Por que a depressão te deixa tão cansado o tempo todo

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Assim como o estresse e o excesso de coisas a fazer, a fadiga é cada vez mais comum em muitas pessoas. 


Caracterizada pelo cansaço extremo e a baixa energia, essa sensação geralmente ocorre após uma experiência que tenha sido especialmente exaustiva ao nível mental, emocional ou físico.


Mas a fadiga nem sempre é temporária e circunstancial. Ela pode também ser sintoma de um problema maior, como a depressão. Na realidade, segundo dados de 2018, a fadiga está presente em mais de 90% por cento das pessoas que convivem com esse problema de saúde mental. (Outros sinais de depressão incluem desânimo, desejo de se isolar e dificuldades de concentração.)


Para que uma pessoa possa ser diagnosticada com depressão, não apenas fadiga generalizada, “é preciso que vários desses sintomas estejam presentes na maioria dos dias, pela maior parte do tempo, durante pelo menos duas semanas”, diz o psiquiatra Don Mordecai, líder nacional de saúde mental e bem-estar na Kaiser Permanente.


Parte da razão pela qual a depressão e a fadiga debilitante andam de mãos dadas é que “a depressão afeta os neurotransmissores associados ao estado de alerta e ao sistema de recompensas”, diz Mordecai. Isso significa que, fisiologicamente, a doença mental impacta nossos níveis de energia.


Outra razão é que a depressão também afeta negativamente o sono, “podendo causar dificuldade em adormecer, dificuldade em permanecer dormindo, acordar antes da hora ou simplesmente ter um sono que não é tão profundo”, explica a psicóloga clínica Sari Chait, do Massachusetts.


A depressão também reduz a motivação, de modo que realizar tarefas simples torna-se física e emocionalmente exaustivo, diz Chait.


Vestir-se para ir trabalhar, fazer supermercado ou cumprimentar colegas de trabalho são coisas que, para uma pessoa com depressão, podem parecer proezas monumentais. Além disso, a depressão pode levar à confusão mental, de modo que uma pessoa deprimida é obrigada a gastar ainda mais energia para tomar decisões ou se concentrar no trabalho.


A relação entre depressão e fadiga pode se tornar cíclica. “As pessoas com depressão que se forçam a fazer as coisas ao longo do dia podem acabar sentindo mais fadiga. A fadiga intensifica sua depressão, e assim o ciclo se perpetua”, diz Chait.


Mordecai destaca que é importante lembrar que “é mais provável que a fadiga seja um possível sintoma de depressão do que uma causa”.


Contudo, sentir cansaço regularmente devido a estresse crônico, uma doença crônica ou um transtorno do sono, como insônia ou apneia do sono, pode tornar uma pessoa mais suscetível à depressão.


“Se uma pessoa vive constantemente cansada, pelo motivo que for, é provável que tenha dificuldade em se engajar plenamente com sua vida”, diz Chait. Isso pode levá-la a se socializar menos, diminuir sua concentração no trabalho e apresentar alterações de apetite ou em sua rotina de exercícios físicos.


Por isso mesmo é vital tomar medidas para melhorar seu bem-estar geral, quer você esteja sentindo fadiga extrema provocada por depressão, quer esteja apenas sentindo um cansaço temporário.


Para isso, recomendou Chait, procure primeiro identificar a causa principal de sua fadiga. Faça uma análise de seus hábitos recentes, suas rotinas e seu estado de ânimo. Se você conseguir relacionar sua fadiga a alguma questão específica – como estresse, sono insuficiente ou doença ―, proponha-se a começar a mudar seus hábitos, adotando comportamentos saudáveis.


O passo mais importante é modificar seu sono. A maioria dos adultos precisa de pelo menos 7 a 9 horas de sono de qualidade por noite, diz Mordecai.


Para conseguir dormir bem, procure evitar a cafeína depois do meio-dia e limite a ingestão de álcool antes de ir para a cama, ele aconselha. Também é uma boa ideia guardar aparelhos eletrônicos antes de se deitar, já que a luz azul dos smartphones pode inibir a produção de melatonina e fazer com que seja mais difícil pegar no sono.


