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BlueTDAH: aplicativo para desempenho educacional e social de pessoas com TDAH

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O BlueTDAH é um aplicativo que foi desenvolvido para profissionais da área da Psicologia e Educação para auxiliar a educação inclusiva de pessoas com sinais do Transtorno de Déficit de Atenção ou Hiperatividade (TDAH). O projeto da @bluee.ia tem entre seus objetivos oferecer uma nova ferramenta aos profissionais da área clínica e educacional. Da mesma forma, um diagnóstico mais precoce e preciso é buscado para evitar ou diminuir os futuros problemas derivados do TDAH.

A proposta está em duas plataformas.

A “Plataforma de Treinamento Educacional” é um jogo de realidade virtual que segue a Base Nacional Comum Curricular que ajuda no aprendizado da criança durante todo o período de ensino do fundamental I. São atividades simples que ‘captam’ a interação social e aprendizagem do usuário com o ambiente.

O app se propõe a pontuar os erros e acertos dos alunos a cada sessão, medindo sua capacidade de aprendizagem e traçando novas atividades que estimulem e propiciem uma otimização da aprendizagem

A “Plataforma de Análise Comportamental” é um ambiente virtual interativo e intuitivo para pessoas com TDAH onde são colocadas tarefas específicas para o paciente realizar, cada tarefa testa um ponto específico da condição através de algoritmos baseados no DSM-V.

A plataforma é limitada a dispositivos Android e você encontra com o nome BlueTDAH. Todas as info contidas nesse post foram retiradas do site www.bluetdah.com.br. Neste site você saberá mais sobre a proposta.

Acreditamos que todo processo de avaliação e diagnóstico de qualquer condição de saúde deve ser acompanhada por uma equipe. Nada substitui consultas, terapias e exames.

Aos profissionais que trabalham com o público com TDAH vale dar uma olhada e um feedback para quem desenvolve. Juntos podemos mais.
 
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Conheça os softwares GRATUITOS para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual

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A Universidade de Brasília (UNB) lançou plataforma gratuita com softwares específicos para pessoas com Transtorno do espectro Autista  (TEA) e deficiência intelectual. Atualmente na plataforma você vai encontrar 5 aplicativos para TEA e 8 para D.I. Basta clicar e você acessa a plataforma gratuitamente por esse link http://www.projetoparticipar.unb.br

Veja a lista abaixo: 

Aplicativos para TEA

1: Ambientar Cidade é um Software Educacional de Apoio às Atividades Básicas Extraclasse de Movimentação na Cidade para Estudantes Autistas Clássicos.

2: Expressar: contempla atividades pedagógicas, apresentando tópico do currículo funcional que prioriza o conteúdo de expressões faciais para estudantes autistas clássicos. Contribui com a metodologia de ensino já utilizada pelo professor por meio de recursos multimídia motivacionais.

3: Perceber: O software educacional Perceber contempla atividades pedagógicas que podem colaborar com o desenvolvimento da percepção visual de estudantes autistas clássicos. Mais especificamente, são trabalhados emparelhamento de objetos, seriação, identificação de atributos e leitura global.

4: Aproximar:  O Aproximar é um software inédito para apoio educacional ao ensino de gestos sociais para autistas clássicos, tais como mandar beijo, acenar a mão e fazer movimentos de sim e de não com a cabeça. O sensor de movimento Kinect for Windows é empregado para detectar os movimentos do estudante e chamar vídeos de reforço positivo para os acertos que o estudante tiver. O objetivo é aproximar as pessoas do estudante nos diversos locais que ele frequenta. Isso pode promover uma possível ampliação da convivência social dele.

5: Ambientar doméstico: O Ambientar é um software educacional de apoio às atividades de rotina estruturada para organização de objetos no espaço doméstico, destinado a autistas clássicos.

Aplicativos para  Deficiência Intelectual:

1: Participar:  O software educacional Participar para Tablets é uma ferramenta pedagógica de apoio a professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. O objetivo é que o educando passe a ser capaz de comunicar-se por meio de computadores.

2: Participar 2: O software educacional Participar 2 é uma ferramenta pedagógica complementar ao trabalho já desenvolvido pelos professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. O objetivo é ampliar as possibilidades de comunicação alternativa do estudante por meio do uso de computadores. Esta segunda versão do programa apresenta novas atividades contextualizadas, com expansão do conteúdo da primeira versão. Ressalte-se que a alfabetização é um dos requisitos importantes para propiciar uma melhor autonomia e possível inclusão social.

3: Somar (somente Windows) : O Somar é um software educacional voltado ao ensino social da matemática a jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias e de calculadora para efetuar transações comerciais, bem como o uso de relógio digital para o ensino de horários cotidianos do estudante. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. ( somente windows)

4: Somar (somente Tablets) : O Somar é um software educacional voltado ao ensino social da matemática a jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias e de calculadora para efetuar transações comerciais, bem como o uso de relógio digital para o ensino de horários cotidianos do estudante. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. 

5: Atividades de Vida: é um software educacional para o desenvolvimento de ações funcionais concernentes ao autocuidado de jovens e adultos deficientes intelectuais. (Windows e Linux Educacional)

6: Organizar: O Organizar é um software educacional de apoio ao ensino de gerenciamento do tempo e estações climáticas para jovens e adultos com deficiência intelectual. (somente em Tablets com Android)

7: Comunicação Funcional: é um Aplicativo de Apoio à Interlocução Social para Deficientes Intelectuais não Alfabetizados. (smartphones com android)

8: O Atividades de Vida (versão para celular) é um software educacional para o desenvolvimento de ações funcionais concernentes ao autocuidado de jovens e adultos deficientes intelectuais. (não funciona em IOS)

Observação: os aplicativos não devem substituir os tratamentos e orientações da equipe profissional. Em caso de dúvida, apresente a plataforma à equipe que acompanha seu familiar.







