantes do ensino médio que se deparam com as complexidades do amor e das relações — principalmente as sexuais.


O sexo precisa ser discutido como algo natural. Precisamos dessa naturalidade para conversar. As pessoas vão transar e têm dúvidas. E é fantástico que a Netflix possa abordar esse tema, porque pode ajudar principalmente os jovens, mas também os pais. O seriado passa a estabelecer um canal de comunicação sobre o prazer com os jovens, mas também sobre a responsabilidade que o sexo traz.

Diante disso listamos 5 motivos por que Sex Education pode ser uma série tão educativa, e não só para os jovens:


1. Pornografia não é uma representação real do sexo


A série passa a ser representativa ao retratar as dúvidas e como muitas vezes os jovens não falam sobre os seus questionamentos.

Em Sex Education há jovens que já são sexualmente ativos, mas também aqueles que se reprimem e nem sequer conseguem encarar uma masturbação, caso de Otis Milburn(Asa Butterfield), um garoto de 16 anos que sofre com ataques de pânico toda vez que tenta se tocar.

Ao promover esse debate, a série ocupa um espaço educativo. Muitos jovens em busca de informações acabam tendo acesso à pornografia e, com isso, constroem uma visão deturpada das relações.

Esses materiais mais do que incentivar o desenvolvimento da sexualidade baseado na escuta, no desejo, nos limites e nas preferências de cada um, impõem aquilo que “deveria” ser feito no sexo e o que seria o “caminho certo” em busca do prazer. Isso não é nada realista.
2. É importante respeitar o espaço do outro

Otis é o único filho de uma terapeuta sexual, Jean (Gillian Anderson). Após o divórcio, ela afasta qualquer ideia de ter uma relação que vá além da intimidade do sexo casual com os seus (vários) parceiros.

A relação de Otis e Jen é marcada ora pelo constrangimento, ora pela liberdade total com que ela trata a sua própria sexualidade e a do filho. Jen, apesar de incentivar e ser aberta à escuta, muitas vezes é intrusiva na vida pessoal de Otis e isso acaba por ser o gatilho do pânico dele.

A personagem de Gillian Anderson traz reflexões importantes sobre sexo na trama, como por exemplo quando diz para o filho que “a experiência pode ser maravilhosa, mas também pode causar uma tremenda dor.”

Por outro lado, também traz uma ideia caricatural do que seria o papel de um sexólogo ao encarnar o clichê do terapeuta que analisa tudo o que é dito pelas pessoas e que, muitas vezes, não coloca em prática aquilo que se prega.


3. Superproteção nem sempre é sinônimo de amor


“O que seu filho quer e aquilo que você acha que é certo, muitas vezes pode ser muito conflitante”, explica o ator Ncuti Gatwa, que dá vida ao personagem Eric.

Eric (além de ter os melhores figurinos do seriado) é abertamente gay e tem uma relação tensa com seu pai superprotetor. “Para qualquer pai, tudo o que eles querem é que seu filho esteja seguro. Mas infelizmente, quando você é um pai e ama completamente seu filho, isso pode fazer você agir um pouco como louco”, desabafa.

Como pais, geralmente você não está mais convivendo diariamente com o “mundo” do seu filho. Enquanto para alguns adultos o ensino médio é só uma fase, para os jovens é a única realidade do momento.

Por isso, Gatwa tem um conselho: “Apenas escute. Escute quando eles estiverem tentando se comunicar. Tente abstrair um pouco das suas verdades e ouça qualquer ansiedade que seu filho esteja lidando”.


4. Otis, Eric e a masculinidade tóxica


O roteiro da série não é nenhuma novidade, recheada de clichês tipicamente adolescentes. Mas o que eleva a produção para além do drama adolescente é que os personagens - e principalmente os personagens masculinos - falam sobre sexo de maneiras saudáveis e cheias de nuance.

Enquanto Otis mal consegue se tocar, Eric sabe exatamente o que ele quer, mas ele é um dos poucos gays de sua escola.

Ao primeiro olhar, muito do que Otis carrega sobre conhecimento em relacionamentos parece vir de sua mãe, a terapeuta, mas no fundo a sua amizade com Eric é que é a sua grande fonte de inspiração.

Eric provoca Otis por ele não conseguir se masturbar, mas não é cruel ou machista em suas colocações. Eles podem brincar sobre isso, porque eles também conversam sobre isso. E os diálogos nunca são sobre se gabar, ser cruel com outra pessoa ou envergonhar os outros. É sempre mostrar o lado mais íntimo de cada um deles — muito diferente do que é construído na ideia de masculinidade que pode ser tóxica.

Eric é corajoso. Ele é o filho gay de imigrantes conservadores, religiosos e africanos, e, talvez por isso, não tenha outra escolha que não seja ser forte.

É por isso que ele é capaz de até mesmo perdoar Otis quando ele fura a programação principal do seu aniversário e exibe todo o seu egoísmo - mas sem spoilers por aqui. Em outra cena, ele é capaz de “ensinar” sexo oral com ajuda de uma banana na frente de toda a escola.

Eric sabe o que é se arriscar e, principalmente, o que significa ser vulnerável.