Em seguida, examine sua carga de trabalho e sua agenda. Se você estiver estressado, sentindo-se sobrecarregado, “procure traçar limites e adotar medidas para se certificar de não estar se sobrecarregando”, recomenda Chait. Isso pode incluir dizer “não” a obrigações sociais e projetos que lhe demandam demais no trabalho. Ou pode ser incluir uma prática semanal para cuidar de si mesmo.


Para terminar, pratique exercícios físicos algumas vezes por semana. Pode parecer contraintuitivo quando você já está cansado, mas, lembra Chait, “a prática de atividade física regular pode acabar elevando nossos níveis de energia”.


Se você modificar seus hábitos de sono, trabalho e exercício físico e mesmo assim continuar a se sentir exausto depois de 15 dias, “pense em procurar ajuda profissional para determinar se seu problema é depressão e como começar a tratá-lo”, diz a psicóloga.


Uma mudança de hábitos comportamentais – como sono e a prática de exercícios aeróbicos – pode ajudar algumas pessoas a combater os sintomas de depressão, diz Mordecai. Mas muitas outras pessoas podem precisar de uma combinação de tratamentos aliados a essas mudanças de hábitos – como terapia falada, terapia cognitiva comportamental e terapia medicamentosa. E tudo bem que seja assim. Lembre-se que é preciso tempo para começar a enxergar resultados positivos e que pode ser preciso experimentar uma variedade de opções.


“Com a ajuda de seu clínico geral ou de um profissional de saúde mental você pode começar um tratamento que funcione para você”, afirma Mordecai.


*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.




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Por que algumas pessoas têm tolerância maior de álcool que outras

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Você já deve ter ouvido comentários do tipo “ela consegue beber muito mais que eu e nem se altera”, ou então “ele é um fracote total quando se trata de bebida”. Essas observações, acompanhadas de conotações (dúbias) de força ou fraqueza, têm sua raíz no conceito da tolerância de álcool.


Então o que é a tolerância de álcool? O termo se refere à capacidade que algumas pessoas possuem de consumir mais bebida alcoólica que outras antes de sentir os efeitos, disse Peter Martin, professor de psiquiatria e ciências comportamentais no Centro Médico da Universidade Vanderbilt.


Há várias razões por que isso ocorre e que explicam por que algumas pessoas conseguem beber incessantemente sem se alterar, enquanto para outras, basta meio cálice de vinho para ficarem altas.


O gênero, a genética e quanto você bebe, todos esses fatores influem sobre sua tolerância.


Segundo Peter Martin, pesquisadores estudaram diversos fatores para tentar definir por que algumas pessoas parecem lidar melhor com o álcool que outras.

Está claro que o gênero e o peso corporal influem sobre a tolerância de cada pessoa. Os homens tendem a conseguir beber mais que as mulheres antes de ficar embriagados. Pessoas maiores podem beber mais que pessoas menores sem sofrer efeitos nocivos imediatos.


Mas outros fatores biológicos são um pouco mais complexos.


“Alguns cientistas acham que a tolerância está ligada às enzimas envolvidas na metabolização do álcool. Para outros, há um efeito variado sobre a neurotransmissão cerebral”, explicou Martin.


No caso dos neurotransmissores, a teoria é que o cérebro de algumas pessoas com alto grau de tolerância simplesmente não recebe os sinais que indicam “está na hora de você parar de beber”.


Quanto ao papel das enzimas, “a metabolização do álcool é um processo que envolve várias etapas”, explicou Brad Uren, professor assistente de medicina de emergência no sistema de saúde da Universidade do Michigan, Michigan Medicine.


“Boa parte do álcool processado no corpo é metabolizado inicialmente pela enzima álcool desidrogenase, convertendo-se em um composto chamado acetaldeído”, ele disse. “O acetaldeído é metabolizado a seguir pela enzima aldeído desidrogenase.”


Algumas pessoas têm deficiência de aldeído desidrogenase. Isso pode levar a um acúmulo de acetaldeído no sangue.


