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Os famosos que decidiram lutar contra o estigma das doenças mentais

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David Beckham, Ryan Reynolds e Lady Gaga são alguns famosos que decidiram lutar contra o estigma




As doenças mentais têm suas peculiaridades. A primeira é o estigma social. Temos dificuldade em entender que se quando nossa perna dói é preciso ir ao médico, quando nos dói “até a alma” também é preciso ir ao especialista. É por isso que ainda existem pessoas que resistem a falar de seus problemas e procurar ajuda, justamente por esse medo do que “os outros dirão”.

Nesse sentido, são várias as personalidades que quiseram falar de suas próprias doenças mentais para sensibilizar sobre o assunto e acabar com o estigma. Um dos últimos e melhores exemplos foi o vídeo da conversa entre o Príncipe William e Lady Gaga feito no ano passado. Mas não são os únicos, e são vários os famosos que tomaram partido para lutar contra o estigma da doença mental.

Transtorno por estresse pós-traumático

Segundo a Sociedade Espanhola de Psiquiatria (SEP), é definido como a angústia posterior a um processo traumático inesperado, que dura mais de seis semanas, e até mesmo meses ou anos. É o caso da própria Lady Gaga. A cantora escreveu uma carta como parte de suas ações para a campanha da Fundação ‘Born this way’, em que relatava que “lutei durante algum tempo sobre quando, como e se deveria revelar meu diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Depois de cinco anos de procura das respostas à minha dor crônica e à mudança que senti em meu cérebro, finalmente estou suficientemente bem para contá-lo. Existe uma boa dose de vergonha que acompanha a doença mental, mas é importante que se saiba que há esperança e uma oportunidade de recuperação”. Por sua vez, o Príncipe William insiste que é o estigma mais profundo para os homens. “Todos iremos passar por momentos difíceis em nossas vidas, mas os homens sentem especialmente a necessidade de fingir que tudo está bem, porque admitir isso a seus amigos pode fazer com que pareçam frágeis. Posso afirmar que isso na verdade é um sinal de força.”

Transtorno bipolar

“Me sinto muito saudável em relação à minha loucura” —essa era uma das frases usadas por Carrie Fisher como brincadeira, com a intenção de normalizar seu diagnóstico de transtorno bipolar, doença que ajudou a tirar do armário. “Alguém com transtorno bipolar passa por mudanças severas de estado de espírito. Essas mudanças duram normalmente várias semanas ou meses e vão além do que a maioria de nós vivencia”, explicam representantes da Sociedade Espanhola de Psiquiatria. Outra das mulheres que ajudou a abrir a conversa em torno do transtorno bipolar é a atriz e cantora Demi Lovato que argumentou que “viver bem com o transtorno bipolar é possível, mas é preciso ter paciência, trabalhar e é um processo contínuo”.

Ansiedade e pânico

O ator Ryan Reynolds comentou certa vez seus problemas com a ansiedade e até que a origem poderia estar em sua infância. “Nosso pai era duro, não era fácil. Acredito que a ansiedade pode ter começado ali, tentando encontrar formas de controlar os outros, tentando me controlar. Nesse momento, não percebi. Eu era só um menino nervoso.” Ellie Goulding também falou sobre seus ataques de pânico, explicou que “certas vezes não podia ir à escola a menos que estivesse deitada em um carro com uma almofada sobre o rosto. Costumava bater em mim mesma por isso.” Algo que corresponde à definição da SEP de ansiedade: “Um sentimento normal de temor que todos experimentamos quando deparamos com situações de ameaça ou difíceis. Pode nos ajudar a evitar situações perigosas, alertando-nos e motivando-nos a enfrentar os problemas. Mas se esses sentimentos de ansiedade são fortes demais, podem até nos impedir de fazer as coisas que queremos”.

Transtorno obsessivo-compulsivo

Para entender essa doença, os psiquiatras relatam que “algumas pessoas têm pensamentos ou ideias que aparecem em sua mente mesmo que não queiram. Esses pensamentos com frequência parecem não ter sentido ou são desagradáveis; chamam-se obsessões. As compulsões são atos que as pessoas pensam que têm de fazer inclusive quando não querem”. Em relação a isso, Lena Dunham mostrou a realidade do TOC dentro e fora da tela, quando relatou que seus pais a colocaram em terapia quando diagnosticada com um surto de ansiedade, caracterizado por pensamentos intrusivos, ou seja, um transtorno compulsivo obsessivo. Não é a única: o jogador David Beckham também teve receio de afirmar que “sofro de uma desordem obsessiva-compulsiva que me obriga a colocar os objetos em linha reta ou em pares”.