5. Todo mundo deveria saber o que gosta - mas nem sempre é assim

Aimee (Aimee Lou Wood) é uma das personagens que mais se destacam na série, e isso se deve por uma cena específica. Ela é uma garota popular e com cabelos perfeitos que nunca precisou se conhecer porque sempre teve um namorado para fazer o trabalho por ela.

As coisas mudam, no entanto, quando Aimee começa a namorar Steve. No meio de uma relação, ele pergunta para Aimee “o que ela gosta e o que ela quer” e é nesse momento que ela trava e procura ajuda da clínica sexual coordenada por Otis e Maeve (Emma Mackey).

“Ninguém nunca me perguntou isso antes”, ela diz a Otis. O garoto sugere, então, que ela descubra o que lhe traz prazer usando as suas próprias mãos. E é aí que a mágica acontece.

Em seguida, assistimos a Aimee em seu quarto e uma ótima sequência em que ela experimenta a masturbação. A masturbação ainda é um tabu para muitas mulheres. Assistir a cenas como essa reforçam a importância de que todo mundo deveria saber o que traz prazer.
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11 atitudes para evitar a solidão nos períodos de festas

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As festas de fim de ano são a época para estar junto da família e dos amigos. Mas elas também podem ser uma época difícil para quem recentemente perdeu pessoas queridas, quem não é especialmente próximo da família ou então está passando por um divórcio ou um rompimento. Em outras palavras, a temporada de festas pode parecer um período em que não há nada para celebrar. A boa notícia é que existem maneiras de evitar a tristeza que às vezes acompanha as festas de fim de ano. Eis algumas dicas de especialistas para sentir-se menos solitário nessa época. 


1. Não evite atividades

A tentação de evitar qualquer tipo de evento pode ser grande, mas isso só vai aumentar a sensação de solidão e pode até mesmo provocar depressão, diz Jeff Nalin, psicólogo e diretor do Paradigm Treatment Center, uma clínica especializada em adolescentes. Em vez de se isolar em casa, ele sugere procurar um amigo ou então fazer alguma atividade que te dê prazer. 

Keith Humphreys, psiquiatra do Stanford Health Care, sugere encontrar alguém que esteja na mesma situação e planejar alguma atividade divertida. "Pode ser algo grande, como preparar uma ceia de Natal, mas também pode ser algo simples, como tomar um café. Não tem mágica nenhuma, tomar a iniciativa e procurar alguém", afirma ele. 

2. Planeje com antecedência 

Se você sabe que não vai passar as festas com a família, entre em contato com amigos para decidir onde será sua celebração. 

"Procure alguém que também esteja sozinho nessa época do ano. Planeje passar por várias festas diferentes, ou então marque uma na sua casa", diz Rori Sassoon, especialista em relacionamentos e CEO da agência de relacionamentos Platinum Poire. E, se alguém te convidar para alguma festa, diga "sim". 

"Na minha opinião, as pessoas não te convidam a menos que esperem que você aceite", diz Prudence Henschke, coach australiana especializada em divórcios e fins de relacionamentos. "Dê a oportunidade para que seus amigos te ajudem." 

3. Organize sua própria festa 

A ideia de ir a uma festa cheia de casais te enche de horror? Barbie Adler, fundadora e presidente da Selective Search, empresa especializada em formar casais, sugere organizar a sua própria celebração. Se você está solteiro e não quer ficar assistindo demonstrações públicas de afeto, procure amigos solteiros para te acompanhar. 

"Pode ser uma noite só com as meninas ou um café da manha. Você não é a única pessoa solteira do mundo", diz ela. 

4. Mexa-se

Estudos sugerem que a solidão pode causar vários problemas de saúde e até mesmo aumentar as chances de sofrer de doenças cardíacas ou derrame. Atividades físicas melhoram tanto sua saúde mental quanto a física. 


Dan Mordecai, psiquiatra e líder nacional de saúde mental e bem-estar da Kaiser Permanente, sugere se mexer. Suar um pouco durante a época das festas pode ajudar a espantar uma eventual tristeza. E, além disso, a academia pode ser um ótimo lugar para socializar. 

"Se você tiver um tempinho sobrando, combine os lados físico e social fazendo uma caminhada em grupo ou então uma aula de ioga, por exemplo", afirma ele. 

5. Faça trabalho voluntário 

Trabalho voluntário é uma ótima maneira de mudar seu foco de quem ou o que você está sentido falta. 

"Sua ajuda será muito apreciada pela organização e pelas pessoas que estão recebendo ajuda", diz a psicóloga australiana Rachel Tomlinson. "O voluntariado ajuda a criar uma sensação de conexão e aumenta a confiança e a autoestima." 

Pesquisas mostram que o trabalho voluntário pode aumentar a sensação de felicidade. Até mesmo pequenos gestos ajudam. "A melhor maneira de receber amor é dar amor, tempo e energia", diz a especialista em relacionamentos Bonnie Winston. "Pode ser ajudar um veterano de guerra, uma criança com câncer ou simplesmente fazendo uma gentileza para um desconhecido. Isso tem efeito positivo imediato." 