“O resultado pode ser que a pele fica avermelhada e que os sintomas comumente associados a uma ressaca aumentam ou se agravam”, disse Uren. “Pessoas de ascendência asiática têm tendência maior a apresentar essa deficiência enzimática.”


Tirando isso, nosso cérebro e corpo tendem a adaptar-se rapidamente ao consumo pesado de álcool.

Uren explicou: “O corpo humano tem a capacidade de adaptar-se ao consumo aumentado de álcool, o que pode levar à metabolização mais rápida”. Isso, por sua vez, significa que as pessoas que bebem mais frequentemente “podem aparentar estar menos embriagadas que outras que tomaram uma quantidade semelhante de bebida alcoólica.”


A tolerância maior não é necessariamente algo positivo


O primeiro problema da tolerância maior de álcool é que pode criar uma impressão falsa de o quanto a pessoa realmente está embriagada. Você pode pensar que uma pessoa está em boas condições de dirigir um carro ou andar de bicicleta, pelo fato de não estar cambaleando ou enrolando as palavras – e a própria pessoa pode pensar isso também. Mas a premissa não tem fundamento. A quantidade de álcool consumido ainda tem importância.


“Não se pode presumir com segurança que esses indivíduos estejam em condições tão boas de realizar tarefas que requerem concentração e reações rápidas, como conduzir um veículo, quanto estariam se não tivessem bebido”, disse Uren. A escolha mais prudente é tirar as chaves do carro da pessoa e chamar um Uber.

Também não se pode presumir que uma pessoa com alta tolerância a álcool, que é capaz de beber mais sem se sentir embriagada, não vá sentir os efeitos de longo prazo do consumo excessivo.


Segundo Martin, essas pessoas ainda correm o risco de complicações ligadas ao volume de álcool consumido ao longo da vida. “Entre elas, cirrose hepática, doença cerebral, neuropatias, pancreatite, gastrite ou úlcera estomacal.”


De fato, disse ele, “as pessoas com tolerância maior, que têm a capacidade de beber mais, correm risco maior de desenvolver alcoolismo”.


É especialmente perigoso fiar-se em sua tolerância ao álcool durante o verão.


Uren destacou que é preciso prestar atenção a quanto álcool se bebe em épocas de calor, quando as pessoas frequentemente bebem mais.


“O consumo de álcool pode levar à desidratação. Bebidas alcoólicas não devem ser tomadas no lugar de água ou outras bebidas quando a pessoa está fazendo exercício ou está ao ar livre nos dias de muito calor”, ele recomendou.

Beber álcool prejudica a coordenação e o julgamento. 


Portanto, disse Uren, “você não deve beber álcool quando estiver praticando atividades que exigem muita concentração ou coordenação”, como ciclismo, escalada e muitos outros esportes de verão.


Lembre-se que o consumo arriscado de álcool não é definido por seu grau de tolerância, mas por quanto você bebeu.


O Instituto Nacional de Abuso Alcoólico e Alcoolismo define o binge drinking (consumo episódico excessivo de álcool) como “beber tanto em duas horas que a concentração de álcool no sangue sobe para 0,08”, disse Uren. “Uma mulher alcança esse nível em média com quatro bebidas padrão; um homem, em média após cinco bebidas”.


Uma bebida padrão equivale a 150 ml de vinho, 350 ml de cerveja ou 45 ml de bebida alcoólica destilada.


Em termos mais gerais, devemos evitar o consumo arriscado ou perigoso de álcool.


“No caso de homens de até 65 anos, tomar mais de quatro bebidas por dia ou 14 bebidas por semana constitui consumo de risco”, disse Uren. “Para as mulheres e para os homens com mais de 65 anos, mais de três bebidas por dia ou sete bebidas em uma semana é considerado um consumo de alto risco.”


E nunca, jamais tente seguir o exemplo de outras pessoas com tolerância maior ao álcool.


“Ser capaz de beber mais que outra pessoa sem se afetar é visto comumente como sinal de força, e a ideia de que você tem baixa tolerância de álcool é um estigma”, explicou Martin. Na realidade, porém, as pessoas com baixa tolerância acabam sendo beneficiadas.


