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É possível mudar a mente de um psicopata?

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Para melhor entender este artigo, vamos imaginar um cenário. É uma noite de sábado em um bar agitado no centro da cidade. Entediado, Antônio pega a garrafa de cerveja vazia que está na mesa em sua frente e começa a jogá-la de uma mão para a outra.


De repente, a garrafa cai e quebra na mesa, ele se levanta da cadeira e vai até o desconhecido que havia esbarrado nele mais cedo, ferindo-o no rosto com a garrafa quebrada. Um amigo do homem ferido chamado Pedro reage, empurra Antônio e continua o ataque enquanto outros tentam segurá-lo, atraindo mais pessoas para a briga.


Quando a polícia chega, Antônio domina a situação e aparenta tentar acalmar os ânimos, culpando Pedro pela confusão. Quando a polícia tenta prender Pedro, ele explode pela segunda vez e dá um soco no rosto de um policial.


É uma história fictícia, mas serve para ilustrar a diferença entre dois tipos de criminosos na prisão. As características de Antônio são as de um psicopata: frio, calculista, superficialmente charmoso e sem remorsos. "A violência é planejada com antecedência e a pessoa pode ficar empolgada e muito satisfeita ao cometê-la", diz Stephen Blumenthal, uma psicóloga que trabalha com infratores violentos na Portman, uma clínica de psicoterapia em Londres.


Pedro, por sua vez, exibe sintomas de personalidade antissocial: uma condição caracterizada por impulsividade e agressão. "A típica violência do indivíduo antissocial e não psicopata é causada por emoções fortes e é impulsiva ou reativa", diz Blumenthal.


Há chance de reabilitação? 


Dois homens violentos, duas motivações bem diferentes - mas o sistema criminal de justiça muitas vezes os trata da mesma maneira. Apesar de ambos serem violentos e, portanto, apresentarem um risco à sociedade, com taxas altas de reincidência, isso pode ser um erro. Cada vez mais pesquisas sugerem que seus cérebros funcionam de maneiras bastante distintas. Isso pode significar que eles precisam de tipos diferentes de reabilitação se algum dia forem voltar às ruas. Com isso em mente, especialistas estão tentando criar novos tratamentos para infratores violentos reincidentes.


O psiquiatra americano Hervey M. Cleckley formalizou o conceito de psicopata em 1941 com seu livro The Mask of Sanity ("A Máscara da Sanidade", em tradução literal), que tinha como base entrevistas com presos em prisões de alta segurança. "Ele identificou um grupo de pessoas que pareciam muito perturbadas, mas que desafiavam a categoria padrão de desordem mental", diz Blumenthal.


A psicopatia é diagnosticada usando uma ferramenta de avaliação que classifica pessoas de acordo com uma série de critérios. Os que estão acima de certo limite são oficialmente classificadas de psicopatas - apesar de a psicopatia ser um espectro e de que a maioria dos psicopatas não são criminosos violentos (aliás, muitos são extremamente bem-sucedidos no mundo dos negócios). No entanto, aqueles que são tendem a ser criminalmente versáteis. "Eles geralmente são infratores em várias categorias diferentes", diz Blumenthal.


Entre os infratores violentos na prisão, apenas uma minoria pode ser classificada como psicopata. Um estudo britânico recente estima que exista uma prevalência de cerca de 8% dos presos e 2% das presas, outro estima que sejam 31% dos infratores homens violentos e 11% das presas.


Claramente, portanto, a psicopatia não explica todos os crimes violentos. Mas, uma vez que um psicopata esteja na prisão, é importante descobrir como melhor reabilitá-lo: eles têm até quatro vezes mais chances de reincidência do que os não psicopatas.


O transtorno de personalidade antissocial (TPA) é muito mais comum que a psicopatia - afeta entre 50 e 80% da população encarcerada em geral. "Dizem que buscar esse transtorno nas prisões é como buscar 'palha em um palheiro'", diz Blumenthal.


Apesar de pessoas com TPA parecerem despreocupadas e agradáveis, diante do conflito elas podem facilmente surtar e se tornar assustadoras. "Elas são o grupo esquentadinho", diz Nigel Blackwood, um professor da universidade Kings College, em Londres. "Elas ficam frustradas e irritadas, veem ameaças onde não existem e surtam ou se tornam agressivas para resolver seus problemas."


