Deixe-se envolver

"Deixar-se envolver é arregaçar as mangas, colocar a mão na massa e passar por alguma experiência de verdade"



Deixar-se envolver em quê? Em qualquer coisa (bem, quase qualquer coisa). O que quero dizer é que você deve se interessar pelo que acontece no mundo. Não fique apenas assistindo pela televisão, saia de casa e participe. Muitas pessoas vivem apenas através do que veem na telinha. Ou vivem a vida de outras pessoas, mesmo que no mundo real (falando mal dos outros e fazendo fofoca). Lá fora existe um mundo imenso, cheio de vida, energia, experiências e excitação. 

Deixar-se envolver significa sair de casa e fazer parte desse mundo. Assistir à televisão é seguro e confortável. Encarar o mundo pode ser amedrontador, frio e desconfortável. Mas pelo menos você vai perceber que está vivo. 

As pessoas sempre se queixam de que a vida passa mais depressa à medida que ficam mais velhas. Mas minha experiência é de que, quanto mais coisas fazemos, mais tempo temos. Se você ficar apenas assistindo à televisão, tardes inteiras podem desaparecer bem diante dos seus olhos. 

Deixar-se envolver significa cooperar, contribuir e participar. Não é ficar observando em uma poltrona enquanto outra pessoa vive por você. E arregaçar as mangas, colocar a mão na massa e passar por alguma experiência de verdade. Envolver-se significa se engajar, oferecer ajuda, se voluntariar, transformar um interesse teórico em um interesse real, sair e conversar com as pessoas. Significa se divertir — e de verdade, não com o que passa na televisão. Envolver-se e significa ajudar outras pessoas a curtirem mais suas próprias vidas do que fariam sem você.

Percebi que pessoas bem sucedidas têm interesses que não lhes rendem dinheiro nem status. Coisas que fazem por lazer, para ajudar e encorajar os outros.  Essas pessoas se tornam voluntárias, mentoras, conselheiras nas escolas, consultas de negócios ou se engajam em obras de caridade. Ingressam em grupos, associações e clubes. Elas saem para o mundo, participam e se divertem. Elas fazem diferença e partilham seus interesses. Assistem a aulas noturnas sobre os assuntos mais ridículos. 

Talvez até riam e façam piada de si mesmas por isso. Talvez às vezes até desejem não terem se envolvido, porque algumas dessas atividades podem, aos poucos, acabar tomando conta de suas vidas. Mas pelo menos elas fazem parte de alguma coisa. Fazem parte do mundo — em um sentido amplo e adequado. Em outras palavras: elas vivem!

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