Depressão

“Todo mundo pode se sentir triste às vezes, mas se diz que alguém sofre depressão quando esses sentimentos não desaparecem rapidamente ou pioram tanto que interferem na vida diária”, afirmam os representantes da SEP. Em relação a essa patologia, no ano passado o cantor Kid Cudi escreveu um post sincero em seu Facebook, para explicar que “minha ansiedade e a depressão governaram minha vida durante todo o tempo de que me lembro e nunca saio de casa por isso. Não consigo fazer novos amigos por isso. Não confio em ninguém por isso e estou cansado. Mereço ter paz. Mereço ser feliz e sorrir”. Outro dos rostos conhecidos que se atreveu a expressar-se em torno de sua depressão é a modelo e atriz Cara Delavigne, que escreveu um tuíte de forma simples e direta. “Sofro de depressão e trabalhei como modelo durante um período bastante difícil de autodesprezo.”

Transtorno alimentares

Zayn Malik, cantor do One Direction, declarou ter passado por problemas de alimentação, um transtorno que normalmente afeta as mulheres, mas de que os homens também sofrem. O cantor afirmou que poderia estar até dois ou três dias sem comer, “perdi tanto peso que fiquei doente. A carga de trabalho e o ritmo de vida, ao lado das pressões e tensões de tudo que acontece em uma banda, afetaram gravemente meus hábitos alimentares”. Assim, os representantes da SEP lembram que “muita gente jovem que não tem sobrepeso quer ser mais magra. Com frequência tentam perder peso fazendo dieta ou pulando refeições. Para alguns, as preocupações sobre o peso se tornam uma obsessão”. Outro personagem que também afirmou ter sofrido problemas alimentares foi Victoria Beckham, em sua biografia Learn to fly.

A importância das mensagens

Sobre este tema, o professor Julio Bobes, presidente da Sociedade Espanhola de Psiquiatria insiste que é preciso cuidado com as mensagens, já que “o exibicionismo social não é necessariamente terapêutico”, e por isso destaca como positivos aqueles que se concentram em “mostrar como pessoas que se destacam em alguma medida expliquem que, apesar desses problemas, são se viram limitadas, para mostrar que ter uma doença mental não lhes torna incapazes de se desenvolver.”

Em relação a se muitas vezes essa mensagem pode ser distorcida e se pensar que a fama está associada a esse mal-estar mental, Bobes afirma que “a fama não produz depressão”, já que de outra forma a incidência seria muito maior. No entanto, é possível afirmar que “haja uma má gestão do sucesso que pode produzir dificuldades psicológicas”. É por isso que a mensagem chave é explicar que as doenças mentais ocorrem em todos os ambientes sociais e que não devem ser uma limitação para se alcançar objetivos de vida.

De fato, como afirma o presidente da SEP, realmente existe um aumento dos diagnósticos das doenças mentais mais comuns, em suas formas mais leves e moderadas. A explicação, segundo o especialista, está em que “as pessoas vão com mais frequência consultar seu especialista, e há mais acesso, mais recursos e mais proximidade”, também em parte graças a que a divulgação das mesmas faz com que as pessoas procurem ajuda antes que sua patologia se agrave, o que também melhora os prognósticos.
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Síndrome do pânico : quando me torno refém do medo.

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O QUE É


A Síndrome do Pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual o ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente . Com o tempo causa profundas mudanças no indivíduo, a pessoa passa a ter medo das coisas mais simples, como sair de casa ou andar de elevador, por exemplo.

Quem sofre de transtorno de pânico sofre crise de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia , seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque do coração.

CAUSAS


As causas exalas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora a Ciência acredite que um conjunto de fatores possa desencadear o desenvolvimento deste transtorno, como:

• Genética
• Estresse
• Temperamento forte e suscetível ao estress.
• Mudanças na forma como o cérebro funcionas reage a determinadas situações.