Em uma minoria de casos, infratores violentos são diagnosticados com TPA e psicopatia. Blackwood e seus colegas identificaram diferenças nos cérebros dessas pessoas que os separam de infratores apenas com TPA e dos sem qualquer distúrbio. "As diferenças estão em áreas-chave do cérebro que estão envolvidas com o pensamento sobre nossas reputações sociais e com o uso do medo para determinar nossos comportamentos", diz Blackwood.


Psicopatas parecem processar informações sobre castigo e recompensa de uma maneira diferente do restante das pessoas. A maioria das crianças passa por uma fase de bater ou morder outras crianças, mas em algum momento aprendem que é um comportamento inapropriado que será punido.


Os psicopatas, porém, parecem relativamente inabaláveis com a punição, o que os torna muito difíceis de administrar. "Nossos experimentos indicam que a questão que caracteriza os psicopatas não é não ser capaz de usar a informação do castigo para definir seu comportamento", diz Blackwood. "Nosso estudo sugere que os psicopatas processam a punição de uma maneira bem diferente". Ele acredita que isso pode ter implicações importantes para reabilitação e que seja possível fazer programas para esses "grupos separáveis".


Considerando seu sistema incomum de recompensa no cérebro, uma estratégia pode ser encorajar outras atividades para prevenir a reincidência, diz Blackwood, como um emprego ou um hobby. Mas ele adverte que "ainda é muito, muito cedo" para saber se isso pode funcionar.


Reconstituição das atividades violentas 


Outras pesquisas mais avançadas sugerem intervenções com foco nos infratores com TPA. Estudos sugerem que essas pessoas têm dificuldades de ler expressões faciais e apresentam outras limitações na 'mentalização': sua capacidade de entender tanto as suas quanto as ações dos outros em termos de seus pensamentos, sentimentos, desejos, crenças e desejos. Isso não apenas pode fazer com que eles interpretem ações como mais ameaçadoras do que elas realmente sejam, mas também fazer com que seja mais difícil regular essas emoções porque elas têm dificuldade de entender seus próprios sentimentos.


Peter Fonagy, um psicólogo clínico e psicanalista da University College London coordena um teste de terapia grupal com base na mentalização com infratores violentos que foram postos em liberdade condicional - a maioria tem TPA. Toda semana, eles se encontram e discutem assuntos que são importantes para eles, com o objetivo de introduzir um entendimento com mais nuances de sua posição e daqueles ao seu redor.


"Nós estamos tentando apertar um tipo de botão de pausa de mentalização: dizer 'ok, espera um pouco, o que realmente aconteceu aqui?'", explica Fonagy. Reconstruir o acontecido mentalmente muitas vezes faz com que o calor do momento dissipe, reduzindo a vontade de fazer algo no impulso.


Fonagy e seus colegas já conseguiram usar a mentalização para ajudar pessoas com outra desordem, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), que é caracterizado por instabilidade emocional e automutilação frequente. Um estudo diz ter encontrado melhoras no humor e funcionalidade interpessoal até oito anos depois do tratamento com mentalização.


Pesquisadores na Espanha estão dando um passo à frente e encorajando infratores violentos a experimentar as reações emocionais de suas vítimas na própria pele. Na Universidade de Barcelona, Mel Slater e Mavi Sánchez-Vives têm trabalhado com homens que cometeram violência doméstica e aceitaram participar de um programa de reabilitação comunitária em vez de ir para a prisão - a oferta foi feita apenas aos réus primários.


Como parte desse programa, os homens passam por uma sessão de realidade virtual na qual eles são um avatar feminino e encontram um avatar masculino agressivo. O homem critica sua aparência, joga um telefone contra a parede e invade seu espaço pessoal. "É comum assistir a vídeos ou fazer teatro durante programas de tratamento, mas essa é uma experiência mais intensa", diz Sánchez-Vives.


Antes e depois da sessão, é feito um teste para avaliar se os agressores conseguem reconhecer emoções como medo no rosto das mulheres. A habilidade de reconhecer medo melhorou com a intervenção. "Acreditamos que experimentar essa emoção neles mesmos os ajuda a entender - de uma maneira implícita - o que realmente estava acontecendo durante esse tipo de confronto", diz Slater.


