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Pai: o primeiro amor da filha e o primeiro herói do filho

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Por Marcos Mion

Por que eu não falo em destruir clichês ou provar que estão errados? Porque uma frase ou conhecimento só se torna um quando é usado exaustivamente gerando identificação nas pessoas que fazem questão de o passarem para frente. Ou seja, verdade absoluta para uma enorme maioria, e isso tem que ser respeitado.

Por isso mesmo, minha busca como pai é fugir do lugar-comum, quebrar as expectativas da sociedade em relação à paternidade, fazer meu amigo “velha guarda” repensar tudo que ele acha que deve ser um bom pai, criar meus próprios clichês. E, acima de tudo, fazer os que valem a pena, como o que abri a coluna, serem regra na minha casa!

Quantos pais não se gabam de saber que a personagem ruiva é a Ariel e a morena a Bela? Muitos. Mas quantos cantam todas as músicas e conhecem o nome dos outros personagens? Quantos se esforçam para transpor situações do filme para o cotidiano da sua filha, facilitando o entendimento de tantos dilemas e dúvidas? E, agora, a grande pergunta: quantos ficam mais de 40 minutos penteando o cabelo de borracha que o pentinho não penteia de jeito nenhum sem estragar a boneca? Vou parar por aí, mas poderia seguir… Pois já me vesti de Rei Tritão, com tridente e rabo de peixe, para anunciar a chegada da minha Ariel na piscina...

Sim, sou pai nível hard. Enquanto muitos riem de uma declaração assim, me encho de orgulho. Colocar uma criança no mundo não tem volta. Por isso, a maior sabedoria é se dedicar a isso com 100% da sua capacidade, como abrir mão da sua vontade em todas as vezes. Soa absurdo ou impossível? Abrir mão de assistir ao jogo na TV para ver um DVD do Barney? Aguentar uma lombar travando por ficar debruçado no berço uma única noite, sabendo que outras vêm na sequência? Enfim, se colocar como um eterno prestador de serviços para um cotoquinho que, no começo, não bate nem no seu joelho? Sim, é isso.

“Ah! Extremamente exagerado!”, muitos pensarão. Mas, sendo assim, tenho certeza de como meus filhos lembrarão de mim e de que tipo de adulto se tornarão. E, quando chegar a hora, qual será o exemplo de paternidade que terão enraizado em sua essência. E só isso já faz valer a pena esse tipo de dedicação. Nada clichê.

Eu coloquei no mundo. São minhas responsabilidades e sou eu que tenho que dar as ferramentas para que eles me superem em todos os aspectos. Só assim o mundo evolui: quando compreendermos que a próxima geração tem que ser melhor que a nossa e que isso é nossa responsabilidade. E que qualquer problema que apareça no caminho não seja por falta de amor. Que o amor e a dedicação sempre sejam em excesso. E, se essa frase que escrevi não for um clichê, que passe a ser a partir de agora!
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10 pais inesquecíveis do cinema: com qual o SEU pai se parece?

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Eles são fortes, sábios, protetores e estarão ao lado dos filhos quando eles mais precisarem. Aqui vai uma seleção de 15 pais inesquecíveis do cinema que nos ajudam a mostrar tudo aquilo de que somos capazes de fazer por nossos filhos.



1-Don Vito Corleone (Marlon Brando) – O Poderoso Chefão


Se há uma figura paterna por excelência nos cinemas, é a de Don Corleone. Tratando seus amigos com generosidade e exigindo de volta sua devoção, o chefe da máfia italiana nos Estados Unidos pode até não ser um exemplo de cidadão cumpridor da lei, mas faz questão de ensinar a todos os seus filhos o valor da família.






2-Professor Henry Jones (Sean Connery) – Indiana Jones e a Última Cruzada






Indiana Jones é sedutor, esperto, ameaçador, mas apenas quando não está perto do pai, o professor Henry Jones. É ele que revela ao público o motivo banal do apelido do herói e faz piada com ele – isso depois de ter sido salvo pelo filho. O importante é que eles encararam a roubada juntos, não é mesmo?










3-Chris Gardner (Will Smith) – À Procura da Felicidade






Chris Gardner é um exemplo de pai. Sempre presente, ele mostra ao filho que é possível superar uma vida miserável com trabalho e auto-estima – mesmo que, até lá, seja preciso dormir na rua.








4-Sam Dawson (Sean Penn) – Uma Lição de Amor




Sam é um pai solteiro, deficiente, que está prestes a perder a guarda da filha porque ela irá ultrapassar sua idade mental. Apesar de não poder ajudá-la com os estudos, ele cria a menina com muito carinho e é seu melhor amigo.






5-Mufasa (James Earl Jones) – O Rei Leão




Mufasa é o corajoso e responsável rei das savanas fez muita gente chorar quando deu a vida para salvar seu filho Simba de uma debandada de gnus causada pelo seu irmão, Scar. Ele aconselha o filho até mesmo depois de morto e é a inspiração para Simba em toda a sua trajetória.







6-Jean Valjean (Hugh Jackman) – Os Miseráveis



Jean Valjean foi preso injustamente e fugitivo para o resto da vida, o personagem de Victor Hugo não é o pai biológico de Cosette, mas promete à sua mãe Fantine que irá protegê-la por toda a vida – o que cumpre com dedicação exemplar.










7-Marlin (Albert Brooks) – Procurando Nemo






A dedicação desse pai é tão grande que deu nome ao filme: quando seu filho Nemo é capturado na Grande Barreira de Corais, Marlin parte numa busca quase sem rumo, contra todos os seus medos, só para encontrar o peixinho.