Alguns estudos indicam que a resposta natural do corpo a situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Apesar disso, ainda não está claro por que esses ataques acontecem em situações nas quais não há qualquer evidência de perigo iminente. A Síndrome do Pânico pode surgir após alguma situação traumática vivida, por exemplo, um assalto, sequestro, acidente, entre outros.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA CRISE DE PÂNICO

Ataques de pânico característicos da síndrome geralmente acontecem de repente e sem aviso prévio, em qualquer período do dia e também em qualquer situação, como enquanto a pessoa está dirigindo, fazendo compras no shopping, em meio a uma reunião de trabalho ou até mesmo dormindo.

O pico das crises de pânico geralmente dura cerca de 10 a 20 minutos, mas pode variar dependendo da pessoa e da intensidade do ataque. Além disso, alguns sintomas podem continuar por uma hora ou mais. É bom ficar atento, pois muitas vezes um ataque de pânico pode ser confundido com um ataque cardíaco.

Apesar de ser uma doença psicológica, o pânico provoca sintomas Físicos. São crises muito intensas, caracterizadas por:

  • Ansiedade
  • Palidez
  • Fraqueza
  • Suor intenso
  • Falta de ar
  • Palpitações
  • Tonturas
  • Tremores
  • Desmaio
  • Sensação de morte
TRATAMENTO

É necessária uma associação de medicamentos com psicoterapia.

Os remédios diminuem a ocorrência das crises e o tratamento psicológico ajuda a entender a causa das crises. Técnicas de controle de respiração e da ansiedade ajudam a amenizar as crises de pânico.

O QUE FAZER QUANDO ESTIVER TENDO UMA CRISE 

É muito importante não tentar lutar contra o pânico, pois este não é um mecanismo consciente, ele é decorrente de mecanismos automáticos cerebrais localizados em regiões automáticas ou não conscientes. Faz parte de um complexo sistema de defesa do organismo.

Mas a pessoa pode tomar algumas ações:

• Recorrer a técnicas de relaxamento, como meditação ou preces, por exemplo
• Usar qualquer técnica de distração como uma conversa suave, música suave, palavras que acalmem, massagem em regiões do corpo que produzem relaxamento
• Controlar da respiração.

O controle da respiração, principalmente, é muito importante: inspirar lentamente e expirar lentamente, sem pressa. Em seguida, é recomendado o relaxamento de grupos musculares mais tensos (ir relaxando a face, a nuca e pescoço, os ombros, os braços, o tórax e assim sucessivamente). Um terceiro passo seria acomodar-se em local agradável, bem ventilado com vista o mais aberta possível e evitar locais fechados e abafados, afrouxar as roupas, sentir-se o mais confortável possível.

Além disso, os pensamentos no momento do ataque são muito importantes. A matriz do pânico é o medo. , e um medo incontrolável. Só quem já passou por um ataque de pânico entende o que estou escrevendo. É difícil conter esses pensamentos, por isso escrevemos todas as medidas anteriores para evitar os piores pensamentos. Dentre os piores temos o medo de morrer, o medo de perder o controle, a certeza de que algo muito ruim realmente irá acontecer, a certeza de que realmente estou muito doente e ninguém descobre ou me leva a sério, pois as sensações são reais.

Os pensamentos que devem ser priorizados nesses momento são aqueles que nos afastam do medo: a certeza lógica que é só uma ataque de pânico do qual não tenho controle, mas que irá passar; a fé de que nada me acontecerá de mal, a coragem para enfrentar situações adversas ("já passei por coisas piores e sobrevivi, vou sobreviver a esta também" - novamente a lógica tentando se impor sobre o "tsunami" ilógico do medo); tentar não ter medo do medo, e sim aprender com o medo. O medo existe para nos defender de algo e não para nos escravizar. O medo é nosso aliado e não nosso inimigo.

Além disso, veja mais dicas : 

• Siga à risca o tratamento e as orientações médicas e psicológicas. 

• Faça parte de um grupo de apoio e compartilhe suas experiências sobre a síndrome do pânico

• Evite o consumo exacerbado de cafeína e bebidas alcoólicas

• Corte as drogas recreativas

• Pratique exercícios de relaxamento, como alongamentos, yoga, respiração profunda e relaxamento muscular

• Pratique exercícios físicos regularmente, principalmente atividades aeróbicas

• Vá dormir cedo e descanse. Horas regulares de sono podem ajudar a controlar o medo e ansiedade.

Quero acrescentar que essas são medidas imediatas e paliativas, até que a pessoa possa procurar um especialista competente, pois somente com o uso de medicamentos especializados pode-se tratar adequadamente uma síndrome de pânico.








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