Apesar de eles não terem comprovado se essas mudanças são duradouras, outros estudos de realidade virtual sugerem que elas podem ser. Por exemplo, Slater mediu o efeito de uma pessoa branca "ser personificada" no corpo de uma negra e descobriu que isso reduz o viés de raça, uma forma inconsciente e muitas vezes não intencional de racismo. Essa redução se manteve quando os participantes foram testados uma semana depois. "Isso não comprova que o efeito se manteria para violência de gênero, mas ao menos aponta nessa direção", diz Slater.


Não se sabe, porém, se estratégias de cultivo de empatia funcionariam com psicopatas. Tratamentos que envolvem conversas demandam motivação, colaboração e participação emocional, mas os psicopatas não dispõem de um leque normal de emoções. Eles podem se ver como superiores aos seus colegas de prisão e terapeutas, e debocham ou os comprometem de outras maneiras. "Se você colocá-los em uma situação de tratamento de grupo, há um risco de que irão corrompê-la", diz Blumenthal. "Eles são muito difíceis de lidar."


Em seu livro Assessing Risk ("Calulando Riscos", em tradução livre), Bluementhal descreve um psicopata, Sid, com um histórico de atacar mulheres jovens vulneráveis e de abusar de suas crianças. Ele foi transferido ao albergue de liberdade condicional onde Blumenthal trabalhou. "Ele é uma das pessoas mais charmosas e manipuladoras que eu já conheci", diz Blumenthal. Um mês mais tarde, Sid desapareceu com a faxineira do local, "uma mulher aparentemente estável e confiável". Ela havia sido avisada sobre ele.


"Eu não quero comprometer o tratamento totalmente porque a maioria dos programas são muito básicos e é preciso muito trabalho nessa área. Mas essas pessoas precisam de um bom tempo para ficarem melhor e elas precisam escolher o tratamento elas mesmas", diz Blumenthal. "Eu acho que também precisamos aceitar que há pessoas resistentes ao tratamento que são muito difíceis de serem atingidas."


Talvez exista mais esperança em reconhecer pessoas jovens com traços psicopatas para mudar a trajetória de seu desenvolvimento. Estudos indicam que a psicopatia tem um efeito herdado e que crianças com níveis altos dos chamados "traços insensíveis" têm um risco maior de se tornarem adultos psicopatas.


A ideia de que a psicopatia possa ser identificada na infância continua controversa, mas evidências apontam que há fatores de risco claros. Tanto psicopatia como TPA também estão associados a um histórico de negligência e abuso na infância. E, enquanto crianças emocionalmente reativas tendem a responder bem a limites firmes, crianças não emocionais são menos responsivas.


É por isso que intervenções podem funcionar: pesquisas recentes sugerem que eles podem ser mais suscetíveis a intervenções que focam em comportamento positivo do que sendo punidas por comportamentos ruins. O que parece estar de acordo com os resultados de Blackstock sobre adultos psicopatas.


"Se você pode construir aquela parte do cérebro que quer os mesmos tipos de recompensa que você tem ao agradar o outro em vez de simplesmente conseguir o que você quer, então você provavelmente tem uma chance melhor de sucesso", diz Graham Music, um psicoterapeuta de crianças e adultos que trabalha com Blumenthal na Clínica Portman.


Essas crianças também demonstram déficits na habilidade de ler os estados emocionais alheios, mas pesquisas sugerem que essa habilidade possa ser melhorada ao ensiná-los a olhar nos olhos dos outros, o que pode aumentar os níveis de empatia e laços emocionais.


É por isso que intervenções antecipadas são chave: o cérebro é mais maleável durante a infância. Isso traz seus próprios desafios, considerando que essas crianças não necessariamente passaram pelo consultório de um psicólogo.


"As crianças que geralmente chegam a nós são as que estão reagindo, jogando coisas, chutando as pessoas, gritando, entrando em brigas", diz Music. Crianças insensíveis, por outro lado, são vistas como "agressivas felizes" porque elas parecem inabaláveis pela violência.


A evidência crescente de que infratores violentos não são um "monolito" exige uma estratégia com mais nuances. Parte do desafio é identificar as pessoas que parecem que vão se beneficiar mais do tratamento e apoiar sua tentativa de mudar. Pode ser que algumas pessoas não possam ser salvas, mas muitas outras podem estar ao alcance. "Eu realmente acredito que a biologia é maleável e eu prefiro não desistir das pessoas", diz Fonagy.