8-Guido Orefice (Roberto Benigni) – A Vida é Bela





Guido é, provavelmente, o homem mais forte do mundo. Preso num campo de concentração nazista ao lado do filho pequeno, ele consegue manter o bom humor e fazer piadas com a situação, só para proteger a criança de enxergar a maldade dos homens.








9-Jake Davis (Russell Crowe) – Pais e Filhas





O escritor Jake perdeu a esposa em um acidente de carro e as sequelas o levaram a um hospital psiquiátrico, onde tratou suas convulsões durante sete meses. Enquanto isso, a pequena Katie residiu com os tios, que no fim empreendem uma batalha judicial para tirar a guarda de Jake. É claro que ele não desiste da filha e faz de tudo para mantê-la consigo.




10-Sonny Koufax (Adam Sandler) – O Paizão





Sonny não é bem o pai ideal. Na verdade, ele é o oposto disso: preguiçoso nos estudos e no trabalho, ele tem a ideia de adotar uma criança para impressionar a nova namorada e “provar” que é um homem maduro. A tarefa não é fácil, mas vamos dar uma colher de chá: ele se esforça bastante!
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Quando os filhos não têm um super Herói, mas sim uma Super Guerreira

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Elas são mães e pais, não necessariamente por esta ordem, mas sim em simultâneo. Super Guerreiras sempre com a espada numa mão e o coração como escudo na outra.


E esse é o seu papel principal, embora se desdobram em tantos outros papéis num curto espaço de 24 horas. Não têm tempo para ler o guião, por isso improvisam, a intuição de que são dotadas raramente as deixa ficar mal e quando se trata dos filhos, nem o cansaço as vence.

"Enquanto sou mãe e pai, sou também cozinheira, lavadeira, faxineira, professora, educadora, amiga e companheira, conselheira, organizadora, trabalhadora num qualquer departamento ou negociante, sou filha, sou amiga, sou vizinha, sou enfermeira e médica sempre que necessário, motorista, jardineira, anjo da guarda ou polícia, por vezes até cientista, pago contas, estico dinheiro e invento tempo para ser um bocadinho eu. Tudo isto em pose de senhora, num corpo feminino que os aconchega no colo, que se molda às cabeças no ombro e lhes deu de mamar quando eram bebés. Um corpo e uma mente com a flexibilidade necessária para cada nova situação com que me deparo e a voz doce e meiga que os protege, com a necessidade pontual da autoridade que os alerta e coloca em sentido."

Super Guerreiras sempre com a espada numa mão e o coração como escudo na outra. Para elas não há dias de folga, não existe um "toma agora tu conta deles para eu descansar" ou mesmo acompanhar as amigas num final de dia. Tudo já para não falar de privar consigo mesmas e privilegiar de uns momentos sozinhas.

São a presença feminina assídua, perante uma ausência constante da figura masculina. Paterna dizem vocês. Discordo. A paterna é na maioria das vezes assumida por alguém, que nessa mesma maioria se intitula Mãe.

Aos filhos preenchem silêncios, para que estes não falem tão alto, ocupam-lhe os tempos livres para que eles não tenham tempo para sentir falta, mas também lhes ensinam que para quem realmente importa não existe ausência nem falta de tempo, que lembrar não é estar presente, que pai não é só um nome comum, nem um estatuto adquirido, mas sim um adjetivo caracterizador e complexo. Que os direitos são para quem assume os deveres e que uma pensão de alimentos não serve para uma mãe se governar, mas sim para ajudar a suprir as necessidades de um filho. Ensinam-lhes que o dinheiro compra bens materiais, brinquedos e objetos supérfluos, mas não compra amor, carinho, amizade e atenção. Ensinam-lhes que sempre que o telefone não toca, nem a campainha da porta se faz ouvir, existe uma outra porta na vida que apesar de tudo não se deve fechar. Mas que só a atravessa quem realmente quer, sem necessidade de ser convidado a fazê-lo.

Acima de tudo e de qualquer outra coisa, ensinam e demonstram todos os dias úteis, feriados e fins de semana, a tempo e horas ou fora delas, que um coração de mãe é infinito.

Um Feliz Dia das Pais para todas as mães guerreiras! Vocês representam o empenho e a luta que o mundo necessita. Vocês são batalhadoras, são autênticas lutadoras sem arma no punho, mas com flores na mão! 

Criar um filho como vocês criam é navegar uma jangada em alto mar e chegar à areia com um sorriso no coração e uma lágrima no rosto. Vocês são o orgulho de vossos filhos, são a alma deles. Tudo que eles vão ser um dia será o espelho de todos os vossos ensinamentos. Parabéns, Guerreiras!



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Carta aos pais ausentes

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Esse texto é para todos os homens que, em um determinado momento de suas vidas, se despiram do papel de pai e abandonaram seus filhos. Àqueles homens que engravidaram suas namoradas e viraram as costas, deixando apenas um dinheiro para o aborto ou uma tristeza profunda e um vazio naquele ser que ainda nem nasceu. Aos homens que se separam de suas esposas e de seus filhos.


O que é ser pai para vocês? Aparentemente, pagar uma pensão mensal (ou não) e dar uns telefonemas de vez em quando. É postar foto bonitinha no facebook em um final de semana raro de visita. Para outros, ser pai não significa absolutamente nada. Esses são os que abandonaram suas namoradas grávidas e sozinhas e nunca mais voltaram nem para ver o rosto do bebê.