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Losers: Série da Netflix mostra que quem aprende com o fracasso são os verdadeiros campeões.

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Você não precisa gostar de esportes para apreciar Losers, série documental  da Netflix . Pode parecer que cada um de seus 8 episódios apenas contam um caso relacionado a uma modalidade esportiva, mas essa produção original da plataforma de streaming é muito mais do que isso.

Ali não há histórias de campeões. Ao invés disso, elas focam nos “perdedores”. Mostram que a derrota abre portas, revelam nosso verdadeiro caráter, aumentam nossa compreensão do que é a vida real. A derrota pode ser dolorosa, mas não há evolução sem ela.

Seja contando a história do lutador de boxe que odiava lutar boxe, de uma patinadora negra que sofria preconceito, de um jogador de curling que passava por cima de tudo e de todos para vencer, ou de uma condutora de trenós que dava mais importância para o bem-estar de seus cachorros do que chegar ao ponto mais alto do pódio, Losers mostra que o fracasso é, sim, uma alternativa.

Não há representação mais precisa da natureza humana que o esporte. Competimos o tempo todo por um conceito de vitória que exalta apenas o 1ºlugar, que não dá a mínima para como chegamos lá, privilegiando apenas o resultado. E onde o 2º colocado é o maior dos perdedores.

Mas as histórias retratadas na série mostram o contrário. Que não há conquista no mundo que valha o sacrifício da felicidade ou do amor pelo outro.

Entre os episódios, destaque para Um ex-lutador e Julgamento. O primeiro conta a história de Michael Bentt, um ex-campeão de boxe que viu em uma grande derrota a oportunidade de fazer o que realmente amava, enquanto o outro mostra a patinadora negra Surya Bonaly, que encontrou seu devido reconhecimento quando finalmente parou de tentar ser o que os outros queriam que ela fosse para agradar os jurados e passou a ser ela mesma.

Fique de olho também em dois EPs que mostram a outra face do fracasso. O de quem, pela vitória, faz absolutamente de tudo, transformando a conquista em algo amargo. Como na história do jogador de curling Pat Ryan, que inventou uma fórmula de vitória garantida que acabou com a graça do jogo; e a do corredor italiano Mauro Prosperi, que se afasta totalmente de sua família obcecado por uma maratona no deserto do Marrocos, que quase o matou.

Esqueça livros de autoajuda. Losers mostra que o esporte está cheio de lições importantes para nossas vidas. Principalmente a de que perder é necessário. Que são as derrotas que nos fazem pessoas melhores.

Quem aprende com o fracasso são os verdadeiros campeões.


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É possível lembrar-se de como era ser um bebê?

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Toda fase da vida tem sua parcela de novidade — primeiro beijo, primeira restituição de imposto de renda, a primeira pontada de morte certa –, mas quando se trata de novas experiências, a maioria de nós chega ao nosso auge na infância. Simplesmente ali deitados, arrotando e sujando nossas fraldas, nós, como bebês, passamos por milhares de primeiras experiências. Seria interessante lembrar de algumas delas, já que nossas vidas desaceleram quanto às novidades — quando nos acomodamos na mesma cadeira do escritório pela centésima vez e bebemos da mesma caneca de café. Mas a infância parece um grande branco para a maioria de nós.

Mesmo assim: muitas pessoas afirmam se lembrar de ter nascido e nem todas elas tomaram ayahuasca. Essas pessoas são tão mal orientadas e/ou mentirosas assim? É possível lembrar como era a vida aos seis meses de idade? Para o Giz Asks dessa semana, nós contatamos vários especialistas — em pediatria, psicologia, neurociência, etc. — para explicar essa questão. Acontece que a ciência ainda não descobriu por que, exatamente, nos esquecemos de praticamente todos os nossos primeiros anos de vida — mas há muitas teorias convincentes por aí.

Jennifer Zosh, Ph.D.- Professora Associada de Desenvolvimento Humano e Estudos da Família, Penn State Brandywine

Você provavelmente se lembra do nome do professor do ensino fundamental que fez você aprender as primeiras coisas, mas quando se trata de lembrar nossas vidas na infância, é um grande vazio. Quando se trata de memórias declarativas — o tipo de memória que permite que você se lembre de experiências específicas — nós eventualmente experimentamos o que o nosso campo de conhecimento chama de amnésia infantil: a incapacidade de lembrar de experiências específicas antes dos 2 a 3 anos de idade.

Isso não significa que nossos cérebros sejam um grande nada até os 2 ou 3 anos de idade. Como qualquer pessoa que já tenha estado perto de um bebê pode confirmar, a quantidade de aprendizado que acontece nos primeiros anos é surpreendente. Somos capazes de nos lembrarmos as informações que captamos (não temos que reaprender a linguagem que aprendemos quando bebês), aprendemos a andar e também informações importantes sobre o mundo que permanece conosco durante toda a vida. (Por exemplo, aprendemos se nossas necessidades serão atendidas ou se as pessoas ao nosso redor nos abusarão). Desde aprender uma língua até aprender a contar, ou mesmo aprender em quem você pode confiar no mundo, uma grande parte do trabalho dos primeiros anos é aprender (e lembrar-se de) novas informações, mesmo que não nos recordemos de experiências específicas.
Mas existem outros tipos de memórias que são mais semelhantes desde a infância até a idade adulta. Há alguns anos, trabalhei com Lisa Feigenson na The Johns Hopkins University e exploramos a memória de trabalho dos bebês, ou seja, sua capacidade de lembrar informações a curto prazo. Usamos um paradigma para explorar se as crianças conseguiam lembrar as identidades dos objetos que escondemos em uma caixa. Quando tornamos a tarefa muito difícil para coisas como contar ou truques de memória, as crianças podem, como os adultos, lembrar de até três objetos, mas, se pedirmos que lembrem mais, elas experimentam um esquecimento catastrófico.