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Ajudar os outros faz bem para saúde, diz pesquisa

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É melhor ajudar alguém que conhece do que uma instituição de caridade, pelo menos se você estiver pensando em você mesmo. É isso que concluiu um estudo publicado no periódico Psychosomatic Medicine: Journal of Biobehavioral Medicine.


Os pesquisadores descobriram que fornecer apoio social à pessoas em necessidade ativa regiões do cérebro ligadas ao cuidado parental — o que está associado à efeitos positivos à saúde. Em comparação, ajudar uma instituição não tem os mesmos efeitos neurobiológicos. 


"Nossos resultados destacam os benefícios únicos de fornecer suporte direcionado e elucida as vias neurais pelas quais dar suporte pode levar à saúde", escrevem Tristen Inagak e Lauren Ross, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.


Para chegar à conclusão, o estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira, 45 voluntários realizaram tarefas que resultaram em recompensas para alguém próximo a eles que precisava de dinheiro, para a caridade ou para eles mesmos. Os participantes se sentiram mais conectados socialmente e consideraram que o apoio  era mais eficaz quando destinado a um conhecido.


Em seguida, os participantes passaram por uma avaliação emocional, com uso de ressonância magnética funcional, para avaliar a ativação de áreas específicas do cérebro ao dar apoio social. Independente de quem ajudaram, foi relacionado ao aumento da ativação do estriado ventral e da área septal, regiões anteriormente ligadas a comportamentos de cuidado parental em animais.


No entanto, a área septal ficou mais ativa quando as pessoas davam o apoio direcionado a alguém, ao mesmo tempo que resultaram em uma redução na atividade da amígdala, que tem relação com o sentimento de medo e estresse. 


Na segunda parte do experimento, 382 participantes forneceram informações sobre o seu comportamento em dar apoio (comportamento pró-social) e foram submetidos a uma tarefa diferente de avaliação emocional com varredura funcional por ressonância magnética.


Mais uma vez, aqueles que relataram dar apoio mais direcionado aos outros também apresentaram uma redução na atividade na amígdala. Em ambos os casos, dar suporte não direcionado (como doação para caridade) não estava relacionado à atividade dessa parte do corpo. "Os seres humanos aproveitam as conexões sociais e se beneficiam quando agem a serviço do bem-estar dos outros", segundo os autores.


Um estudo anterior do dr. Inagaki, também publicado na Psychosomatic Medicine, descobriu que dar suporte social tem efeitos positivos nas áreas do cérebro envolvidas em respostas ao estresse e à recompensa. Esse estudo sugeriu que fornecer apoio — não apenas recebê-lo — pode trazer benefícios à saúde física e mental.


As novas evidências confirmam os benefícios de ajudar aos outros e dão suporte à teoria de que as pessoas ajudam os outros, direta ou indiretamente, porque isso faz com que elas se sintam bem. Mas a ligação entre o aumento da ativação do área septal e a diminuição da atividade da amígdala "sugere um caminho neural pelo qual dar apoio acaba influenciando a saúde que é destinada a formas específicas de apoio, como ajudar pessoas que já conhecemos".



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10 pecados capitais que o psicólogo não deve JAMAIS cometer

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Psicólogo não é perfeito e eventualmente vamos errar. Mas tem algumas coisas que durante o atendimento , no trato com o paciente são inadmissíveis. E vamos combinar, as situações listadas abaixo não devem acontecer com nenhum profissional. 



1- Comer na frente do paciente 

Fome todos nós temos e quando você passa um bom tempo atendendo é preciso reservar um tempo entre um paciente e outro para se alimentar. É totalmente deselegante o psicólogo durante o atendimento comer na frente do paciente. Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, peça licença ao paciente e coma um lanche rápido. Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente. 


2 - Atender ao telefone 

Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo. Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito. Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável. Imagine quando se interrompe um comunicado [do paciente] de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?


3- Tomar notas em excesso
  
A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise. Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.

Anotações , quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem "recheados" com conteúdos nos intervalos entre sessões. Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção.


4 - Atrasar-se para a sessão 

O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura "X" minutos. Claro que atrasos acontecem e quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda. 

O atraso é muito comprometedor. O psicólogo deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?