Vocês perderam um grande aprendizado na vida. Perderam a oportunidade de ensinar seu filho a dar os primeiros passos. Perderam noites de sono recompensadas com sorrisos e aquele cheirinho incrível de bebê. Não viram sua filha se vestir de princesa e acreditar na fada do dente. Não perceberam que seu filho não gosta de futebol mas adora o mar e uma prancha de surfe.

Vocês, que após a separação, acharam que não tinham mais obrigações na educação de seus filhos. Que não podem dar conta de suas novas esposas e seus antigos filhos. Eles não se enquadram mais em suas vidas, não é mesmo? É uma pena que vocês não enlouqueceram com a lição de casa, os trabalhos escolares, as brigas e amores com os amiguinhos, a falação sem parar após a escola, as febres, vômitos, contas a pagar.

Sinto muito se ficar com seu filho no seu dia de folga é chato para vocês. Se vocês nem sabe o nome do filho que abandonaram nas mãos de uma mulher que precisou ser forte e criar um ser humano e um futuro cidadão sozinha. Que pena que vocês não lembram a data de aniversário da sua criança. E nem vão saber quando ela entrar em uma faculdade ou passar dificuldades na vida.

Não é para o colo de vocês que seu filho vai correr quando precisar chorar. Ufa, né? Não é o carinho dele que vocês vão sentir depois de tomar várias rasteiras da vida. Não são aquelas mãozinhas pequenas com esmalte vermelho que vocês vão segurar depois de um dia daqueles no trabalho.

Felizmente, você não terá nenhuma preocupação, afinal tem alguém cuidando muito bem da sua criança por você. Felizmente, você não vai perder o sono quando seu filho for para a balada. Você não terá vontade de socar a parede quando a criança faz birra. Você não terá cabelos brancos antes da hora. Não vai dormir exausto depois de ajudar na lição, levar na natação, no balé, no inglês. Não vai chorar ao ver seu filho chorar também.

O final de semana é somente de vocês, olha que beleza! Vocês não precisarão ensinar a andar de bicicleta sem rodinhas e ficar com dores nas costas de tanto empurrar. Vocês não terão aquela alegria de assistir seu filho pedalando sozinho após várias tentativas. Vocês não perderão seus tempos assistindo o por do sol ao lado de sua criança nem falando sobre o universo e as coisas mais lindas da vida.

É uma pena, caros homens que só são pais em uma certidão de nascimento (às vezes nem isso), que vocês não possam ter nada disso que foi dito. Nem a parte boa nem a parte ruim. Vocês não saberão o que é amor incondicional. O que é ter um companheiro pro resto da vida que vai te amar com todas as forças que ele tem. Mas sabem, fiquem tranqüilos. Seus filhos crescerão saudáveis, inteligentes, com alguns traumas, mas nada que vá fazê-los se tornarem pessoas fracas. Muito pelo contrário. Sabe por que? Porque vocês deixaram seus bebês com mães. Mães de verdade. Que às vezes sentem vontade de fugir, se trancam no banheiro pra chorar, ficam exaustas e irritadas com os choros, as manhas, as malcriações. Essas mães conseguem ter os mais variados sentimentos e ainda assim amar tanto seus filhos e se tornarem a mulher-maravilha por eles.

Então fiquem descansados. Seus filhos serão bem cuidados. E vocês continuarão livres e despreocupados.



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Como lidar com 5 dilemas da vida segundo a série This is Us

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Com sensibilidade e delicadeza ímpares, a série é um manual da vida adulta.


Atenção: Este texto contém spoilers.

This is Us é uma série premiada e aclamada nos Estados Unidos. Criada por Dan Fogelman (Enrolados), ela no ar pela rede de televisão NBC desde 2016. Ela retrata os dramas e dilemas de uma família não convencional. Jack (Milo Ventimiglia) e Rebecca (Mandy Moore) são os pais de Kate (Kate Pearson), Kevin (Kevin Pearson) e Randall (Sterling K. Brown).

Misturando flashbacks com a história linear, a produção aborda temas complicados com sensibilidade e beleza. É difícil não se reconhecer e se emocionar diante da tela. Os episódios são verdadeiros manuais de como podemos enfrentar situações difíceis. A seguir, listamos cinco momentos em que a série aplicou esse método com perfeição.

1 - Separação

Jack e Rebecca são um casal perfeito. Aparentemente. Eles se amam, cuidam muito bem dos três filhos, se divertem juntos. Mas mesmo no melhor casamento do mundo, crises podem surgir.

O trabalho de um pode atrapalhar a rotina do outro. Um pode neglicenciar o outro sem perceber. E seus problemas podem afetar a família inteira. Jack e Rebecca enfrentam essa fase quando ela quer retomar sua carreira como cantora.  E ele começa a beber para compensar a infelicidade no trabalho. A solução mais fácil nesses momentos é a separação. Só no Brasil, o número de divórcios cresceu 160% em uma década.

Mais do que amor, é preciso empatia para levar uma relação. Jack entende a importância que cantar tem na vida da esposa, que ser apenas mãe não basta para completá-la e que, como parceiro, deve apoiá-la em sua busca pela felicidade. E Rebecca entende que o marido não consegue sair de sua condição sozinho. Com muito amor, respeito e empatia, eles conseguem contornar esses problemas e mostram que família perfeita é a que se esforça para dar certo..