*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost UK e traduzido do inglês.



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BlueTDAH: aplicativo para desempenho educacional e social de pessoas com TDAH

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O BlueTDAH é um aplicativo que foi desenvolvido para profissionais da área da Psicologia e Educação para auxiliar a educação inclusiva de pessoas com sinais do Transtorno de Déficit de Atenção ou Hiperatividade (TDAH). O projeto da @bluee.ia tem entre seus objetivos oferecer uma nova ferramenta aos profissionais da área clínica e educacional. Da mesma forma, um diagnóstico mais precoce e preciso é buscado para evitar ou diminuir os futuros problemas derivados do TDAH.

A proposta está em duas plataformas.

A “Plataforma de Treinamento Educacional” é um jogo de realidade virtual que segue a Base Nacional Comum Curricular que ajuda no aprendizado da criança durante todo o período de ensino do fundamental I. São atividades simples que ‘captam’ a interação social e aprendizagem do usuário com o ambiente.

O app se propõe a pontuar os erros e acertos dos alunos a cada sessão, medindo sua capacidade de aprendizagem e traçando novas atividades que estimulem e propiciem uma otimização da aprendizagem

A “Plataforma de Análise Comportamental” é um ambiente virtual interativo e intuitivo para pessoas com TDAH onde são colocadas tarefas específicas para o paciente realizar, cada tarefa testa um ponto específico da condição através de algoritmos baseados no DSM-V.

A plataforma é limitada a dispositivos Android e você encontra com o nome BlueTDAH. Todas as info contidas nesse post foram retiradas do site www.bluetdah.com.br. Neste site você saberá mais sobre a proposta.

Acreditamos que todo processo de avaliação e diagnóstico de qualquer condição de saúde deve ser acompanhada por uma equipe. Nada substitui consultas, terapias e exames.

Aos profissionais que trabalham com o público com TDAH vale dar uma olhada e um feedback para quem desenvolve. Juntos podemos mais.
 
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Por que nos tratamos tão mal? Veja como ser mais gentil consigo mesmo

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Pense em como você enxerga os seus amigos, pessoas queridas da sua vida. Qual a imagem que tem deles? Provavelmente aparecerão na sua cabeça muito mais elogios do que críticas. Agora tente fazer esse exercício pensando em você. Está sendo igualmente generoso a seu respeito ou faz mais o tipo carrasco de si mesmo?


Em momentos comuns do dia a dia, é possível encontrar situações em que somos extremamente duros com nós mesmos: se algo fugiu do controle, foi porque "eu não faço nada certo"; se alguém brigou com você, é porque "ninguém gosta de mim mesmo"; se o relacionamento não foi pra frente, é porque "eu não sou uma boa pessoa".


Muitas pessoas não conseguem perceber suas próprias qualidades, ou pelo menos não da mesma forma com que veem as outras pessoas. Difícil saber como essa autodepreciação começa, principalmente porque não há como determinar o quanto do que a gente é vem de dentro de nós mesmos e o quanto vem de fora, por influências externas. "Nada é absoluto, nada é só o que o sujeito traz, nem nada é só o que vem de fora. Você é aquilo que você faz com o que você herdou", afirma a psicóloga Solange Emilio, professora do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi.


Por que você deveria se tratar como um amigo?


Ao se tratar e se ver dessa maneira negativa, isso acaba sendo exteriorizado. "A tendência é que, se a pessoa se vê assim, ela muitas vezes se posiciona assim na vida, ela se mostra para o mundo dessa forma, já se desqualificando. E, ao se desqualificar pro outro, ela poderá receber um retorno negativo, o que vira um ciclo vicioso", conta Emilio. "Ela não mostra o melhor que tem, mostra o pior, e fica reconhecida pela falha. Então, não consegue se manter em um emprego, ir em encontros, se acha feia, desinteressante, acha que ninguém vai valorizá-la", completa.


A somatória dessas situações vão "confirmando" para a pessoa o que imaginava dela mesma, fazendo com que, em casos mais graves, ela comece a se isolar, podendo até desenvolver alguma patologia.