5 - Ser pouco acessível 

Embora esse tópico seja polêmico é importante encontrar um meio-termo. Por um lado, não é recomendável que o paciente desenvolva uma extrema dependência do psicólogo . Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe.

Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível. diz o psicanalista. 

Cada psicólogo pode ter suas preferências em relação a esse assunto. Alguns liberam celular e e-mail, outros autorizam o cliente a deixar recado. Eles devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa. 


6 - Olhar demais para o relógio 

O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta. Com a experiência, o psicólogo ganha uma noção de tempo automática. Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo. Já se isso ocorrer com um paciente específico, o psicólogo deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.


7 - Bocejar demais 

Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse. Mas, se o psicólogo não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia. Já dormir é tido como inadmissível. Se o psicólogo percebe que não suporta o sono, deve suspender a sessão.


8 - Contato físico excessivo 

No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O psicólogo pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico. Mas deve haver limites. Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções. Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.


9 -Falar demais sobre si mesmo 

A sessão é do cliente, e não do psicólogo . No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia. Mas, se o psicólogo sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. O psicólogo pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do psicólogo , mas isso desvirtua o foco da terapia.
A chave é ver se há propósito terapêutico. Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia. 


10 - Vestir-se inadequadamente 

Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal.

De fato, há limites. Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados. O foco não deve ser o psicólogo , inclusive no quesito vestimenta. Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o psicólogo.

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica

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Pode ou não pode? A psicoterapia também tem limites !

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No exercício da profissão você encontrará varias situações na qual você sentirá uma certa dúvida como deve proceder. São situações corriqueiras mas que muitas vezes nos colocam em uma posição que nem sempre é fácil decidir o que deve ser feito. Situações como : Posso ir no enterro de um familiar do paciente? Devo visitar o paciente no hospital? Quando devo ligar para alguém da família? 

É fácil cair em erros que acabam prejudicando o paciente, afinal somos humanos, temos sentimentos e acabamos, em um grau maior ou menos nos envolvendo emocionalmente com os pacientes. Torcemos por eles. Queremos o seu bem. Mas cuidado !

Um psicólogo quando muito cheio de seu narcisismo pode configurar um predador terapêutico. O messianismo, e a associação com práticas ancoradas no imaginário, são inevitavelmente potencializados pela maior arma psicanalítica: a transferência. 

Todo paciente possui problemas com suas figuras paternais paterna, e logo o paciente o identifica, como pais imaginários. Esses pais são “perfeitos” sob o ponto de vista do paciente e portanto a investitura pelo suposto saber ocupa o lugar de um desejo falho, o de um pai que tudo saiba, que tudo possa, que tudo salve: o lugar de Deus. Por isso é necessário que o psicólogo, em sua análise pessoal, tenha padecido de uma boa dose de feridas em seu narcisismo. Concordamos com Quinet (2009, p. 121):

“O analista em sua análise deve ter experimentado a destituição narcísica e deve poder refazer a terceira revolução copernicana, descrita por Freud, na qual o homem não é senhor em sua própria casa, descascando uma a uma como uma cebola suas identificações imaginárias que constituem sua persona, seu little me.”

Separei algumas situações que embora pareçam claras tem muita gente confundido e deixando de colocar limites na relação psicologo-paciente. 

Leia mais:

Gipsy: quando o Psicólogo precisa de cuidados

O psicólogo PODE sugerir possibilidades no processo de mudança e escolhas do paciente. Mas NÃO PODE querer mandar no paciente e tão pouco se chatear quando ele toma decisões contrárias do seu ponto de vista.

O psicólogo PODE ser empático com o paciente. Mas NÃO PODE querer se deixar levar pelo seu problema. Nada de chorar junto, “ter dó”.lembre-se: o papel é ajudar o paciente a se responsabilizar por suas decisões, atitudes e se tornar protagonista da sua vida. 

O psicólogo PODE se importar com os problemas do paciente. Mas NÃO PODE ajudar a resolvê-los fora do ambiente terapêutico. Portanto, nada de querer brigar com a mãe do paciente ou com o marido que explora. Confesso que muitas vezes é normal sentir raiva dos familiares e ou amigos do paciente, mas guarde essa SUA raiva para a sua terapia. O seu papel não é o de brigar com ninguém, mas de ajudar o paciente a ver os seus problemas, fortalecer o seu eu e dar ferramentas emocionais para que ele consiga lidar com a situação da melhor forma possível.