2 - Obesidade

Kate e Toby são obesos e se conhecem em um grupo de apoio. Kate está super focada na dieta, em uma rotina pesada de exercícios e está sempre se culpando por seu peso. Enquanto isso, Toby não se preocupa e continua comendo por prazer. Os dois começam um relacionamento e a forma como cada um encara a obesidade os atrapalha.

Em nenhum momento a série é irresponsável com os problemas de saúde que a obesidade pode acarretar. Ela fala dos riscos à saúde, dos problemas psicológicos envolvidos, da pressão, sobretudo sobre a mulher. Nos mostra como o preconceito pode ser sutil: um olhar, uma fala sugestiva, um pequeno gesto. E como todas essas sutilidades se transformam em transtornos para quem as ouve. Mas nos dá uma lição sobre aceitação do corpo e quebra de padrões estéticos.

3 - Luto

Uma das passagens mais tristes e bonitas de This is Us é a morte de William, o pai biológico de Randall. William é doce, inteligente, humilde e ilumina a todos em seu caminho. Por isso, sua partida emociona.
Ele está bem resolvido com o fim de sua vida após um câncer. Resolve viver seus últimos meses em contato com as pessoas que ama, fazendo tudo o que não pôde durante sua dura vida e aproveitando cada dia. Quando parte, o faz em paz.

Quem fica, no entanto, não tem a mesma maturidade para lidar com a perda. Randall enfrenta um turbilhão emocional. Chora, sente raiva e dor. Mas aprende que a melhor forma de lidar com a perda é honrar o legado da pessoa em vida. É aprender o que ela estava tentando ensinar, é levar um pouco dela no dia a dia.

4 - Aborto espontâneo

Kate e Toby se surpreendem com uma gravidez não planejada e de risco. A preocupação é natural, assim como o entusiasmo à espera de uma nova vida. Natural também é a frustração diante da perda: Kate sofre um aborto espontâneo.

Com sensibilidade, a série mostra que o luto por um bebê que nunca se chegou a ter é tão real e doloroso quanto qualquer outro; a sensação de culpa que paira sobre os pais: "Foi algo que eu fiz? Que eu não fiz? Que eu comi? Como me comportei?", são perguntas que passam pela cabeça involuntariamente.

Mostra que a dor e a perda também são do pai, que pode não ter pedido um bebê fisicamente, mas nutria expectativa, sentimentos e sonhos. Que apoio e carinho são fundamentais nesse momento em que raiva e frustração vão dominar aquele casal, que o que eles sentem é compreensível e que aquela dor vai passar.

5 - Ansiedade

Crises de ansiedade são terríveis e assustadoras. E o ataque de pânico vivenciado por Randall em um momento altamente estressante no trabalho mostrou brilhantemente a realidade de pessoas com ansiedade.

A ansiedade é uma doença que atinge milhares de pessoas e está longe de ser apenas uma "frescura moderna", como muitos insistem em pintar. Ainda há muito estereótipo e tabu quando se trata do assunto.

Assim como Kevin ajuda Randall nesse momento, é preciso que as pessoas ao redor deem suporte durante um ataque e não façam pouco caso. Saúde mental é um assunto sério e problemas como depressão, ansiedade e pânico requerem cuidados médicos e psicológicos.










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A geração de 'crianças smartphone' precisa ir para a rua e brincar

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Daniel Becker

As rápidas mudanças tecnológicas e culturais têm afetado profundamente a maneira como as crianças vivem e passam seu tempo livre. Por motivos diversos, estamos vivendo uma forte redução da atividade que melhor define a infância: o livre brincar.

Nossa época é marcada por um processo de redução da infância, de adultização precoce. Uma de suas faces é o que chamamos de "paradigma escolar do desenvolvimento" — a ideia de que crianças só aprendem de adultos, em aulas formais e situações estruturadas.

Com isso, as crianças de hoje convivem com o excesso de aulas e tarefas programadas. Nas escolas, cada vez menos recreio, e um currículo que deixa de lado as artes, como música, dança e teatro. As práticas corporais — até mesmo a educação física — são relegadas ao segundo plano. E cada vez mais dever de casa.

Tudo isso num afã de tornar os filhos mais "competitivos" para o temível "mercado de trabalho" que enfrentarão no futuro. Mal sabem os pais que brincando eles poderiam desenvolver habilidades talvez mais importantes para a vida adulta.

Por outro lado, com as preocupações com segurança em nossas cidades desiguais e perigosas, com trânsito violento e espaços públicos mal cuidados, o momento de brincar tem se limitado às quatro paredes de casa, onde as crianças perdem o contato com a natureza, tão essencial para sua saúde física, psíquica e social, com benefícios bem demonstrados por inúmeros estudos científicos.

E é claro, para represar essa energia do correr, pular e explorar a pracinha, o parque ou a praia, só mesmo oferecendo a elas o contato permanente com aparelhos eletrônicos.

As tecnologias digitais certamente oferecem boas oportunidades educativas, mas podem reduzir sua capacidade de se autoestimular, de imaginar e criar. O uso excessivo de jogos e dispositivos digitais pode 'viciar' a criança, reduzindo sua capacidade de concentração, tornando-a dependente de hiperestimulação, prejudicando sua memória, promovendo o sedentarismo e a obesidade, prejudicando o aproveitamento escolar e o sono.

Hoje em dia, crianças do mundo inteiro passam muito menos tempo desfrutando de brincadeiras ao ar livre do que as gerações anteriores — 75% delas apenas até uma hora, menos do que a maioria dos presidiários.