Também descobrimos que, à medida que o número de itens aumentava de 1 para 3, o que as crianças conseguiam lembrar sobre os objetos ocultos diminuía. Por exemplo, se pedíssemos às crianças que lembrassem que um cachorrinho de brinquedo estava em uma caixa e, em seguida, pegassem um caminhão pequeno, continuariam procurando por aquele cachorrinho de brinquedo. Mas, à medida que aumentávamos os itens da caixa, as crianças sabiam que estavam procurando um determinado número de itens, mas não pareciam lembrar quais eram esses itens. 

Dessa forma, a arquitetura de memória infantil é muito parecida com a arquitetura de memória adulta — nós apenas aprendemos a usá-la melhor.

Lorraine E. Bahrick - Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Internacional da Flórida

Poucos adultos realmente se lembram de terem sido bebês. Os cientistas chamam isso de “amnésia infantil”. Isso se refere ao fato de que os adultos relatam pouquíssimas lembranças anteriores aos 3 ou 4 anos de idade.

Mas pesquisas mostram que as crianças em si têm excelentes memórias — elas podem reconhecer os rostos, vozes e as ações das pessoas ao seu redor, aprender nomes para as coisas e se deliciar com objetos especiais, rotinas familiares e lugares. Um estudo que fizemos em meu laboratório descobriu que bebês de 3 meses de idade podiam reconhecer o movimento (balançando contra circulando) de um objeto que tinham visto por apenas 2 minutos, 3 meses depois — com 6 meses de idade!

Outra razão que poderíamos esperar para lembrar a infância é que os primeiros anos de nossas vidas são conhecidos por terem efeitos duradouros ao longo da vida. Eles estabelecem as bases para o nosso desenvolvimento social emocional, perceptivo e cognitivo. Por exemplo, as palavras que aprendemos na infância são mantidas através da prática ao longo da vida, assim como as rotinas comuns, como segurar um garfo, beber em uma xícara e colocar um sapato. De acordo com alguns especialistas, os primeiros anos moldam nossa personalidade e determinam a natureza de nossos apegos aos outros — moldado ao quão firmemente ligados somos aos nossos cuidadores primários quando crianças.

Assim, embora possamos não lembrar explicitamente de termos sido crianças, as experiências da infância não estão perdidas — elas são sistematicamente construídas ao longo do tempo. Os cientistas propuseram uma série de razões para a amnésia infantil (por exemplo, a mudança da codificação visual para a verbal das memórias, ou à organização das memórias em torno do desenvolvimento do senso de si mesmo), mas não há uma explicação unânime.

Dito isto, há grandes diferenças individuais em quanto nos lembramos da infância e da primeira infância. Alguns de nós, inclusive eu, relatam ter lembranças claras da idade de dois anos e mais, enquanto outros relatam não ter praticamente nenhuma lembrança até os 7, 8 ou 9 anos.

Para aqueles que desejam melhorar suas memórias de infância, existem técnicas que podem ser usadas. Imagine-se no contexto da casa em que você morou quando criança. Reconstrua o espaço: imagine as cores, cheiros e sabores. Imagine os sons e visões de pessoas familiares e suas vozes. Tente invocar todos os sentidos. Imagine experimentar a vida a partir da perspectiva de uma criança pequena, engatinhando ou sendo carregada. Concentre-se no que quer que pareça familiar e vá mais fundo (o cheiro de talco de bebê, gosto de leite, a sensação de ser levado, o som da canção de ninar). A maioria das pessoas consegue recuperar algumas memórias específicas dessa maneira.

Claudia Gold, Médica- Especialista em Saúde Mental Infantil, Austen Riggs Center, Programa de Saúde Mental Infantil-Parental da Faculdade de Boston Massachusetts, e autora de The Developmental Science of Early Childhood: Clinical Applications of Infant Mental Health Concepts From Infancy Through Adolescence  (2017), entre outros livros

Os bebês não têm linguagem ou pensamento consciente, então memórias de suas experiências são diferentes daquelas que convencionalmente consideramos como “memórias”. O que eles “lembram” está em seu corpo, não codificado na linguagem. A partir do momento que você nasce, você começa a entender o que está acontecendo no mundo, interagindo com as pessoas que cuidam de você: o modo como você é segurado, a maneira como você muda, como as pessoas falam com você.

Essa experiência informa como você está no mundo, no seu corpo. Ela informa o desenvolvimento de seu cérebro, seu intestino e todo o seu sistema nervoso autônomo — todas essas coisas se desenvolvem através de interações com as pessoas que cuidam de você quando você é um bebê, e tudo isso se torna literalmente parte de seu corpo, não apenas do seu cérebro.

Por exemplo, se você tem uma criação muito presente, ela sinaliza aos seus genes a produzir uma certa quantidade de proteína que determina sua resposta ao estresse. Também determina como diferentes partes do seu cérebro crescem, através de um processo chamado epigenética. A maneira como seus genes são ativados é influenciada pela forma como você é cuidado durante as primeiras semanas e meses de vida.

Digamos que você vá a algum lugar que não tem memória consciente de ter visitado antes, mas tem uma reação física a ele. Isso lembra você de algo que não está em sua memória consciente — mas está em sua memória corporal. Você tem esse tipo de reação física, mesmo que a sua memória consciente lhe diga “oh, este lugar é bom, não há nada de perigoso aqui”. Seu corpo pode ter uma reação diferente com base em experiências anteriores.