6. Respeite as tradições ou então crie uma nova 

Essa época do ano pode trazer à tona o lado sentimental de muita gente, e manter as tradições pode ser uma ótima maneira de lidar com a falta de alguém especial. 


"É uma maneira linda de honrar a memória de uma pessoa", diz Angel M. Hoodye, conselheira e presidente da Flourishing Hope Counseling. Ela afirma que criar uma nova tradição também pode ajudar a combater a tristeza e a solidão. 

7. Saiba que é OK não se sentir OK

As festas podem ser difíceis se você perdeu alguém importante em sua vida ou se você não pode estar perto da sua família. Se estiver se sentido para baixo, seja paciente e gentil consigo mesmo. 

"Crie o espaço para processar essas emoções", diz a terapeuta de casais canadense Emily Cosgrove. "É OK não sentir-se OK. É OK sentir-se sozinho, lidar com o luto e sentir saudade." 

Shadeen Francis, terapeuta de casais e de famílias, sugere checar como você está se sentindo. 

"A prática da reflexão, como a meditação ou um diário, também podem fazer a diferença entre sentir-se tomado pelo peso da tristeza ou sentir-se em paz." 

8. Apoie quem está se sentindo da mesma maneira 

"Lembre-se das pessoas que sofreram ou que passaram por dificuldades este ano, e mande um oi", diz Helena Plater-Zyberk, co-fundadora do Supportiv, programa que oferece apoio instantâneo e anônimo para quem enfrenta problemas do dia-a-dia, como a solidão. 

Ela observa que as festas de fim de ano são uma época de reflexão, e isso pode ser difícil para as pessoas cuja rede de apoio está ocupada com preparativos. 

"São pessoas que podem ter recebido muito apoio quando passaram por dificuldades, mas agora todo mundo está tão preocupado com seus próprios problemas que elas acabam ficando esquecidas. Seja aquele que não esqueceu", diz ela. 

9. Limite o tempo dedicado às redes sociais 

Ficar horas e horas nas redes sociais pode ser a receita para o desastre. Serviços como Facebook e Instagram estarão cheios de posts de pessoas celebrando com a família e com os amigos, diz Benjamin Ritter, fundador da Live for Yourself Consulting, uma empresa de coaching. Pesquisas mostram que o uso excessivo das redes sociais pode levar um aumento da sensação de solidão. 

"Ver os outros celebrando as festas com as pessoas queridas vai te forçar a pensar na sua própria vida de maneira muito crítica", diz Ritter. "Aproveite essa época, especialmente se você vai estar sozinho, para fazer uma desintoxicação do mundo lá fora. Curta quem você é." 

10. Pratique a gratidão

"Em tempos de tristeza de solidão, às vezes é difícil pensar em gratidão", diz Nalin. 

As pesquisas indicam que praticar a gratidão traz benefícios para a saúde, incluindo redução do estresse e da depressão. Nalin sugere treinar-se para reconhecer o que te faz grato. Concentre-se no que é positivo, escrevendo um diário de gratidão. 

"A meditação com gratidão ajuda muito", diz Nalin. Há vários apps e guias na internet, tais como Calm e Headspace . 

11. Faça algo legal para si mesmo 

Um pouco de cuidado consigo mesmo ajuda muito. Aproveite para dar-se um presente, como uma sessão num spa ou uma atividade que te dê prazer. 

"Um banho de banheira, um bom livro, um filme legal ou aprender algo novo", diz Lisa Lieberman Wang, coach e autora de Fine to Fab (de ótima a fabulosa, em tradução livre). 



*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês


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Volta às aulas: Como superar a ansiedade, as expectativas e os receios das crianças

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É importante que os pais estejam atentos e sejam parceiros nesse período.

Por mais que as crianças saibam o que vão encontrar na volta às aulas, o período pode ser delicado para elas. Após vários dias de lazer, retomar seu cotidiano letivo pode gerar um misto de sensações. Por isso, é importante que os pais estejam atentos e sejam parceiros nesse período. Muitas vezes, por ter de lidar com novos desafios, as crianças podem apresentar sinais de estresse e ansiedade.

Esse panorama varia conforme a maturidade da criança. O que parece simples para os adultos, pode envolver um grande momento de decisão e mudanças no universo infantil. Nesse momento, os pais precisam demonstrar empatia.

Há muitos fatores por trás do que parece ser só mais um começo de ano escolar. Somente com esse acompanhamento, é possível conduzir os filhos para retomar os estudos com mais segurança e autonomia.

Os desafios mais comuns e o papel dos pais

Cada desafio torna-se bem mais complexo quando se fala da infância. A criança ainda não está pronta para lidar com tudo que sente. É por isso que o papel dos pais se torna ainda mais importante. Dentro desse ciclo emocional, existem alguns medos recorrentes.

A volta às aulas deve ser encarada pelas famílias com naturalidade, porém merece toda atenção e cuidado. Afinal, é uma fase de expectativas, transição, experiências e ansiedade. A vida na escola não é diferente da vida cotidiana das pessoas. A escola é só um recorte da sociedade, porém não deixa de ser um ensaio da mesma.