Por outro lado, ficam hoje em dia 50% mais tempo com dispositivos em telas dentro de casa do que brincando. No total, 4 em cada 5 pais (80%) dizem que seus filhos preferem jogar esportes virtuais do que esportes ativos na vida real. E mais de 40% dizem que seus filhos precisam de mais brincadeiras ao ar livre.

Esses são alguns fatos apontados por pesquisa encomendada por Omo e coordenada por um comitê internacional presidido por Sir Ken Robinson, um dos mais importantes educadores da atualidade, e que chamam a atenção para hábitos que geram prejuízos até a idade adulta.

As crianças nunca tiveram uma rotina tão programada, tão cheia de atividades — que tem até o objetivo de ajudá-las a aprender, competir e conquistar, mas que são atividades realizadas à custa da brincadeira ativa.

Muitas famílias promovem o uso de jogos digitais educativos, como os que ensinam codificação básica e programação, acreditando que vão preparar seus filhos para um futuro dominado por tecnologias digitais e baseado em telas. Mas nesse futuro também será exigida a criatividade, a capacidade de criar conteúdo, que são habilidades adquiridas em experiências reais e longe das telas, e que a brincadeira livre pode oferecer.

E a redução do brincar pode trazer enormes prejuízos para a saúde física, mental e emocional das crianças que se estendem até a vida adulta, prejudicando a sociedade como um todo.

O brincar autorregulado, não supervisionado e não estruturado oferece oportunidades únicas de desenvolvimento. É brincando que se consegue explorar o mundo com curiosidade, cultivar sua coragem, imaginação e criatividade.

A automotivação é outra habilidade fundamental desenvolvida pelo brincar. É por meio de experiências ativas e multissensoriais no mundo real que as crianças aprendem mais sobre si mesmas, sobre relacionamentos e o mundo à sua volta.

É brincando que elas começam a cultivar habilidades emocionais e sociais, como a empatia, a capacidade de negociação, de adesão a regras, de conviver em grupo. Ou seja, brincar é um caminho essencial para que as crianças sejam felizes, saudáveis, e atinjam bem-estar e desenvolvimento plenos.

Claro que esse brincar deve se dar num contexto de garantia de direitos básicos, como segurança, nutrição e moradia adequadas, do afeto e carinho da família, de uma sociedade que coloque a infância no lugar de prioridade absoluta.

No dia 17 de maio aconteceu o Dia de Aprender Brincando. Esta é uma iniciativa global de Omo em parceria com a Cidade Escola Aprendiz que, desde 2015, buscar estimular pais, educadores e crianças a mudar essa realidade preocupante e iniciar um diálogo global sobre a importância do brincar. Neste ano, no Brasil, mais de 1.300 escolas públicas e particulares participaram, com mais de 250 mil crianças envolvidas. Educadores de todo o País levaram seus alunos e alunas para brincar e aprender ao ar livre, ter contato com a natureza, viver a plenitude da infância e aprender habilidades que só o brincar pode oferecer.

Iniciativas como essa, juntamente com outras ao redor do mundo, comoActive Learning Initiative, o Projeto HundrED, ou a Semana Mundial do Brincar, da Aliança pela Infância, se tornam cada vez mais necessárias hoje em dia. Ações realizadas por coletivos de vizinhança e de famílias, por ativistas em defesa da infância e por políticas públicas em muitas cidades do Brasil e do mundo mostram que estamos em plena expansão.

Um dos movimentos mais importante dos nossos tempos é a ideia do brincar como fundamental para a infância e para a vida, do usufruto da natureza e dos espaços públicos para todas as crianças, de todas as origens, classes e territórios, o envolvimento das escolas na promoção da brincadeira, a humanização das cidades e a sua ocupação por crianças e famílias.

Vamos permitir que nossos filhos e filhas possam brincar livremente, explorando a natureza, se sujando, aprendendo, crescendo, se encontrando, interagindo e se maravilhando. Eles serão mais felizes, e nossas cidades se tornarão mais justas, amorosas e sustentáveis. E assim, nossa humanidade, quem sabe, poderá ainda aspirar a um longo tempo de permanência nesse delicioso planeta azul.
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Síndrome do ninho vazio: o impacto da saída dos filhos de casa na vida dos pais

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Apesar de sentir-se realizada ao ver a única filha casar e estruturar uma nova vida, Hebe desmoronou quando se viu sozinha em casa, em 2017.

"Quando eu falava dela, sentia uma vontade incontrolável de chorar. A razão dizia que eu precisava construir novos laços, mas o sentimento era de não querer conversar com outras pessoas", conta Hebe, hoje com 52 anos e viúva há 13.

Formada em Economia, ela trabalha como bancária há 29 anos em Jundiaí (SP). Apesar de gostar do trabalho, não conseguia lidar com a solidão e sentiu dificuldades para recriar a rotina, agora voltada para si e não mais para a filha Ana Carolina.

"É difícil não ter mais uma pessoa para cuidar e conversar. Eu não fazia muita coisa sozinha, a maioria do meu tempo era para ela, com ela e por ela", diz Hebe. "Ela tinha atividades durante o dia, mas a gente sempre conversava quando ela chegava em casa, mesmo que fosse tarde da noite. Eu não ficava totalmente sozinha."

Após a saída da filha, Hebe começou a apresentar sintomas depressivos: só saía de casa para trabalhar e visitar os pais, sentia dores intensas no corpo e vontade constante de chorar.