Charles Nelson, Ph.D- Professor de Pediatria e Neurociência, Harvard Medical School

Gostaria de reformular ligeiramente esta questão “o quanto nos lembramos dos primeiros anos de vida?”.

Este é um debate antigo, tipicamente conceituado como “Amnésia infantil.” A grande questão tem sido o paradoxo de que mais de 40 anos de pesquisa demonstraram alguns notáveis feitos de memória que são possíveis nos primeiros meses e anos de vida e, no entanto, geralmente não nos lembramos de nada de nossas vidas antes da idade de 2 anos (a média na verdade é de 4 anos). Por que isso?

Várias razões foram propostas. Freud afirmou que através da repressão dessas memórias iniciais, elas são de fato mantidas — nós simplesmente não temos acesso a elas (não há evidências para isso). Outros sugeriram que sem um sistema de linguagem, nós não sabemos como representar essas memórias e, portanto, não podemos organizá-las e recuperá-las.

Há também a teoria do cérebro — embora os sistemas neurais envolvidos na formação de uma memória entrem em funcionamento bem cedo na vida, os sistemas para armazenar essas memórias a longo prazo são imaturos durante os primeiros anos; Como resultado, a codificação de algo como uma memória não é traduzida em armazenamento a longo prazo.

Um tema relacionado é que os sistemas do cérebro que estão realmente envolvidos na recuperação — a maioria dos quais estão no córtex pré-frontal — são imaturos nesses primeiros anos.

Mikael Heimann, Ph.D- Professor de Psicologia do Desenvolvimento, Linköping University, Suécia

Em geral, os estudos que pedem às pessoas para relembrar suas memórias mais antigas concluem que as pessoas não conseguem lembrar de eventos anteriores ao seu terceiro ou quarto aniversário. Este é um valor médio, então naturalmente há alguma variação. Algumas pessoas lembram-se de eventos até mesmo antes disso, enquanto muitos outros não conseguem se lembrar de nada antes dos 6 ou 7 anos de idade.

Vale a pena notar que essa linha de pesquisa se baseia no pressuposto de que as pessoas realmente sabem que se lembram de algo, o que nem sempre é fácil hoje em dia, com tantas fotos e vídeos dos nossos primeiros anos. Eu realmente lembro ou criei uma memória baseada em histórias que me contaram ou vídeos que eu vi? Nem sempre é fácil distinguir — somos criaturas muito suscetíveis e construímos facilmente memórias que mais tarde acreditamos ter experimentado em primeira mão.

Dito isso, exceções à amnésia infantil podem ocorrer se ou quando experimentamos algo único — algo carregado de forte emoção. Mesmo que você não se lembre do seu segundo aniversário, você ainda pode ter uma forte memória visual dos novos sapatos vermelhos que ganhou antes mesmo de fazer dois anos.

Mesmo que nós, como adultos, não consigamos lembrar de eventos de nossos primeiros anos, um bebê ou uma criança conseguem. Um corpo muito grande de pesquisas mostrou que crianças de até 6 meses lembram um evento que tiveram muito brevemente durante alguns dias (e com algo que recorde dele, durante muito mais tempo). Então, por que é que não conseguimos nos lembrar de eventos de nossos primeiros anos, mas bebês conseguem?

Nós realmente não sabemos ao certo, mas suspeita-se que o cérebro, a linguagem e o desenvolvimento psicológico em conjunto sejam os fatores-chave. O cérebro passa por um desenvolvimento imenso durante os primeiros anos de vida, mudanças que provavelmente afetam como as memórias são armazenadas e recuperadas. Quanto à linguagem, suspeita-se que quando a criança entra no mundo da linguagem falada (a explosão da linguagem geralmente começa no final do segundo ano) isso também como suas memórias são organizadas. Finalmente, do ponto de vista psicológico, o self ou a autoconsciência que começa a se formar à medida que você envelhece podem ser fatores-chave. Quando você começa a ter um sentimento central de ser alguém, de ser você mesmo, isso influencia como e o que você lembra.

Devemos nos lembrar também que esquecer pode ser uma coisa boa. Lembrar cada detalhe em nossa vida não nos ajuda muito. Em vez disso, muitas vezes, é melhor deixar que as lembranças e experiências generalizadas nos guiem em nossa vida diária.







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Encerrando ciclos – Se transforme em quem você é.

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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


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Enem: pedido de atendimento especial deve ser feito na inscrição

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Os inscritos que apresentarem, como por exemplo, baixa visão, deficiência auditiva ou intelectual (mental) e déficit de atenção têm direito ao atendimento

Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que precisarem de atendimento especializado têm de fazer o pedido no ato da inscrição e comprovar posteriormente a necessidade. Desde a manhã de segunda-feira, 7, quando foi aberto o prazo, foram feitas mais de 3 milhões de inscrições. O prazo se encerrará às 23h59do dia 18 deste mês (horário de Brasília).

Os inscritos que apresentarem, como por exemplo, baixa visão, deficiência auditiva ou intelectual (mental), déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez e surdocegueira têm direito ao atendimento especializado.

Entres os recursos que podem ser disponibilizados para esses candidatos incluem-se prova em braile, tradutor-intérprete de língua brasileira de sinais (libras), videoprova em libras (vídeo com a tradução de itens), prova com letra ampliada, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária e tábuas de apoio. O material será vistoriado pelo aplicador.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), para ter o direito reconhecido, é preciso apresentar: documento legível que comprove a necessidade, contendo o nome completo do participante; diagnóstico com a descrição da condição que motivou a solicitação e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10); assinatura e identificação do profissional competente, com respectivo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), registro do Ministério da Saúde (RMS) ou registro de órgão competente.