1 - Dificuldade de voltar à rotina

As férias são um período de descanso muito valorizado e aguardado pelas crianças. Porém, exatamente por ser um período necessário de conforto e descontração, a volta à rotina escolar pode ser um problema.

Por isso, faz-se necessário estabelecer uma rotina com alguns hábitos semelhantes aos do ano letivo. Quando são estabelecidos para a criança seus horários de refeição e sono, ela não os sentirá tanto durante esse período.

Outra precaução aponta sobre o senso de responsabilidade da criança. Sempre importante estimulá-la a ajudar com pequenas tarefas domésticas, como arrumar a própria cama sempre que acordar.

2 - Insegurança com a nova escola ou com os novos amigos

Um dilema que afeta as crianças é sempre direcionado a seus amigos de turma. Normalmente, em uma troca de escola ou simplesmente de série, perde-se a convivência com alguns antigos colegas. Isso pode gerar insegurança e ansiedade na criança. Se ela for nova na escola, pode ser que essa insegurança seja ainda maior.

O ideal é trabalhar a criança para a socialização. Quando ela desenvolve habilidades sociais desde o início do Ensino Básico, cresce com a desenvoltura necessária para lidar com transformações.

3 - As dificuldades da nova série

Passar de uma série para outra significa lidar com novas dificuldades. Assim, a criança pode ter medo de não conseguir acompanhar o ritmo e a carga de tarefas. Ela começa a ter a compreensão de que quanto mais se avança, mais aumentam os desafios.

Os pais e a própria escola podem auxiliar nesse processo. Inicialmente, é fundamental detectar quais são as matérias com as quais a criança possui maior afinidade. Com esse esclarecimento, podem reforçar e incentivar a segurança em suas aptidões.

O diálogo com os filhos contribuirá para que se sintam capacitados e acolhidos. É também essencial deixar claro que, sim, dificuldades irão existir. A criança só precisa ter a clareza de que terá suporte e apoio emocional para lidar com seus novos desafios.


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O que é o estresse tóxico - e como ele pode afetar a saúde e o desenvolvimento das crianças

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Aprender a lidar com as dificuldades da vida faz parte do nosso desenvolvimento, mas é preciso tomar alguns cuidados com as soluções adotadas, especialmente no caso das crianças.

O estresse é uma resposta fisiológica a uma situação adversa. Quando produzido, desencadeia mudanças químicas no nosso corpo, que afetam os sistemas imunológico, endócrino e neurológico.

O Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, cita três tipos diferentes de resposta ao estresse: positiva, tolerável e tóxica, dependendo do efeito que essa reação tem sobre o corpo.

Mas enquanto as duas primeiras fazem parte do desenvolvimento normal de uma criança, a terceira é prejudicial.

Quando o estresse é tóxico?

A resposta tóxica ao estresse pode ocorrer quando uma criança vivencia uma dificuldade forte, frequente e prolongada, sem apoio adequado de um adulto.

Entre os exemplos, estão negligência, abuso físico ou emocional, exposição à violência, vício em drogas, problemas mentais ou uma elevada carga de pobreza.

Crianças que têm estresse tóxico podem se tornar adultos mais doentes
Uma mãe com depressão profunda, que não pode cuidar do seu bebê, ou pais alcoólatras ou viciados em drogas, que não se dedicam aos seus filhos, podem fazer com que a criança entre em um estado permanente de estresse, considerado tóxico. E isso pode gerar repercussões por toda a vida, segundo especialistas.

Quanto mais adversas são essas experiências na infância, maior é a probabilidade de a criança vir a apresentar atrasos no desenvolvimento e problemas de saúde, como cardiopatias, diabetes, abusos de drogas e depressão, além de dificuldade de adaptação.


Diante do estresse, o corpo e o cérebro ficam em alerta: produzem adrenalina, aumentam a frequência cardíaca e liberam mais hormônios, como o cortisol. Depois de um certo tempo, é esperado que a resposta se atenue, e o corpo volte ao estado natural.

Isso ocorre quando a situação de alarme diminui ou, no caso de uma criança, depois do consolo de um adulto. Mas se esse consolo não ocorre, a resposta se mantém constantemente ativa, inclusive quando já não existe um perigo aparente.

Quais são os danos?

Esse tipo de resposta prolongada ao estresse é considerada tóxica porque pode saturar o cérebro da criança e interromper o seu desenvolvimento, especialmente durante os períodos mais sensíveis do crescimento infantil.

"Nas áreas do cérebro dedicadas a aprendizagem e razão, as conexões neurais que formam a arquitetura cerebral são mais fracas e escassas", segundo o centro de Harvard."

A ciência demonstra que a atividade prolongada dos hormônios do estresse na infância pode diminuir as conexões neurais nessas importantes zonas do cérebro, precisamente em um momento em que deveriam formar conexões novas."

O estresse tóxico resulta em desregulação do sistema imunológico, que aumenta o risco e a frequência das infecções entre as crianças, afirmou o pediatra Hillary Franke, do Centro de Medicina Integrada da Universidade do Arizona.

Os especialistas também acreditam que o estresse tóxico tem um papel no desenvolvimento de transtornos depressivos, problemas de comportamento, transtorno de estresse pós-traumático e psicose.