Em abril de 2018, após 11 meses, Hebe decidiu buscar uma psicóloga e foi diagnosticada com a síndrome do ninho vazio (SNV), caracterizada pelo sofrimento dos pais após o esvaziamento da casa pela saída dos filhos.

"Abri mão das minhas coisas pensando apenas nela. A gente se apega e acaba se esquecendo um pouco da gente", afirma.

Apesar de não se arrepender da dedicação à filha, Hebe hoje reconhece a importância de buscar outras atividades de seu interesse e de construir si mesma em outros papéis além da maternidade. Se antes esperava convites para sair de casa, agora Hebe busca viver de outra maneira. "Chorava a ausência dela e pensava que alguém poderia me convidar para sair. Agora não fico mais lamentando e tento convidar as pessoas", conta.

Hoje, Hebe acompanha Ana Carolina por telefone e nos almoços de fins de semana. Apesar de ainda sentir falta da filha, ela considera que o contato não se perde: apenas se transforma. "Os filhos precisam seguir o caminho deles e nós que temos que buscar o nosso, sem a presença deles tão constante."

Síndrome do Ninho Vazio

A Síndrome do Ninho Vazio é caracterizada por um sentimento de tristeza e desânimo que acomete os pais quando os filhos se tornam independentes e saem de casa. A maioria das pessoas educa seus filhos e os prepara para buscar seus próprios caminhos, mas alguns pais (principalmente as mães) que dedicaram suas vidas exclusivamente aos filhos começam a perceber que não descobriram outros papéis enquanto indivíduos a não ser o de pai/mãe e, assim, começam a se sentir desconfortáveis.

Principais sintomas

Depressão;
Distúrbios do sono;
Melancolia;
Raiva;
Distúrbios alimentares;
Diminuição da libido.

Além disso, é comum que os casais que estão passando por esta fase acabem tendo conflitos. Isso porque, quando os filhos já estão criados e a vida financeira é estável, existe um reencontro entre o casal que, às vezes, pode perceber que não há mais nenhum projeto comum. Inconscientemente, marido e mulher estabelecem um compromisso de vínculo para educar os filhos e, quando eles amadurecem, os pais sentem que sua função foi cumprida.

Dicas para lidar com a partida dos filhos

Entenda a nova fase

Reconheça que é natural que os filhos saiam de casa para buscar sua própria independência é natural. Neste momento, é importante refletir e aceitar que a fase de mãe protetora passou e perceber que outras possibilidades podem se abrir e a descoberta de novos papéis é essencial. Encare essa nova fase como uma oportunidade de cuidar de você e realizar novas tarefas.
Encerre o ciclo

Faça um exercício: inspire e segure a respiração. Repare como o “ar antigo” nos sufoca, não deixando novos ciclos de oxigênio acontecerem. A mesma coisa ocorre quando nos apegamos a ciclos que já se encerram e quando temos medo da perda e não conseguimos focar nos ganhos que ela nos traz. Permita-se abrir espaço para o novo.
Tire seus sonhos da gaveta

Orgulhe-se de ter completado sua missão: você criou seus filhos para serem independes e cumpriu sua tarefa. Agora é o momento de tirar seus sonhos da gaveta. Encontre novos hobbies, pratique exercícios, comece um novo curso e aprenda coisas novas. Reflita honestamente sobre as ações que te dão prazer. Ao longo da vida, as pessoas acabam adiando uma lista de atividades prazerosas por conta da correria diária. Faça uma lista com tudo que deseja realizar e coloque-se no centro da sua vida.

Pense nos lados positivos

Além de ter mais tempo para você, muitas vezes o relacionamento com os filhos melhora quando eles mudam de casa. Aproveite a nova fase para dar mais atenção ao seu relacionamento e sair mais à dois.

Preparar a saída

O sofrimento causado pela SNV não se relaciona somente à saudade e a solidão dos filhos, mas também à falta de preparação prévia dos pais para essa fase da vida.

A prevenção é sempre o melhor remédio. As pessoas precisam começar a se preparar para essa fase e buscar outras vivências além dos filhos: sair com amigos, praticar atividades físicas, estudar, viajar. Falta de saúde social também faz adoecer.

O esvaziamento da casa pode ter impactos diferentes sobre o casamento dos pais dependendo da maneira como eles construíram a relação.

Não é difícil haver divórcios nessa fase porque muitos não suportam a pressão de se ver frente a frente com o parceiro. Perderam a intimidade, não sabem o que o outro gosta e só se enxergam como pai e mãe. Tudo isso faz o casamento perder sentido.

Porém, há também casais que se fortalecem e usam o tempo antes dedicado ao filhos para buscar novas atividades juntos.

FONTE: BBC Brasil
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11 sinais de que você se preocupa mais com o relacionamento do que seu parceiro(a)

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Nenhum relacionamento é perfeito o tempo todo e é normal que o casal precise fazer alguns ajustes para que os dois se sintam valorizados. Isso, porém, só vai funcionar se ambos estiverem igualmente envolvidos.

Quando o parceiro ou a parceira não está tão interessado quanto você, nada do que você possa fazer para melhorar a relação surtirá efeito – afinal, ele ou ela simplesmente não está a fim de se esforçar ou mudar algum comportamento.

Confira estes sinais que podem ajudar você a confirmar ou descartar essa possibilidade:

1. É sempre você que pede desculpas e tenta consertar as coisas

Casais discutem e isso é normal. O problema é quando apenas você precisa tomar a iniciativa de chamar o parceiro ou a parceira para conversar, acertar os ponteiros e pedir desculpas. Quando ele ou ela não se preocupa com isso, é um sinal de que a importância atribuída ao relacionamento é menor.