"O principal prejuízo disso tudo é o sofrimento, já que sustentar essas crenças negativas tem um custo psicológico muito alto, gera um desconforto e uma insegurança muito grande", ressalta o psicólogo André Rabelo, pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Brasília.


Em alguns casos, esse tipo de pensamento pode até atrapalhar o desenvolvimento e o potencial que a pessoa tem dentro dela. Rabelo conta que pode ocorrer uma "profecia autorrealizadora", na qual a pessoa tem uma crença de incompetência e acha que nada que faz é suficiente. No ambiente de trabalho, por exemplo, o indivíduo já prevê alguma falha em si mesmo e, pensando nisso, fará algo abaixo do esperado e será levado ao meu resultado negativo. "Se eu acho que farei besteira, acabo me esforçando menos, peço menos ajuda, acabo me sabotando sem perceber, me encaminhando para esse resultado", destaca o especialista.


Como começar a se tratar melhor


O pensamento que logo vem a nossa cabeça ao nos depararmos com alguém que não está sendo tão gentil consigo é: "não diga isso, você precisa se amar, tenha calma". O problema é que isso não funciona, porque a pessoa não tem esse comportamento porque quer, não é algo necessariamente racional ou deliberado. Ao oferecer ajuda, é preciso acolher essa pessoa e a forma como ela consegue se sentir naquele momento e então entender como ajudar.


Algumas pessoas podem ter esse comportamento querendo ganhar um elogio ou outras porque de fato acreditam que não têm nada bom para mostrar. Isso é construído ao longo de toda uma vida, desde pequeno. "Ao identificar esse comportamento, o melhor é oferecer escuta, dar um retorno verdadeiro e empático do que pensa sobre a pessoa", diz Emilio.


Por outro lado, se essa questão vem de algum lugar íntimo e interno, é importante pedir a ajuda de um psicoterapeuta. "Essa mudança de crença é um processo difícil já com o acompanhamento profissional, sozinho é mais difícil ainda", explica Rabelo. Ele aponta que, no geral, bons hábitos, como praticar a autocompaixão, manter bons relacionamentos, boa alimentação, sono, são fatores básicos que contribuem para uma melhora.


5 frases que você poderia evitar no seu dia a dia


Ao evitar essas frases, você passa a ser mais gentil consigo mesmo, o que pode amenizar esse desconforto. Porém, vale lembrar que a ajuda de um profissional é sempre bem-vinda e que esse tipo de cuidado, por si só, pode não surtir na solução absoluta da questão.


1. Eu faço tudo errado sempre 

Todo mundo erra em graus diferentes, mas o que vale é absorver as lições que tiramos desses erros e seguir em frente.

2. Ninguém nunca vai conseguir gostar de mim 

Quem primeiro precisa te amar é você mesmo. Só assim estará pronto para que os outros te amem em sua completude.

3. Sou muito burro 

Se está insatisfeito com o seu desempenho, seja no trabalho ou na faculdade, pense no que pode fazer para mudar isso. Peça ajuda.

4. Eu não vou conseguir 

Esse tipo de sentimento tem a capacidade de nos paralisar e não conseguir ver em perspectiva no que, de fato, estamos errando.

5. Eu sou uma péssima pessoa 

Você tem todo o direito de estar insatisfeito consigo mesmo, mas qual o próximo passo então? Por que está se sentindo assim? Mergulhe em seus sentimentos e se dê outra chance.


Por: André Rabelo, psicólogo e pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Brasília; Solange Emilio, psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi; Eduardo Gontijo, psicólogo, psicanalista e professor de Ética na Especialização em Neuropsicologia da (FCMMG) Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.


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Seus pensamentos podem estar te boicotando: saiba como lidar

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Você é o que você pensa". Quem nunca ouviu essa frase motivacional de algum amigo, terapeuta ou até mesmo em um meme da internet? Levando isso em conta, se você parasse um pouco para analisar os próprios pensamentos, seria uma pessoa negativa ou positiva? Se a resposta foi a segunda alternativa, está na hora de rever os seus (pré)conceitos, pelo bem da sua saúde física e mental.