Nas pessoas que sofreram estresse tóxico na infância, as áreas do cérebro dedicadas à aprendizagem e à razão têm conexões neurais mais fracas e escassas

Adultos que sofreram estresse tóxico na infância também podem experimentar mais doenças físicas e serem mais suscetíveis a alcoolismo, obstrução pulmonar crônica, depressão, câncer, obesidade, maiores tentativas de suicídio, cardiopatia "e uma miríade de outras patologias".

Se por um lado não é possível acabar com as causas do estresse infantil, como pobreza, abuso e negligência, por outro é possível apoiar as famílias para estabelecerem relações seguras e estáveis entre adultos e crianças.

Ativação prolongada dos hormônios do estresse na infância pode diminuir conexões no cérebro
As pesquisas feitas até agora mostram que estabelecer uma relação de apoio estável, com adultos envolvidos no bem-estar da criança em sua idade mais tenra, possa prevenir e reverter o danos do estresse tóxico.
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Kintsugi: a beleza das cicatrizes da vida

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Em uma época dominada por consumismo e obsolescência programada, o mais provável é que, se um dia você levantar com o pé esquerdo, tropeçar e deixar cair a xícara do café, simplesmente se resignará a juntar os pedaços e a jogá-los no lixo, certo? Porém, isso é algo impensável no Japão. Há cinco séculos, surgiu no Extremo Oriente o kintsugi, uma apreciada técnica artesanal com o objetivo de reparar uma tigela de cerâmica quebrada. 

Diz-se que tudo começou com o shogun Ashikaga Yoshimasa que enviou para a China, para que lá fosse consertada, uma peça de cerâmica que havia se quebrado. Mas, quando a peça retornou o reparo era tão feio que ele pediu que artesãos japoneses refizessem tal restauração.  Encaixando e unindo os fragmentos com um verniz polvilhado com ouro, eles restauraram então a forma da cerâmica, e ao invés de dissimular as linhas das fissuras eles as valorizam com polvilhando o ouro, dquirindo uma nova vida.  Assim, essas peças tornaram-se  únicas e, portanto, ganham beleza e intensidade. 

Na cultura japonesa, as peças que recebem esta reparação comumente são mais valorizadas que as que estão intactas.   

Dessa forma Kintsugi se tornou um estilo de arte japonesa, onde  peças de cerâmica quebradas são “consertadas” mas com todas as suas rachaduras aparentes e destacadas. Kintsugi também se transformou em uma filosofia de vida: aceitar a imperfeição e enxergar rachaduras e cicatrizes como algo belo. Um prato de cerâmica pode ser feito idêntico infinitas vezes, mas não existem dois pratos que se quebram da mesma forma.  Assim, cada objeto torna-se único por meio de suas falhas. 

Então, se é válido pra tanta coisa, de pratos de cerâmica a selos postais, talvez seja interessante pensar em nós mesmos sob a ótica Kintsugi. Pra que buscar a perfeição e limar cara um de nossos detalhes imperfeitos, aparar cada aresta, remover cada cicatriz? Aliás, cicatrizes são história. As menores, alguma arte a infância. As maiores, uma prova de que se é um sobrevivente. Diante de erros e adversidades, é preciso saber se recuperar e superar as cicatrizes.

Ao contrário de nós que queremos sempre que as coisas voltem a ser como novas, eles querem mostrar que parte do nosso legado é aquilo que tentamos esconder com mais determinação: as nossas falhas e defeitos.

O ‘kintsugi’ evoca o desgaste que o tempo provoca sobre as coisas físicas, dando valor às  imperfeições


A filosofia vinculada ao kintsugi pode se aplicar à nossa vida atual, repleta de ânsias de perfeição. Ao longo do tempo, conhecemos fracassos, desenganos e perdas. Mas pretendemos esconder nossa natureza frágil, que nos faz mais humanos e autênticos, sob a máscara da infalibilidade e do sucesso. Ocultamos os defeitos, embora tenhamos falhas desde que nascemos.

Somos vulneráveis não apenas do ponto de vista físico, mas também psíquico. Quando as adversidades nos superam, nos sentimos quebrados. Às vezes, é o acaso que nos leva ao ponto de ruptura; em outras, somos nós mesmos, com nossas elevadas expectativas não realizadas e a avidez do novo, que complicamos a nossa vida. O filósofo catalão Josep Maria Esquirol afirma que “a memória e a imaginação são as melhores armas do resistente”. Como animais dotados de criatividade, temos uma poderosa ferramenta na capacidade de conceber alternativas à realidade. 

Quando sopram ventos ruins, contudo, o que mais nos ajuda a resistir à investida? Segundo a escritora norte-americana Joan Didion, a resposta é o verdadeiro amor próprio. As pessoas com essa qualidade “são duras, têm uma espécie de valentia moral; exibem essa faceta que antes se chamava personalidade”. E alcançar uma vida plena também envolve a capacidade de se livrar das expectativas alheias e deixar para trás a compulsão de agradar.