2. Você se adapta aos planos da outra pessoa, nunca ao contrário

Se apenas você se dispõe a desviar um pouco do seu caminho, reorganizar sua agenda ou mesmo deixar de fazer algo que você queria para poder atender às vontades do parceiro, temos um problema. Em um relacionamento, os dois precisam ceder na mesma proporção.

3. Você é a única pessoa a fazer planos, aliás


Talvez você seja mais organizada e tenha mais prática para fazer reservas e marcar horários, mas seu parceiro ou parceira pelo menos deveria manifestar vontade de fazer alguma coisa com você. Quando você é a única responsável pelas atividades do casal, isso mostra que você se dedica mais a essa relação.

4. É sempre você que liga ou manda mensagem

Pode ser que o parceiro não seja muito chegado em WhatsApp, mas, se ele nem se dá ao trabalho de responder suas mensagens ou te deixa no vácuo por horas ou dias, esse é um sinal bastante evidente de desinteresse. Quando gostamos de alguém de verdade, queremos estar em contato com essa pessoa.

5. Somente você demonstra ter interesse pelas relações sexuais

Quando apenas você parece querer ter relações sexuais ou qualquer tipo de contato físico, isso pode ser um sinal de que você investe mais nesse relacionamento do que seu parceiro ou parceira. Ninguém precisa estar a fim de sexo o tempo todo, mas, quando a outra pessoa parece nem se lembrar disso, é preciso ficar alerta.

6. Você tolera as manias dele, mas o contrário não é verdadeiro


Todos nós temos hábitos que podem ser irritantes para a outra pessoa, mas, em geral, existe um esforço mútuo para tolerar essas manias. O problema é quando apenas você finge que não viu a tampa da privada levantada ou o controle remoto fora do lugar, enquanto ele arruma encrenca por absolutamente qualquer coisa que você faça diferente dele.

7. Você não conhece a família nem os amigos dele ou dela

Se vocês já têm algum tempo de relacionamento e ele ou ela nunca quis te apresentar para a família ou os amigos, isso pode ser um alerta de que, por algum motivo, o parceiro quer te manter escondida. Vale a pena ser direta, pedir para conhecer essas pessoas e observar a reação dele.

8. O relacionamento de vocês não existe nas redes sociais do parceiro

Mesmo que seu parceiro ou sua parceira não seja muito fã de redes sociais, o fato de ele ou ela não fazer nenhuma referência a você também é um sinal de que ele pode estar tentando esconder a sua existência ou fingir que não está em um relacionamento.

9. Você quer dividir as grandes novidades, mas ele não

Não importa se você conseguiu uma promoção, ganhou uma viagem num sorteio ou foi demitida: o parceiro ou a parceira é sempre a primeira pessoa a quem você quer contar a novidade, seja ela boa ou ruim. Porém, se a recíproca não for verdadeira, talvez você não tenha esse mesmo grau de importância na vida dele ou dela.

10. Você jamais se envolveria com outra pessoa, mas o parceiro sim


Talvez seu parceiro (ainda) não esteja tendo relações sexuais com outra pessoa, mas o fato de ele flertar ou criar uma conexão emocional com mais alguém já é um sinal de que ele não está tão envolvido quanto você – ainda mais se você não se vê tendo essa mesma atitude.

11. Ele ou ela parece não conhecer você a fundo


Pessoas realmente interessadas em seus parceiros têm curiosidade sobre a vida do outro e costumam se lembrar de fatos importantes, como a data do aniversário, a comida preferida ou até mesmo alguma fobia. Assim, quando você sabe tudo sobre seu parceiro e a recíproca não é verdadeira, isso pode sinalizar que ele não está tão envolvido no relacionamento quanto você.

Cada pessoa tem uma forma própria de demonstrar seus sentimentos, e talvez você realmente seja mais explícita do que o parceiro ou a parceira. Contudo, se você não está recebendo a atenção e o afeto que você espera e merece, este é o momento de ter um bom diálogo com a outra pessoa e, se for o caso, avaliar se vale a pena continuar nesse relacionamento.
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5 coisas que seu filho NUNCA irá esquecer sobre você quando eles crescerem

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Quando a família se reúne é quase impossível não relembrar de várias histórias da infância, cada um vai lembrando um acontecimento e a nostalgia e as risadas sempre se fazem presentes. E tem coisas que a gente não esquece mesmo como o dia em que a mãe perdeu o vô ou o nosso pai perdeu uma peça de teatro ou jogo de futebol ou o jeito como nossos pais se cumprimentavam quando chegavam em casa.


1. As experiências que você viveu com ele. Mais que coisas que você dá, são os momentos que permanecerão na memória do seu filho. Ou seja, não é do sorvete que você comprou que ele vai lembrar, e sim da conversa e das risadas que vocês deram enquanto estavam juntos.


2. A vez em que você largou o celular por ele. Não adianta falar que não é viciado, não: tá todo mundo na mesma página! Ou melhor, no mesmo app, o tempo todo conectados. E quando a gente consegue priorizar nossos filhos e não o celular, eles sentem. Sabem que está escutando e que se importa com o que ele está falando.


3. Seu apoio. Palavras positivas fazem TODA diferença! Um “estou orgulhosa de você”, “a família é muita melhor com você” ou um “você é um bom ouvinte”, são frases que parecem bobas, mas que são super importantes para formar a personalidade do seu filho e algo que ele vai levar para a vida.