O psicólogo PODE estar com o paciente em momentos difíceis, mas Mas NÃO PODE estar com ele o tempo todo. Ajude o seu paciente a caminhar com as suas próprias pernas. Sabe aquele ditado: ensine a pescar ao invés de dar o peixe. O seu papel não é deixar o paciente dependente da terapia, mas ajudá-lo a caminhar com as suas próprias “pernas”.

O psicólogo PODE indicar um psiquiatra, principalmente quando identificar alguma doença mental que precisa de tratamento , mas de forma alguma deve dar remédio para o paciente. Isso inclui floral, remédios para dor ou de uso pessoal. Cada profissional no seu quadrado de atuação. 

O psicólogo PODE e deve respeitar as crenças do paciente , mas NÃO PODE impor as suas crenças. Em primeiro lugar, vamos deixar claro: não existe Psicologo cristão , psicólogo espírita , psicólogo de qualquer outra religião. A faculdade nos forma para sermos psicólogos e sua crença é algo que deve ficar FORA do consultório. Por outro lado, se o paciente traz problemas ou dilemas relacionados a sua religião , elas devem ser respeitados e tratados dentro do contexto terapêutico. 

Uma vez ouvi de um paciente que gostaria de tratar dos seus traumas das vidas passadas para ficar melhor. A minha sugestão foi a de que tratássemos dessa vida onde eu tinha acesso. A paciente topou, foi resolvido e nunca mais se incomodou com problemas , que segundo ela, era de suas vidas passada. Perceba que não ataquei e nem reforcei a sua crença, apenas trouxe para o contexto terapêutico. 

O paciente PODE responder às perguntas que o paciente faz sobre a sua vida pessoal (se quiser e for pertinente), mas NÃO PODE ser íntimo do paciente ou exagerar na liberdade. Aprenda algo: por mais que você goste e se simpatize com seu paciente ele nunca será seu amigo. 

A dosagem entre o que pode e não pode fazer é sempre entender a relação terapêutica. A relação terapêutica é à base de uma boa terapia, pois a boa terapia se desenrola num enquadre clínico com um vínculo que favoreça esse processo, com essa junção de extrema relevância para o processo fluir de forma harmoniosa entre terapeuta e cliente. 

Quando há uma boa relação terapêutica, cria-se um ambiente que permita a revelação do interior desse sujeito e favorece assim o desenvolvimento do processo singular de cada um, assim o que está mais oculto se mostra, permitindo que o processo aconteça.
Uma sólida relação terapêutica é a condição necessária para uma terapia efetiva. Algumas questões ou atributos como empatia, interesse genuíno, calor humano, autenticidade, devem estar presentes em todo psicólogo. E essa relação que se estabelecerá será vista como um esforço colaborativo entre psicólogo e paciente.

Juntos, terapeuta e cliente estabelecem os objetivos da terapia e cada sessão, prazo e duração do contrato terapêutico, os sintomas-alvo, as tarefas, etc., ficando clara a participação ativa do paciente em seu processo de mudança.  

Ah! E na dúvida, pense sempre se a sua decisão irá ajudar ou atrapalhar o tratamento do paciente. 

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica


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Três lições de moral dos contos de fadas que precisam ser repensadas

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Há 388 anos, nascia Charles Perrault, um dos escritores de contos de fadas mais influentes da humanidade. Perrault cresceu rodeado pela alta sociedade francesa e seus contos, muitos deles releituras bastante editadas de histórias orais da tradição europeia, são conhecidos até hoje, como Gato de Botas, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Bela Adormecida.


Perrault era um homem bastante poderoso de seu tempo: há até quem compare sua influência como autor de histórias infantis a Walt Disney. Suas histórias ditavam os costumes da burguesia europeia que estava em ascensão; serviam como "guia de comportamento" para as crianças da época. Ainda que muito dessas morais tenha se perdido no tempo ou se transformado, contos de fadas são pistas da mentalidade humana de cada época e sabedorias universais. Por isso, o The Guardian fez uma lista com três lições que persistem nos contos de fadas tradicionais, mas devemos contestar (e, quem sabe, reciclar): 


1-Primeiras impressões (não) são tudo – e são importantes


Um bom exemplo disso é A Bela e a Fera, do próprio Perrault. Sem o amor de Bela, que transforma o monstro em um belo (e bastante conveniente) príncipe, não enxergaríamos a Fera como um príncipe. Contudo, a história original termina de um jeito um tanto quanto polêmico: apesar da garota poder voltar para ver sua família, a besta impõe condições e regras o tempo todo, nunca a deixando totalmente livre. Como diz o Guardian, "é basicamente uma síndrome de Estocolmo em forma de conto de fadas". 