Não há recomposição nem ressurgimento sem paciência. No kintsugi, o processo de secagem é um fator determinante. A resina demora semanas, ou até meses, para endurecer. É o que garante a coesão e a durabilidade. Entre os cultivadores da paciência, Kafka ocupa um lugar de destaque. Para ele, a capacidade de saber sofrer e tolerar infortúnios era a chave para enfrentar qualquer situação. Um dia, enquanto passeava com um amigo, Kafka lhe deu um conselho: “É preciso deixar-se levar por tudo, entregar-se a tudo, mas conservando a calma e tendo paciência. Só há uma forma de superação, que começa superando-se a si mesmo”. A receita para viver do autor de O Processo é simples, mas nem por isso menos difícil: “Temos que absorver tudo pacientemente em nosso interior, e crescer.”

Saber valorizar o que se rompe em nós traz uma serenidade objetiva. Gostemos de nós como somos: quebrados e novos, únicos, insubstituíveis, em permanente mudança. Falar que ninguém é perfeito é um elogio: cada um de nós tem aí uma chance incrível de ser único.
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18 formas para lidar com crianças ou adolescentes que tem TDAH

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1. Reduzir os atrasos de tempo e comunicar o tempo.

Se possível, reduzir ao mínimo os tempos de espera.

Usar timers, relógios, controladores de tempo ou outros dispositivos que mostrem o tempo como algo físico quando houver limites de tempo para a realização de tarefas.

2. Comunicar informações importantes.

Colocar lembretes, dicas, sugestões e outras informações-chave em pontos críticos do local para lembrar à criança ou ao adolescente o que deve ser feito.

3. Comunicar a motivação (pensar “vencer/vencer”).

Usar sistemas de símbolos, programas de recompensa, privilégios ou outros reforçadores para ajudar a motivar a criança ou o adolescente com TDAH.

4. Comunicar a resolução do problema.

Tentar reduzir os problemas mentais a problemas físicos ou tarefas manuais, em que as peças do problema podem ser manualmente manipuladas para se encontrar soluções ou criar novas ideias.

5. Usar o retorno imediato.

Agir rapidamente após um comportamento para proporcionar imediato retorno positivo ou negativo.

6. Aumentar a frequência das consequências.

Proporcionar mais retorno e conseqüências para o comportamento com mais frequência do que é necessário para uma criança ou adolescente que não tenha TDAH.

7. Aumentar a responsabilidade em relação aos outros.

Fazer a criança ou o adolescente ser explicitamente responsável por alguém várias vezes durante o dia (ou durante a tarefa ou o local) quando coisas precisarem ser feitas.

8. Usar recompensas mais visíveis 

As crianças e os adolescentes com TDAH necessitam de incentivos mais fortes para motivá-los a fazer o que os outros fazem com pouca motivação externa por parte de outras pessoas.

9. Mudar periodicamente as recompensas

As pessoas TDAH parecem se entediar mais facilmente com algumas recompensas; por isto, periodicamente, você pode precisar encontrar novas para manter o programa interessante.

10. Tocar mais, falar menos

Quando você precisar dar uma instrução, aprovação ou reprimida:

  1. Vá até a criança ou o adolescente.
  2. Toque-o (com afetividade) na mão, no braço ou no ombro.
  3. Olhe-o nos olhos.
  4. Declare brevemente (!) o que quer lhe comunicar.
  5. Depois encoraje a criança ou o adolescente a repetir o que você acabou de dizer.
11. Agir, não falar demais

Proporcione consequências mais imediatas para lidar com o bom e o mau comportamento, em vez de ficar “falando sem parar no assunto”, resmungando ou fazendo longos discursos moralizadores sobre o problema.

12. Negociar, em vez de impor

Seguir estes seis passos para uma negociação efetiva do problema.

  1. Defina o problema: escreva-o e mantenha os membros da família informados da tarefa.
  2. Gere uma lista de todas as possíveis soluções. Não são permitidas críticas neste estágio.
  3. Depois que todas as soluções tiverem sido listadas, deixe cada pessoa criticar brevemente cada possibilidade.
  4. Escolha a opção mais agradável.
  5. Torne este um contrato de comportamento (todos os membros da família devem assiná-lo).
  6. Estabeleça penalidades por quebra do contrato.
13. Conservar seu senso de humor.

Descubra o humor, a ironia, a frivolidade ou as coisas cômicas que acontecem na vida diária com as crianças ou os adolescentes e ria com seu filho sobre tais coisas.

14. Usar as recompensas antes da punição

Você quer mudar um comportamento problemático?

Identifique o comportamento positivo ou pró-social que você quer para substituir o comportamento problemático.

Recompense generosamente (elogie, aprove) o novo comportamento toda vez que o observar.

Após uma semana fazendo isto, use uma punição leve (uma saída, a perda de um símbolo ou privilégio) quando o comportamento problemático alternativo ocorrer.

15. Antecipar os ambientes problemáticos (especialmente para crianças pequenas) e fazer um plano de transição:

Antes de iniciar uma nova atividade ou tarefa ou antes de entrar em um lugar novo, pare!