O documento deve estar no formato PDF, PNG ou JPG e ter até 2MB. Quem pediu atendimento especializado em edições anteriores e teve o pedido aprovado não precisa enviar outro laudo se a solicitação atual for para o mesmo atendimento.

O participante com transtorno global do desenvolvimento (dislexia, discalculia e déficit de atenção) poderá apresentar declaração ou parecer, com seu nome completo, emitida e assinada por entidade ou profissional habilitado, na área da saúde ou similar, com a descrição do transtorno, a identificação da entidade e do profissional declarante, informou o MEC.

Gestantes, idosos, lactantes, estudante em classe hospitalar, ou outra situação específica, poderão requerer atendimento específico, que inclui prestar o exame em sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, apoio para perna e pés etc.

No caso, do participante em situação de classe hospitalar, cujo processo formal de escolarização ocorre no interior de instituição hospitalar ou afim, deve apresentar, durante a inscrição, declaração do hospital, informando a disponibilidade de instalações adequadas para a aplicação do exame.

Qualquer tipo de alteração está restrita a esse período, que termina em 18 de maio. Apenas para o uso do nome social, o pedido pode ser feito em prazo posterior: entre os dias 28 de maio e 3 de junho, acrescentou o MEC.

Os candidatos que tiverem as solicitações de atendimento especializado e específico reprovadas serão comunicados por e-mail ou pelo celular cadastrados durante a inscrição e terão prazo de cinco dias úteis para enviar novo documento pela Página do Participante. Caso o segundo documento enviado não esteja de acordo com as regras do edital, o participante não receberá o atendimento solicitado e ficará sem direito aos recursos e auxílios de acessibilidade.



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É importante deixar seu filho errar

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“Errando que se aprende”, diz o velho ditado popular. Está certo que todas essas antigas sabedorias têm algum fundamento e viraram tradição porque fazem sentido. Mas, na prática, nenhum pai ou mãe quer ver o seu filho errando, ficando chateado, ou se arrependendo.

Nessa ânsia de não deixar as crianças cometerem seus próprios deslizes, acabamos por fazer com que elas vivam em uma redoma de vidro, protegidas de todos os enganos. Afinal, se os pais estão sempre ali para decidirem por elas, que tipo de esforço será necessário para analisar, entender e agir? Quase nenhum!

Está aí um dos maiores motivos para dizermos: Deixe o seu filho errar. Assim, sem medo de ser feliz e sem medo de que ele arrisque e se machuque. O bom senso, claro, faz parte do processo. Você não vai deixá-lo sozinho e desamparado nas decisões da vida, mas também não vale tomá-las pela criança.

O caminho do meio está aí justamente para isso. O papel dos pais é, desde muito cedo, apoiar e orientar, para que a criança possa desenvolver seu senso crítico e seja capaz de tomar suas próprias decisões, estando elas certas ou não. Isso vai torná-la mais independente e também irá prepará-la para o futuro.

Lá na frente 

Quando a criança é estimulada a explorar o mundo ao seu redor de maneira mais independente, ela cresce de forma diferente daquela criança que não pôde tomar decisões sozinha e aprender com as consequências dos seus atos. 

“Com o apoio dos pais essa criança se torna um adulto mais consciente, com maior responsabilidade e maior habilidade para lidar com adversidades e para tomar de decisões”, explica Mariana Bonsaver, psicóloga da Pro Matre Paulista, filha de Tullio e Isabel. 

Tudo o que fazemos na infância dos nossos filhos afeta o futuro deles. Uma criança que explora possibilidades, testa e tem a chance de aprender com seus erros está muito mais propensa a se tornar um adulto que sabe lidar com problemas.

Mas nem precisa ir tão longe assim para entender a importância de apoiar os filhos a tomarem suas próprias decisões. Em muitos momentos, a criança estará sozinha, como na escola ou na casa dos amigos, e precisará encarar as mais variadas situações. É aí que ela precisa se sentir segura e preparada para poder tomar decisões sem medo de errar ou depender de outras pessoas.

Começa quando? 

Normalmente, a primeira dúvida que surge na cabeça dos pais é: quando eu posso deixar meu filho começar a tomar decisões? E a resposta é mais simples do que parece. Não precisa começar com decisões complexas e importantes. Mas escolhas simples do dia a dia são o início perfeito, ainda mais para crianças pequenas. 

“A idade ideal varia conforme a escolha. Por exemplo, a partir dos 4 anos os pais podem apresentar duas opções de trocas de roupas e permitir que a criança escolha a que mais gostar. A partir dos 8 anos, ela já pode escolher entre muitas opções direto do armário. Depois dos 10 anos, ela pode fazer várias escolhas, como o esporte que deseja praticar, a língua que deseja estudar, um lugar que gostaria de visitar, mesmo que a decisão final seja dos pais”, afirma Viviane Helena Ferreira Rossi, mãe de Luis Felipe e João Pedro, psicóloga clínica infantil e adolescente. 

Vale lembrar que cada criança se desenvolve de um jeito, então você deve proporcionar as escolhas para o seu filho conforme ele apresentar a maturidade necessária para aquilo. No começo, o importante é apresentar um número limitado de opções, para que a criança não fique confusa com tantas possibilidades. Começar aos poucos e com decisões simples é o ideal. 
Mas se você reparou que seu filho já consegue, por exemplo, escolher entre duas opções de roupa com tranquilidade, aumente o desafio. Coloque mais opções ou então até mesmo faça com que ele escolha entre as peças do armário. Colocar novas propostas e gerar dúvidas também faz parte do desenvolvimento.

O famoso limite 

Certo, até aqui você já entendeu a importância de deixar que a criança faça suas próprias escolhas e, a partir delas, possa errar, aprender e tentar novamente. Então você também deve estar se perguntando onde entra o limite entre deixar errar e proteger e como alcançar esse caminho do meio. 