O psicobiólogo Ricardo Monezi, professor de fisiologia do comportamento da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e coordenador do projeto Cuidar Integrativo da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), explica por quê. "Toda vez que você encara um obstáculo como um problema, o cérebro libera hormônios que deixam o organismo em estado de estresse, preparando-o para fugir ou lutar. A tensão nos impede de pensar com clareza", diz. Ou seja, talvez você leve mais tempo para encontrar uma solução.

Ninguém consegue agir com otimismo o tempo inteiro, claro. Se você acabou de ser demitido, tem razão em ficar mais nervoso na próxima entrevista de emprego. Mas quando os pensamentos ruins se tornam um padrão --o que os psicólogos chamam de distorções cognitivas -- podem impedir tanto o seu crescimento pessoal quanto o profissional. O motivo é simples. "São um mecanismo de defesa que usamos para evitar situações em que não fomos bem-sucedidos, para nos mantermos na nossa zona de conforto", diz a psicóloga e coach Cíntia Suplicy, da Associação Brasileira de Psicologia Positiva.

E quais seriam esses padrões de pensamentos que têm o poder de nos boicotar? São aqueles que a psicóloga norte-americana Carol Dweck, autora do best-seller Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso (Editora Objetiva), denomina como fixos, ou seja, que nos fazem acreditar que nossa inteligência e competência são limitadas e, dessa forma, nos impedem de evoluir. A seguir, conheça cinco deles e veja como quebrar esse ciclo.

1. “Só acontecem coisas ruins comigo”

Você não tem o controle de tudo, é verdade. Pode ser assaltado ou perder um ente querido de uma hora para outra. "Mas algumas pessoas adotam a mentalidade de vítimas: tendem a ver o mundo como injusto e a crer que as coisas ruins só acontecem com elas", afirma a psicóloga Selma Bordim, da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Essa posição é bastante confortável, de acordo com a especialista, porque a vítima não tem de se responsabilizar pelas coisas e ainda pode ganhar atenção --até o momento que, logicamente, as pessoas vão começar a se afastar dela.
Para evitar o vitimismo é preciso tornar-se consciente e responsabilizar-se pela maneira de pensar sobre si e sobre o mundo. O ideal é fazer isso situação a situação, até transformar o padrão em outro mais maduro, reconhecendo o que cabe a você (e, portanto, é passível de mudança) e o que não cabe.

2. "Eu vou fracassar, mais uma vez"

A crença da incapacidade pode surgir em decorrência de experiências ruins em relação aos próprios erros, de acordo com Bordim. "A pessoa que se considera inútil tem o benefício de não ter de se empenhar para crescer", diz a especialista. Com isso, a pessoa não se organiza e desiste com facilidade. Ao final, confirma que é incapaz mesmo e fortalece o padrão. O principal desafio aqui, portanto, é abrir a possibilidade para o sucesso.

Para o psicobiólogo Monezi, caso você perceba que tem pensado dessa forma com frequência, respire fundo. Literalmente. "E se mesmo após oxigenar o cérebro, ainda tiver dificuldade para enxergar as coisas como de fato, são, pergunte a opinião de pessoas próximas. Com essa visão externa da realidade, talvez seja mais fácil tomar consciência", recomenda. E não custa lembrar: errar é humano.

3. "Foi culpa minha"

Quem tem o hábito de se achar culpado de tudo, até mesmo dos defeitos dos filhos, por exemplo, também faz papel de vítima. "Mas, nesse caso, de si mesmo", alerta Suplicy. Culpa, no entanto, não é o mesmo que responsabilidade, segundo a especialista. Ao assumir o papel de mártir, você tira de si a obrigatoriedade de solucionar o problema. Só que esse padrão pode trazer consequências emocionais graves por conta do peso que o indivíduo carrega.

Para se livrar desse padrão de pensamento, Suplicy conta que é preciso ressignificar os fatos, em vez de simplesmente remoê-los sem parar. Isto é, analisá-los sob diferentes ângulos, negativos e positivos. Se depois disso, se descobrir que a culpa foi realmente sua, tudo bem. "Agora, você tem novos conhecimentos sobre o assunto e terá mais chances de resolvê-los, caso passe por isso de novo", afirma.