É claro que as morais da época eram diferentes; Bela fica muito agradecida com o acordo e isso só faz com que se apaixone ainda mais pelo monstro. Mas é fato que a natureza cerceadora da Fera sempre esteve lá – e nem mesmo a mágica do amor pode mudar isso. 


2-Você (não) deve mudar para conquistar o seu final feliz


Quando lemos ou assistimos à Bela e a Fera, fica claro que o monstro só se transformou para se tornar um par ideal para a garota. Perrault era um grande defensor da moral burguesa – e a Fera só merece realmente o amor de Bela, a jovem praticamente perfeita em todos os sentidos (diligente, próxima à família, obediente e sem grandes arroubos de personalidade), quando se molda à mesma moral. O monstro lentamente se torna mais afável e, eventualmente, um candidato mais respeitável ao amor da futura princesa. 


Ainda que muitos contos de fadas sejam únicos e originais, a repetição da fórmula "belo príncipe + bela princesa se apaixonam" já cansou. Por mais garotos e garotas imperfeitos nos contos de fadas modernos! As adaptações recentes da Disney dos contos de fadas teriam grandes oportunidades de mudar esse cenário – mas muitos deles apenas repetem o que foi estabelecido por Perrault no passado. 


3-(Não) espere a fada madrinha mudar sua vida


Tanto na versão de Perrault de Cinderela quanto na dos Irmãos Grimm, que veio duzentos (!) anos depois, a história é a mesma: a jovem (e bela) garota de bom coração é, de certa forma, salva por algo externo. Mas enquanto a "Cendrillon" de Perrault é ajudada por uma fada madrinha que surge espontaneamente, a "Aschenputtel" dos Grimm é salva por um pássaro branco, que é atraído por conta de uma árvore da qual a Cinderela alemã sempre cuidava (logo, mais uma prova de seu bom coração).

Na versão dos Grimm, a jovem pelo menos é mais ativa em sua própria felicidade. Não é o ideal; princesas de contos de fadas modernos da Disney, como Merida e Mulan, lutam pela própria felicidade e por aquilo que consideram correto. É isso que se espera dos novos contos de fadas: releituras que conversem mais com aquilo que, hoje, acreditamos como moral. 





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Ebook grátis: Sou psicólogo, e agora? O que fazer agora que você se formou.

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Depois de longos cinco anos de faculdade você finalmente se formou. Foram anos de estudo, noites mal dormidas , milhares de horas de leituras , supervisão clinica, mas finalmente valeu a pena. Você finalmente é uma (a) psicólogo (a)!

Ótimo, você pensa ! Me formei, mas… e agora? Essa é uma pergunta que, passa pela cabeça de todo formando em todas as áreas. O seu curso acabou , mas as duvidas apenas começaram. Se você faz parte da minoria quem sai da faculdade já sabendo em que área vai atuar, qual linha vai seguir, parabéns! Siga adiante. Invista na sua área e de o seu melhor. Mas se você pertence ao outro grupo que até pode experimentar várias áreas da Psicologia na faculdade mas não faz ideia por onde começar, esse livro é para você !

Leia com calma. Reflita a cada ponto. Tire um momento do seu dia não apenas para ler esse e-book, mas também para se auto conhecer . Se questione. Não tenha presa em decidir e mesmo depois com a decisão já tomada, se você não for bem o que você imaginava , saiba que você pode mudar a rota a qualquer momento e começar de novo. Afinal, todo psicólogo sabe : a mudança não precisa ser nenhum bicho de sete cabeças.

Todo estudante sonha com o dia em que irá pegar o seu tão sonhado diploma. Finalmente esse dia chega e como em um passe de mágica, você passa a ser responsável por suas ações e escolhas. Sem mais professor para te supervisionar. Agora você é um psicólogo, e como tal precisa começar a sua carreira. Mas começar por onde?