4. Como você lida com situações difíceis. Uma coisa é fato: seu filho presta atenção em TUDO o que você faz! E mais: ele se inspira em você. E vivemos em um mundo que faz com que as crianças se sintam vulneráveis e, infelizmente, eles vão ter que lidar em algum momento com doenças e perdas. É nesses momentos que ele vai lembrar do jeito como você lidou com a situação, como falou com ele sobre isso e como o fez se sentir.


5. As vezes que você não estava lá. Pode parecer uma coisa negativa, mas pode ser algo positivo também. Podem tanto se lembrar de quando você não estava e ele precisava quanto da vez em que ele foi dormir na casa de um amigo ou fez algo incrível na escola e mal podia esperar para chegar em casa e te contar.


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Suporte psicológico durante tratamento do câncer de mama é tão importante quanto medicação

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Atualmente, o prognóstico de vários tumores é bastante diferente do que se via uns tempos atrás. O câncer é hoje considerado uma doença crônica e absolutamente tratável e, em muitos casos, a cura já é uma realidade – principalmente quando diagnosticado precocemente. De qualquer forma, o câncer ainda continua sendo uma doença bastante estigmatizada, carregada de preconceitos e mistérios; estimuladora de fantasias, desencadeante de rupturas na forma habitual de vida e, não raras vezes, determinante da configuração de um estado de crise.

Neste contexto, o impacto do diagnóstico pode definir diferentes sentimentos de difícil elaboração que variam de acordo com a história de cada paciente, de seu momento de vida, de suas experiências anteriores e das informações que recebeu no convívio familiar, social e cultural que nasceu e cresceu. Medo, angústia, raiva, culpa, ressentimento, revolta, em geral, permeados pela incerteza e insegurança de futuro, são sentimentos comuns e podem gerar quadros de ansiedade e depressão.

Pensando especificamente no câncer de mama, além das questões abordadas anteriormente, aparece o valor simbólico que a mama tem para cada mulher. Para muitas delas, a mama carrega consigo aspectos relacionados à feminilidade, à sexualidade e à maternidade. A mama confere à mulher sua identidade feminina. Ao se receber o diagnóstico, estes valores ficam em suspenso, sem falar do medo da morte que permeia todo este processo. Pode ocorrer uma diminuição da auto-estima, sentimentos de vergonha e inferioridade, medo da rejeição do parceiro e evitação de relacionamentos, e, quando da retirada parcial ou total da mama, é comum a imagem corporal atual não coencidir com a imagem sentida e lembrada.

A família do paciente também vivencia este momento com incerteza e insegurança, impotência e culpa. Sofre, se angustia, se anima, se deprime, sente pena, e pode funcionar tanto como um elemento de auxílio como um elemento que exalta a condição de deficiência e dependência. Em geral, famílias mais coesas se renovam e tendem a se unir para atender as necessidades imediatas: elaborar a aceitação da doença e enfrentar as dúvidas quanto ao futuro incerto. Famílias mais vulneráveis costumam se fragmentar.

Uma vez doente, o paciente passa a se deparar com sentimentos de impotência e dependência, além das alterações em sua imagem corporal decorrentes do tratamento. Em geral, as condutas terapêuticas são tomadas por outro que não o paciente. As limitações físicas acarretam a necessidade de ajuda quase constante de familiares e amigos. Com frequência, os efeitos colaterais prejudicam ou impedem o paciente de desempenhar seu papel no âmbito familiar e profissional, como também geram importantes mudanças no aspecto físico. Além disso, a incerteza relacionada à eficácia do tratamento proposto está presente o tempo todo.

A notícia do final do tratamento evoca no paciente sentimentos de ambiguidade. A felicidade e o alívio vêm junto com o medo e insegurança. É neste momento que o paciente se depara com a volta a suas atividades familiares, sociais e profissionais anteriores. A possibilidade de fazer planos e ter expectativas em relação ao futuro ressurge. Paralelamente surgem sentimentos de vulnerabilidade – os menores sintomas físicos podem ser interpretados como sinais de retorno ou progressão da doença –, e abandono – imaginariamente, não necessitar mais de medicação passa a ter o significado de estar desprotegido.

É fundamental que durante todo este processo pelo qual a paciente passa ela seja respeitada e acolhida pela família, amigos e profissionais. É necessário que se desmistifique o câncer, deixando de tomar seu diagnóstico como sentença de morte. Para enfrentar a doença é importante que a mulher volte sua atenção aos aspectos positivos, que podem facilitar o enfrentamento dessa situação. A escolha adequada de uma equipe médica que desperte competência e confiança, como também, o reconhecimento de que os avanços da medicina contribuem significativamente para o controle e muitas vezes, para a cura da doença são aspectos importantes.

Lembrar de outras mulheres que enfrentaram com sucesso o diagnóstico e tratamento do câncer de mama, também pode ser primordial. Além disso, a família, os amigos e crenças espirituais significativas são fundamentais para um enfrentamento saudável.

O apoio da família facilita que a mulher encare com esperança e coragem o diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Para que isso aconteça é preciso que esta funcione como uma força positiva, estando atenta ao tipo de comunicação e de apoio necessário.

É importante que a família seja orientada a buscar esse apoio tanto do ponto de vista emocional, quanto concreto e informativo. Esse apoio pode ser obtido com outros familiares que passaram por experiências semelhantes, com amigos específicos, com a própria equipe de saúde que cuida da mulher, bem como com alguma comunidade religiosa, cujos valores tenham significado para a família.






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