“Muito difícil, o foco principal dos pais é a segurança do filho. Logo, há sempre o receio de que ele se machuque, em todos os sentidos. Uma boa comunicação pode proporcionar um equilíbrio”, diz Deborah Moss, mãe de Ariel, Patrick e Alicia, neuropsicóloga e mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela USP. 
Os pais devem olhar para a criança como uma pessoa capaz de fazer determinadas escolhas sozinha e confiar! Não é fácil, mas esse processo só faz bem ao desenvolvimento durante a infância. Além disso, para quem encontrar mais dificuldades, seguir o exemplo da escola é uma boa dica. 

Nas escolas é comum que as crianças ganhem mais liberdade de escolha e independência. Então procure estar antenado no que o seu filho pode decidir enquanto está nesse espaço, e reproduzir isso em casa pode ser uma boa. Mas não se acomode! Lembre sempre de dificultar e propor novos desafios. 

“Nunca conseguiremos proteger nossos filhos de tudo, então, a cada escolha que eles fazem, a proximidade e confiança que construímos durante todo o processo facilita a nossa credibilidade e comunicação com eles”, afirma Regiane Silva, mãe de Rafaela e Luana, coach master em programação neurolinguística, hipnose e neurossemântica. 
Dessa forma podemos identificar o limite entre a liberdade e a proteção mais facilmente. Então lembre-se que o segredo é uma boa comunicação, aliada de confiança, fundamental para qualquer relação funcionar, até mesmo entre pais e filhos!

Dá para atrapalhar? 

Sim, é possível entrar no caminho do desenvolvimento do seu filho de forma que ele não seja ajudado, mas que você acabe atrapalhando o processo. Mas não esquente a cabeça! Basta ter em mente que o fundamental é o diálogo, sempre. 

“Proteger em todas as situações sem explicações pode ser um erro, em que os pais não mostram por que está ocorrendo aquilo, mas já agem evitando alguma coisa ruim”, explica Yuri Busin, filho de Walnei e Tales, psicólogo. 
Ou seja, quando você impede que o seu filho tome decisões porque, de fato, você sabe o que é melhor para ele e também não explica o motivo da sua escolha, ele não tem a oportunidade de experimentar. Assim, a criança acaba sendo privada de ter uma maior autonomia e vai sempre depender dos pais para qualquer coisa que desejar fazer.

Lidar com o erro 

Se por um lado é importante orientar, deixar que a criança escolha e aceitar que ela pode errar, por outro é fundamental saber como lidar com esse erro. Vamos então aos fatos: você vai orientar, vai cuidar, vai falar e vai fazer de tudo para que o seu filho entenda a melhor opção, mas ele vai escolher e fazer o oposto. Normal! 

Não significa que o seu filho seja um rebelde ou que ele queira te desrespeitar, mas que aquela decisão fez sentido para ele e, em uma próxima oportunidade, ele vai ponderar melhor. Porém, depois de tantos avisos e recomendações, é normal que os pais fiquem bravos e irritados com o erro. 
É justamente aí que os pais erram junto com os filhos. 

“O que gera frustração na criança são atitudes exageradas dos pais, como, por exemplo, apagar as respostas do filho na lição de casa para que ele refaça toda a atividade”, esclarecem Roberta e Taís Bento, mãe e filha, sócias no projeto Socorro, Meu Filho Não Estuda e nossas embaixadoras. 

Em vez de surtar e apontar o erro da criança, respire e procure manter a calma. Por exemplo, no caso da lição de casa errada, Roberta e Taís recomendam que os pais ajudem a encontrar ou identificar o erro, mas a criança é quem deve apagar as suas próprias respostas. 

O importante é não se estressar com o erro das crianças. Quando elas exploram, experimentam e descobrem, muitos processos novos e distintos passam por seus cérebros. Todos esses estímulos, em conjunto, são formadores de novas memórias no cérebro, que, no futuro, serão usadas para novos aprendizados. Então deixa errar, sim!


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15 Perguntas que você deveria fazer para se conhecer melhor

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Seja na adolescência, vida adulta ou velhice, estamos sempre buscando encontrar um denominador comum para a nossa existência neste planeta.

Para dar uma ajudinha nos seus dilemas existenciais, confira algumas perguntas que vão te ajudar a atingir o autoconhecimento!

1. O que é mais importante para mim na vida neste momento?

Faça uma reflexão sobre aquilo que te motiva a acordar todos os dias e encarar as barras pesadas da vida com ânimo.

2. Quais meus objetivos a curto e médio prazo?

Todos temos metas na vida, sejam elas mais ou menos ambiciosas, mas todos temos! Reflita claramente sobre quais os seus objetivos a médio e curto prazo.

3. O que eu mais gosto de fazer para me divertir?

Qual atividade te desperta prazer, alegria e relaxamento ao mesmo tempo? Liste as coisas que mais gosta de fazer e tente pôr em prática pelo menos uma dessas atividades ao longo do dia.

4. O que me deixa mais envergonhado(a)?

Esclareça quais são os seus pudores e, consequentemente, conseguirá compreender melhor a sua posição moral na sociedade em que vive.

5. O que mais me preocupa na vida neste momento?

Seus piores pesadelos e receios atuais…

6. Se eu tivesse um desejo para realizar, qual seria?

Consiste na sua vontade mais profunda e fantasiosa…

7. O que eu faço que me deixa satisfeito comigo mesmo?

Ao contrário do item número 3, este está relacionado com algo que você costuma fazer de modo excepcional e que sempre te dá satisfação quando conclui, mesmo não sendo essencialmente divertido ou relacionado ao entretenimento.