  1. Reveja duas ou três regras que a criança precisa obedecer.
  2. Faça a criança repetir essas regras.
  3. Estabeleça um incentivo ou recompensa.
  4. Estabeleça a punição que será usada.
  5. Dê à criança algo ativo para fazer na tarefa ou no novo local.
  6. Comece a tarefa (ou entre no novo local) e então siga seu plano.
  7. Recompense durante toda a tarefa ou atividade.
16. Mantenha um senso de prioridades

Segundo um dito popular, “Não se desgaste por pouco”. Grande parte do que pedimos às crianças ou aos adolescentes fazerem são coisas pouco importantes e tediosas no esquema maior de seu desenvolvimento.

Concentre seus esforços nas atividades ou tarefas importantes que mais importam a longo prazo (escola, relação com os pares, etc.), e não nas tarefas menores, menos importantes (limpar, catar coisas, etc.) que pouco contribuem para o desenvolvimento a longo prazo.

17. Mantenha uma perspectiva do sintoma

O TDAH é um transtorno neurogenético; seu filho não escolheu ser assim.

18. Pratique o perdão (de seu filho ou de você mesmo ou dos outros que possam interpretar mal o comportamento de seu filho).










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LEI ESPECÍFICA PARA TDAH E DISLEXIA, ENTENDA O PL 7081/10

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Sobre as etapas e o andamento do projeto


O Projeto de Lei 7.081/10 específico para TDAH e Dislexia, inicialmente apresentado pelo ex-senador Gerson Camata – PMDB/ES em 2010, foi elaborado em conjunto com a ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção. Nos últimos 7 anos, a presidente da Associação, Iane Kestelman, tem acompanhado de perto a tramitação do projeto, lutando e se dedicando para conscientizar os membros das várias comissões necessárias para sua aprovação.

Em 2013, em uma das etapas necessárias para aprovação, o projeto foi analisado pela CEC – Comissão de Educação e Cultura, sob a relatoria da deputada Mara Gabrilli – PSDB/SP, que acabou sendo aprovado e seguiu para as etapas seguintes.

Até o momento o projeto já passou por quase todas as etapas necessárias para sua aprovação, resta ainda ser votada pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que irá analisar sua constitucionalidade. Aprovada na CCJ, seguirá para votação dos 513 Deputados Federais, depois sanção Presidencial para, finalmente, virar lei.


Seu atual relator, Deputado Rubens Bueno – PPS/PR, irá apresentar e defender sua constitucionalidade junto à CCJ. Em 29/11/2017, a assessoria do deputado informou que o parecer favorável está sendo elaborado e em poucos dias será levado à Comissão.
Como a lei irá impactar na sociedade em favor da causa TDAH

A importância deste projeto é enorme e causará impactos positivos, como:

– Combater o preconceito e crenças equivocadas, como a que o TDAH não existe, dentre outros;
– Implantar, na formação docente, educação especial para informar e qualificar os professores sobre o tema. Professores qualificados são fundamentais na observação comportamental e possível encaminhamento para diagnóstico;
– Criar e implantar programas oficiais de diagnóstico e tratamento de crianças com TDAH e Dislexia;

Trata-se, até então, do principal projeto de lei para amparo das crianças com o TDAH e/ou Dislexia, desde a primeira infância.


Segue um resumo retirado do site da ABDA:


“O projeto de Lei 7081/2010, de autoria do Senador Gerson Camata (PMDB), cuja relatoria é da Deputada Federal Mara Gabrilli – PSDB – SP (Durante a apreciação pela CEC), tem por objetivo instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programa de diagnóstico e tratamento do TDAH e da Dislexia. O projeto já foi aprovado no senado e faltam apenas 3 comissões para ser aprovado na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece que as escolas devam assegurar aos alunos com TDAH e Dislexia acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento de sua aprendizagem, e que os sistemas de ensino garantam aos professores formação própria sobre a identificação e abordagem pedagógica”
O que está incluso no projeto de lei e a quem se aplica

O projeto inicial define diretrizes constitucionais que garantem amparo à criança com TDAH ou Dislexia, ajudando-a a enfrentar e superar suas dificuldades naturais. Todavia, o projeto contempla apenas a educação básica, período considerado essencial para o diagnóstico e intervenção precoce nessas crianças. Quanto mais cedo for detectada as dificuldades e iniciada a intervenção necessária, maior a chance da criança se adaptar à vida escolar e menor a chance de sofrer as consequências de suas dificuldades, garantindo inclusão, qualidade de vida e um futuro próspero durante a fase escolar.

Atualmente o Projeto foi apensado (combinado com outros Projetos de Lei semelhantes) com os PLs 3040/08, 4933/09 e 5700/09. Esta medida é importante para facilitar sua aprovação junto às comissões, bem como reforçar e combinar benefícios e medidas de acesso para todo público alvo dos Projetos de Lei.



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TDAH: como os pais podem ajudar seus filhos com transtorno de deficitde atenção e hiperatividade ( TDAH) na escola.

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Muitas crianças e adultos são desatentos ou muito agitados sem que isso seja um problema, mas para cinco em cada 100 pessoas é fundamental ter ajuda. 

Dificuldades mais frequentes: 

Baixo desempenho escolar. 

Dificuldade para se relacionar com os colegas. 