4. "Não sei receber elogios"

É uma dificuldade comum em quem não se considera merecedor de tudo o que conquistou e, como não se vê daquela forma, pode até acreditar que o comentário tem um fundo de ironia. Ou, pior ainda, apontar seus defeitos em contrapartida. Como alguém que, ao ser elogiado pela comida, diz que poderia estar mais ou menos salgado.

Além disso, em nossa cultura, segundo o psicobiólogo Monezi, concordar com um elogio pode ser visto como arrogância. "Mas, pelo contrário, está agindo com humildade, sim, afinal, está aceitando a opinião alheia. Ficou sem graça e não sabe o que responder? Apenas agradeça, que já é um bom começo. Mais adiante, vale a pena refletir sobre os elogios, já que todo feedback é importante para se tornar uma pessoa melhor, seja para você ou para os que o cercam.

5. "Pode contar comigo"

Ela está sempre disposta a ajudar, custe o que custar. E o que há de mal em ser altruísta? Nada, desde que você não aja dessa forma para ganhar a atenção dos outros ou, depois, pedir algo em troca. "Em geral, a pessoa com esse perfil tem necessidade de reconhecimento. Ela sequer sabe que está se sabotando. Porém, ao se colocar em segundo lugar, põe em risco os próprios desejos", diz Suplicy. Uma solução para descobrir se não está exagerando, segundo a especialista, é observar se as pessoas que você ajuda não estão incomodadas por não conseguirem corresponder à altura.

Identificou-se? E agora?

Identificou-se com algum (ou vários) deles? Todos podemos apresentar esses padrões de pensamento, em maior ou menor grau. Para fugir deles, já que eles podem causar desconforto, muitas pessoas usam distrações como comida, redes sociais, compras e assim por diante.

Por isso, técnicas de meditação que ajudam a focar no presente, como o mindfulness, acalmam e são eficientes para lidar com as próprias emoções, de acordo com a bióloga Elisa Kozasa, pesquisadora do Instituto do Cérebro, da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. "E quando elas prejudicam atividades importantes do nosso dia a dia, como o trabalho ou os relacionamentos, além da alimentação e do sono, por exemplo, é sinal de que você precisa de ajuda profissional", diz a especialista. Fique atento.

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7 Dicas Para Parar De Pensar Demais e Começar a Agir

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Não é exagero dizer que pensar demais pode arruinar a vida de alguém. Refletir sobre pensamentos – bons ou maus – pode impedir que alguém progrida e avance. Por sua vez, isso leva a um mau desempenho, frustração e até mesmo condições de saúde mental, como ansiedade e depressão.


É fundamental, portanto, que paremos a avalanche de pensamentos aparentemente intermináveis, especialmente se forem negativos.


Aqui estão 7 maneiras de evitar pensar muito:


1. Tenha consciência de si mesmo

Para impedir qualquer tipo de comportamento, devemos estar cientes de que isso está acontecendo em primeiro lugar.

Pensar demais é uma avalanche de pensamentos que podem se manifestar como sintomas físicos e mentais, incluindo ansiedade, irritabilidade e falta de concentração.

Sempre que você notar um fluxo de pensamentos desconectados ou indutores de ansiedade, interrompa.


2. Distração

Quando se trata de pensar demais, você tem que tentar se distrair se desconectar ativamente dos pensamentos estressantes.

Se você achar difícil ter um pensamento positivo novamente, se distraia fazendo uma pausa, lendo ou jogando um jogo.


3. Não se apegue a seus pensamentos  

Qualquer pessoa com um transtorno de ansiedade lhe dirá que o pensamento ocorre sozinho.

A razão é simples: o cérebro pensa – essa é a sua função. Não é incomum que pensamentos entrem na sua cabeça. Na verdade, você provavelmente terá problemas se não o fizer!


4. Se torne um observador

Você sabia que pensar em coisas ruins e negativas, é a principal causa de ansiedade e depressão? Que, a propósito, são a primeira e segunda condição de saúde mental mais comum.