"Sou psicólogo, e agora?" , foi escrito pela psicóloga Debora Oliveira que assim como você acordou um dia com o "peso" de ser psicóloga e sem saber por onde começar. Debora é Psicóloga clínica, escritora nas horas vagas e é criadora e proprietária da página "Eu ,Psicóloga" que atualmente possui mais de 350 mil curtidas. Nesse livro, ela dá de forma simples e pratica um rumo para a sua jornada, sem ter a pretensão em ser a "bússola" de ninguém.

Baixe aqui: Sou psicólogo, e agora?





Debora Oliveira
Psicóloga Clínica
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Quais traços da personalidade podem ser definidos pela genética?

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Atualmente, há pesquisas tentando relacionar DNA e várias características, como preguiça, gula e autoestima. 


Mas as conclusões ainda não são um consenso no meio científico. O primeiro estudo desse tipo começou em 1979: pesquisadores na Universidade de Minnesota analisaram o sangue, as ondas cerebrais, a inteligência e as alergias de 350 duplas de gêmeos fraternos e univitelinos, criados na mesma casa ou em lares separados. Em 1986, publicaram o resultado: gêmeos idênticos (com o mesmo DNA) apresentaram o dobro de características similares do que os gêmeos dizigóticos (que dividem metade do mesmo código genético). Concluiu-se que a hereditariedade influenciaria em mais de 50%, deixando o restante dividido entre criação dos pais, ambiente e experiências de vida. Uma extensão da pesquisa oito anos depois, porém, reviu esse valor para 40%.


1) Respeito à autoridade e tradicionalismo


Diferentemente do esperado pelos pesquisadores da Universidade de Minnesota, esses foram uns dos traços em que a genética mais impactou no desenvolvimento da personalidade. Segundo o psicólogo David Lykken, a descoberta foi uma surpresa, uma vez que esperava-se que essas características fossem mais fortemente influenciadas pela criação.


2) Inteligência


Após anos discutindo sobre a possibilidade de a inteligência ser herdada geneticamente, a comunidade científica finalmente chegou a um acordo: os genes podem ter uma influência de cerca de 50% sobre o QI de uma pessoa. Ou seja, não adianta só ter pais geniais. O ambiente e a criação têm um papel importante no desenvolvimento do aprendizado.


3)Otimismo e autoestima


Psicólogos da Universidade da Califórnia descobriram que a existência das bases nitrogenadas adenina (A) ou guanina (G) em um local específico do gene responsável pela recepção do hormônio ocitocina influencia os níveis de otimismo e autoestima. Quem tem uma ou duas bases A tem mais chance de sofrer com sintomas de depressão do que quem tem duas G.


4) Gula


Pesquisadores da Universidade de Georgetown acreditam ter isolado, em ratos, o gene que causa aquela larica louca. Ele impede que os neurônios e os hormônios leptina e insulina transmitam ao organismo a mensagem de que a fome já foi saciada. Os cientistas creem que algo similar ocorra no homem – e estão desenvolvendo um remédio para combater o problema.


5) Preguiça


A Universidade de Missouri colocou 50 ratos em gaiolas com rodas de exercício e depois separou os mais ativos e os que ficaram no sossego. Os “malhadores” só procriaram entre si e o experimento foi repetido por dez gerações. Ao final, constatou-se que os ratos com mais disposição demoravam dez vezes mais para parar de correr do que os que descendiam de pais “preguiçosos”.


6) Criatividade


A Universidade de Cornell acredita que ela está ligada ao tamanho das fibras do cérebro, que é determinada geneticamente. Já o Instituto Nacional de Psiquiatria e Vícios de Budapeste associou a característica a genes que reduzem a inibição de emoções e da memória. Assim, uma maior quantidade de dados chegaria à consciência, possibilitando várias conexões e criações.


7) Popularidade


A Universidade Harvard e a Universidade da Califórnia não identificaram um gene que determina a extroversão, mas alegam que ela pode ser passada pelo DNA, sim. Na seleção natural, indivíduos com mais amigos estariam mais bem informados e teriam mais chance de sobreviver. A conclusão foi feita depois de analisar o comportamento social de mil gêmeos adolescentes.


FONTES Sites The Guardian, The Independent, The New York Times, Time, Vice, Daily Mail, NY Daily News, da Universidade da Califórnia e da Universidade Stanford



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