8. Qual meu maior fracasso?

Chegou a hora de tocar em feridas… Reflita e esclareça consigo mesmo quais os momentos de sua vida que mais te decepcionaram por erros ou má escolhas que partiram exclusivamente de você.

9. O que eu mais gosto sobre o meu trabalho? E o que eu mais odeio?

Faça um balanceamento sobre a sua satisfação profissional. As suas habilidades e vocações vão de encontro ao trabalho de desempenha atualmente?

10. Qual a minha memória mais feliz?

Momento nostálgico. Revire o baú de lembranças e resgate as memórias mais felizes que você tiver. Elas estão relacionadas a um lugar ou alguém específico?

11. Qual meu livro favorito? Meu filme, comida, banda, animal, cor…?

Pode parecer muito superficial, mas para ajudar a fazer com que você compreenda melhor os seus gostos, crie uma lista com todas as suas coisas favoritas, como o seu filme, comida, música e etc.

12. Qual o meu feito que tenho mais orgulho?

Algo que você já fez e que se sente muito orgulhoso(a) de ter realizado. Qual a sua “marca” neste mundo?

13. Quando estou me sentindo triste eu gosto de fazer o quê?

Todos nós seguimos um “ritual” quando estamos em momentos mais depressivos… Seja escutar uma playlist melancólica, dormir, assistir filmes com final nada feliz… Enfim, existem diversas atitudes que “personificam” o nosso estado de espírito. Quais as suas?

14. Eu sou agradecido pelo quê?

Mais uma pergunta que poderá ser respondida em 2 segundos ou 2 semanas de reflexão… Pense nos acontecimentos mais afortunados da sua vida, onde a única coisa que você pôde fazer foi agradecer.

15. Quais os meus pontos fortes e meus pontos fracos?

Por fim, liste todas as suas qualidades e defeitos. Faça isso aos poucos e da forma mais sincera possível.

Tente responder pelo menos uma dessas perguntas por dia, refletindo com calma e sinceridade sobre as respostas. Experimente repetir o questionário ao longo dos anos e veja como a sua visão de mundo vai se alterando com o passar do tempo...
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Ex-funcionários do Facebook e do Google criam campanha para proteger crianças do vício em redes sociais

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No atual debate sobre os impactos negativos que as redes sociais e os smartphones podem ter na saúde dos usuários e na sociedade, o mais recente alerta vem dos profissionais que ajudaram a criar esses produtos e ferramentas.

Um grupo de ex-funcionários do Google, do Facebook e de outras grandes companhias do Vale do Silício acaba de lançar nos Estados Unidos uma campanha para informar o público sobre os riscos da tecnologia digital, especialmente para crianças, e pressionar as empresas do setor a serem mais transparentes.

O grupo, denominado Center for Humane Technology (Centro para uma Tecnologia Humana, ou CHT na sigla em inglês), uniu esforços com a Common Sense Media, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças, em uma estratégia que inclui ações em 55 mil escolas públicas em todo o país, lobby no Congresso, novas pesquisas científicas sobre o tema e ações conjuntas com engenheiros e designers em busca de produtos mais saudáveis.

O objetivo, dizem os idealizadores, é proteger jovens usuários do que consideram "esforços deliberados" das empresas para atingir e manipular esse público.

"As empresas de tecnologia estão conduzindo um experimento em massa e em tempo real com nossas crianças", disse o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, no lançamento da campanha, batizada de The Truth About Tech ("A Verdade Sobre a Tecnologia").

"Seu modelo de negócios geralmente estimula a fazer o possível para capturar a atenção, sem se preocupar com as consequências depois, mesmo que essas consequências possam, às vezes, prejudicar o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças", afirma Steyer, ressaltando a necessidade de responsabilizar essas companhias por suas ações.

Riscos

Segundo especialistas da Common Sense e do CHT, entre os riscos associados ao vício em tecnologia digital estão distúrbios de atenção, perda de produtividade, dificuldade de pensamento crítico, depressão, estresse, ansiedade e pensamentos suicidas.

Dados da Common Sense indicam que 98% das crianças americanas com menos de oito anos de idade têm acesso a um dispositivo móvel em casa, por meio do qual podem estar expostas a mensagens de ódio, notícias falsas e aplicativos projetados para mantê-las conectadas pelo maior tempo possível.

Em pesquisa nacional realizada em 2016, metade dos adolescentes entrevistados disseram ser viciados nesses dispositivos.

"Nos últimos dois ou três anos, percebemos que as plataformas sociais estão invadindo as vidas de nossas famílias e de nossas crianças", disse à BBC Brasil a porta-voz da Common Sense, Maria Alvarez.

"Nós entendemos que a tecnologia veio para ficar e vai ter um papel cada vez maior na vida das pessoas. Queremos garantir que os jovens cresçam tirando proveito dessas ferramentas poderosas, mas de maneira segura", ressalta.

Em resposta à campanha, o Facebook declarou que é "uma parte valiosa da vida de muitas pessoas".

"Nós levamos nossa responsabilidade a sério e já tomamos medidas, incluindo mudanças recentes no News Feed e controles parentais incluídos no Messenger Kids, que é livre de anúncios", disse Antigone Davis, diretora de segurança global do Facebook. "Estamos comprometidos em fazer parte desse diálogo."

Preocupações

O CHT foi fundado por Tristan Harris, que era responsável por questões éticas no Google, e inclui nomes como Justin Rosenstein, o criador do botão de "curtir" no Facebook, Lynn Fox, ex-executiva de comunicações da Apple e do Google, e Sandy Parakilas, ex-gerente de operações do Facebook.