Observar seus pensamentos é perceber as coisas que tentam desviar sua atenção do momento – e então trazer sua atenção de volta para sua respiração, seu trabalho ou seu corpo. Note que isso é o oposto da supressão do pensamento!


5. Faça lembretes

Não se engane: parar para pensar demais não é uma tarefa fácil, pois quebrar os hábitos do cérebro requer esforço.

A mente continuará a operar em seu modo “padrão”, a menos que outras instruções sejam dadas. Nesse sentido, estabelecer lembretes é um excelente método para mudar seus hábitos mentais.


6. Não queira ser perfeito

Algumas pessoas acham que ser perfeccionista seria ótimo. Não é. De fato, os perfeccionistas tendem a ter maiores taxas de ansiedade e menor qualidade de vida.

A incapacidade de se deixar levar, de se questionar e se comparar continuamente, de ter expectativas irreais e de estar sempre no controle são apenas algumas das razões pelas quais os perfeccionistas têm mais dificuldades.

Preste mais atenção ao processo do que ao resultado é um bom conselho para aqueles com uma veia perfeccionista.


7. Pratique meditação

Como mencionado, substituir os hábitos de pensar muito pode ser difícil. Dito isso, é importante desafiar o pensamento excessivo e construir novos processos de pensamento.

Quando se trata de qualquer forma de ansiedade, a meditação pode ser o melhor antídoto.

A meditação requer concentração no presente, na maior parte do tempo, prestando atenção à respiração.

Se você é novo na meditação, comece com uma sessão de 5 a 10 minutos e aumente lentamente a partir daí.



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Estudo prova que o mundo é literalmente cinza para as pessoas que sofrem de depressão

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As cores têm um papel tão importante nas nossas vidas, que nós as usamos para descrever nossos sentimentos e ações. Você já se sentiu azul de fome, verde de inveja, roxo de raiva ou viu o mundo rosa por estar apaixonado? Já dissipou uma nuvem negra quando finalmente teve uma oportunidade de ouro e não conseguiu realizar? Já enxergou o mundo cinza quando estava triste ou deprimido? Pois é sobre essa última constatação que hoje vamos falar. Essa percepção de que um mundo triste é um mundo sem cores vai muito além da linguagem.


O fato agora tem prova científica. A descoberta, realizada por cientistas alemães, prova o que há séculos os artistas tem manifestado na pintura, na literatura e em outras obras, além de revelar que a depressão causa uma alteração fisiológica na visão, levando à perda de sensibilidade na vista e fazendo com que os pacientes enxerguem a vida literalmente em tons de cinza.


O estudo “Seeing Gray When Feeling Blue? Depression Can Be Measured in the Eye of the Diseased“, da Universidade de Freiburg, mostra que pessoas com a doença são realmente menos sensíveis aos contrastes de cor. 


Os pesquisadores realizaram testes na retina de vários voluntários e mostraram que o efeito é semelhante ao ato de diminuir o controle de contraste em uma TV. Para os especialistas, a conclusão da experiência foi tão clara que eles acreditam poder usar, em futuro próximo, um teste de visão para medir níveis de depressão em pacientes que apresentem os sintomas.


Essa pode ser a razão também para explicar o motivo de tantos artistas ao longo dos tempos, independentemente da cultura ou língua, retratarem os sintomas usando símbolos da escuridão e tons cinzentos, como o da tela ‘O Velho Guitarrista‘ de Pablo Picasso, produzida em 1903.


Para o psiquiatra da Unicamp, Paulo Dalgalarrondo, que atende na área há mais de 20 anos, essa é uma reclamação constante de quem busca o tratamento para a doença. Seus pacientes frequentemente reclamam disso. A boa notícia, diz Paulo, é que isso é reversível assim que o paciente cura a doença. De acordo com o médico, as pessoas diagnosticadas com depressão têm a sensação de que “o mundo está mais apagado” e que a música não soa como antes. Nosso humor consegue afetar a maneira como nós enxergamos o mundo à nossa volta.




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