Problemas para respeitar regras. 

Outras dificuldades possíveis: 

• Lentidão para aprender conteúdos e realizar as tarefas escolares. 

• Dificuldade para ignorar estimulas irrelevantes e para interromper uma resposta que já foi iniciada (mesmo se inadequada). 

• Dificuldade de organizar e planejar os passes necessários para cumprir suas tarefas, além de dificuldade para enxergar mais de uma solução para um problema. 

• Baixo estado de alerta : (o estudante pode tentar aumentar o estado de alerta buscando ambientes barulhentos, cheios de pessoas, ouvindo música, vendo TV mesmo quando está estudando). 

• Dificuldade de sustentar a atenção durante uma atividade mental prolongada (mais de 15 ou 20 minutos consecutivos). Essa dificuldade é maior para atividades pouco motivadoras. Quanto mais motivada a criança estiver para uma atividade, menos problemas com a atenção ela terá. Isso acontece com todos os seres humanos, mas é mais acentuado para quem tem TDAH. 

• Elevada variabilidade de desempenho, o estudante pode apresentar bom desempenho em certa atividade num dia e falhar em outra de mesma natureza em outro. 

• Baixa sensibilidade à recompensa, os alunos com desenvolvimento típico se sentem recompensados mais facilmente que os estudantes com TDAH que podem precisar de mais atenção para entender que seu esforço está sendo valorizado. 

• Imediatismo/aversão à espera, mesmo que a consequência de uma ação seja muito boa 

futuramente, indivíduos com TDAH tendem a desvalorizar recompensas que levam mais tempo para serem alcançadas, preferindo recompensas menores, mas imediatas. 

• Menor sensibilidade à punição. estudantes com TDAH podem ter dificuldade para inibir comportamentos de risco, ou seja, comportamentos que podem trazer consequências negativas, mesmo que já tenham vivido e aprendido que a punição é bastante provável ou grave. 

• Dificuldade para lidar com o tempo, pessoas com TDAH costumam achar que o tempo demora mais para passar do que realmente passa. Elas podem ter dificuldades para estabelecer prioridades, cumprir prazos, concluir suas tarefas, avaliar as consequências em longo prazo etc. 

• Dificuldade de aprendizagem da leitura e da matemática, mesmo que não tenham dislexia ou discalculia do desenvolvimento (mas com frequência têm), os problemas de leitura, escrita e aritmética são comuns.

EM CASA: COMO AJUDAR? 

Seja assertivo! 

Ou seja, coloque limites, mas sem ser excessivamente autoritário: promova a autonomia da criança, mas não permita que faça tudo "só porque ela quer'. Uma rotina bem estruturada e um lar sem muitos conflitos são ferramentas poderosas para mudar o comportamento. 

Crie regras simples e diretas. Seja específico e consistente. Você pode dar uma ordem começando sempre da mesma forma: "filho(a), você tem que arrumar o quarto agora". 'filho(a). você tem que fazer o dever daqui a cinco minutos", "filho (a), você tem que se preparar para dormir". Isso ajuda a criança a entender que você está sendo consistente e que sua ordem tem que ser levada a sério. 

Mantenha a calma! 

Preste atenção se você não tende a reagir agressivamente ao mau comportamento da criança. Argumentar não ajuda. Olhe firmemente, mas com carinho, para ela e diga: "sei que isso não é divertido para você. mas você tem que fazer". Não caia na tentação de alimentar um "cabo de guerra' dentro de casa.

Quanto mais estruturado, melhor! 

Use calendários, circule as datas importantes e escreva o que tem de ser feito para aquela data (como provas e trabalhos). Mantenha visíveis (no quarto da criança ou na sala) as regras importantes (mesmo que sejam simples, como apagar as luzes etc.). Converse com o(a) professores sobre corno fazer a lição de casa. 

Recompense a criança no final do dia pelas coisas que ela fez corretamente  (libere o computador, assista à TV com ela etc.). Tome cuidado para não pressionar a criança a fazer as coisas: não tome a rotina motivo de ameaças diárias. 

Evite forçar o bom comportamento através do medo. 

Foque nos comportamentos positivos da criança (assim ela saberá o que deve fazer e não só o que não deve). 

Crie um espaço tranquilo para o estudo. Sem distrações com poucos estímulos onde a criança possa fazer às suas lições de casa.

Mantenha a criança ativa (atividades motoras são ótimas. Exercícios que tenham como foco o autocontrole e a disciplina são indicados}. 

Tenha regras claras que impliquem uma consequência quando não cumpridas e um reforço quando obedecidas. 

Lembre-se:

Crianças com TDAH podem melhorar muito, principalmente na escola, com tratamento especializado. O melhor tratamento varia para cada caso, mas em geral o medicamentoso é a primeira escolha. 

Se a criança tem muitos problemas de comportamento, além dos problemas de atenção, a terapia é imprescindível, bem como o o auxílio dos pais, tanto na compreensão do transtorno como no tratamento em si. 

Não deixe de procurar um profissional se a desatenção ou o mau comportamento de seu(sua} filho(a) tem atrapalhado muito em casa, na escola ou no relacionamento com os colegas.




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