Em seu manifesto, o CHT diz que esse grupo de profissionais entende "intimamente a cultura, incentivos de negócios, técnicas de design e estruturas organizacionais que guiam como a tecnologia sequestra nossas mentes".

A campanha é lançada em meio à discussão sobre o impacto que notícias falsas disseminadas pelas redes sociais tiveram nas eleições americanas em 2016 e em um momento em que vários nomes da indústria de tecnologia vêm manifestando preocupação sobre os efeitos negativos de seus produtos.

No ano passado, um ex-executivo do Facebook, Chamath Palihapitiya, chamou a atenção ao declarar que a rede social estava destruindo os fundamentos da sociedade. O CEO da Apple, Tim Cook, confessou recentemente que não gostaria que seu sobrinho usasse redes sociais.

Em janeiro, mais de cem pediatras e educadores enviaram carta aberta ao Facebook pedindo o fim do Messenger Kids, serviço de mensagens específico para crianças.

Estratégias

Diante desse cenário, a campanha pretende engajar especialistas, investidores e executivos da indústria em busca de reformas que reduzam o potencial nocivo de seus produtos. O CHT está desenvolvendo um guia com "padrões de design ético" para orientar engenheiros e designers.

Os organizadores pretendem fazer lobby por leis que restrinjam o poder e exijam mais transparência por parte das grandes empresas de tecnologia e que criem melhores proteções para os consumidores.

Outra iniciativa será uma ampla pesquisa sobre a magnitude do vício em tecnologia digital entre jovens, que pretende avaliar as consequências físicas e mentais e os impactos de curto e longo prazo.

Nas escolas, as ações incluem material para ajudar professores a discutir com seus alunos o vício em tecnologia digital e as estratégias usadas pelas empresas para prender a atenção dos usuários.

"Queremos educar os jovens sobre como as empresas de tecnologia atuam, para que eles entendam por que se sentem tão viciados em seus telefones", observa Alvarez.

"Sabemos que não vai ser fácil, mas é encorajador ver que há um número crescente de pessoas-chave na indústria falando sobre isso."
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Aprenda a discordar usando a lógica do papel-higiênico

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Qual é a forma certa de se colocar um rolo de papel higiênico no banheiro?




POR CIMA!



60% das pessoas têm a certeza absoluta que o certo é o estilo “cachoeira”, com o papel saindo por cima. É mais fácil achar a ponta, dá pra rasgar certinho no picote, não fica raspando a mão na parede (menos bactérias!) e hotéis podem sinalizar aos seus hóspedes que o banheiro foi higienizado, com dobras elaboradas ou colando selinhos.


POR BAIXO!



Os outros 40% acham esses 60% uns loucos e estão certos que o melhor é por baixo. O “caimento” é melhor, o papel não fica sobrando, gatos e crianças não conseguem desenrrolar um monte de papel e basta uma puxadinha para rasgar um quadradinho, porque para baixo tem mais tração.


Mas, afinal, quem está certo e quem está errado? Todo mundo. Não tem certo nem errado. O papel higiênico é seu, e você usa do jeito que quiser. É uma decisão totalmente pessoal, influenciada apenas por hábitos, com as duas maneiras suportadas por motivos bastante pertinentes.

POR QUE ISSO INTERESSA?

Essa questão bizarra do papel-higiênico serve como dinâmica para colocar o foco na nossa habilidade de argumentação e não para se chegar a uma resposta, já que não tem o certo nem o errado.

Por exemplo, o professor de sociologia Edgar Alan Burns, do Eastern Institute of Technology Sociology, usa esse truque no primeiro dia de aula. Ele pergunta aos seus alunos:

“Como vocês acham que o papel higiêncico deve ser colocado?”

E nos 50 minutos seguintes, os alunos naturalmente começam a avaliar os MOTIVOS para suas respostas e acabam chegando sozinhos a questões sociais muito maiores como:

• diferenças de papéis sociais entre homens e mulheres

• diferenças entre comportamentos públicos e privados

• diferenças entre classes sociais

• etc

São relações de construção social que nunca pararam para pensar antes, mas que agora, sem que ninguém os orientasse, conseguiram enxergar. Sozinhos, começaram a raciocinar e perceberam correlações e fatos. E, principalmente, começaram a argumentar.

No dia-a-dia, quase nunca fazemos isso. Geralmente, tomamos um partido e passamos a defendê-lo de forma passional, enxergando só o que nos interessa. Somos bons de discutir, mas ruins para argumentar. Piores ainda para mudar de ideia. O que parece ser uma estratégia não muito inteligente para encarar essa nova sociedade em que conversamos com muito mais gente, sobre muito mais coisas, todo santo dia.

APRENDER A DISCORDAR

A aula do papel-higiênico devia ser dada de cara para crianças. A escola ensina que existe o certo e o errado, e dá notas baseadas nisso. Mas podia estimular abordagens diferentes, habilidade de argumentação, capacidade de deduzir (algumas já fazem, eu sei, mas a maioria ainda não). 

Do mesmo jeito que tem nota para as melhores respostas, deveria ter para as melhores perguntas também. Senão a gente vai continuar crescendo com essa mania de preferir estar certo do que aprender algo novo, do que parar pra pensar e repensar sempre. Aproveitar a bagagem e o raciocínio do outro.

Já reparou como a maioria dos comentários feitos todos os dias na internet não tem elaboração nenhuma? Ou é genial ou é a coisa mais estúpida que já se viu em toda a a história da humanidade.

O programador Paul Grahan fez um gráfico bacana, que mostra a “Hierarquia da Discordância”, do mais ao menos elegante, do mais ao menos eficiente.





Quem sabe um dia a gente consegue argumentar sobre futebol, política e religião. Dizem que não se discute, mas a recomendação só existe porque somos meio trogloditas.
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